Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

A Republica nos livros de ontem nos livros de hoje, CXV e CXVI, por José Brandão

As Minhas Memórias

 

3 Volumes

 

Gonçalo Pereira Pimenta Castro

 

Lisboa, 1950

 

 

Onde passava a noite ninguém o sabia. Quando ia a uma esquadra de polícia deixava o carro à porta e saía, depois, por outra porta, com destino a uma outra esquadra, mas sem dizer para onde ia. Outras vezes o seu carro passava no Rossio levando dentro o seu impedido com umas barbas postiças iguais às dele e um boné e uma capa que lhe pertenciam, fingindo que era ele próprio. O carro parava à porta da esquadra do teatro de D. Maria e aí ficava até de madrugada para depois o levar a casa. Em caso de revolução ninguém sabia onde ele estava e donde dava as ordens. No Governo Civil, até ordem em contrário, concentrava-se apenas a esquadra que ali estacionava. Quando foi atacado não se pôde defender porque lhe alvejaram as mãos e não pôde fazer fogo com as duas pistolas que levava. Não perdendo o sangue frio, resolveu então lançar-se no chão, fingindo-se morto.

 

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O Mistério da Camioneta Fantasma


Hélder Costa



Edições Colibri, 2001

 

No dia 19 de Outubro de 1921 deu-se mais um golpe militar contra um governo republicano. Demissão do Ministério e nem soou um tiro.

 

O golpe nascera na Armada e tinha a chefiá-lo um dos heróis do «31 de Janeiro», o tenente-coronel Manuel Maria Coelho. Tratava-se, portanto, de um golpe de esquerda contra o governo de António Granjo, prestigiado combatente transmontano nas forças republicanas que se opuseram a Paiva Couceiro. Este governo imprimia medidas impopulares para tentar equilibrar a bancarrota e combater o desemprego e a miséria do após-guerra.

 

Entretanto, durante o dia e na noite seguinte, uma camioneta começou a percorrer a cidade, raptando e assassinando figuras importantes da República: o primeiro-ministro António Granjo, Machado Santos, o herói da Rotunda, Carlos da Maia e Botelho de Vasconcelos.

 

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publicado por João Machado às 17:00
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

A República nos livros de ontem nos livros de hoje - XXXIV, por José Brandão

O Ditador e a Afrontosa Ditadura

 

 

 

Joaquim P. Pimenta de Castro

 

Weimar, 1915

 

O primeiro presidente da república portuguesa foi o meu amigo, Dr. Manuel de Arriaga. Depois de eleito, convocou ele alguns indivíduos no Paço de Belém, para os ouvir sobre a orientação a dar aos negócios púbicos. Estando já em Lisboa o nosso ministro em Paris, sr. João Pinheiro Chagas, houve outra reunião, mais reduzida, para se assentar na constituição do ministério. Parece-me que estiveram somente os seguintes indivíduos: João Pinheiro Chagas, Eduardo de Abreu, Augusto de Vasconcelos, João de Menezes, Aresta Branco e eu. No segundo dia, a seguir ao dessa reunião, foi a minha casa o sr. Chagas, encarregado de organizar ministério, convidar-me para ministro da guerra. Recusei-me com o fundamento de não estar filiado em partido algum e não ser a minha nomeação bem recebida pelos seus dirigentes. Não se conformou. Pouco depois era eu chamado ao Paço de Belém, á presença do sr. presidente da republica, a cujas instâncias tive de ceder.

 

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publicado por João Machado às 17:00
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Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010

Repúblca nos livros de ontem nos livros de hoje - 115 e 116 (José Brandão)

As Minhas Memórias

3 Volumes

Gonçalo Pereira Pimenta Castro

Lisboa, 1950


Onde passava a noite ninguém o sabia. Quando ia a uma esquadra de polícia deixava o carro à porta e saía, depois, por outra porta, com destino a uma outra esquadra, mas sem dizer para onde ia. Outras vezes o seu carro passava no Rossio levando dentro o seu impedido com umas barbas postiças iguais às dele e um boné e uma capa que lhe pertenciam, fingindo que era ele próprio. O carro parava à porta da esquadra do teatro de D. Maria e aí ficava até de madrugada para depois o levar a casa. Em caso de revolução ninguém sabia onde ele estava e donde dava as ordens. No Governo Civil, até ordem em contrário, concentrava-se apenas a esquadra que ali estacionava. Quando foi atacado não se pôde defender porque lhe alvejaram as mãos e não pôde fazer fogo com as duas pistolas que levava. Não perdendo o sangue frio, resolveu então lançar-se no chão, fingindo-se morto.

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O Mistério da Camioneta Fantasma



Hélder Costa




Edições Colibri, 2001

No dia 19 de Outubro de 1921 deu-se mais um golpe militar contra um governo republicano. Demissão do Ministério e nem soou um tiro.

O golpe nascera na Armada e tinha a chefiá-lo um dos heróis do «31 de Janeiro», o tenente-coronel Manuel Maria Coelho. Tratava-se, portanto, de um golpe de esquerda contra o governo de António Granjo, prestigiado combatente transmontano nas forças republicanas que se opuseram a Paiva Couceiro. Este governo imprimia medidas impopulares para tentar equilibrar a bancarrota e combater o desemprego e a miséria do após-guerra.

Entretanto, durante o dia e na noite seguinte, uma camioneta começou a percorrer a cidade, raptando e assassinando figuras importantes da República: o primeiro-ministro António Granjo, Machado Santos, o herói da Rotunda, Carlos da Maia e Botelho de Vasconcelos.

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publicado por Carlos Loures às 18:00
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 34 (José Brandão)

O Ditador e a Afrontosa Ditadura

Joaquim P. Pimenta de Castro

Weimar, 1915

O primeiro presidente da república portuguesa foi o meu amigo, Dr. Manuel de Arriaga. Depois de eleito, convocou ele alguns indivíduos no Paço de Belém, para os ouvir sobre a orientação a dar aos negócios púbicos. Estando já em Lisboa o nosso ministro em Paris, sr. João Pinheiro Chagas, houve outra reunião, mais reduzida, para se assentar na constituição do ministério. Parece-me que estiveram somente os seguintes indivíduos: João Pinheiro Chagas, Eduardo de Abreu, Augusto de Vasconcelos, João de Menezes, Aresta Branco e eu. No segundo dia, a seguir ao dessa reunião, foi a minha casa o sr. Chagas, encarregado de organizar ministério, convidar-me para ministro da guerra. Recusei-me com o fundamento de não estar filiado em partido algum e não ser a minha nomeação bem recebida pelos seus dirigentes. Não se conformou. Pouco depois era eu chamado ao Paço de Belém, á presença do sr. presidente da republica, a cujas instâncias tive de ceder.

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publicado por Carlos Loures às 18:00
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