Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Ecologistas a favor do nuclear - por Luis Moreira

Nos Estados Unidos e em Inglaterra os ecologistas apesar do desastre no Japão apoiam o nuclear. Uns dizem que são os dólares do lobby nuclear a falar, outros que dentro de dez anos todos ou quase todos estarão convertidos a energia nuclear.

 

Os desastres nucleares de Three Miles Islands nos USA , Chernobil na Ucrânia e no Japão na central de Fukushima vieram mostrar que os danos são limitados, segundo alguns cientistas, indicando que vinte anos após o incidente em Chernobil os cancros na tiróide que apareceram em crianças se deviam a ingestão de leite proveniente da região vizinha.

 

Entretanto, a 30 kms da central de Fukushima o nível de radioactividade é várias vezes superior ao recomendado mas a Comissão de Controlo Nuclear não deu indicações para a região ser evacuada. Procede-se ao controlo em sítios que pela sua natureza são mais sensíveis como são as escolas, já que o ano escolar no Japão começa em Maio.

 

Mas a ideia que está a passar para o grande publico é que estes incidentes só vieram mostrar que se trata de uma fonte de energia segura, lembrando que a central no Japão, aguentou um terramoto de grau nove e um "tsunami" com ondas de dez metros, circunstancias irrepetíveis e que outra qualquer fabrica ou mesmo um barco carregado de crude, não aguentaria com consequencias muito mais gravosas.

 

Ex-verdes dizem agora que as consequências foram muito menos gravosas do que se temia, e há mesmo quem diga que em Chernobil só morreram 47 pessoas directamente expostas à radioactividade, contra cerca de 50 000 de pessoas segundo a Direcção-geral de saúde Mundial.

 

Pode a radioactividade ter efeitos benéficos em baixas doses?

 Enfim, como se vê o poder dos lobbies  é maior que o poder  nuclear! 

 

PS: siga os links

publicado por Luis Moreira às 13:00
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Terça-feira, 29 de Março de 2011

Segurança Nuclear, os riscos da desregulação por Gilles Balbastre

 enviado por Augusta Clara de Matos

 

 

 

                    Sécurité nucléaire, les risques de la dérégulation

 

Il n’a pas fallu attendre longtemps pour que la catastrophe de Fukushima, au Japon, déclenche en France un débat sur la pertinence et l’avenir de l’atome. Faut-il ou non sortir du nucléaire, faut-il ou non un référendum sur la question, faut-il ou non développer les énergies renouvelables ?

 

Qu’importe à la presse l’importance du débat : l’émotion suffit à légitimer son inscription en tête des priorités politiques. Subordonner la vie démocratique au rythme des catastrophes et des faits divers est un procédé à double tranchant. Il peut conduire à une délibération informée sur l’avenir énergétique d’un pays, mais aussi au vote d’une loi sécuritaire. Par exemple, un « débat » sur la récidive lancé à l’été 2007 après l’enlèvement d’un garçonnet à Roubaix par un pédophile préluda à l’adoption d’une législation liberticide.

 

Au nombre des arguments sur l’avenir du nucléaire avancés par la plupart des protagonistes de cette controverse – politiques, éditorialistes, experts –, un a manqué à l’appel : la dérégulation du marché de l’électricité, entreprise en France et en Europe depuis une vingtaine d’années. Le processus débute en juin 1996 avec la directive européenne ouvrant le marché de l’électricité à la concurrence pour les professionnels. Il se poursuit par la loi du 10 février 2000, votée par le Parlement à majorité socialiste, qui transpose la directive de 1996, puis par la loi d’août 2004 qui privatise partiellement Electricité de France (EDF). Enfin, la loi sur la nouvelle organisation du marché de l’électricité (NOME) de novembre 2010 oblige EDF à céder à ses concurrents une partie de sa production. Entre-temps, une deuxième directive européenne, lancée lors du Conseil européen de Barcelone de mars 2002 et approuvée par le premier ministre et le président de la République française de l’époque, MM. Lionel Jospin et Jacques Chirac, ouvre à la concurrence la fourniture d’électricité au consommateur.

