Domingo, 24 de Abril de 2011
José Afonso: «À sombra da legalidade democrática mantêm-se e até se acentuam, as injustiças sociais que existiam antes do 25 de Abril.»

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Excertos de uma entrevista concedida por José Afonso à revista «Questões e Alternativas», nº2, de Abril de 1984. Gravada, foi conduzida por Rui de Oliveira. A questão posta pela publicação a diversas personalidades de esquerda era - «O 25 de Abril dez anos depois – que mudança?»).

 

 

 

 

 

«O facto de eu poder ir a uma colectividade e poder dizer abertamente que é urgente uma subversão em relação ao momento actual que vivemos, que essa atitude subversiva não deve ficar apenas na consciência das pessoas, deve ter consequências colectivas e dirigir-se ao poder, constituir um desafio ao poder, tem alguma coisa de novo.»(…) «Existe uma democracia dita representativa, existe um parlamento que discute as leis, partidos políticos que representam correntes de opinião segundo o modelo europeu. A esse nível há um conjunto de aquisições.» (…)

 

«Continuamos com a sociedade de classes, sabemos por exemplo, que quem tem acesso ao ensino superior é uma pequena elite, que o ensino superior visa preparar indivíduos que, uma vez no poder, perpetuam a desigualdade de classes e, também, o sistema político que a conserva. A este nível, as coisas mantêm-se, portanto, na mesma. À sombra da legalidade democrática mantêm-se e até se acentuam, as injustiças sociais que existiam antes do 25 de Abril.» (…)»As perspectivas abertas por essa liberdade dependem da classe social a que se pertence. Digamos que, para a classe operária que vive na cintura industrial de Lisboa, não abre perspectiva alguma em relação ao desafogo a que aspira.» (…)«Agora, por exemplo, para um intelectual, cujo fim possa ser uma coluna num jornal onde possa colaborar» (…)«existe de facto liberdade para essas coisas. Mas a liberdade de uma classe pode não ser a liberdade de outra.» (…) «No que respeita à liberdade, as instituições existem. Mas funcionam num conjunto de alternativas que não favorecem o exercício da liberdade.»

 

«Penso que, após o 25 de Abril, devia ter havido uma prática pedagógica do exercício da democracia. As populações deveriam experimentar, directamente, quais são as possibilidades de inserção na realidade, de a transformar. Essa, para mim, é a forma mais sã de exercer a democracia. O voto de quando em quando, após 50 anos de obscurantismo, é uma coisa para especialistas em demagogia. Até porque os deputados não estão na Assembleia para resolver os problemas mais imediatos do povo, mas para cumprir desideratos políticos.» (…) «Por outro lado, todo o discurso parlamentar, com os meios de que dispõe, é de molde a configurar as consciências. É exactamente o que não acontecia imediatamente a seguir ao 25 de Abril, quando se organizaram as comissões de trabalhadores, de moradores, todos esses organismos que saíram quase espontaneamente do processo popular. Está-se hoje num círculo vicioso. A democracia só serve para confirmar, sancionar, o tipo de desigualdades a que me referi.» (…) «Há, sem dúvida, uma diferença entre o fascismo e a democracia burguesa, embora, por vezes, em certos aspectos, esta possa resultar naquele.»



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Domingo, 20 de Março de 2011
Agenda Cultural - 21 a 27 de Março - por Rui de Oliveira

 

Na Segunda-feira 21/3 : No Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), às 19h, a obra Passio de Arvo Pӓrt, baseada no Evangelho Segundo S. João, será interpretada pelo Coro Casa da Música e membros do Remix Ensemble, sob a direcção musical de Paul Hilliard, ele próprio biógrafo do compositor estoniano. Esta é uma obra central do tipo de sonoridade que Pӓrt denominou tintinnabuli − harmonias e ritmos simples, notas não ornamentadas, com claras reminiscências do canto gregoriano. http://www.arvopart.info/samples_files/passio.mp3

 

 

Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 18h, há um recital de piano por Edward Luiz, por iniciativa de O Som do Mundo de Fala Portuguesa.

 

 

 

Por ocasião do Dia Mundial da Poesia, a Casa Fernando Pessoa promove no Jardim Teófilo Braga uma feira do livro de poesia até 27/3 (10-20h). Também devido a essa efeméride haverá na Biblioteca-Museu República e Resistência (Espaço Grandella) uma leitura de obras sob o título "Poesia de Combate Republicano: Da Monarquia ao Século XXI , coordenada por Isabel Lousada e João David Zink (às 19h).

  

Na Aula Magna da Reitoria, tem lugar às 18h a cerimónia dos "100 Anos da Universidade de Lisboa" com a outorga do doutoramento Honoris Causa a António Lobo Antunes, uma peça de homenagem a Orlando Ribeiro, a atribuição do Prémio Universidade de Lisboa 2011 a Jorge Miranda, além de outras iniciativas.

 

 

 

 

 Predominantemente nos cinemas S.Jorge e City Alvalade (embora também na Fundação Gulbenkian, no Museu da Marioneta, no Teatro Meridional, no Museu de Etnologia, na Escola Secundária D.Dinis), abre neste dia a MONSTRA - Festival de Animação de Lisboa, o mais antigo festival da cidade de Lisboa, na sua 10ª edição entre 21 e 27 de Março. Tem como país convidado a Holanda ao mesmo tempo que realiza também retrospectivas de cinema de animação japonês. Na cinematografia holandesa destacam-se as retrospectivas de Michael Dudok de Wit ou de Gerrit Van Dirk, nomes incontornáveis do cinema de animação. Outra das grandes atracções referenciadas na retrospectiva da animação japonesa é a produzida pelos estúdios Ghibli, do mestre Hayao Miyazaki, autor da série “Conan, O Rapaz do Futuro" e do belíssimo “A Princesa Mononoke”. (ver programa integral em

http://www.monstrafestival.com/2011/attachments/111_Desdobravel2011_Press.pdf )

 

No teatro "A Barraca" encerram às 21h30 os Encontros Imaginários (texto e encenação de Helder Costa) onde se confrontam formas diversas de exercer o Poder através do debate entre personagens marcantes da História da Humanidade, neste caso Gandhi (Ruben Garcia) pela resistência pacífica, Hitler (Pedro Borges) como a agressão bárbara e autoritária e Maria Antoineta (Maria do Céu Guerra) tipo do orgulho aristocrático.

 

 

 

 

 

 

Na Terça-feira 22/3 : Neste dia escasso de eventos, lembramos o encerramento a 27 de Março da Exposição : Columbano, uma iniciativa do Museu do Chiado/IMC com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, comissariada por Maria de Aires Silveira, que merece uma demorada visita. Como diz o seu catálogo "... Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), pioneiro do realismo português, introduz um discurso de modernidade, especialmente através do retrato, desde a década de 80, e representa as mais destacadas personalidades da sociedade portuguesa, em imagens identificadoras das mudanças sociais, ao longo de três gerações da viragem do século...".

 

No Núcleo Museológico do Quartel da Pontinha, é apresentado às 18h30 por Joaquim Furtado o novo livro de Otelo Saraiva de Carvalho "O Dia Inicial - 25 de Abril hora a hora"(editora Cotovia), seguindo-se uma visita guiada ao Posto de Comando do MFA.

 

Na Companhia Teatral do Chiado, criada em 1990 por Mário Viegas e Juvenal Garcês, estreia Os Segredos de Fréderic, O Mágico do Pensamento de Fréderic da Silva, que a interpreta.  Entretanto, adverte-se que cessam a presença em cena a 24 de Março Ola, um one-man show de José Cruz com encenação de Douceline Derréal ; a 26 de Março As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos de Jess Borgeson, Adam Long e Daniel Singer, comédia hilariante dirigida por Juvenal Garcês ; a 27 de Março A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (d´uma assentada) de Adam Long, Austin Tichenor e Reed Martin com encenação de Juvenal Garcês ; a 28 de Março Outra História de Encantar de Jorge Picoto com encenação de Mário Redondo e a 30 de Março Os Actores O que farias para ser um ? de Pedro Saavedra com encenação do próprio.

 

 

Na Quarta-feira 23/3 : De entre os filmes de média cotação crítica estreados nesta semana, poderá ser curioso cotejar (como já fizeram muitos) as duas produções francesas, uma de François Ozon Potiche (Minha Rica Mulherzinha), outra de Marc Fitoussi Copacabana, em que o primeiro parece levar vantagem, em parte certamente pela implícita sátira política do duo Fabrice Luchini/Catherine Deneuve ao confronto Nicholas Sarkosi-Ségolène Royal. Já na comédia de Fitoussi, só a qualidade de Isabelle Hupert (Babou) como "vendedora emérita de time-shares" consegue equilibrar o seu pouco convencional personagem.

  

Na Casa da América Latina, às 19h30, o recital "Dos dois lados do mar" com a actriz Júlia Lello, acompanhada pelo guitarrista João Roque, versará sobre poetas e compositores latino-americanos, portugueses e espanhóis.

 

Na Fundação Mário Soares, às 18h30, será apresentado o livro "Palma Inácio e o Golpe dos Generais (1947)" (Âncora Editora) de Luís Vaz pela jornalista Sandra Moutinho.

  

Na divulgação de Efémera, o seu álbum de estreia, a jóvem cantora brasileira Tulipa Ruiz canta em diversos auditórios FNAC, iniciando-se em Cascais (18h30) e Lisboa/Colombo (22h). (para conhecer: http://www.youtube.com/watch?v=UWeOJD3oidg )

 

  

Na Quinta-feira 24/3 : Pinchas Zukerman, maestro e violinista, com a Orquestra Gulbenkian, interpretam no Grande Auditório da FCG, às 21h, de Johann Sebastian Bach Concerto para Violino nº1, BWV 1041 e Concerto para Violino nº2, BWV 1042, de Anton Bruckner Adagio do Quinteto para Cordas em Fá maior e de Robert Schumann Sinfonia nº2, Op.61. Repete na Sexta 25/3 às 19h.

