Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (39)

Ramalho Ortigão – Memórias do Seu Tempo

Júlio de Sousa e Costa

Romano Torres, s. d.

O único intento que preside à publicação deste livro é prestar homenagem à memória de Ramalho Ortigão, cuja pena actuou brilhantemente no mundo das Letras Portuguesas nos últimos tempos do Século XIX.
A investida que sofreu dos insignificantes e invejosos do seu talento robusto fazia-o sorrir... Divertiram-no imensamente os ecos sobre a sua pessoa: físico, predilecções artísticas, opiniões, gravatas, chapéus desusados, bengalões, botas com cardas, luvas de cores que nunca se viram, as polainas, o charuto sempre fumegando, e a luneta… Nem esta última escapou às arremetidas!...

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A “Regeneração”

Vítor Sérgio Quaresma

Publicações Dom Quixote, 1988

Do ponto de vista de um quadro genérico descritivo das formações partidárias do período da Regeneração, é líquido que elas se revestiam de um carácter de clubes de notáveis, revelando um rudimentar processo de individualização, estruturação e implantação à escala do país, embora os anos 70 e 80 tenham revelado alguma dinâmica de mudança, sobretudo por parte do Partido Progressista, surgido em 1876, em resultado da reconfiguração da esquerda monárquica, ou seja, da junção dos Partidos Histórico e Reformista.
Eram, portanto, estruturas organizativas bastante informais, construídas a partir de cima e prioritariamente vocacionadas para a luta eleitoral e para a formação de blocos de apoio ou de oposição aos governos no interior do parlamento.
Nessa condição, tratava-se de agrupamentos que reforçavam o «isolamento» relativo do mundo…

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publicado por Carlos Loures às 18:00
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (18), por José Brandão

As Farpas


Eça de Queiroz
Ramalho Ortigão

Principia, 2004


A presente edição dos textos que, sob o título As Farpas, foram publicados em 1871-1872 visa um duplo propósito: por um lado, proporcionar a quantos se interessam pelos estudos queirosianos a oportunidade, até hoje inexistente, de poderem dispor da sua edição original; por outro lado, dar a conhecer ao grande público, na sua pureza, uma obra que, na versão conhecida sob o título de Uma Campanha Alegre, se apresenta diferente e editada de forma descuidada.
Diz Maria Filomena Mónica que As Farpas marcaram uma época, o que não nos deve surpreender dada a sua originalidade, fruto da “raiva sentida por uma nova geração diante da burguesia que se instalara no poder após a Regeneração de 1851”.

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Fialho D’Almeida
Um Decadente em Revolta

Lucília Verdelho da Costa


Frenesi, 2004



É SEMPRE DIFÍCIL EXPLICAR por que razão nos interessamos por um autor, e não por outro. Fialho de Almeida é, sem dúvida, um dos intelectuais mais notáveis de finais do século XIX mas também, e injustamente, um dos mais esquecidos. Fialho foi um dos primeiros a contribuir para tal fenómeno: é que ele foi, quis ser, um escritor marginal. Este desiderato não obstou a que, do ponto de vista literário, a sua obra não se tivesse já prestado a bastantes ensaios. No entanto, é sempre o contista que tem merecido a atenção dos estudiosos. As suas crónicas não mereceram ainda a atenção devida, tanto pelo seu estilo como pelo seu conteúdo.
O nosso propósito é o de evidenciar como, através delas, e também dos seus contos, se afirma o pensamento de Fialho sobre a sociedade em que viveu e o seu grito de revolta com o qual construiu o mito do génio incompreendido, à margem do mundo das letras, que foi o primeiro a forjar.
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Figuras Gradas de A Voz do Operário

Raul Esteves dos Santos


Lisboa, 1936

Entre os factos que um maior significado imprimem à comemoração do 58.° aniversário do nosso jornal e ao 53.° da fundação desta Sociedade, destacam-se, pelo invulgar brilho que lhe empresta, a inauguração solene de duas lápidas em que se esculpiram o nome de algumas das personalidades, que mais relevantes serviços prestaram em vida a esta «Grande Catedral do Bem».

A inauguração de duas lápidas corresponde a uma sentida homenagem de saudade e um preito de justiça, promovida por uma Instituição que um grupo de honrados cabouqueiros há mais de meio século idealizou o, com as bagas do seu amargurado suor, ergueu tão alta e tão forte que aqueles que a contemplam são forçados a olhá-la com a mais respeitosa das admirações.
Não será demais afirmar que só o povo humilde e sofredor cultiva em alto grau o espírito de justiça. Só ele possui a admirável intuição que lhe faz adivinhar o segredo das almas.
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publicado por Carlos Loures às 18:00
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