Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
Ensino : afinal quanto custam as escolas estatais?

Diário da Educação

Escolas com Contrato

 

Alexandre Homem Cristo: "Pela Europa fora, já para não falar das charter schools nos EUA, a atribuição de contratos de financiamento a escolas não estatais, para que prestem um serviço público de educação, é cada vez mais a norma, numa tendência para a crescente autonomia das escolas e descentralização da Educação (vide Holanda, Suécia, Inglaterra)." (Blogue APARELHO DE ESTADO no Expresso, ter 1 fev 2011.)

 

Concorrência entre Escolas

 

Nuno Lobo, "Concorrência entre escolas" (Cartas à Directora, PÚBLICO, ter 1 fev 2011, p. 30).

 

Ministra da Educação

 

Três perguntas a Isabel Alçada (PÚBLICO, ter 1 fev 2011, p. 10).

 

Ministério da Educação

 

O PSD quer um Ministério da Educação limitado ao papel de regulador do ensino sem funções de gestão das escolas (i online, ter 1 fev 2011).

 

Estado Social

 

Miguel Morgado: "O debate público em torno dos cortes no financiamento às escolas com contratos de associação tem sido bastante revelador do estranho entendimento que alguns têm dos objectivos do Estado social." (Blogue O CACHIMBO DE MAGRITTE, seg 31 jan 2011.)

 

Infidelidade à Constituição

 

Mário Pinto: "Para evidenciar esta política inimiga das liberdades de escola privada, basta atentar no discurso político da Ministra da Educação, nos termos e modos como sempre ataca o ensino privado e sempre defende a escola pública — como se não tivesse o dever institucional de tutelar todo o ensino, público e privado." (Blogue LOGOS, seg 31 jan 2011.)

 

Bruxelas

 

A Comissão Europeia adoptou hoje um plano de acção para ajudar os Estados-membros a reduzir para menos de 10 por cento, até 2020, a taxa de abandono escolar, objectivo do qual países como Portugal ainda estão longe (PÚBLICO online, seg 31 jan 2011).

 

Transparência

 

Alexandra Pinheiro: "É por isso muito importante que os jornalistas reclamem transparência, rigor nos dados e serenidade na avaliação. Assim evitaremos que se fechem boas escolas, sem racionalidade educativa, sem racionalidade social, sem racionalidade económica e contra a vontade dos pais." (i online, seg 31 jan 2011.)

 

Concorrência entre Escolas

 

João Pereira Coutinho: "Pena que a ministra não tenha esclarecido dois pontos: primeiro, quanto custam as escolas estatais por comparação com as privadas; e, segundo, por que raio se mantêm abertas escolas estatais às moscas quando existem as privadas que fazem o mesmo trabalho com assinalável sucesso." (CORREIO DA MANHÃ online, dom 30 jan 2011.)

 

Aposta na Educação

 

Primeiro Ministro José Sócrates: "Mostra-me a tua escola, dir-te-ei que nível de desenvolvimento tens." (PÚBLICO, dom 30 jan 2011, p. 8.)

 

Parque Escolar

 

Governo anuncia arranque da quarta fase do programa de modernização de escolas (PÚBLICO, dom 30 jan 2011, p. 8).

 

Qualidade do Debate

 

Nuno Lobo: "O Daniel Oliveira mente e sabe que mente. Resta-nos agradecer ao PÚBLICO o serviço que nos presta." (Blogue O CACHIMBO DE MAGRITTE, sáb 29 jan 2011.)

 

Custo do Ensino

 

O SOS Movimento Educação pondera avançar com uma acção contra o Ministério da Educação tendo em vista o esclarecimento do custo real de um aluno nas escolas estatais (PÚBLICO, sáb 29 jan 2011, p. 15).

 

Distância entre Escolas

 

Bárbara Wong: "O DN fez um trabalho engraçado e penoso (porque dá trabalho): Meteu os nomes das escolas com contrato de associação e das públicas no google e descobriu a que distância ficam umas das outras." (Blogue EDUCAR EM PORTUGUÊS, sex 28 jan 2011.)