  

No CCB, às 22h, na recepção do Centro de Reuniões, noutro concerto de jazz "Dose Dupla" o pianista Ruben Alves fará duo com o cantor americano Philip Hamilton, colaborador frequente da banda de Pat Metheny.

  

Na sede da Orquestra Metropolitana em Lisboa, às 18h, num concerto duplo o "Duo de Violino e Piano" dos solistas da Metropolitana Liviu Scripcaru violino e Alexandra Simpson piano tocará de Johann Sebastian Bach Sonata para Violino e Cravo em Dó menor, BWV 1017, de Ludwig van Beethoven Sonata para Violino e Piano n.º 5, Op. 24, Primavera e de Johannes Brahms  Sonata para Violino e Piano n.º 1 e, em seguida, em "Música Romântica para Fagote e Piano" Franz Dörsam fagote, Bertrand Raoulx fagote e Savka Konjikusic piano tocarão de Johann Baptist Vanhal Concerto para Dois Fagotes em Fá maior e de August Ritter  Sinfonia Concertante para Dois Fagotes. (entrada livre)

 

Também na sede da Sociedade Portuguesa de Autores, às 18h30, em "Suites para Clarinete, Violino e Piano", outros solistas da Metropolitana Nuno Silva clarinete, Adrian Florescu violino e Anna Tomasik piano interpretarão de Darius Milhaud Suite para Clarinete, Violino e Piano, Op. 157b, de Aleksander Arutiunian Suite para Clarinete, Violino e Piano e de Edvard Grieg Sonata para Violino n.º 3 em Dó menor, Op. 45. O concerto repete na Sexta 25/3 (às 19h) no Liceu Camões.

  

No Teatro do Bairro Alto, estreia às 21h30, a peça "A Morte de Judas", um texto de Paul Claudel encenado por Luis Miguel Cintra, Cristina Reis e Dinarte Branco e interpretado por este último. Ao contrário dos Evangelhos que mitificam a narrativa dos acontecimentos, Judas fala do lugar do Homem, fala enforcado, e resgata a sua condenação moral com um ponto de vista exemplarmente dialéctico em que demonstra como a sua traição serviu Deus. Continua até 28/3.


No Maria Matos TM, às 21h30, seis artistas de cinco países (Gilles Polet, Goran Sergej Pristas, Judith Davis, Leo Preston, Tiago Rodrigues e Tónan Quito) encenam "Long Distance Hotel Revisited", peça escrita em conjunto através da Internet (até 27/3).

  

Na Casa Conveniente (ao Cais de Sodré), das 20 às 24h, estreia a peça "Anúncio de Morte 1 - Album de Família", encenada por Monica Calle e interpretada por Tiago Vieira, a partir de "A Máquina-Hamlet" de Heiner Müller, daí "...a fórmula do teatro é apenas nascimento e morte. O efeito do teatro, o seu impacto, é o medo da transformação porque a última transformação é a morte. Existem apenas duas formas de lidar com esse medo: como comédia, deflagrando o medo da morte; e como tragédia, elevando-o". Permanece até 3/4..


No seu 3º concerto (de entrada livre) o XIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa vai à Igreja de Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha), às 21h30, onde Antoine Sibertin-Blanc, órgão (titular do Grande-Órgão da Sé Patriarcal de Lisboa) e o Coro Gregoriano de Lisboa (sob a direcção de Maria Helena Pires de Matos) improvisarão sobre temas do canto gregoriano.

  

No Ondajazz, às 22h30, ouve-se o duo Fernando Girão (voz) e Luiz Avellar (piano).

  

José Medeiros Ferreira  será o palestrante no ciclo das "100 Lições" comemorativo do centenário da UL, na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa, às 18h. Nesse mesmo dia, em celebração da data do "Dia do Estudante", haverá confraternização musical nos Foyers da Aula Magna (Reitoria) com Stereo Addiction, Kaesar, NȜurofitness, Frank De Lucca & Da Costa (23.00-5.00h).

 

 

Na Sexta-feira 25/3 : No Grande Auditório do CCB, às 21h, exibe-se Babel (Words) , obra de Sidi Larbi Cherkaoui e Damien Jalet (coreógrafos) com o design visual de Antony Gormley. Nesta dança (entre dança e teatro, envolvida por músicas japonesas, indianas, turcas, etc) testemunhamos "o eliminar das fronteiras que tentamos impor ao nossos mundos geográficos, virtuais, políticos ou espirituais...sendo deixados com algo mais primitivo, transcendente e unificador". Repete Sábado 26/3.

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 13 de Março de 2011
Agenda Cultural - 14 a 20 de Março - por Rui de Oliveira

Na Segunda-feira 14/3 :  No Grande Auditório da Culturgest, às 17h30, há uma mesa redonda intitulada "Imagem/Imagens" onde participam Hans Belting, Georges Didi-Huberman e Jacques Rancière, autores centrais da crítica contemporânea da imagem. (entrada livre)

  

Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 17h, há um recital de piano a quatro mãos de Andrea Teixeira & Rosenda Tesebra, por iniciativa de O Som do Mundo de Fala Portuguesa. Segue-se, às 18h30, um recital de piano de Eduard Stan e o Duo Contrasti (Diana Tzonkova e Ercole de Conca), uma iniciativa do Instituto Cultural Romeno e da Embaixada da Bulgária, integrada na Festa da Francofonia iniciada nesta data. (entrada livre)

 

No Institut Français du Portugal (IFP), às 19h30, exibe-se o filme Le Jeu de l'Amour de Driss Chouika (Marrocos)(entrada livre), no quadro da "Fête de la Francophonie" (ver programa pormenorizado em http://www.ambafrance-pt.org/IMG/pdf/-14.pdf )

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Mantendo a tradição das Segundas cinéfilas (fruto, em parte, do encerramento dos museus), sugeria a visão do filme de Lee Chang-Dong Poesia (Shi), estreia deste coreano (ex-ministro da Cultura) em Portugal, após receber o prémio do Melhor Argumento em Cannes 2010. Interpretado por excelentes actores como Yun Junghee, "utiliza uma elegante acumulação de pormenores para construir um filme assombrosamente denso sobre a memória e o esquecimento que fica connosco muito para lá dos planos finais...que fecham o círculo do rio que corre na cena de abertura",

   

 

 

Na Biblioteca Museu República e Resistência, à Cidade Universitária, no ciclo de conferências "A Poesia e a Liberdade", Teresa Rita Lopes, profª. da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, falará sobre "Pessoa e a Liberdade". (às 18h30)  

 

   

Na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa, as palestras (das 18-20h) do ciclo das "100 Lições" comemorativo do centenário da UL. serão de Pedro Portugal e João Castel Branco Pereira.

 

 

Na Terça-feira 15/3 : No Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), às 21h, a orquestra Ensemble Intercontemporain, dirigida pelo maestro Peter Eötvös, acompanhada pela soprano Measha Bruggergosman, interpreta de Bruno Mantovani Les Danses Interrompues, de Gyorgy Ligeti Concerto de Câmara, de Peter Eötvös Snatches of a Conversation e de Luciano Berio Recital I (for Cathy). Antes do concerto, às 19h) há uma conferência por Peter Eötvös.

 

No Teatro Nacional D.Maria II (Salão Nobre,às 19h), Christopher Baugh e J.Carrilho da Graça debaterão "O edifício do teatro e o espaço cénico contemporâneo: haverá lugar para novas revoluções?" (entrada livre).

  

O Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) organiza no Anfiteatro III o III Seminário de História e Cultura Política «Monarquia e República»(14h-19h30), coordenado pelo professor Ernesto Castro Leal (CH/FLUL). (entrada livre)

 

O "Café Philo" do Institut Français du Portugal será sobre "Criatividade", moderado por Jean-Yves Mercury e Dominique Mortiaux (às 21h, entrada livre).

  

Carlos Santos Ferreira  será o palestrante no ciclo das "100 Lições" comemorativo do centenário da UL.

 

 

 

 

 

Na Quarta-feira 16/3 : No Grande Auditório do CCB, às 21h, o cantor de jazz Kurt Elling (Grammy do melhor álbum 2009 com Dedicated to you) reinterpretará os grandes nomes da história do jazz cantado.

 

Na Galeria Monumental (ao Campo Mártires da Pátria), às 22h, o espectáculo Frida Frida, com interpretações de Mónica Garcez e Wagner Borges e subordinado ao conceito de perfinst (cruzando performance e instalação), propõe um revisitar da obra da pintora mexicana. Prolonga-se até 3/4.

 

No IFP, às 19h, realiza-se uma mesa redonda sobre "Voix et Démocratie" em que participam Jacques Rancière, conhecido filósofo francês, Manuel Deniz e Rui Tavares.

 

Na Biblioteca Museu República e Resistência (à Cidade Universitária), tem lugar a conferência "A abolição da pena de morte em Portugal: 1852-1976" por Luis Sotto Braga (Amnistia Internacional) (às 18h30).

 

Na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa, as palestras (das 18-20h) do ciclo das "100 Lições" comemorativo do centenário da UL. serão de Frederico Lourenço e António Coutinho.

 

 

 

 

Na Quinta-feira 17/3 :  A Orquestra Gulbenkian (maestro: Lionel Bringuier) toca no Grande Auditório (21h) com a colaboração do jovem violoncelista Jean-Guihen Queyras, as Danças Polovtsianas de Alexander Borodine, o Concerto para Violoncelo op.104 de Antonin Dvořák, Métaboles de Henri Dutilleux e Daphnis et Chloé: Suite nº2 de Maurice Ravel. Repete Sexta 18/3 às 19h.

 

No Grande Auditório da Culturgest, o Ranters Theatre, companhia australiana, apresenta às 21h30 a peça Holiday (espectáculo em inglês, com legendas). Encenada por Adriano Cortese e interpretada pela dupla Paul Lum e Patrick Moffatt, trata-se de "uma suava provocação", "a viagem das simples complexidades do homem...do bar à chaise longue, complementada por uma banda sonora de barroco contemporâneo...". Repete Sexta 18 e Sábado 19/3.

 

No Pequeno Auditório do CCB (21h), é representada a peça Hilda da escritora franco-senegalense Marie NDiaye, diálogo dum humor absurdo encenado por Cilla Back. Repete a 18 e 19/3.

