Sábado, 14 de Maio de 2011

Museu do Neorealismo - Dia Internacional dos Museus - Maria Flor Abre o Livro das Surpresas

 

 

 

 

publicado por João Machado às 09:30
link | favorito
Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

O Museu do Neo-Realismo de Vila Franca de Xira em Maio de 2011

 

 

publicado por João Machado às 09:00
link | favorito
Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Ciclo de Cinema Imagens e palavras de Alves Redol, no Museu do Neo-Realismo

 

 

Vidas sem Rumo, a 15 de Abril, no Auditório do MNR

 

Depois da apresentação de Alves Redol, Vida e Obra, a 25 de Fevereiro e de Nazaré, a 11 de Março, prossegue o Ciclo de Cinema Imagens e Palavras de Alves Redol, com o filme Vidas sem Rumo, no próximo dia 15 de Abril, pelas 19h00, no Auditório do Museu do Neo-Realismo. Do mesmo realizador de Nazaré, Manuel Guimarães, o filme data de 1956 por Manuel Guimarães, com diálogos de Alves Redol, Vidas sem Rumo narra uma história cujos personagens – Gaivota, Pardal, Marlene e Meia-Lua -, são mendigos, estivadores e contrabandistas do cais de Lisboa. Por entre o sonho e a esperança, o amor e o futuro, simbolicamente evocado no choro de uma criança, o filme espelha a realidade de uma época e as dificuldades de quantos ocupavam as margens da sociedade.

 

Manuel Guimarães viu este filme ser objecto de cortes por parte da Censura, tal como, de resto, toda a sua obra.

 

O cineasta Manuel Guimarães (Lisboa, 1915-1975), destaca-se na história do cinema português, pela sua tentativa de aplicação dos princípios do neo-realismo à arte cinematográfica, ainda que se tenha confrontado com algumas dificuldades impostas pelo regime de então.

 

 

Próximas Sessões do Ciclo de Cinema:

 

03 de Junho - DIA EM QUE NÃO VEJO O TEJO, NÃO É DIA (1999)

Realização de Miguel Seabra Lopes

Azambuja, beira-rio. Uma família que resiste ao abandono das suas tradições e memórias. Com base em “Avieiros”, de Alves Redol.

 

14 de Outubro – Alves Redol (2011)

Estreia

Realização de Francisco Manso

 

Todas as Sessões do Ciclo de Cinema têm lugar no Auditório do Museu do Neo-Realismo, pelas 19h00. A entrada é gratuita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por João Machado às 09:00

editado por Luis Moreira às 02:02
link | favorito
Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Museu do Neo-Realismo

 

 

Em Fevereiro há múltiplas razões para uma visita ao

Museu do Neo-Realismo. Têm início este mês as comemorações do

Centenário do Aniversário do Nascimento de Alves Redol. Iniciando um ciclo de iniciativas que se estenderão ao longo do ano, o MNR apresenta no dia 25 de Fevereiro, pelas 19h00, o documentário ‘Alves Redol – Vida e Obra’, integrado no ciclo de cinema Imagens e Palavras de Alves Redol.

No piso 1 da área expositiva continuamos a proporcionar-lhe a oportunidade de apreciar obras de artistas neo-realistas e não só, em suportes inesperados: as Tapeçarias de Portalegre e a sua importância enquanto veículo de expressão artística de alguns dos nomes maiores das artes plásticas portuguesas.

Tapeçarias de Portalegre

O Ciclo THE RETURN OF THE REAL dá a conhecer, até início de Março, trabalhos de Carla Filipe. O sentido ‘site-specific’ das suas propostas artísticas converte cada exposição num cenário aberto às circunstâncias e ao seu potencial crítico, acentuando, a partir de uma cuidada reconfiguração de carácter documental, um jogo de leitura política e social que transforma não apenas os objectos de arte ou os espaços da sua apresentação, como ainda a sua relação com a cultura e a geografia locais. [artigo revista Ípsilon]

‘O povo reunido jamais será’ - Carla Filipe

Até 25 de Setembro está patente a exposição biobibliográfica OS AUTOS DA VIDA DE LUIZ FRANCISCO REBELLO, sobre a vida e a obra de um autor conhecido, sobretudo, como dramaturgo, mas com um percurso multifacetado no domínio da cultura portuguesa.

Francisco Luiz Rebello

Nos pisos 2 e 3, continua patente a exposição

Batalha pelo Conteúdo, verdadeira viagem em torno da génese e desenvolvimento do movimento neo-realista, no contexto da própria história social, política e cultural contemporânea de Portugal

Batalha pelo Conteúdo

publicado por Carlos Loures às 11:30

editado por Luis Moreira às 11:43
link | favorito
Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

VerbArte - O movimento neo-realista





O movimento neo-realista. Dois centenários a comemorar em 2011. Uma proposta.


João Machado


Nos anos trinta do século passado apareceu o movimento neo-realista, uma corrente artística que muitos associaram (talvez com diferentes fundamentos) à oposição ao regime ditatorial vigente. As precárias  condições de vida em que, na época, vivia grande parte da população portuguesa, a fortíssima injustiça que sobre esta recaía,  justificavam que os artistas e intelectuais não afectos ao regime sobre elas se debruçassem, e que sentissem o dever de as mostrar nas suas obras, de modo a fazer sentir a necessidade da sua urgente transformação. Daí a forte componente política do neo-realismo, expressão usada pela primeira vez em 1935 por Álvaro Salema, em artigo publicado no semanário Gládio.

