Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

O POVO FEITO REALEZA - O AMIGO, por Raúl Iturra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Wagner Tanhaüser o coro dos peregrinos

 

 

 

 

Andamos a falar de realeza desde o dia 29 de Abril, essa festa comentada por mim num ensaio em que defini realeza como a pessoa sagrada que orienta ao povo, toma a liberdade que lhe pertença para orientar o povo. Povo, a quantidade de pessoas que obedece ao monarca e lhe presta obediência pela sua sabedoria e bom guiar. Há também, como comento no texto, os monarcas escandalosos que apenas sab

 

em bater na plebe e criar códigos para definir impostos e encher as arcas do país e as suas pessoais como o trabalho dos outros, como comento com o de Hamurabi, na Mesopotâmia, faz cinco mil anos antes. Há as realezas sagradas, como a que exercia Karol Wojtila no seu pequeno país, o Vaticano, Estado em que sempre se diz que era um homem santo por andar sempre a rir, ditado que refere que onde a alegria, há santidade, sendo santidade esse estar perto sempre da divindade venerada, acredita-se nela como existência não corpórea, pede-se-lhe favores, na esperança da sua concessão. Como o caso de Fátima e os seus pastorinhos, em Portugal, Lourdes no sul da França com Bernadette Soubirou, ou os milagres da Nossa Senhora de Kinoch, na República Católica de Irlanda. Todas elas são a mesma pessoa, Senhoras mães de uma divindade corporizada, Jesus. As Senhoras mais conhecidas são as de Guadalupe

 

 

 

 

 

 no México e del Carmen (Carmo em português) do Chile.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Devotos carregam a estátua da Virgen del Carmen em celebração na cidade de Valparaíso,18 de Julho de 2010.
Foto: Reuters

 

 

A mesma Senhora é a mãe da divindade encarnada, referida antes. Mas, não são todas várias pessoas, não é uma multidão de mães que teve o menino. Esta heterogeneidade de pessoas, sagradas como os reis ou rainhas são também denominadas Auxiliadoras, na Itália, ou simplesmente a Mãe de Deus. Há também as denominações dogmáticas ou definidas pelo chefe dos católicos, como Imaculada Conceição  Encarnação do Verbo de Deus,  Maternidade,  Paixão de seu Filho,  Glorificação, Veneração a Maria. Se pensarmos com calma, é quase uma relação erótica, como definiriam Freud, Melanie Klein e Alice Miller. É, se repararmos, a adoração de uma mãe pelo seu filho ou incesto, ou a subordinação da mãe a esse pequeno ou pedofilia, seja carnal ou espiritual.

 

De todas as denominações nas confissões iconoclastas, que excluem as confissões reformadas que não têm imagens para exibir, passear, venerar, a mãos famosa é a de Guadalupe. Nossa Senhora de Guadalupe (em espanhol Nuestra Señora de Guadalupe, em náuatle Nicān Mopōhua), também chamada de Virgem de Guadalupe, é um culto mariano originário do México. É considerada pelos católicos a Patrona da Cidade do México (1737), do México (1895), da América Latina (1945) e Imperatriz da América (2000). Sua origem está na aparição da Virgem Maria a um pobre índio da tribo Nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, em Tepeyac, noroeste da Cidade do México, em 9 de Dezembro de 1531. A partir de Guadalupe, nasce a padroeira da Espanha, Desde 1653 que a Virgen de la Vega é a padroeira de Salamanca. Já no século VIII esta Virgem era adorada numa pequena ermida junto ao Rio Tormes. Os monges agostinhos fundaram o Convento de la Vega para se poder praticar culto à Virgem.

A princípio, o dia da festa da Virgem era o dia 15 de Agosto, mas a data foi mudada, de forma a coincidir com as festas da cidade, tendo, deste modo, sido fixada no dia 8 de Setembro. 

 

Embora tenha havido a mudança da data, a 30 de Agosto ainda é feita uma novena em sua honra. Inicialmente, a do Pilar, padroeira dos Catalães e Aragoneses e o norte da península ibérica. A realeza é venerada e respeitada como todas estas senhoras, mas deve comportar-se a maneira e laia das padroeiras. Foi a própria Isabel I da Inglaterra, anglicana, que quis ouvir os concelhos do seu vassalo, o Conde de Wolshingham, quem lhe diz, ao perceber os seus desesperos de governante solitária, esta frase: o povo, para ser organizado, deve ter alguém em quem acreditar e venerar. Foi assim que Isabel nunca casou, vivia quase em reclusão e desde a sua câmara privada governou Inglaterra, Escócia, Gales, as novas terras ou colónias, descoberta e submetidas a monarquia inglesa, por um aventureiro denominado Walter Raleigh, que foi o seu amante e fez Cavalheiro. Venerada seria, a Nossa Senhora da Inglaterra também, mas, como comento de Maria e Jesus, de virgem tinha apenas a fama.

