Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Economia Global, Capitalismo de Estado e Neoliberalismo - 1

Júlio Marques Mota

 

Economia Global, Capitalismo de Estado e Neoliberalismo

(O exemplo da Foxconn[1])

 

 

ÍNDICE

PARTE I. Na China, o que interessa é a prosperidade, não a liberdade

PARTE II. Os suicídios como protesto para as novas gerações de trabalhadores migrantes chineses: Foxconn, Capital Global e o Estado


 



[1] [1] Excerto de Questões sobre migrações e sobre a crise: Algumas razões para esta sessão, de Júlio Mota, Luís Peres Lopes,Margarida Antunes,22 de Novembro de 2010; Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, disponível  na versão integral  em : http://www4.fe.uc.pt/ciclo_int/2007_2008.htm

 

Economia Global, Capitalismo de Estado e Neoliberalismo

(O exemplo da Foxconn)

 

 

PARTE I

Na China, o que interessa é a prosperidade, não a liberdade

 

David Ignatius

Washington Post

21 de Outubro, 2010

Beijing

 

Na semana em que a liderança da China desvenda a identidade do próximo possível presidente do país, eu encontro-me com grupos de estudantes do ensino secundário, empresários, jornalistas e académicos chineses. O estranho é que políticos quase nunca aparecem.

 

Por vezes, os americanos assumem que uma China mais rica irá brevemente exigir maior liberdade e democracia. Não apostem nisso: O que os chineses repetem aos visitantes estrangeiros, das várias maneiras que tornam frases pré-feitas credíveis, é algo como isto: Nós gostamos do que temos; nós estamos preocupados em perder isso; nós queremos estabilidade mesmo que isso implique menos liberdade e franqueza.

 

Os chineses não parecem saber muito acerca de Xi Jinping, o homem que esta semana se tornou o sucessor aparente do Presidente Hu Jintao, para além do facto de que ele é um filho do poder e é casado com uma cantora famosa. Isto faz dele um homem susceptível de manter o estatuto – e talvez reformar o sistema e difundir a riqueza a nível suficiente para manter alguns discordantes calados. Para a maioria dos Chineses com que me deparei, estas qualidades parecem ser suficientes.

 

“Eu não encontro muitos idealistas na China actualmente,” diz Alan Guo, antigo empregado da Google que criou um negócio de compras online aqui. “É mais importante resolver um engarrafamento em Beijing do que votar para escolher o presidente.”

 

Há protestos na China, com certeza, mas é sobretudo acerca de questões económicas e de propriedade. A agenda de liberdade de Tiananmen Square em 1989, simbolizada hoje pelo prémio Nobel preso, Liu Xiaobo, foi na maior parte estrangulada. Por entre a elite das cidades ricas da China, o medo dos camponeses no interior parece ser uma bem maior preocupação do que a opaca liderança do Partido Comunista.

 

 

 

publicado por siuljeronimo às 20:00

editado por Luis Moreira em 21/05/2011 às 01:35
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