Sábado, 30 de Abril de 2011

Um poeta galego, Manuel Maria (1929-2004)

 

 

 

 

 


 

A Palavra

 

Nós, de verdade, unicamente temos

a palavra. Só a palavra verdadeira

pode traduzir a fecha

e insondável soidade do nosso ser.

Só a palavra. A própria.

A que pertence à nossa língua.

A que amamos. A que usa,

conhece e reconhece a nossa gente.

Sem a palavra seria a pobreza,

a miséria total, a impotência

a escuridade e o nom ser.

Mas hai quem manipula, força,

retorce, desfai e prostitui

o autêntico senso da palavra.

Hai quem mente. E ainda hai

o frio, feroz assassino da palavra".

 

(de A Luz Ressuscitada)

publicado por João Machado às 10:00
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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Três poetas galegos

Manuel Maria (1929-2004)

A Palavra

Nós, de verdade, unicamente temos
a palavra. Só a palavra verdadeira
pode traduzir a fecha
e insondável soidade do nosso ser.
Só a palavra. A própria.
A que pertence à nossa língua.
A que amamos. A que usa,
conhece e reconhece a nossa gente.
Sem a palavra seria a pobreza,
a miséria total, a impotência
a escuridade e o nom ser.
Mas hai quem manipula, força,
retorce, desfai e prostitui
o autêntico senso da palavra.
Hai quem mente. E ainda hai
o frio, feroz assassino da palavra".

(de A Luz Ressuscitada)

___________________

 Antón Avilés de Taramancos (1935 - 1992)



Última fuxida a Harar



O poeta é un cazador alucinado:
Atrapa a verba, atrapa a bolboreta
que se queima em faíscas decontado;
atrapa mesmo un soño de poeta.

É o cazador poeta nese instante
en que son ollo e ráfega un latexo
que calla o sangue en rio fulgurante
como se for un lóstrego ao asexo.

E sae o cazador e a sua sombra
-sae o poeta e a sua encarnadura-
(que é como quen do seixo a luz escombra por ver da selva toda a fermosura).

________________

Xosé María Díaz Castro (1914 - 1989)



Nimbos


Se é que o poema é só un nimbo de lus
que os ollos cegos póñenlles às cousas
soñadas ou amadas nas teebras,

das cousas que xa foron e se foron
pro siguen sendo e xa non se van máis,
das sombras que, xogando nos meus ollos, na miña vida en lume se enxeriron,

eu deixo aquí os nimbos, coma cinza
de rosas que onte encheron de perfume
o mundo, morto xove, dalgún soño.



(de Pórtico)
_________________
publicado por Carlos Loures às 08:15
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Sábado, 7 de Agosto de 2010

Manuel María, a voz poética da consciência galega.

O grande poeta galego Manuel Maria, que foi considerado como a "consciência da Galiza", nasceu em Outeiro de Rei (Lugo) em 1929 e faleceu na Corunha em 2004, com 75 anos. Autor de uma extensa obra em galego, desenvolveu também uma intensa actividade política, participando na organização do Bloco Nacional Popular Galego.

Entre a sua obra poética pode destacar-se 'Terra Chá' (1954), 'Mar maior' (1963), 'Cancións do lusco ó fusco' (1970), 'Poemas ó outono' (1977), 'Escolma de poetas de Outeiro Rei' (Xerais 1982), 'Compendio de orballos e tristezas' (1991), 'Poemas a Compostela' (1993).

Vamos ouvir Manuel María numa intervenção no Dia das Letras Galegas de 1998, lendo dois poemas.

Bem-vindo Manuel María!



publicado por Carlos Loures às 11:00
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