 

Porque esta cumprida volta, falar de confissões religiosas, dentro de um texto denominado o povo se faz realeza - o amigo? É por causa de entregar, como se diz em língua rural, uma volta de mão. Tinha escrito um texto que me dera muito trabalho, na investigação e na síntese dos achados históricos e não tinha como o publicar. Um homem da realeza da luta pelo povo, ofereceu-me a sua hora e sítio, para publicar a minha pretensão de famílias unidas eem festa. Carlos Loures foi um rei e se fez povo, para me oferecer o seu sítio e hora. É o comportamento da realeza, que representa a veneração do povo por quem sabe o que é a vida em reciprocidade.

 

Esta reciprocidade não é um movimento qualquer Depende com quem se trabalha, é o entendimento dos objectivos da pessoa de quem se fala Carlos e eu, não somos homens de fé, mas sim de respeito pelo que pensa e faz um próximo aos nossos objectivos: transferir o que pensamos, sabemos e fazemos, para os que estão mais peto de nós.

 

Isto é ser amigo: entregar o nosso a todos os que trabalham connosco, o que saibamos ou esteja ao nosso dispor.

 

É o que Carlos Loures, escritor poeta, rebelde contra os abusadores, sofredor de penas que i levaram a sítios fechados ou fora do pais.

 

É o meu amigo….Ofereço-lhe o que eu sei do mi segundo continente de origem, a ibérica América latina. Ele está comigo na nossa campanha indigenista, para salvar as memórias do que tenho narrado e as minhas sagradas imagens, tanto como a luta contra o modo de produção capitalista. Inimigos temíveis dos exploradores que até fazem acreditarem na divindade, um respeitável saber…

 

Carlos Loures, (Lisboa , Outubro de 1937) é um poeta e escritor português. Diplomado em Técnicas Editoriais pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, exerce actualmente a profissão de editor.

 

Foi, entre 1958 e 1960, um dos coordenadores da revista Pirâmide, da qual foram publicados três números. Nestes cadernos colaboraram numerosos escritores, na sua maior parte ligados ao movimento surrealista: Mário Cesariny de VasconcelosLuiz PachecoHerberto HélderPedro OomAntónio José ForteErnesto SampaioManuel de Castro. Publicaram-se igualmente inéditos de Raul Leal, figura do Orpheu, e de António Maria Lisboa.

 

Em 1962 publicou a sua primeira colectânea de poemas, Arcano Solar, na qual se notava a influência de seus mestres surrealistas. Revelando um forte compromisso ideológico, A Voz e o Sangue, constituía um violento libelo contra a ditadura, pelo que foi apreendido e Carlos Loures preso por seis meses. Dentro da mesma linha de realismo socialista, A Poesia Deve Ser Feita Por Todos, foi também apreendido pela polícia política. Em 1985 estreou-se como ficcionista com o romance Talvez um Grito, obra distinguida pelo júri do Prémio Diário de Notícias. Em 1990 publica nova colectânea poética, O Cárcere e o Prado Luminoso. Em 1995 publica o seu segundo romance A Mão Incendiada. Em colaboração com Manuel Simões, publicou também três antologias poéticas de autores portugueses HiroximaVietname e Poemabril. Em Janeiro de 2008 publicou o romance A Sinfonia da Morte.

 

Entre 1964 e 1966, teve a seu cargo a secção de crítica de poesia do Jornal de Notícias do Porto. Viveu algum tempo em Vila Real, onde desempenhou funções na Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian e onde estabeleceu laços de amizade e camaradagem com o grupo do Movimento Setentrião, no qual veio a ter papel importante. Foi funcionário da Radiotelevisão Portuguesa e director executivo de uma editora do grupo Hachette, de Paris.

 

Que grande amigo tem, este outro escritor Nunca o vi, mas não há dia que não nos falemos….

 

Viva Carlos! O teu súbdito cumprimenta-te…

 

Raúl Iturra

 

5 de Maio de 2011

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por João Machado às 14:00

editado por Carlos Loures às 11:48
link | favorito

.Páginas

Página inicial
Editorial

.Carta aberta de Júlio Marques Mota aos líderes parlamentares

Carta aberta

.Dia de Lisboa - 24 horas inteiramente dedicadas à cidade de Lisboa

Dia de Lisboa

.Contacte-nos

estrolabio(at)gmail.com

.últ. comentários

Transcrevi este artigo n'A Viagem dos Argonautas, ...
Sou natural duma aldeia muito perto de sta Maria d...
tudo treta...nem cristovao,nem europeu nenhum desc...
Boa tarde Marcos CruzQuantos números foram editado...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Eles são um conjunto sofisticado e irrestrito de h...
Esse grupo de gurus cibernéticos ajudou minha famí...

.Livros


sugestão: revista arqa #84/85

.arquivos

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

.links