Sábado, 4 de Dezembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (50)

O Sindicalismo no Alentejo

António Ventura

Seara Nova, 1977

O movimento associativo entre as classes trabalhadoras portuguesas começou a tomar forma a partir de 1839, embora de maneira rudimentar, com a formação da Associação dos Artistas Lisbonenses. Em Julho de 1850 é fundada a Associação dos Operários, com base num grupo de propagandistas sociais e militantes operários ligados ao jornal O Eco dos Operários e onde são de destacar os nomes de Vieira da Silva, Sousa Brandão e Lopes de Mendonça.

Naquele periódico definiam os seus objectivos.

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Os Sindicatos Operários e a República Burguesa (1910-1926)

David de Carvalho

Seara Nova, 1977

Este livro é a crónica dum tempo que de longe e do perto vivi, senti e observei, na infância e não menos na adolescência, desde uma idade em que os meninos só convivem com brinquedos, brinquedos que não tive e tive de improvisar, num tempo longo em que tudo me foi adverso e todas as coisas me atiraram para melancólicas reflexões sobre essas mesmas coisas do mundo que eu apenas pressentia e ninguém me sabia explicar; assim não pude compreender a razão da injustiça que feria tantos e tantos mocinhos como eu era então. E aqui está por que gostaria de dedicar o meu livro a tantos outros mocinhos, que o são hoje como o fui há mais do meio século, que me deixam ver que sofrem amarguras, decepções e frustrações como aquelas que sofri, mau grado tanto tempo andado e tanta coisa acontecida.
publicado por Carlos Loures às 18:00
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (45)


Roteiro da Imprensa Operária e Sindical
1836-1986

Victor de Sá

Editorial Caminho, 1991



Século e meio de imprensa operária em Portugal.
A revelação de um património insuspeitado. Mais de dois mil títulos identificados neste volume.
Memória ordenada e sistematizada do que existe e do que se sabe ter existido.
Ordenação cronológica e Índices: alfabético, geográfico, socioprofissional, de números comemorativos, jornais clandestinos, boletins oficiais e outros.
Importante auxiliar para investigadores, historiadores, sindicalistas e sociólogos.
Trabalho de consulta indispensável nas bibliotecas dos estudiosos.

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Seara Nova – Antologia
Volume I

Sottomayor Cardia (Organização)


Seara Nova, 1972

O lançamento da Seara Nova em 1921 e basicamente, obra de três grandes figuras intelectuais: Jaime Cortesão, Raul Proença e Luís da Câmara Reys.
Director da Biblioteca Nacional, Cortesão era já figura de larga projecção literária e política.
A sua primeira intervenção política de certa importância parece ter ocorrido em 1908, nos primeiros dias de Fevereiro. Preparava-se a revolução republicana no Porto; colhidos de surpresa pelo regicídio, os dirigentes decidiram adiá-la para evitar confusões entre a instauração da República, que tinham por objectivo, e o atentado, a que eram estranhos. Em nome dos revolucionários do Porto, foi Jaime Cortesão incumbido de se deslocar a Lisboa, onde procurou Bernardino Machado, que lhe deu parecer desfavorável à ideia de uma revolução imediata.

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Seara Nova – Antologia
Volume II

Sottomayor Cardia (Organização)

Seara Nova, 1972
Um alto funcionário duma às nossas colónias do Extremo Oriente escreveu-nos estas palavras revoltantes e desoladoras:
Meu amigo, quando aí lia e dizia que o País estava enfeudado à alta finança, não fazia ideia da realidade funda e grave que isto representa.
As Colónias estão vendidas ao B. N. Ultramarino que lhes nega o melhor do seu trabalho.
Estamos nas mãos deles. Dominam completamente.
No Conselho Colonial, tribunal que resolve em última instância todas as questões coloniais, manda completamente.
Os vogais das diferentes colónias são deitas pelos maiores contribuintes e estes são satélites ou empregados do Banco!
Uma calamidade!
Não vejo possibilidades de o País lhes sair das garras; mas sempre seria conveniente dizer isto ao público, aí, do alto da «Seara».

