Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

A República nos livros de ontem nos livros de hoje - CLXXII e CLXXIII, por José Brandão

Sarmento Pimentel ou a Geração Traída

 

Norberto Lopes

 

Editorial Aster, 1976

 

Estes «Diálogos» com o autor das «Memórias do Capitão», para quem se tenha iniciado a lê-las em volume, produzem o efeito destas rotundas de parques escolhidos como ponto ideal para o visitante ouvir os rítmicos desdobramentos do «eco.

 

Recapitulam connosco os passos capitais da carreira do memorialista homem de armas, paralela às lides cívicas em que se viu envolvido e a que por temperamento respondeu sempre favoravelmente. 1910, 1914, 1919. 1927, ... Proclamação da República, campanha do Sul de Angola, derrota da Monarquia do Norte, ataque à ditadura saída do 28 de Maio... outras tantas gestas da longa jornada política de um homem que nunca ambicionou o Poder, mas que não consentia que ele fosse a presa dos leões de fáceis césares ou dos lobos de falsos democratas negaceando no povoado com samarras de cordeiro.

 

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Seara Nova – Antologia

 

Volumes

 

Sottomayor Cardia (Organização)

 

Seara Nova, 1972

 

O lançamento da Seara Nova em 1921 foi basicamente, obra de três grandes figuras intelectuais: Jaime Cortesão, Raul Proença e Luís da Câmara Reys.

 

Director da Biblioteca Nacional, Cortesão era já figura de larga projecção literária e política.

 

A sua primeira intervenção política de certa importância parece ter ocorrido em 1908, nos primeiros dias de Fevereiro. Preparava-se a revolução republicana no Porto; colhidos de surpresa pelo regicídio, os dirigentes decidiram adiá-la para evitar confusões entre a instauração da República, que tinham por objectivo, e o atentado, a que eram estranhos. Em nome dos revolucionários do Porto, foi Jaime Cortesão incumbido de se deslocar a Lisboa, onde procurou Bernardino Machado, que lhe deu parecer desfavorável à ideia de uma revolução imediata.

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publicado por João Machado às 17:00
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (45)


Roteiro da Imprensa Operária e Sindical
1836-1986

Victor de Sá

Editorial Caminho, 1991



Século e meio de imprensa operária em Portugal.
A revelação de um património insuspeitado. Mais de dois mil títulos identificados neste volume.
Memória ordenada e sistematizada do que existe e do que se sabe ter existido.
Ordenação cronológica e Índices: alfabético, geográfico, socioprofissional, de números comemorativos, jornais clandestinos, boletins oficiais e outros.
Importante auxiliar para investigadores, historiadores, sindicalistas e sociólogos.
Trabalho de consulta indispensável nas bibliotecas dos estudiosos.

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Seara Nova – Antologia
Volume I

Sottomayor Cardia (Organização)


Seara Nova, 1972

O lançamento da Seara Nova em 1921 e basicamente, obra de três grandes figuras intelectuais: Jaime Cortesão, Raul Proença e Luís da Câmara Reys.
Director da Biblioteca Nacional, Cortesão era já figura de larga projecção literária e política.
A sua primeira intervenção política de certa importância parece ter ocorrido em 1908, nos primeiros dias de Fevereiro. Preparava-se a revolução republicana no Porto; colhidos de surpresa pelo regicídio, os dirigentes decidiram adiá-la para evitar confusões entre a instauração da República, que tinham por objectivo, e o atentado, a que eram estranhos. Em nome dos revolucionários do Porto, foi Jaime Cortesão incumbido de se deslocar a Lisboa, onde procurou Bernardino Machado, que lhe deu parecer desfavorável à ideia de uma revolução imediata.

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Seara Nova – Antologia
Volume II

Sottomayor Cardia (Organização)

Seara Nova, 1972
Um alto funcionário duma às nossas colónias do Extremo Oriente escreveu-nos estas palavras revoltantes e desoladoras:
Meu amigo, quando aí lia e dizia que o País estava enfeudado à alta finança, não fazia ideia da realidade funda e grave que isto representa.
As Colónias estão vendidas ao B. N. Ultramarino que lhes nega o melhor do seu trabalho.
Estamos nas mãos deles. Dominam completamente.
No Conselho Colonial, tribunal que resolve em última instância todas as questões coloniais, manda completamente.
Os vogais das diferentes colónias são deitas pelos maiores contribuintes e estes são satélites ou empregados do Banco!
Uma calamidade!
Não vejo possibilidades de o País lhes sair das garras; mas sempre seria conveniente dizer isto ao público, aí, do alto da «Seara».

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publicado por Carlos Loures às 18:00
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 173 e 174 (José Brandão)

Sarmento Pimentel ou a Geração Traída

Norberto Lopes

Editorial Aster, 1976

Estes «Diálogos» com o autor das «Memórias do Capitão», para quem se tenha iniciado a lê-las em volume, produzem o efeito destas rotundas de parques escolhidos como ponto ideal para o visitante ouvir os rítmicos desdobramentos do «eco.

Recapitulam connosco os passos capitais da carreira do memorialista homem de armas, paralela às lides cívicas em que se viu envolvido e a que por temperamento respondeu sempre favoravelmente. 1910, 1914, 1919. 1927, ... Proclamação da República, campanha do Sul de Angola, derrota da Monarquia do Norte, ataque à ditadura saída do 28 de Maio... outras tantas gestas da longa jornada política de um homem que nunca ambicionou o Poder, mas que não consentia que ele fosse a presa dos leões de fáceis césares ou dos lobos de falsos democratas negaceando no povoado com samarras de cordeiro.

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Seara Nova – Antologia

2 Volumes

Sottomayor Cardia (Organização)

Seara Nova, 1972

O lançamento da Seara Nova em 1921 e basicamente, obra de três grandes figuras intelectuais: Jaime Cortesão, Raul Proença e Luís da Câmara Reys.

Director da Biblioteca Nacional, Cortesão era já figura de larga projecção literária e política.

A sua primeira intervenção política de certa importância parece ter ocorrido em 1908, nos primeiros dias de Fevereiro. Preparava-se a revolução republicana no Porto; colhidos de surpresa pelo regicídio, os dirigentes decidiram adiá-la para evitar confusões entre a instauração da República, que tinham por objectivo, e o atentado, a que eram estranhos. Em nome dos revolucionários do Porto, foi Jaime Cortesão incumbido de se deslocar a Lisboa, onde procurou Bernardino Machado, que lhe deu parecer desfavorável à ideia de uma revolução imediata.
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publicado por Carlos Loures às 18:00
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