 

Les conséquences de la disparition du monopole de service public d’EDF sont loin d’être négligeables tant pour les usagers – hausse incessante des prix (1), dégradation du service – que pour les salariés et, finalement, pour la sûreté des centrales nucléaires. Etablissement public transformé en société anonyme en 2004 et coté en Bourse, ce « service public » doit désormais rémunérer ses actionnaires (2). De ce débat-là, peu ont entendu parler. Premier producteur mondial privé d’électricité, le propriétaire de la centrale de Fukushima, Tokyo Power Electric Company (Tepco), a falsifié des rapports d’inspection de réacteurs nucléaires durant plusieurs décennies pour couvrir près de deux cents incidents dans les centrales de Fukushima et de Kashiwazaki-Kariwa.

 

 

publicado por Luis Moreira às 14:00
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Nuclear no Japão -as lições a tirar por Luis Moreira

Com os diversos desastres que aconteceram nas centrais nucleares a segurança desta indústria é talvez tão eficaz ou até mais eficaz que a maioria das outras indústrias poluentes. Mas há problemas que continuam a não estar resolvidos.

 

Como o arrefecimento é feito com água (com muita água) as centrais do interior dos países são construídas junto aos lagos e rios do que resulta uma elevação de temperatura, de tal forma grande, que tem influência na flora e fauna dessas águas e contribui em grande medida para o seu evaporamento. Ora, a água vai ser (já é) um dos recursos vitais para a vida porque a desertificação é um dado adquirido.Quer dizer, se não houvesse outras razões estar a trocar água por energia, é uma má opção, a troca não é muto feliz, para não dizer que é prejudicial.

 

Esta razão levou a que as centrais construídas da geração mais próxima fossem remetidas para a costa, junto ao mar, onde abunda a água e dada a sua quantidade a influência na temperatura é muito menor do que nos rios e nos lagos. Foi isto que aconteceu com as centrais que estão agora fora de controlo no Japão, mas a sua construção junto ao mar levanta os problemas que estão à vista, e que resultam das tempestades e força das ondas que ninguem prevê e ninguem segura. E, claro, que o Japão tem o problema acrescido de ser um país assente em território propenso a terramotos e tsunamis com a capacidade de destruição que infelizmente está à vista de todos. Estas centrais estão construídas três metros acima do nível do mar e, mesmo assim, nada puderam contra ondas de dez metros.

 

Este desastre no Japão vai fazer regredir a indústria nuclear uma dezena de anos até que novas soluções se encontrem, mas a verdade é que o problema de armazenamento dos resíduos, por exemplo, continua sem solução à vista.

 

Há quem diga que os prejuízos, ou a factura a pagar pela opção nuclear é menor que as tradicionais ( carvão, barragens, verdes) porque estas a prazo têm inconvenientes sérios que as pessoas não percepcionam com a mesma rapidez das nucleares (são imediatas) e que sem nuclear temos que mudar de vida, não é possível o desenvolvimento andar montado em cima da energia e esbanjar como até aqui. Que a solução passa pela poupança, optimizar a sua utilização e não esquecer que 80% da energia é consumida nas nossas casas . 

publicado por Luis Moreira às 13:00
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Sexta-feira, 18 de Março de 2011

Ameaça nuclear no Japão por Luis Moreira

O perigo sobe de escala.  A nuvem radioactiva aproxima-se da costa oeste dos US com a população munida de leitores geiger e comprimidos de iodo. Obama acalma a população em discurso em que afirma não haver razões para preocupação.

 

Em Pequim, bem mais perto do Japão, acerca de 2 000 kms, a população, sem direito a discursos governativos, compra sal o que é visto pelo governo como uma manobra especulativa para fazer subir o preço do produto.

 

Na Alemanha, a senhota Merkel que há bem pouco tempo tinha decidido prolongar a vida útil das centrais dos anos 80, mandou agora encerrar umas quantas, convidando os partidos verdes a não prejudicarem o desenvolvimento das fontes de energia renovável.

 

Na Inglatera vê-se esta medida tomada na Alemanha como denunciando pânico injustificado, o que vem em linha com a decisão tomada em em 2008 da construção de uma nova geração de reactores estando nove em construção.