 

No CCB, às 22h, na recepção do Centro de Reuniões, noutro concerto de jazz "Dose Dupla" o pianista grego Spyros Manesis fará um duo mediterrâneo com a cantora Joana Espadinha num repertório que inclui alguns originais da vocalista portuguesa. (entrada livre)

 

No Ondajazz, às 22h30, Sílvia Nazário celebra 25 anos de cantora, acompanhada de Júlio Resende piano, Nelson Cascais contrabaixo e Cláudio Kumar guitarra acústica, percorrendo as músicas, do samba ao choro, do xote ao malhão, da sua carreira longa.

 

Na ZDB, às 22h, a Sei Miguel Unit Core executa "Not Over, sessão de Releitura"#2, em que reescreve a linguagem do jazz na revisitação das suas peças em arquivo desde 79 (aqui em residência artística).

 

No Teatro Camões, às 21h, a Companhia Nacional de Bailado volta a apresentar Romeu e Julieta com música de Sergei Prokofiev e coreografia de John Cranko, em récitas que se prolongam até 3/4.

 

No Maria Matos Teatro Municipal, às 21h30 em Product of other circumstances o coreógrafo Xavier Le Roy "conta-nos sobre a sua aproximação a ...uma forma de arte que não domina, a dança japonesa butoh". Repete a 18/3.

 

A Companhia Chapitô estreia a peça Cemitério dos Prazeres com encenação de John Mowatt e interpretação de Jorge Cruz e Tiago Viegas, em que "...num ambiente cómico, horripilante, estranho e macabro, estas personagens grotescas e sinistras deambulam numa paisagem sem alma em busca do cheiro do prazer". (às 22h, de Quinta a Domingo até 24/4)

 

No Espaço Avenida (à rua Rosa Araújo), às 22h, a companhia Projecto Teatral apresenta Ostra, explorando "os interstícios e o diálogo com as diferentes artes com que a linguagem teatral se cruza, nomeadamente as artes plásticas". Permanece até 2/4.

 

Na Fundação Gulbenkian (Aud.3, às 17h30), dentro do programa Gulbenkian Ambiente, Riley Dunlap (Univ. Oklahoma) falará sobre "Uma perspectiva comparada numa Europa alargada" e Luisa Schmidt/João Guerra (ICS) sobre "As especificidades do caso português", num debate moderado por Viriato Soromenho Marques.

 

O Seminário Internacional de Estética e Teorias da Arte "O Feio para além do Belo" é organizado pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa (CFUL) (às 9h nesta faculdade) e pelo Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (no dia 18). Este seminário visa reflectir sobre o feio, desvinculando-o da tradicional oposição ao belo, e sobre as circunstâncias através das quais as formas de transgressão dos cânones artísticos se emanciparam como formas artísticas em si, para lá da transgressão e do tipo de percepção estética que procuram suscitar.

 

O "Bar das Ciências" no IFP (19-21h) é sobre Descartes e Euclides: Contribuição para uma Geometria do Cogito com José Maria Gomes (dep. Matemática da FCT da UN). Ainda dentro do programa da "Fête de la Francophonie", é ali exibido às 19h o filme De Père en Flic de Émile Gaudreault (Canadá).

 

José Mário Branco e Rui Simões Bento são os palestrantes no ciclo das "100 Lições" comemorativo do centenário da UL.

  

 

Na Sexta-feira 18/3 : No Teatro Nacional de São Carlos, estreia às 20h a ópera Banksters do compositor contemporâneo Nuno Côrte-Real, sobre libreto de Vasco Graça Moura, inspirado na obra Jacob e o Anjo de José Régio. Com direcção musical de Lawrence Renes e encenação de João Botelho, tem como intérpretes, entre outros, Jorge Vaz de Carvalho, Musa Nkuna e Sara Braga Simões. "Burlesca, satírica e irónica, Banksters é uma ópera tragicómica sobre a vida e a morte: morte de quem, em vida, se afastou fatalmente de si próprio, e vida de quem, na morte, encontra a luz de uma paz nunca sentida". Repete Domingo 20/3 às 16h e depois a 22, 24 e 26/3 às 20h.

 

 

 

 

O XIII Festival Internacional de Órgão de Lisboa  tem o seu concerto de abertura na Igreja dos Jerónimos, às 21h30, onde os organistas João Vaz e António Duarte, acompanhando o Concertus Antiquos (sob a direcção de Vítor Roque Amaro) tocarão obras de F. Liszt, J. Rheinberger e Tomas Luis de Victória. (entrada livre)

 

No "Ciclo de Teatro do Porto?" a decorrer no São Luiz Teatro Municipal, o projecto "Visões Úteis" apresenta no Foyer e Jardim de Inverno (às 22h) A Comissão de Ana Vitorino e Carlos Costa, "uma bem-humorada reflexão sobre os actuais mecanismos de decisão política e económica". Repete Sábado 19/3. No mesmo ciclo, agora no Teatro-Estúdio Mário Viegas (às 23h30) o projecto "As Boas Raparigas Vão para o Céu..." representa Libração de Lluisa Cunillé "um encontro entre duas mulheres num parque de uma cidade durante três noites de lua cheia, onde faz frio...".

 

No IFP, em Músicas do Mundo, o compositor senegalês Naby canta uma mistura de reggae, hip hop, soul e funk (às 21h30).

  

No Ondajazz, às 22h 30m, actua o Quarteto Santos/Melo (Bruno Santos guitarra, Filipe Melo piano, Bernardo Moreira contrabaixo, Bruno Pedroso bateria), com composições originais dos dois primeiros músicos.

 

O Centro de História da FLUL, através da sua linha de investigação Mundo Antigo e Memória Global, realiza o III Seminário Interdisciplinar «Impérios da Era Axial», no Anfiteatro III das 9h-17h. (entrada livre)

 

No ciclo de palestras "Ciência em Português" (CIÊNCIA na UL) na Sala de Conferências da Reitoria da UL (às 18h), a oradora será Cathy Besson do Instituto Dom Luís da UL sobre o tema "O sobreiro e o aumento da seca em Portugal: será que irá sobreviver ?".

 

 

No Sábado 19/3 :  Nova transmissão em directo da Metropolitan Opera de Nova Iorque onde é exibida, no Grande Auditório da FCG às 17h, a ópera Lucia di Lammermoor de Gaetano Donizetti. O maestro Patrick Summers dirigirá, entre outros, Natalie Dessay, Joseph Calleja, Ludovic Tézier e Kwangchul Youn. "A loucura de Lucia é vista por muitos como um grito de revolta contra as convenções matrimoniais da época e contra o papel formatado a que as mulheres se encontravam subjugadas".

  

A Orquestra Académica Metropolitana, constituída por alunos da Academia Superior de Orquestra e dirigida por Jean-Marc Burfin, toca, com a colaboração de Catarina Gonçalves (violoncelo), de Igor Stravinski Danças concertantes, Dmitri Chostakovich Concerto para Violoncelo e Orquestra n.º 1 em Mi bemol maior, Op. 107 e de Ludwig van Beethoven Sinfonia n.º 1 em Dó maior, Op. 68. O concerto tem lugar no Centro Cultural Olga Cadaval de Sintra, às 17h00 e realizara-se na véspera no Centro Cultural do Cartaxo do Cartaxo às 21h30.

 

No âmbito da Festa da Francofonia, no IFP (às 21h30) o luxemburguês Charles Suberville canta Brel, Ferrat, Brassens. (entrada livre)

 

O quinteto luso-franco brasileiro A Roda de Choro de Lisboa interpreta temas do "chorinho" brasileiro de forma única e criativa no Ondajazz, às 22h30. 

   

 

No Domingo 20/3 : A Orquestra Metropolitana de Lisboa junta-se ao Coro Sinfónico Lisboa Cantat e aos cantores Mark Padmore tenor, Dietrich Henschel barítono e Marlis Petersen soprano, sob a direcção musical de Theodor Guschlbauer, para apresentar As Estações, Hob.XXI:3 de Joseph Haydn no Grande Auditório do CCB, às 17h00.

 

No Maria Matos Teatro Municipal, às 18h, os "Osso Exótico" apresentam nova peça O Pyrgo de Chaves , onde "sons e imagens se tornam formas plásticas, moldáveis ao longo do tempo, jogando habilmente com a nossa percepção".

 

O Dia Mundial da Poesia incluirá, nos diversos espaços do CCB, leituras das obras de poetas portugueses, em particular de Herberto Helder, uma exposição da obra de Mário Brotas, uma feira do livro de poesia, entrega de prémios, das 11 às 20 horas.

  

Resta-me desejar, como sempre, as melhores escolhas aos nossos leitores.
  

 

 



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Domingo, 6 de Março de 2011
Agenda Cultural - 7 a 13 de Março - por Rui de Oliveira

 

 

Na Segunda 7/3 : A concluir o ciclo "Jacques Demy", ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

... exibe-se às 19h no Institut Français du Portugal a película "Peau d'Âne" (1970), com Catherine Deneuve, Jean Marais, Jacques Perrin, Micheline Presle e Delphine Seyrig. Mais uma vez com música de Michel Legrand e inspirado no conto da "Pele de Burro" na versão de Charles Perrault, o filme tem canções inesquecíveis, um colorido espantoso e anacronismos deliciosos.

 

Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, há às 18h um Concerto Coral com o Coro Vozes d'Água.

  

No teatro "A Barraca" prosseguem às 21h30 os Encontros Imaginários (texto e encenação de Helder Costa) onde se debatem, em regra, diversas formas de exercer o Poder através do confronto de ideias entre personagens marcantes da História da Humanidade. Neste dia abordam-se os grandes projectos para o engrandecimento das Nações, o manobrismo político e o populismo sendo personagens o Padre António Vieira  (João d’Ávila), Maquiavel (Pedro Borges) e Nero (Adérito Lopes).