 

Serviço Público de Educação

 

Manuel Queiroz: "De um momento para o outro, anda toda a gente a gritar muito a favor da escola pública, mas na verdade gritam apenas a favor da escola estatal, que é coisa bem diferente." (Editorial do i, sex 28 jan 2011.)

 

Cavalos e Golfe

 

Afinal, que escolas é que têm cavalos e golfe? (PÚBLICO, sex 28 jan 2011, p. 15).

 

Cidadania

 

"Levar crianças a manifestações é 'investir na cidadania activa'", diz investigadora (PÚBLICO, sex 28 jan 2011, p. 15).

 

Financiamento do Ensino

 

As escolas com contrato de associação estão a preparar acções judiciais contra o Estado (PÚBLICO, sex 28 jan 2011, p. 14).

 

Concorrência entre Escolas

 

Que relação têm escolas vizinhas, estatais e privadas, pagas pelo Estado? (PÚBLICO sex 28 jan 2011, p. 14).

 

Parlamento

 

Associação de Estabelecimentos de Ensino particular e Cooperativo em audiência na Assembleia da República com o Grupo Parlamentar do PS (PÚBLICO online, qui 27 jan 2011).

 

Liberdade de Educação

 

Helena Matos: "A escolaridade obrigatória garante o direito ao ensino ou a escolaridade obrigatória transformou-se no dever de frequentar a escola que o Governo do momento decide?" (PÚBLICO, qui 27 de jan 2011, p. 37.)

 

Área de Projecto

 

Presidente da República promulga diploma que extingue Área de Projecto (PÚBLICO, qui 27 jan 2011, p. 13).

 

SOS Movimento Educação

 

Associações de pais começaram ontem a encerrar escolas em protesto contra os cortes no financiamento dos contratos de associação (PÚBLICO, qui 27 jan 2011, p. 12).

 

SOS Movimento Educação

 

Pais de 20 mil alunos fecharam ontem 23 escolas privadas com contrato de associação em todo o País em protesto contra os cortes no financiamento (CORREIO DA MANHÃ online, qui 27 jan 2011).

 

SOS Movimento Educação

 

Nuno Lobo: "Senhora Ministra, diga lá quanto custa um aluno nas escolas estatais!" (Blogue O CACHIMBO DE MAGRITTE, ter 25 jan 2011.)

 

Ministério da Educação

 

Declarações da Ministra da Educação a propósito do protesto protagonizado pelo SOS Movimento Educação (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, ter 25 jan 2011).

 

Custo do Ensino

 

A verdade sobre quanto custa um aluno nas escolas com contrato de associação (Blogue PROFBLOG, ter 25 jan 2011).

 









publicado por Luis Moreira às 13:00
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Sábado, 22 de Janeiro de 2011
Fiat Lux, a propósito de CDS: apenas uma nota pessoal – 6 – por Júlio Marques Mota

(Continuação)