 

Cada qual a sua verdade como é habitual e segundo as políticas que estão a ser incrementadas por cada país, o que nos leva a pensar que há muita propaganda e pouca seriedade.

 

Siga o link para o Público.

 

publicado por Luis Moreira às 18:30
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Radiação nuclear - o que nos escondem os governos?

Publicado por Luis Moreira

 

Encobrimento dos impactos devastadores da radiação nuclear:
Estabelecer uma rede para monitorar radiação formada por cidadãos de todo o mundo

 

 

por Washington's Blog

 

Se pudéssemos confiar nos governos japonês e americano para nos informar de qualquer perigos, não teríamos de ser tão vigilantes.

Mas dado o encobrimento do governo americano da gravidade do desastre petrolífero da BP, do risco saúde para os nova-iorquinos após o 11/Set e numerosas outras questões de saúde , teremos de instruir-nos nós próprios.

Exemplo: o chefe da saúde pública dos EUA (U.S. Surgeon General) recomendou que os residentes da Costa Oeste que se abastecessem de iodeto de potássio , ao passo que outros responsáveis do governo disseram que é desnecessário porque os níveis de radiação não serão bastante altos. Mas nenhum governo revelou leituras de radiação na Costa Oeste, de modo que não podemos verificar por nós próprios se sim ou não actualmente há qualquer perigo. Ver isto e isto .

Como observa a ABC News, peritos dizem que o Japão tem um longo historial de encobrimentos nucleares.

O New York Times destaca :

Os diferentes materiais nucleares que são relatados em acidentes nucleares no Japão vão desde o relativamente benigno ao extremamente inquietante.

O problema central em avaliar o grau de perigo é que as quantidades de várias fugas radioactivas para o ambiente agora são desconhecidas, pois são os ventos e outros factores atmosféricas que determinam como a radioactividade será dispersa em torno das centrais atingidas.

A BBC informa(rolar a coluna à esquerda):

 

O engenheiro japonês Masashi Goto, que ajudou a desenhar o vaso de contenção para o núcleo do reactor de Fukushima, afirma que a concepção não era suficiente para aguentar terramoto ou tsunami...

Na verdade, disse Goto:

 

"É difícil dizer, mas haveria uma fusão do núcleo (core meltdown). Se as varetas caírem e misturarem-se com água, o resultado seria uma explosão de material sólido como um vulcão a propagar material radioactivo. Uma explosão de vapor ou de hidrogénio provocada pela mistura propagaria resíduos radioactivos a mais de 50 km. Além disso, esta seria multiplicada. Há muitos reactores na área de modo que haveria muitos Chernobyls.

E Goto acusou o governo japonês de reter deliberadamente informação vital que permitiria a peritos externos ajudar a resolver os problemas:

Exemplo: não tem havido informação suficiente acerca do hidrogénio que está a ser expelido. Não sabemos quanto foi expelido e quão radioactivo era.

O antigo editor do Japan Times – Yoichi Shimatsu – declara que após uma reunião de alto nível do governo, "as agências japonesas não já estão a divulgar reportagens independentes sem a aprovação prévia do topo" e que a censura do que realmente está a ocorrer na instalação está a ser efectuada sob o Artigo 15 da Lei de Emergência. A França também está a acusar o Japão de subestimar a ameaça nuclear.

E o Haarertz observa :

Uma vez que o governo japonês não tem proporcionado informação precisa a respeito da possível ameaça apresentada pela explosão na central nuclear de Fukushima, peritos em Israel e no estrangeiro estão divididos sobre o âmbito do desastre as ramificações para o ambiente.

Há algumas redes muito incompletas de monitoração em tempo real tais como esta e esta . Mas o número de monitores e muito pequeno e incompleto e é difícil saber quem dirige as redes.

Assim, devemos aproveitar o poder da Internet a fim de nos instruirmos.

Como?

É simples... Toda a gente que tenha um contador Geiger pode apresentar um fluxo de dados na web tal como este rapaz:

.

(e estes outros ).