 

 

  

 

Na Terça 8/3 :  Em dia quase sem eventos musicais, aconselha-se a visita à primeira exposição individual (muito apreciada pela crítica) do artista Paulo Quintas na Galeria Pedro Cera com o título “Not That Yellow, Vincent”, onde se "recapitula a história (mito?) de um encontro entre Vincent van Gogh e um crítico que comentava que a conjugação de amarelos que utilizava era errada, absurda". (Ter a Sáb 11h-19h30 Encerra a 31 de Março)

 

No Ondajazz, como todas as Terças, às 22h 30m, toca a Big Band Loureiros tendo hoje como convidada a cantora Anabela, singela e simpática homenagem no dia a todas as mulheres.

 

Na Quarta 9/3 :  No novo Teatro do Bairro, inaugurado recentemente a 2/3 na mítica gráfica do Bairro Alto, poderá ver-se a peça "Vida de Artista" de Luisa Costa Gomes, encenada por António Pires e interpretada por Adriano Luz, Manuela Couto e Margarida Vila-Nova. (de Quarta a Sábado às 21h)

   

No "Ciclo de Teatro do Porto?" a decorrer no São Luiz Teatro Municipal, o colectivo "Circolando", sob a direcção artística de André Braga e Cláudia Figueiredo, apresenta no Jardim de Inverno (às 21h) o projecto Areia (excertos) (maiores 6a.), "um trabalho em curso sobre o tempo, o envelhecimento, a morte, a desertificação, a seca...". Repete Quinta 10/3.

  

No Auditório Carlos Paredes (a Benfica), estreia "O Bom Ladrão", segunda peça escrita pelo irlandês Conor Mcpherson, interpretada por Pedro Górgia.

   

Na Casa da América Latina, integrado na "Festa da Poesia", é projectado às 19h o filme Palavra Encantada (Brasil, 2008) de Helena Solberg, um documentário sobre a relação entre música e poesia que percorre uma viagem na história do cancioneiro brasileiro, apresentado por Inês Pedrosa.

 

Na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa, as palestras (das 18-20h) do ciclo das "100 Lições" comemorativo do centenário da UL. serão de Vítor Melícias sobre o tema "Direito, Economia Social e Responsabilidade Social. Reflexões de Teoria e de Prática" e Luísa Leal Faria sobre  "A Universidade como comunidade imaginada: mil anos de rituais e símbolos académicos".

 

 

 

 

 

Na Quinta 10/3 : No Pequeno Auditório do CCB (às 21h), Artur Pizarro aborda, no seu 7º recital da obra integral para piano de Fryderyk Chopin, o período 1837-1841, tocando o Nocturno, em Sol maior, Quatro Mazurcas, Valsa em Lá bemol maior, Sostenuto em Mi bemol maior, Valse mélancolique em Fá sustenido menor, Polonaise em Fá sustenido menor, Impromptu n.º 2 em Fá sustenido maior, Allegro de concert em Lá maior, Mazurca em Lá menor, Notre temps, Mazurca em Lá menor, À Émile Gaillard, Balada n.º 2 em Fá maior, Trois Nouvelles Études e Sonata para piano n.º 2 em Si bemol menor.

 

Na Fundação Calouste Gulbenkian (no Grande Auditório, às 21h), a Orquestra Gulbenkian (dirigida por François-Xavier Roth) e o grupo The Swingle Singers (a quem a obra de Berio foi dedicada) interpretam de Richard Strauss Metamorfoses e de Luciano Berio Sinfonia para oito Vozes solistas e Orquestra. Repete na Sexta 11/3 às 19h.

 

No CCB, às 22h, na recepção do Centro de Reuniões, o pianista português Alexandre Diniz e o contrabaixista italiano Massimo Cavalli actuarão juntos, como habitualmnte têm feito, noutro concerto de jazz "Dose Dupla" (entrada livre).

 

No Teatro da Trindade, às 18h30m, a Orquestra de Sopros da Escola Profissional Metropolitana (sob a direcção musical de Reinaldo Guerreiro) interpretará de Léonard Bernstein  Slava! (transcrição de Clare Grundman), de Johann de Meij  Suite dos mestres holandeses, de Dirk Bross  El Golpe Fatal e de Dmitri Chostakovich  Suite Jazz n.º 2 (transcrição de Johan de Meij).

 

Na Galeria ZDB, ouve-se às 22h o saxofonista do Alabama Arthur Doyle, vindo do free-jazz e da no-wave, tocar o seu recentemente editado CD Alabama Feeling e também o trio "Pão" (harmónio, teclas, saxofone tenor), autor dum jazz pós-Coltrane.

 

No Ondajazz, às 22h 30m, a apresentação do disco "Fados, Fantasmas e Folias" assinala o regresso do multifacetado artista açoriano, José Medeiros, que irá a 11/3 ao Centro de Arte de Sines e a 12/3 ao Cine-Teatro Louletano.

 

 

 

 

 

 

 

Incluido no "Elogio a Jean-Luc Godard" em curso em Março/Abril (que referimos na Agenda anterior), estreia o documentário "Godard/Truffaut - Os 2 da (Nova) Vaga" realizado por Emmanuel Laurent com argumento de Antoine de Baecque, um dos mais reputados críticos franceses de cinema e autor da última biografia de Godard (no UCI El Corte Inglés). Simultaneamente a Cinemateca prossegue esta semana o seu ciclo Godard exibindo "À Bout de Soufle"(1960) a 9/3 (21h30), "Les Carabiniers" (1963) a 10/3 (19h) e "Alphaville" (1966) a 11/3 (21h30).


No Maria Matos Teatro Municipal, às 21h30m, a peça de teatro "A Philosophia do Gabiru" de Martim Pedroso revisita o universo literário de Raul Brandão e "pretende explorar aquilo que eram os sonhos e as liberdades filosóficas deste filho da República". Repete a 11 e 12/3 às 21h30 e Domingo 13 às 18h.

 

Raquel Henriques da Silva, professora de História da Arte e Museologia, inicia no Pequeno Auditório da Culturgest (às 18h30m) um ciclo de 4 palestras intitulado "A arte do século XX - entre a perspectiva e o detalhe" que parte, segundo a conferencista, do traço distintivo desse período: "acelerando acontecimentos que se avolumaram ao longo do século XIX, os artistas inciaram, por volta de 1900, uma ruptura irreversível em relação às heranças recebidas do passado". A primeira designa-se "Grandes rupturas (1900-1920)". (entrada livre)

 

Na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa, a palestra (às 18h) comemorativa será de Manuel Carmelo Rosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Na Sexta 11/3 : No Grande Auditório do CCB (às 21h) a cantora/compositora brasileira Maria Gadú reinterpreta o seu álbum de estreia (2010), disco de ouro no Brasil.

 

 

Solistas da Orquestra Gulbenkian (às 21h no Grande Auditório) prosseguem a viagem pela música contemporânea de Luciano Berio, entoando Folk Songs, Sequenza I para flauta, Sequenza IXa para clarinete e Sequenza II para flauta. (entrada livre)

 

No Ondajazz, às 22h 30m, actua o Trio de Sebastian Studnitzky (Sebastian Studnitzky em trompete, piano e sintetizador, acompanhado de Paul Kleber em contrabaixo e Sebastian Merk em bateria).

 

No Teatro da Trindade, às 21h, estreia "Uma Noite com Josephine Baker", um musical de João Moreira Santos, encenado por Sofia de Portugal e interpretado por Sylvie C. Visa homenagear-se a passagem da cantora francesa em 1941 por Lisboa numa actividade de espionagem para a organização de resistência France Libre (repete a 12/3). Simultâneamente será inaugurada uma exposição documental e lançado um livro alusivo.

  

No Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, às 10h30m, Gwyn Bevan, da London School of Economics, profere no ciclo "Qualidade em Saúde" uma conferência intitulada "Creating Incentives for Quality by Publishing Information on Performance".

   

No ciclo de palestras "Ciência em Português" (CIÊNCIA na UL) na Sala de Conferências da Reitoria da UL (às 18h), a oradora será Margarida Vale de Gato, do Centro de Estudos Anglísticos da FLUL, sobre "A Saudade Escrevo e Eu Translado", em que relacionará "a prática de tradução sobretudo dos idiomas português e inglês, com a experiência do exílio, da deslocação entre nacionalidades e da negociação de identidades de pertença".

 

No Sábado 12/3 : No Grande Auditório da Culturgest (às 21h30m) a cantora/performer Fátima Miranda de colaboração com o pianista Miguel Ángel Alonso Mirón apresenta perVERSIONES (perVERSÕES), "título que encerra toda uma declaração de princípios e permite intuir a forma como canções populares ou cultas (melodias medievais, lamentos, lieder, cantos de xamãs ou ragas, standards de jazz, quadras espanholas, canções pop, fado) são capazes de nos transportar a outras maneiras de sentir...".

 

Sob o título "O Classicismo Alemão" e no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos (às 18h) a Orquestra  Sinfónica Portuguesa (sob a direcção musical de Pedro Neves) tocará de Ludwig van Beethoven a Abertura Coriolano, op.62, de Richard Wagner o Idílio de Siegfried, Wwv.103 e de Felix Mendelssohn a Sinfonia nº4, em Lá menor, op.90, Italiana.


No Museu da Música, às 18h, haverá um concerto de órgão por Nuno Oliveira de cujo reportório constarão Francisco Correa de Arauxo, Scheidt, Sweelinck, Byrd, Buxtehude e J.S.Bach.

 

Ainda no "Ciclo de Teatro do Porto?" o São Luiz Teatro Municipal apresenta outra produção do colectivo "Circolando" chamada Mansarda na Sala Principal (às 21h, maiores 6a.). Espectáculo final do ciclo "Poética da Casa", "propõe-nos uma súmula de várias ideias de casa, uma súmula de memórias vivas, feitas de terra, ar e água, com a forma redonda do tempo solar...". Repete Domingo às 17h30m.

 

Na Galeria ZDB (Zé dos Bois), às 23h, actuam a cantora americana Julianna Barwick apresentando o seu novo (e magnífico, dizem) disco The Magic Place, misto de técnicas corais e abstracções exploratórias, e também Pedro Magina, autor da cassette Nineteen Hundred And Eighty Five (2011).  