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Domingo, 12 de Setembro de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 154 e 155 (José Brandão)

Raul Proença e a “Alma Nacional”

Fernando Piteira Santos

Publicações Europa-América, 1979

Da leitura da revista Alma Nacional, e sem esquecermos que além do seu fundador, António José de Almeida, nas suas páginas se nos depara uma plêiade de escritores, críticos, publicistas políticos, sobressai a colaboração de Raul Proença. E se tivermos em conta a relevância que, após 1921, virá a assumir a sua actividade polémica e doutrinal, particularmente nas páginas da revista Seara Nova, não poderemos furtar-nos à evidência do interesse destas páginas, que, quase totalmente, foram votadas ao esquecimento pelos compiladores da Obra Política de Raul Proença. Não é culpa do autor de um modesto ensaio sobre a existência e função ideológica da revista Alma Nacional se, ao debruçar-se sobre a estratégia e a táctica do Partido Republicano, a presença de Raul Proença adquire relevo e exorbita da moldura que fora concebida. O âmbito da pesquisa era mais vasto.

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O Regicídio

Maria Alice Samara

Rui Tavares

Editora Tinta da China, 2008


No primeiro ensaio, «Memória do Atentado», de Maria Alice Samara, constrói-se o roteiro do evento que viria a alterar de forma indelével a história de Portugal, descrevendo-se o palco, as personagens e os acontecimentos, recorrendo ao testemunho dos principais escritores, políticos e jornais da época: «Certo é que até aos dias de hoje, cem anos depois, há ainda perguntas por responder. É, sem dúvida, importante procurar conhecer a verdade sobre os factos, ou, pelo menos, encontrar uma linha coerente de explicação dos mesmos.

Em «O Atentado Iconográfico», Rui Tavares seleccionou uma vasta colecção de imagens - fotografias e gravuras - publicadas na «Ilustração Portuguesa», usando-as como mote para um texto que explora o modo como o regicídio português foi recebido e tratado nesta importante revista, até à deflagração da Primeira Guerra Mundial, em 1914.

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Sábado, 28 de Agosto de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 125 e 126 (José Brandão)

Obra Política de Raul Proença

4 Volumes

Raul Proença

Seara Nova, 1972

A profissão que escolhera condizia com as predilecções do seu espírito. Não permitia que o distraíssem mais que alguns minutos da tarefa quotidiana. Das onze às cinco, eram horas de labor pleno, intenso, ganhando, com o dobro ou o triplo do trabalho normal, as centenas de escudos dum ordenado exíguo. As regras de catalogação por ele elaboradas, julgaram-nas uma obra-prima alguns bibliotecários norte-americanos.

Saindo da Biblioteca, descia rapidamente o Chiado, seguia para casa, num bairro distante e tranquilo. Começava então a magnífica vida interior – as leituras, as meditações e as suas intervenções cívicas na turbulenta vida nacional. A sua personalidade desdobrava-se, em múltiplos aspectos. No mesmo número da Seara falava de Deus e de Cunha Leal. Em todos os escritos, havia a mesma pureza de intenções.

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O Operariado e a Primeira República (1910-1924)


César Oliveira


Publicações Alfa, 1990

Este volume é constituído por um conjunto diverso de textos, publicados entre 1971 e 1982, sobre o movimento operário e sindical português. Não foi sem hesitações várias que aceitámos responder positivamente às solicitações do editor e do responsável por esta iniciativa, o Dr. António Reis. Na verdade, se tivesse de elaborar hoje os textos que aqui se incluem, ou pelo menos a sua esmagadora maioria, certamente eles não seriam totalmente idênticos aos que escrevi entre as datas acima referidas. Com excepção do texto relativo à «Formação dos conflitos e clivagens no interior do movimento operário e sindical» publicado em 1982 num volume intitulado O Movimento Sindical Português: A Primeira Cisão, todos os textos foram publicados antes de 25 de Abril de 1974 …

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