Dir-nos-ão que a justificar estes valores estará o risco, dirão, mas expliquem então como se determinam essas taxas, qual o suporte que tem a determinação destes encargos. O risco, dirão, mas a este nível e com esta dimensão,  o risco, essa invenção moderna, está a ser negociável, ao mesmo nível que as mercadorias, que  as commodities, como se o que é produzido pelo trabalho humano ao mesmo nível possa assim ser colocado, colocado ao nível do que é imaginado. Questão tanto mais séria quanto destes mercados que vivem pois do risco criado, imaginado, negociado, leiloado, à custa de cada país quase que liquidado,  quando se começa a ter como  um dado, e aqui concordamos totalmente com Satyajit Das,  num seu  recente artigo publicado pelo Banque de France, que : “a amarga realidade é que são  muito poucos os actores do sector, tendo em conta os seus próprios interesses,  que estão  preparados para  admitir que uma grande parte da inovação financeira recente foi concebida  especificamente para dissimular o risco, para enganar os investidores e para reduzir a transparência. Este processo era foi totalmente deliberado. A eficiência  e a transparência não são compatíveis com as fortes margens beneficiárias de que procura e obtém  Wall Street. É necessário que os produtos financeiros sejam  opacos e que os seus preços não sejam fixados de forma eficiente para que se obtenham os  lucros excessivos, para que se obtenham fortes rendas económicas.. Os operadores de mercado partilham a opinião de Walter Bagehot a propósito da  monarquia inglesa: “ Não se deve expor  a magia à luz do dia” “, a magia de todos estes lucros, de  todos estes  bónus que ninguém questiona como é que são ganhos, de todos estes mercados, a sua opacidade como sistema, e sobre tudo isto a incapacidade ou o silêncio ou das nossas Instituições Europeias e dos Governos dos seus Estados Membros tem sido sepulcral.A opacidade como produto, como instrumento, como prática,  o oposto do que pode entender como mercado, é disso, portanto, que nos fala  o grande especialista em produtos  derivados, Satyajit Das.

A estabilidade social é um bem público, senhores ministros desta Europa fora, preservemo-la, proibindo, é esse o termo, tudo o que se lhe opõe. De novo aqui, não é querer muito em democracia, é querer que se respeite a concorrência não falseada, a não distorção dos preços de mercado, da economia real. Como se assinala na Assembleia da República francesa “o problema não é o da existência da especulação, o problema é a existência de uma especulação excessiva, que se poderia qualificar de patogénica, portadora de riscos sistémicos, ou susceptíveis de atingir e deformar a integridade dos mercados, ou a de uma especulação fraudulenta feita de rumores, passando pela manipulação das cotações, a difusão de falsos rumores,” e deste modo, “a especulação, pela deformação da realidade económica é evidentemente prejudicial ao bom funcionamento do mercado e contrário à sua lógica. Ora se os preços são mal formados, a poupança não se dirige para os bons investimentos”. E não se pense que se está apenas a falar de produtos financeiros numa economia globalizada, pois, como se assinala no mesmo documento “não estou nada seguro de que a prazo não haja risco sistémico nos mercados das matérias-primas agrícolas. (…) Penso que tendo em conta posições muito importantes quanto às importações, em particular da China, pode haver amanhã um grande risco sistémico: se os grandes operadores não puderem assumir as suas obrigações, isto arrastará falências em cadeia, ou seja, uma crise. (…) Para os industriais, tudo isto se traduz por uma desestabilização e por uma verdadeira perda de referências, a volatilidade das cotações não lhes permitindo arbitrar as posições e os contratos em condições normais relativamente ao horizonte económico de uma empresa. O andar do tempo dos operadores físicos não é de modo nenhum o dos operadores financeiros. (…) A enorme variação dos preços impede os produtores e os utilizadores de actuar no mesmo plano a que os outros operadores, muito mais poderosos, actuam”[1]. Como sabemos e aqui bem se explica é o próprio coração da economia real que é neste contexto atingida, pelo disfuncionamento destes mercados. Até lá, continue-se pois a especular. Como se assinala num texto produzido pela Presidência da República Francesa, a assimetria acima explicada “encoraja os especuladores a apostarem sobre a baixa das obrigações, e a existência do mercado dos CDS exerce assim uma pressão à baixa das obrigações subjacentes. Neste caso, estes investidores compram CDS, não porque antecipam uma situação de incumprimento futura, mas porque esperam que o preço dos CDS venha a aumentar como resposta aos receios e temores sobre o incumprimento do emitente.” E a nova emissão de títulos do Estados vai já incorporar estes valores novos dos CDS! E os Estado soberanos por essa via ficam prisioneiros dos mercados, como o atesta a afirmação clara da direcção do Barclays:



publicado por Carlos Loures às 21:00
editado por Luis Moreira às 01:43
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