   

O percussionista baiano Marco Lobo, ao lado do Trio Elf (Gerwin Eisenhauer na bateria, Sven Faller no baixo e Walter Lang no piano) apresenta no Ondajazz (às 22h30m) o seu CD "Bahia" e o seu novo projecto Aláfia (onde teve a participação de Milton do Nascimento e do instrumentalista Billy Cobham).

 

No Coliseu dos Recreios, às 21h30, a Orquestra Buena Vista Social Club com a participação de Omara Portuondo tentará repetir o êxito do Cooljazzfest 2010 na produção de ritmos caribenhos e jazzísticos cubanos.

 

 

 

  

No Domingo 13/3 : Na Fundação Calouste Gulbenkian (no Grande Auditório, às 19h), dentro do ciclo Músicas do Mundo, apresentar-se-á o espectáculo "Corazon y Hueso" do cantor argentino Daniel Melingo onde se ouvirá "não o tango sedoso das salas de dança, mas o tango das ruas sujas de Buenos Aires", segundo o programa.

 

No Grande Auditório do CCB, às 11h30m, no ciclo "Concertos para Famílias", a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direção musical de Scott Sandmeier, com a flautista Marina Camponês, interpretará de Ralph Vaughan Williams a abertura As Vespas, de Joaquin Rodrigo o Concerto Pastoral, para flauta e orquestra e de Antonín Dvorák Suite Checa, B. 93. Este mesmo concerto realizara-se na véspera, 12/3, no Auditório Maestro Manuel Maria Baltazar (AMAL) na Lourinhã, às 21h30m.

 

No Pequeno Auditório da Culturgest, às 21h30, a guitarra do português Luís Lopes e o saxofone barítono do sueco Mats Gustafsson , vindo ambos do punk e do free jazz, tocarão uma música que, segundo o programa, "desagua numa prática post-everything em que o jazz progressivo se confunde com a mais desbragada noise music".  

 

Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 18h, num concerto de câmara integrado no Festival Criasons, o Opus Ensemble (constituido por Olga Prats no piano, Anabela Chaves na violeta, Pedro Ribeiro no oboé e Alejandro Erlich Oliva no contrabaixo) interpretará  de Alejandro Erlich Oliva Esboços de Câmara sobre Temas Tradicionais Portugueses, de Alfredo Keil Bagatela nº2 para oboé e piano, de Jorge Costa Pinto Bi-tone Scherzo, op. 106 (2010), de Laurent Filipe In Memoriam, para violeta, contrabaixo e piano (obra dedicada à memória de Bruno Pizzamiglio) e de Sérgio Azevedo Concertino de Câmara.


No Casino de Lisboa (Auditório dos Oceanos, às 21h30) a violinista e cantautora Joan as Police Woman da área do indie rock apresenta o seu espectáculo "The Deep Field".

 

No CAM (Centro de Arte Moderna) da F.Gulbenkian, às 12h, há a visita gratuita "Domingos com Arte" intitulada À Descoberta da Colecção: Conversas à Mesa do Café.

 

 

 

 

 



publicado por João Machado às 09:00
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Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Principais eventos culturais do Norte, de 1 a 6 de Março

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rui de Oliveira

 

 

Na Terça 1/3 : No programa "Arte, Política, Globalização" da Fundação Serralves, o Seminário intitulado "Uma Arte Revolucionária" é com Emory Douglas que dedicou a sua vida à luta pela justiça social, sendo "talvez o mais prolífico agitador gráfico do movimento negro de libertação".

  

Dentro do mesmo programa, às 18h30m será exibido o filme "In the Land of the Free" de Jean Vadim (2010) em torno da história dos Black Panthers.

 

No Teatro Helena Sá e Costa,às 21h30m, tocam os Minnemann Blues com Wolfram Minnemann (voz, piano), António Mão de Ferro (guitarra eléctrica), Rui Azul (saxofone, percussão), Manuzé (baixo eléctrico), Rui “Cenoura” Ferraz (bateria) reproduzindo o seu album Blues 88.

 

Na Quarta 2/3 : Na Casa da Música (Sala Suggia, às 22h), actua um grupo crucial na história do jazz português, o Quarteto António Pinho Vargas com António Pinho Vargas (piano), José Nogueira (saxofone), Pedro Barreiros (contrabaixo) e Mário Barreiros (bateria).

 

 

 

Na Quinta 3/3 : Na Casa da Música (Sala Suggia, às 19h30m), Nicolai Luganski *interpretará ao piano de Robert Schumann Carnaval de Viena op.26, de Johannes Brahms 6 Peças para piano op.118 e de Sergei Rachmaninoff Sonata nº 1, op.28 onde este "considerado o herdeiro por excelência da melhor tradição da Escola Russa na actualidade" será "o pianista ideal para dar expressão à obra do seu compatriota".

 

É projectado no Teatro Carlos Alberto (TNSJ) o Filme do Desassossego de João Botelho (2010), baseado no "Livro do Desassossego" de Bernardo Soares. Congrega um impressivo elenco (Cláudio da Silva, Alexandra Lencastre, Ana Moreira, André Gomes, António Pedro Cerdeira, Catarina Wallenstein, Manuel João Vieira, Margarida Vila-Nova, Miguel Guilherme, entre outros) e arrisca integrar uma ópera de Eurico Carrapatoso encenada na floresta, uma festa no Lux, um monólogo num bar de alterne, participações musicais de Lula Pena, Carminho, Caetano Veloso e Ricardo Ribeiro. (às 21h30m de 3/3 a 5/3 e também 15h de4/3)

 

Na Fundação Serralves (Auditório, 21h30m-23h), dentro do ciclo de conferências “O Imaterial: Novos Paradigmas da Contemporaneidade” (comissariado por Artur Castro Neves), Ismael Augusto, especialista em serviços avançados de comunicações, falará sobre "Uma Sociedade em Alta Definição"."A transformação do modo de difusão broadcast, em distribuição de conteúdos para acesso individual, suportado em múltiplas plataformas (“wired” ou “wireless”) e para modos de recepção livres ou condicionados, induz uma profunda mudança na natureza dos conceitos e práticas associados a toda a cadeia do negócio dos sectores da convergência digital. Poderão o broadband ou o broader-casting, ser o fim do broadcast?"

 

Na Sexta 4/3 : Na Casa da Música (Sala Suggia, às 22h), o Mário Laginha Trio, composto por Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), "apropria-se de uma série de composições de Chopin e devolve-as profundamente marcadas pelo seu universo pessoal" no disco recente Mongrel Chopin .

 

No Sábado 5/3 : No Auditório de Serralves (às 22h), integrado no programa artístico da exposição "Às Artes, Cidadãos", a encenadora Lina Saneh apresenta, com o artista e cúmplice Rabih Mroué, “Appendice”, peça que aborda a problemática do direito ao uso e destino do corpo individual na cultura islâmica. Sempre procurando novas relações com elementos e linguagens distintas, Saneh e Mroué questionam as definições teatrais, a relação entre o espaço e a estrutura performativa e consequentemente, as relações com a audiência, através de um teatro assumidamente documental.

  

Na Casa da Música (Sala 2, às 11h e 16h) a companhia mexicana Triciclo Rojo apresenta o espectáculo poético para crianças e adultos Poeta de Lavabo em colaboração com a Escola Profissional de Música de Espinho.

  

Na Casa das Artes de Famalicão representa-se às 21h30m a peça para maiores de 10 anos "Anaquim - As Vidas dos Outros" de José Rebola.

  

No Teatro Sá da Bandeira, como já é tradição de 5 para 6 de Março acontece o “Baile dos Vampiros”, a festa de encerramento do Fantasporto que, este ano, coincide com a noite de Carnaval e promete grande animação. Aproveita-se para lembrar que ao longo de toda a semana ocorreram, quer no Rivoli Teatro Municipal, quer no Teatro Sá da Bandeira, as sessões de exibição de filmes concorrentes ao FANTAS'2011 - 31º Festival Internacional de Cinema do Porto.

 

No Domingo 6/3 : Na Casa da Música (Sala Suggia, às 12h e 18h), a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, dirigida por Joseph Young, no programa "O Faroeste" tocará Os Sete Magníficos de Elmer Bernstein, Shindig de Don Gillis, Billy the Kid: Duelo e Celebração de Aaron Copland, Danças com Lobos de John Barry, Hiawatha (abertura) de Samuel Coleridge-Taylor, Black Rattle (de Ghost Ranch) de Michael Daugherty e Mavis in Las Vegas de Peter Maxwell.

   

No Auditório de Serralves, ainda no programa artístico da exposição "Às Artes, Cidadãos", serão exibidos às 16h os filmes "FACE A, FACE B", Rabih Mroué (2002), "WITH SOUL, WITH BLOOD", Rabih Mroué (2003), "I, THE UNDERSIGNED", Rabih Mroué (2003), "ON THREE POSTERS", Rabih Mroué (2004), "OLD HOUSE", Rabih Mroué (2006), "I HAD A DREAM, MOM", Lina Saneh (2006). Às 21h30m projectar-se-á o "Filme Socialisme" de Jean-Luc Godard (2010).

 



publicado por João Machado às 23:55
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011
Agenda Cultural - 28 de Fevereiro a 6 de Março - por Rui de Oliveira

  

 

 

 

Na Segunda 28/2 : Exibe-se às 19h no Institut Français du Portugal um dos últimos filmes do ciclo "Jacques Demy", Les Demoiselles de Rochefort (1967), com Catherine Deneuve e Françoise Dorléac nas principais protagonistas e ainda o concurso de Michel Piccoli, Jacques Perrin, Danielle Darrieux e mesmo Gene Kelly. Também com música de Michel Legrand, o filme teve o Prémio Max-Ophuls 1967 e o Oscar da Melhor Música de filme em 1969.  