Assegure que informa a sua localização (cidade, estado e país) a fim de que as pessoas saibam onde está, o fabricante e o modelo do seu contador Geiger e as unidades de radiação que estão a ser contadas (isto é, contagem por minuto, milli-roentgens por hora ou micro-sieverts por hora ).

Quando bastantes pessoas fizerem isto, teremos uma rede cidadã a monitorar radiação e não teremos de confiar na falta de informação vinda de governos.

The CRG grants permission to cross-post original Global Research articles on community internet sites as long as the text & title are not modified. The source and the author's copyright must be displayed. For publication of Global Research articles in print or other forms including commercial internet sites, contact: crgeditor@yahoo.com

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=23743

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

 

publicado por Luis Moreira às 13:00
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Terça-feira, 15 de Março de 2011

Alerta Nuclear no Japão - por Luis Moreira

Calcula-se que os prejuízos causados pelo tsunami que arrasou o Japão representem 3% do PIB daquela que é a terceira mais forte economia mundial.

 

A energia eléctrica tem vindo a ser controlada o que tem levado à paragem da maioria das grandes fábricas de automóveis e indústria pesada. Teme-se que algumas das centrais nucleares entrem em ruptura e que possam originar um desastre nuclear. "Mais perigoso que Three Miles Island, sem chegar ao nível de Chernobyl" é a classificação para o incidente que as autoridades tentam a tudo o custo controlar, injectando água salgada para impedir que os níveis de radiação aumentem.

 

 

 

 

 

 

Entretanto os especialistas ocidentais alertam para a gravidade da situação que, dizem, as autoridades nipónicas estão a desvalorizar para consumo externo. Os acidentes nucleares são classificados segundo uma escala de um 1 a 7, sendo que as autoridades Japonesas classificam a presente situação em 4 mas que os especialistas ocidentais apontam para 5/6.

 

A Alemanha  a França e a Suiça já congelaram o seu programa de construção de mais centrais nucleares o que fez que as empresas de energia alternativas vissem o valor dos seus papéis em bolsa subirem imenso. Tal como na altura do desastre nuclear na Pensilvânea (US) e em Chernobyl o entusiasmo com o nuclear arrefeceu pese, embora, que as actuais centrais são muito mais seguras do que as de gerações anteriores.

 

Em Chernobyl, foram libertados cerca de 400 vezes mais radioactividade que a bomba atómica lançada sobre Hiroschima e as mortes por cancro contam-se por milhares. Em Three Miles Island o nível de redioactividade libertado foi 8 vezes superior ao normal o que também teve fortes prejuízos na saúde das pessoas que viviam nas proximidades.

 

Entretanto, no sul de França, continua a construção experimental de um projecto suportado pela UE e pelos US para a criação de energia, não a partir da fusão do átomo, como actualmente, mas a partir da fissão do átomo o que resolveria os problemas de segurança e de armazenamento do material utilizado. Esperam-se resultados para daqui a dez anos!

 

PS: mas há projectos futuristas em carteira, desde um painel gigante que "aponte" a energia solar para a terra, até ocupar os desertos com painéis solares, tal como já fazemos no Alentejo (sempre na frente).

publicado por Luis Moreira às 22:00
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Renováveis e/ou nuclear?



Luís Moreira

Um grupo de personalidades apresenta hoje um manifesto contra a política energética assente nas energias verdes. Razões de elevado custo estarão na origem da sua posição, só a subvenção dos preços permite que sejam competitivos.

Mas estas personalidades são tambem conhecidas por serem a favor da energia de origem nuclear, que após todos estes anos de experiência com centenas de centrais a funcionar, se tornou segura . Os desastres nucleares vieram dar uma contribuição extraordinária para o estudo dos níveis de segurança e seus efeitos nos humanos e no ambiente, considerando-se hoje que a indústria nuclear tem um nível de segurança superior à maioria das outras indústrias.

Há mais de 30 anos que numa visita à Baviera, andei todo o santo dia a ver uma central nuclear, andasse por onde andasse a sua presença visual era imponente. À sua volta a vida continuava e que se saiba, pelos estudos feitos à população residente ,não há índicios preocupantes quanto à saúde.

Poderá Portugal continuar afastado da energia nuclear?
publicado por Luis Moreira às 18:00
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