Terça-feira, 12 de Julho de 2011

Aniversário do nascimento de Pablo Neruda, a 12 de Julho de 1904

publicado por João Machado às 23:00
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011

Que despierte el leñador - por Pablo Neruda

 

Publicamos um fragmento do extenso poema Que despierte el leñador, do grande poeta chileno Pablo Neruda, Prémio Nobel da Literatura. É um poema integrado na colectânea Canto General, obra épica sobre o continente americano - nos seus 231 poemas, num  total de quinze mil versos, traça uma história das Américas e invoca os libertadores, os criadores das novas nações e os seus ideais em face da profunda injustiça social e da repressão política que, em meados do século passado, manchava a beleza do Novo Mundo. Os Estados Unidos, não são esquecidos e em . Que despierte el leñador, dedicado a Walt Whitman, uma das partes em que se divide a obra, Neruda invoca as raízes puras da grande nação, a generosidade dos ideais dos próceres da sua independência, comparados com a política agressiva e imperialista seguida pelos governos de Washington:

 

 

 

Eres hermosa y ancha Norte América.

Vienes de humilde cuna como una lavandera,

junto a tus ríos, blanca.

Edificada en lo desconocido,

es tu paz de panal lo dulce tuyo.

Amamos tu hombre con las manos rojas

de barro de Oregón, tu niño negro

que te trajo la música nacida

en su comarca de marfil:

amamos tu ciudad, tu substancia,

tu luz, tus mecanismos, la energía

del Oeste, la pacífica

miel, de colmenar y aldea,

el gigante muchacho en el tractor,

la avena que heredaste

de Jefferson, la rueda rumorosa

que mide tu terrestre oceanía,

el humo de una fábrica y el beso

número mil de una colonia nueva:

tu sangre labradora es la que amamos:

tu mano popular llena de aceite.

publicado por Carlos Loures às 07:00

editado por João Machado em 03/07/2011 às 22:42
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

POEMA, de Pablo Neruda



     

 

 

 


 

           "Morre lentamente quem não viaja,

           Quem não lê,

           Quem não ouve música,

           Quem destrói o seu amor-próprio,

           Quem não se deixa ajudar.



           Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,

           Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,

           Quem não muda as marcas no supermercado,

           não arrisca vestir uma cor nova,

           não conversa com quem não conhece.



           Morre lentamente quem evita uma paixão,

           Quem prefere O "preto no branco"

           E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,

           Justamente as que resgatam brilho nos olhos,

           Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.



           Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,

           Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,

           Quem não se permite,

           Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.



           Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,

           Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,

           não perguntando sobre um assunto que desconhece

           E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.



           Evitemos a morte em doses suaves,

           Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o

           Simples acto de respirar.

           Estejamos vivos, então!
publicado por João Machado às 10:00
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Segunda-feira, 21 de Março de 2011

DIA MUNDIAL DA POESIA 2 - Puedo Escribir Los Versos Más Tristes Esta Noche - Pablo Neruda

Dia Mundial da Poesia

 

(ilustração de Adão Cruz)

 

 

 

 

 

Pablo Neruda  Puedo Escribir Los Versos Más Tristes Esta Noche


 

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos."

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.

publicado por Augusta Clara às 12:00
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