 

http://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_777849&v=81DytitpOZY&feature=iv  

 

Ainda neste Instituto, às 22h, um concerto do Rodrigo Amado Motion Trio comemora os 45 anos do programa de rádio Cinco Minutos de Jazz de José Duarte, com quem haverá uma entrevista prévia. (entrada livre)

 


 

 

 

 

Na Culturgest, às 21h 30m há o segundo espectáculo do Daniel Levin Quartet (D.Levin violoncelo, Nate Wooley trompete, Matt Moran vibrafone e Peter Bitenc contrabaixo) onde se ouvirá, a avaliar pelo seu recente disco Live at Roulette, "um jazz de câmara moderno onde a improvisação abstracta dá origem a um lirismo profundamente comovente". (ver agenda anterior) 

 

 

 

 

Numa semana menos fértil em eventos musicais de qualquer tipo, lembramos a visita a exposições cujo encerramento se aproxima. Assim a Fundação EDP / Museu da Electricidade inaugurou a 27 de Janeiro (prolongando-se até 20 de Março) a exposição Opera que reúne um conjunto de trabalhos fotográficos de Augusto Alves da Silva, que têm como tema central o exterior do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), em Lisboa, edifício classificado como monumento nacional. (entrada livre de Terça a Domingo das 10 às 18h)

 

Na Sala de Conferências da Universidade de Lisboa, as palestras (das 18-20h) comemorativas serão de João Pinharanda e Fernando Catarino.

 

 

 

 

Na Terça 1/3 : Inicia-se na Biblioteca-Museu República e Resistência - Espaço Grandella o ciclo de conferências "República das Mulheres I" (às 19h) com uma mesa redonda intitulada "Perfis de Mulheres" onde estarão presentes Isabel Lousada, Lídia Jorge, Alice Samara, Maria Antónia Palla e Cândida Proença. O ciclo prossegue todas as Quartas-feiras de 9 a 23 de Março. (ver cartaz)

 

  

Conclui-se às 18h 30m na Culturgest (Pequeno Auditório) o ciclo de palestras "O Fascínio da Economia" proferidas por João Ferreira do Amaral, professor catedrático do ISEG, desta vez sobre o tema "A Economia Normativa (II): O Estado, a Propriedade e o Futuro da Economia". Destinadas a quem não é economista, elas têm fornecido os meios de compreensão necessários para lhe permitir formular uma opinião não só sobre a real importância das questões, como sobre os motivos pelos quais a ciência económica não encontra respostas satisfatórias para inúmeros problemas actuais.

 

 

 

 

 

 

 

No Teatro Municipal de Almada, às 16h (terminando a temporada a 2/3, tb às 16h!), representa-se a peça de Almeida Garrett Falar Verdade a Mentir com encenação de Rodrigo Francisco e interpretação de Alberto Quaresma, Celestino Silva, João Farraia, Maria Frade, Miguel Martins e Sofia Correia.

 

 

 

No Ondajazz, como todas as Terças, às 22h 30m, toca a Bigband Loureiro.

  

Isabel Alçada e João Barroso Soares são os palestrantes no ciclo das "100 Lições" comemorativo do centenário da UL.

 

Na Quarta 2/3 : No Teatro Maria Matos TM (sala principal), às 21h 30m, Rui Catalão (jornalista, escritor, argumentista), no seu primeiro solo, representa o seu texto Dentro das Palavras onde "constroi uma teia de narrativas, uma Casa de Espelhos onde deixa de ser claro o que é personalidade e personagem, biografia e ficção, privado e público". Repete a 3/3 à mesma hora.

 

No CCB estreia (com duração até 6/3) o espectáculo multidisciplinar (a partir dos 8 anos) Sopa Nuvem, um thriller gastronómico, concebido por António Pedro e Caroline Bergeron e produzido pela Companhia Caótica.

 

A visita (gratuita) Uma obra de Arte à hora de Almoço é a Tapete tipo Combate de Animais no Museu Calouste Gulbenkian (às 13h 15m).

  

Na Sala de Conferências da Universidade de Lisboa, as palestras (das 18-20h) comemorativas serão de Francisco Pinto Balsemão e Miguel Real.

 

Na Quinta 3/3 : No Teatro Experimental de Cascais a estreia recente de "Comboio da Madrugada" de Tennessee Williams, continuada no Teatro Municipal Mirita Casimiro, marca o regresso de Eunice Muñoz aos palcos, sob a direcção de Carlos Avilez, com Anna Paula, Pedro Caeiro e Lídia Muñoz (de Quarta a Sábado às 21h 30m, Domingo às 16h). Permanece até 3/4.

 

 

 

 

 

 

 

Também até essa data de 3 de Março, na COMUNA Teatro de pesquisa exibe-se a peça de Alicia Guerra "E não se pode Matá-los?" em versão cénica, dramaturgia e encenação de João Mota com Carlos Paulo, Tânia Alves, Álvaro Correia, Maria Ana Filipe, entre outros (de Quarta a Sábado às 21h 30m, Domingo às 16h).  


 

No CCB , às 22h, na recepção do Centro de Reuniões, o guitarrista português Bruno Santos e o também guitarrrista Virxilio da Silva (da Galiza) actuarão juntos noutro concerto de jazz "Dose Dupla" (entrada livre).

  

No Ondajazz, às 22h 30m, actua Luanda Jones (voz e guitarra), acompanhada de Lucio Vieira (baixo) e Milton Batera (bateria).

 

Vasco Vieira de Almeida e Maria Filomena Mónica são os palestrantes no ciclo das "100 Lições" comemorativo do centenário da UL.

 

 

 

 

 

Na Sexta 4/3 : O Grande Auditório da Fundação Gulbenkian (às 19h) acolhe Peer Gynt, um espectáculo que junta a música de Edvard Grieg e o teatro de Henrik Ibsen, numa versão encenada por José Wallenstein. Segundo o encenador, o resultado será “um concerto cénico, próximo de um espectáculo musical”, em que três actores (David Almeida, Wagner Borges e Tânia Alves) e uma cantora (Patrycja Gabrel, soprano do Coro Gulbenkian) vão representar cenas escolhidas de Peer Gynt, acompanhados pela música que a Orquestra Gulbenkian irá tocar, dirigida pelo maestro Osvaldo Ferreira. O concerto repete-se no Sábado 5/3 às 16h.

 

 

No Museu do Oriente, às 21h 30m, o colectivo Danças Ocultas, onde Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel utilizam o acordeão diatónico (vulgo concertina), apresenta o seu novo disco Alento.


No "Ciclo de Teatro do Porto?" a decorrer no São Luiz Teatro Municipal exibe-se às 22h no Teatro-Estúdio Mário Viegas e apresentada pela Assédio a peça de Mark O'Rowe Ossário com encenação de João Cardoso e interpretação de Constança Carvalho Homem, Isabel Queiroz e Rosa Quiroga. Três personagens, três mulheres, três monólogos, três narrativas que se cruzam para nos contar uma história passada algures num território entre o pesadelo e a realidade, um lugar ficcional na Irlanda, uma pequena cidade abandonada por qualquer espécie de bondade.  Repete a 5/3 às 23 h.

 

A Cinemateca Portuguesa (em colaboração com a Midas Filmes) decidiu promover o "Elogio de Jean-Luc Godard" começando por exibir na Sala Dr. Félix Ribeiro (às 21h 3om) Deux de la Vague (Os Dois da (Nova) Vaga) de Emmanuel Laurent (2009) com Jean-Luc Godard, François Truffaut, Jean-Pierre Léaud, Isild Le Besco, documentário assente em imagens de arquivo que narra a mítica amizade entre Jean Luc Godard e François Truffaut, e a sua posterior separação. Realizado no ano em que a Nouvelle Vague celebrou os seus cinquenta anos, contados a partir da exibição de Les 400 Coups no Festival de Cannes em 1959, este filme de Emmanuel Laurent traça o retrato de um movimento que mudou a forma de fazer cinema e revelou ao mundo dois dos maiores cineastas de todos os tempos.

 

A visita (gratuita) Uma obra de Arte à hora de Almoço é à Série Habitar de Pedro Gomes no Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian (às 13h 15m). 

 

No ciclo de palestras "Ciência em Português" (CIÊNCIA na UL), "Como respondem as plantas ao stress?"  a oradora será Susana Serrazina, do Centro de Biodiversidade, Genómica Integrativa e Funcional da FCUL na Sala de Conferências da Reitoria da UL (às 18h).

 

 

No Sábado 5/3 : No Grande Auditório do CCB, às 21h, ouvir-se-á de Johann Sebastian Bach, além da Cantata nº106 Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit (Actus Tragicus), Gleichwie der Regen und Schnee vom Himmel fällt (BWV18) e Nach dir, Herr, verlanget mich (BWV150), interpretado pelo Divino Sospiro sob a direcção musical do cravista Kenneth Weiss.

 

Na última sessão do ciclo “Do Barroco ao Clássico” no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos (às 18h) a Orquestra  Sinfónica Portuguesa (sob a direcção musical de Julia Jones), acompanhada por Petio Kalomenski (contrabaixo) interpretará obras de Jiri Antonin Benda (Sinfonia nº10,em Sol), Carl Philipp Emanuel Bach (Sinfonia nº6 para cordas,em Mi Maior), Johann Baptist Vanhal (Concerto para contrabaixo e orquesta de cordas, em Mi Maior) e Ludwig van Beethoven (Sinfonia nº8,em Fá Maior).

 

Na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, às 21h30, a Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direcção musical de Michael Zilm dará um concerto para a União Europeia de Radiodifusão "Stravinski: a celebração de um centenário" onde, com a participação de Markus Eiche (barítono), se ouvirá Valsas nobres e sentimentais (versão orquestral) de Maurice Ravel, Seis monólogos de "Jedermann" (Hoffmansthal) de Frank Martin, Paraísos artificiais de Luís de Freitas Branco e Suite do bailado O pássaro de fogo [versão de 1919] de Igor Stravinski.

 

 

 

 

Na Culturgest, em exibição especial (às 18h30 e 21h30), vai ser possível ver a última obra do cineasta Jean-Luc Godard, "Film Socialisme", uma melancólica meditação sobre o destino da Europa, do cinema, do mundo, onde há bem mais do que só duas ou três verdades políticas e/ou poéticas sobre os nossos tempos.

 

No Teatro São Luiz (Sala Principal), às 21h e integrado no "Ciclo de Teatro do Porto?", o Ensemble apresenta a peça Dueto para Um de Tom Kempinsky, com encenação de Carlos Pimenta e interpretação de Emília Silvestre e Jorge Pinto. Inspirada na vida da famosa violoncelista inglesa Jacqueline du Pré, é a história de uma mulher, Stephanie Abrahams, conceituada violinista que contrai esclerose múltipla no auge da sua carreira. Repete Domingo 6/3 às 17h 30m.

 

 

No Teatro da Trindade, às 16h, representa-se o texto de Fernando Pessoa  que o poeta escreveu para brincar com os seus sobrinhos intitulado "Havia um Menino que Era Pessoa". A ideia do espectáculo (adaptação de Cucha Carvalheiro e José Figueiredo Martins) partiu desta colectânea de textos, mas não se limita a eles, incluindo outros poemas dos vários heterónimos do poeta que, pela sua simplicidade, podem ser compreendidos por crianças. É um espectáculo multimédia encenado por Lucinda Loureiro, em cena até 26/3.

 

No Ondajazz, às 22h 30m, Jean Pierre Como (piano), com Diego Imbert (contrabaixo) e Stephane Huchart (bateria) tocará o seu novo disco Repertoire.

 

No Domingo 6/3 : O "Concerto de Domingo" no átrio da Biblioteca de Arte do Museu Gulbenkian (às 12h) terá como intérprete João Bettencourt da Câmara ao piano, tocando obras de Franz Liszt e Richard Wagner.

 

No Teatro Municipal de Almada, às 16h, a Orquestra Metropolitana de Lisboa (direcção musical: Michael Zilm) interpretará de Luis de Freitas Branco Paraísos artificiais, de Maurice Ravel  Valsas nobres e sentimentais (versão orquestral) e de Igor Stravinski Suite do bailado "O pássaro de fogo" [versão de 1919].       
                                                                                            

 



publicado por João Machado às 16:00
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011
Agenda Cultural - 21 a 27 de Fevereiro - por Rui de Oliveira

Na Segunda 21/2 - No Institut Français du Portugal (IFP) prossegue o ciclo sobre a obra de Jacques Démy, exibindo-se às 19h "Les Parapluies de Cherbourg", primeiro filme a cores do realizador e o primeiro integralmente cantado do cinema francês (com música de Michel Legrand). Vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1964, tem como actores principais Catherine Deneuve, Nino Castelnuovo e Anne Vernon. (entrada livre)

 

Na Culturgest (às 21h 30m no Grande Auditório) o Remix Ensemble Casa da Música presta uma homenagem no Portrait Steve Reich I ao compositor minimalista americano. Sob a direcção musical de Bradley Lubman e com o violoncelo de Filipe Quaresma, aquele agrupamento já internacionalmente distinguido toca o Concerto de câmara para violoncelo e dez instrumentos de Charles Wuorinen, City Life de Steve Reich e Sinfonia de câmara de John Adams.

 

Às 18h30, na sede da Orquestra Metropolitana (OM) em colaboração com a Casa da América Latina, terá lugar o concerto Mosaico – Piano a quatro mãos onde actuarão os músicos brasileiros João Carlos Assis Brasil piano, José Maria Rocha piano e Gilsse Campos voz e textos.

 

No ciclo "100 Lições" comemorativo do centenário da Universidade de Lisboa (UL), as palestras serão de Alberto Costa ("Momentos decisivos - da Cidade Universitária ao Terreiro do Paço") e Júlio de Castro Caldas ("Crise e Estado de Excepção") na Sala de Conferências da Reitoria das 18 às 20h (entrada livre).

 

 

Alerta importante : Encerra na próxima 2ª feira em Coimbra (e merece visita) a exposição "Membros Portugueses da Royal Society" que, por ocasião dos 350 anos da criação da Royal Society of London (RSL), a Biblioteca Geral e o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra promovem e que está patente no edifício da Biblioteca Joanina, agora aberto ao público na sua totalidade. O primeiro membro português da Royal Society foi o arquivista António Álvares da Cunha, em 1668, e o último o matemático Garção Stoeckler, em 1819, passando por vultos como o Abade Correia da Serra, botânico e diplomata, o físico e engenheiro Bento de Moura Portugal (conhecido como o Newton português), o primeiro físico experimental do país Teodoro de Almeida e ainda João Jacinto de Magalhães, talvez o mais famoso de todos os cientistas portugueses membros da RSL.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na Terça 22/2 - No Maria Matos Teatro Municipal (TM) começa a terceira edição do ciclo "Palavras Desencarnadas" em que a voz é utilizada na música para além do formato clássico da canção. Assim às 22h Inês Nogueira voz e Carlos "Zíngaro" violino,electrónica darão oralidade à escrita de Mário Dionísio em Negro em chão de Sangue Verde e Médéric Collignon voz,trompete,electrónica revisita o universo Dada no contexto da música urbana actual.

As palestras comemorativas da UL na Sala de Conferências da Reitoria das 18 às 20h serão de Raul Rosado Fernandes ("Dos Cânticos Homéricos aos Servo-Croatas, aos Albanezes a Ismail Kadaret") e António Galopim de Carvalho ("O Quartzo na Ciência, na Tecnologia e na Arte "). (entrada livre)

 

 

 

 

 

Na falta de outros eventos, em qualquer dia é aconselhável a visita à exposição organizada pelo Museu de Ciência da UL (à rua da Escola Politécnica) em colaboração com a Cinemateca Nacional e no âmbito das comemorações do centenário da República sobre “CINEMA em PORTUGAL  Os Primeiros Anos” (que se prolonga até 29 de Maio de 2011).

Ela “…percorre as primeiras décadas do cinema em Portugal, das primeiras imagens em movimento aos alvores do cinema sonoro. Das invenções de Edison aos primeiros filmes dos irmãos Lumière, do mundo fantástico de Méliès às primeiras sessões de fotografia animada em Portugal, dos filmes pioneiros de Aurélio da Paz dos Reis aos romances históricos da Invicta Film…”

 

Na Quarta 23/2 - No Institut Français, às 19h, o jóvem guitarrista Thibault Cauvin (que já esteve entre em Portugal em 2008) propõe-nos uma viagem através de sonoridades, odores, cores e ambientes de obras de Astor Piazzolla, Roland Dyens, Sergio Assad, Philippe Cauvin e Carlo Domeniconi. (entrada livre)

No CCB, a habitual “Dose Dupla”(jazz) às 22h na Recepção do Centro de Reuniões tem como convidados João Maló (guitarra) e Andrea Pozza (piano). A entrada é livre.

No Maria Matos TM, às 22h, Carlos Santos electrónica,vídeo pretende realinhar Samuel Beckett com a nossa audiosfera e Frances-Marie Uitti voz,violoncelo interpreta Györgi Kurtág, Luigi Nono, Giacinto Scelsi, Louis Andriessen ou a si própria, como compositora.

Diogo Freitas do Amaral será o palestrante sobre "Como e para quê reformar a Administração Pública " na Sala de Conferências da Reitoria da UL nas lições comemorativas do I Centenário, às 18h. (entrada livre)

Como filme da semana, sugerimos o recém-estreado Indomável (True Gift), paródia aos western dos irmãos Joel e Ethel Coen. Interpretado pelo veterano Jeff Bridges, além de Matt Damon, Josh Brolin e a jovem Hailee Steinfeld, é filmado (diz um crítico) "com a noção irrepreensível do espaço, dos longos planos, da articulação dos conjuntos ... constitui um prazer para os olhos e para a mente, fazendo da racionalidade o seu código, embora longe do soco no estômago que torna Este País Não É para Velhos porventura a obra-prima dos Coen".

 

Na Quinta 24/2 - No Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), às 21h, a Orquestra Gulbenkian dirigida pelo maestro Yakov Kreizberg interpretará, com o barítono Georg Nigl, Canções de um Viandante de Gustav Mahler e a Sinfonia nº11 O Ano de 1905 de Dmitri Chostakovitch. Repete na Sexta 25/2 às 19h.

Ute Wassermann, no Maria Matos TM (às 22h), continua as inovações vocais de Cathy Berberian ou Joan La Barbara, acrescentando outras no âmbito da música improvisada, "buscando o absoluto do som que uma glote é capaz de produzir".

Na FNAC Chiado, às 18h 30m a recente revelação do fado Luisa Rocha canta na divulgação do seu último album Uma Noite de Amor.

No "Ciclo de Teatro do Porto?" a decorrer no São Luiz Teatro Municipal é a vez da mini-retrospectiva do Teatro de Marionetas do Porto, exibindo-se às 21h na Sala Principal Nada ou o Silêncio de Beckett. Repete na Sexta 25/2, também às 21h.

 

A companhia de teatro "A Barraca" apresenta no Teatro Cinearte às 21h 30m as últimas representações da peça Angel City de Sam Shepard, dirigida por Rita Lello (até Domingo 27/2 às 16h 30m).

Na ZDB - Galeria Zé dos Bois, às 22h, o quarteto Centurions (Norberto Lobo guitarra, Marco Franco bateria, Guilherme Canhão baixo e Manuel Mesquita guitarra,teclas) reune-se numa actuação única de improvisação e imprevisibilidade totais.

Na Sala de Conferências da Reitoria da UL, às 18h, Fernando Ribeiro pronunciará a palestra comemorativa "Filosofia e Rock - como viver no mundo da poesia eléctrica". (entrada livre)

 

Na Sexta 25/2 - Os solistas da Orquestra Gulbenkian Samuel Barsegian e Satenik Barsegian tocam, às 21h 30m na FCG (Grande Auditório), a Sonata para Viola e Piano, op.147 de Dmitri Chostakovitch.

O coreógrafo alemão Raimund Hoghe apresenta o seu espectáculo "Si muero dejad el balcón abierto" (título inspirado no poema Despedida de F.G.Lorca) no palco do Grande Auditório da Culturgest às 21h 30m (repete no Sábado 26/2). Com música que vai desde Bach, Purcell, Bocherini a Chaplin e cantos tradicionais de Espanha e Itália, pretende-se evocar a década de 80 em que Hoghe era o dramaturgo de Pina Bausch.

No São Luiz TM, às 23h 30m no Jardim de Inverno, decorre o espectáculo de marionetas Os 3 Porquinhos, mais um dos criados por João Paulo Cardoso no Porto. Repete no Sábado 26/2 também às 23h 30m.

No Ondajazz, às 22h 30m, a Big Band reunion actua com Sérgio Rodrigues (piano), Vasco de Sousa (contrabaixo) e mais cinco saxofones, cinco trompetes, quatro trombones e uma guitara.

"Investigação em Humanidades e novas tecnologias" será a palestra de José Camões, com a presença de Rui Vieira Néry, no ciclo "Ciência em Português" na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa às 18h. (entrada livre)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No Sábado 26/2 - Nova transmissão em directo da Metropolitan Opera de Nova Iorque onde é exibida, no Grande Auditório da FCG às 18h, a ópera  Iphigénie en Tauride de C.W.Gluck de 1778. Em colaboração com a Seattle Opera, o maestro Patrick Summers dirigirá, entre outros, Susan Graham, Plácido Domingo, Paul Groves e Gordon Hawkins.

Na Sala Principal do São Luiz TM, às 21h, o circo e as marionetas aproximam-se na peça Cabaret Molotov, que repete Domingo 27/2 às 17h 30m.

Na sede da OM, às 11h 30m e 15h 30m, a Orquestra Metropolitana tocará A Sinfonia dos Brinquedos de Leopold Mozart numa sessão "Venha tocar conosco", em que é facultado aos interessados sem domínio particular dum instrumento, partilhar, após ensaios, a vivência duma orquestra.

No Ondajazz, às 22h 30m, o agrupamento de Orleães (França) Minuit Guibolles toca uma nova música "tr'adicional" com recurso a cornemuses (Remi Decker), acordeão (Rodrigue Fernandes), bateria (Franck Camerlynck), contrabaixo (Pascal Seixas), percussões (Clément Bazin)e voz.

No Centro Cultural Olga Cadaval, às 21h 30m, a companhia de teatro The Lisbon Players representa (em inglês) a peça A Jubilee de Anton Chekov, sob a direcção de Valerie Braddell.

Encerra definitivamente às 20h a exposição "Tendas no Deserto" de desenhos de João Jacinto (que, por falha, não referimos) na Fundação Carmona e Costa (ao Bairro Santos, no Rego).

 

No Domingo 27/2 - Na 3ª Sessão do ciclo “Do Barroco ao Clássico” no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos (às 18h) a Orquestra  Sinfónica Portuguesa (sob a direcção musical de Julia Jones) interpretará obras de Haendel (Música Aquática, Suite nº1,em Fá Maior) , C.P.E.Bach ( Sinfonia nº2 para cordas, em Si bemol Maior), Benda  (Sinfonia nº7, em Ré Maior) e Beethoven  (Contradanças, selecção).

Na Culturgest (às 21h 30m no Pequeno Auditório), o Daniel Levin Quartet (D.Levin violoncelo, Nate Wooley trompete, Matt Moran vibrafone e Peter Bitenc contrabaixo) ignora intencionalmente as predefinições estabelecidas, sem secção rítmica formal. Haverá (segundo o programa) "reminiscências da third stream, do cool e do free jazz do início dos anos 1960, mas apenas como tijolos para a construção de uma música inteiramente do nosso tempo" (repete na Segunda 28/2). Este quarteto exibira-se a 25/2 no Portalegre Jazz Fest no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, vindo da Casa da Música no Porto onde actuara a 24/2.

 

 

 

 

 

 

 

E, em conclusão da semana, sugere-se ver a exposição My Choice , inaugurada na semana anterior na Casa das Histórias Paula Rego em Cascais, das obras seleccionadas por Paula Rego na Colecção British Council. Permanecerá de 10 de Fevereiro a 12 de Junho deste ano.

 

 

 

 

 

 

Madame Yevonde, Machine Wonder in Summer (1937) - Yevonde Portrait Archive

 

 

 

 

 

 

 

Como é usual, boas escolhas, caros leitores !   



publicado por João Machado às 16:00
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
Semana do Ensino - A OCDE e os seus números
Rui de Oliveira

Dados factuais vindos a público nos últimos tempos merecem certamente a reflexão dos leitores do Estrolabio, nuns casos desfazendo algumas inverdades , noutros tentando colocar numa perspectiva mais justa a crítica às políticas educativas governamentais.

1. Surpreendeu-me, da parte de alguns que tinham há cerca de 2 anos criticado como demasiado “favoráveis” ao Governo as estimativas da OCDE, afirmar-se agora, na defesa do ensino privado, que “…um aluno do ensino não-estatal contratualizado (ENEC) custa-nos a todos 4.200 euros por ano, um aluno do ensino estatal custa-nos 5.200 euros por ano (OCDE)” (in Joaquim Azevedo, Público 26-11-2010).

Não será exacto. Não só o esclarecimento “oficial” em artigo do Secretário de Estado da Educação (vide Torcato da Mata, in http://www.aventar.eu/2010/12/04/hoje-nasceram-galinhas-com-dentes/) contraria aqueles valores, como um acérrimo contraditor da política educativa do Governo, Santiago Carrilho, em artigo no Público (8-12-2010) explica “… como os números usados pela OCDE se referem ao ano de 2007, há que ir ao respectivo Orçamento do Estado para os colher sem a tal ponderação. Vemos, assim, que foram despendidos 4.971,7 milhões de euros com 1.313.523 alunos. O que dá um custo médio de 3.785 euros. Bem longe dos 5.200 euros invocados por Joaquim Azevedo. E se os 4.200 que aponta como custo do privado estão certos, então a conclusão inverte o ónus da mentira: o custo do ensino privado é superior ao custo do ensino público.” E, sobre o fundo da questão, a revisão das condições de financiamento das escolas privadas, clarifica, com o que estou em acordo absoluto, “…

O sistema de ensino português tem dois subsistemas: um público, outro privado. Querer tornar os dois indiferenciáveis é uma subtileza para fazer implodir o princípio da responsabilidade pública no que toca ao ensino.” E essa está fixada constitucionalmente e é a obrigação de criar “uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população”.

2. Outro leque de dados é o divulgado pelo PISA (Programme for International Student Assessment) recentemente. A sua leitura confirma uma incontestável melhoria, não tanto no lugar dos estudantes portugueses (ainda modesto) na tabela do universo escolar dos países testados, mas sobretudo na boa taxa de progressão na literacia da leitura e das ciências, menos boa na literacia matemática. Parece indiscutível que medidas estruturais favoreceram esta progressão, o Plano Nacional de Leitura, o Plano de Acção para a Matemática, a modernização do parque escolar e a melhoria das suas bibliotecas, entre outras.

Como também, no plano curricular, um reforço de avaliação através de exames formais, mesmo as aulas de substituição, devem ter pesado para um clima de maior responsabilidade que se reflecte a prazo nos resultados obtidos. E, como os testes do PISA, isentos (segundo os observadores) de influência governamental, são aleatórios e (quase) iguais para todos os 470 mil alunos dos 33 países avaliados, cairá bastante por terra o mito do facilitismo intencional dos nossos exames, sendo mais provável o carácter errático da sua preparação a nível ministerial.

Por último e segundo especialistas, o volume de dados fornecidos pela OCDE (ainda não totalmente) é de dimensão suficiente para um estudo científico aprofundado durante algum tempo, no sentido de avaliar com exactidão aspectos parcelares como o investimento em computadores portáteis, o acesso à banda larga, o aumento do apoio social escolar, a formação dos docentes, a criação de novas ofertas em cursos profissionais, etc, etc. Dispensar-se-ia, pois, tanto uma euforia governamental excessiva, quanto uma reacção sindical e corporativa dos professores que não saem mal deste retrato internacional – desde que aceitem de boa fé uma sua avaliação rigorosa.


publicado por Carlos Loures às 22:00
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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010
FotopoemasII - Espelho

Texto de Rui de Oliveira e
Fotografia de José Magalhães

Espelho (mesmo assim nada claro) do curso da política em Portugal ? Um trajecto, à direita, infelizmente mais largo, com abundantes escolhos, cuja saída se não vê, apenas se vislumbrando um muro ao fundo. À esquerda, um caudal mais vivo, é certo, mas ainda mais obstruido, sem escoamento útil. Grandes obras parecem ser necessárias para alargar o fluxo e galgar as barreiras visíveis. Como a foto quase não tem cor é difícil saber se predomina o verde da esperança ou o cinzento da melancolia. Certo é que não há o vermelho da indignação.


publicado por Carlos Loures às 22:30
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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010
Apresentando Rui de Oliveira
Retirámos do “Livro do Curso 1959-60” os seguintes elementos biográficos :

Rui de Oliveira nasceu em Lisboa, em 1935 e é licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Foi assistente da cadeira de Higiene e Medicina Social (demitido em 1962 por motivos políticos); especialista em Patologia Clínica pela Ordem dos Médicos; presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos (1972/74), mandato interrompido pelo Ministério das Corporações. Desde 1972 foi Sub - Chefe e Chefe de Serviço do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, para o qual foi eleito Sub – Director até 2005.

No seu percurso cívico e político foi membro fundador da Comissão Pró - Associação dos Estudantes de Medicina de Lisboa, Secretário-Geral das Reuniões Inter-Associações (1959-60), activista da Comissão Democrática Eleitoral (C.D.E.) em 1969 e 1973, delegado do interior às II e III Conferências da Frente Patriótica de Libertação Nacional (Praga, 1963 e Argel, 1964), membro da Direcção do P.R.P. (de 1974 a 78) e membro da Comissão Central da candidatura à Presidência de Otelo Saraiva de Carvalho (1976) e da candidatura de Maria de Lurdes Pintasilgo (1986).

Foi co-fundador da revista “Questões e Alternativas” (1984-1985) e em 2008, foi co-autor da obra “Luís da Câmara Pestana, uma vida curta, uma obra enorme”.


publicado por Carlos Loures às 11:00
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