O movimento neo-realista manifestou-se através de várias das artes maiores, como a pintura, nas obras de Júlio Pomar (1926 -), Lima de Freitas (1927-1998), Avelino Cunhal (1887-1966), e de outros. É também importante recordar a obra de Manuel Ribeiro de Pavia (1907 – 1957), Cipriano Dourado (1921-1981), e de outros artistas plásticos, que não se pode deixar cair no esquecimento.

Mas a maior visibilidade para o neo-realismo adveio sem dúvida da literatura, com um trio de gigantes a começar, Soeiro Pereira Gomes (1909-1949), Alves Redol (1911-1969) e Manuel da Fonseca (1911-1993). A literatura neo-realista incluiu muitos outros nomes, dos quais se devem destacar Fernando Namora, Mário Dionísio, Augusto Abelaira e sobretudo Carlos de Oliveira. Deixou para a posteridade um retrato vivo das condições em que viviam (melhor dito, sobreviviam) as classes mais desfavorecidas em Portugal, e dos mecanismos que condicionavam a vida dos que lhes pertenciam.



Tenho a convicção de que as preocupações do neo-realismo eram partilhadas por um grande número de autores que não se aproximaram claramente do movimento. Não é verdade que Aniki Bóbó, a primeira longa metragem de Manuel de Oliveira, estreada em 1942, o nosso centenário cineasta, tem afinidades com os  Esteiros (1941),  de Soeiro Pereira Gomes? O cineasta e o escritor tiveram, claro, experiências de vida e ideais diferentes. Mas a atenção de ambos foi atraída por situações parecidas, na Ribeira do Porto, e em Alhandra. E Volfrâmio (1944), de Aquilino Ribeiro, e a Lã e a Neve (1947), de Ferreira de Castro, não estão também próximos do neo-realismo? Porque não se consideram estes dois grandes escritores como integrando o movimento? Ao fim e ao cabo até lhe eram ideologicamente afins.




Em 1911 completar-se-ão cem anos sobre os nascimentos de Alves Redol e Manuel da Fonseca. As comemorações respectivas servirão com certeza para recordar e analisar as suas vidas e obras, mas poderão também  servir de ponto de partida para uma compreensão mais dilatada da génese do movimento neo-realista, da sua ligação à sociedade portuguesa da altura. E também para analisar as influências que sobre ele incidiram, e as que deixou para a posteridade.


Proponho que em 2011 o Estrolabio e o VerbArte incluam, com particular relevo, estes temas na sua agenda.
publicado por João Machado às 16:00
link | favorito
Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

Uma polémica surrealista

Carlos Loures

Em 1965 tive uma polémica com Mário Cesariny de Vasconcelos que me valeu a excomunhão do movimento surrealista. Cerca de dois anos antes, enviara ao Jornal de Letras e Artes, de Azevedo Martins, uma série de artigos sob o título «Demónios do Absurdo». Neles, em prosa surrealizante, exaltava figuras como as de Alfred Jarry, Jean-Arthur Rimbaud e Isidore Ducasse, Comte de Lautréamont, todos eles precursores do movimento lançado em 1924 pelo manifesto redigido por André Breton. O jornal não publicou nem (contra o que era habitual) me devolveu os textos. Protestei, não me responderam e eu esqueci o assunto. Até porque me envolvi numa alhada política que, em Janeiro de 1965, me levou à prisão. A polícia supunha-me um passarão importante, abusou dos esquemas habituais de «persuasão» e, depois, desiludida, vendo que não tinha «matéria» para me levar a tribunal, ao fim de três meses pôs-me na rua. Na realidade, eu era um elemento sem qualquer importância – distribuíra uns panfletos com a prosa do «Chico» Martins Rodrigues, recolhera uns fundos e pouco mais.

Vinha de muito mau humor e, colaborando no suplemento literário do Jornal de Notícias (na altura dirigido por Nuno Teixeira Neves) com uma crónica semanal sobre poesia, canalizei para essa croniqueta semanal todo o meu ódio ao estúpido sistema e a quantos, nomeadamente escritores supostamente de esquerda, pactuavam com o statu quo. – mais ou menos o que agora faço aqui, mas com a fúria dos vinte e poucos anos. A censura cortava muito, mas o que passava era mesmo assim excessivo – marxismo-leninismo, em estado puro e primário, sob a forma de crítica poética. Foi então, quando se comentava no pequeno planeta português das letras a minha fúria antifascista, concordando uns e discordando a maioria, que o Jornal de Letras e Artes resolveu pegar nos textos (quatro ou cinco) que lhes enviara e os publicou com todo o destaque na primeira página e com títulos (tirados do texto, mas escolhidos a dedo). O meu lirismo marxista-leninista sofreu um rude golpe. Os meus «apoiantes», a malta do «escacha-pessegueiro», ficaram desiludidos – «Mais um a baldar-se!», pensaram.

Fiz então uma carta para o Jornal de Letras e Artes a pôr os pontos nos is – deixara de ser surrealista, o jornal manipulara as coisas, etc. O Mário Cesariny de Vasconcelos, o papa do surrealismo português, não me perdoou e numa carta, que o jornal publicou verberava a minha abjuração, acusando-me de me ter aburguesado. Vi-me obrigado a responder. Com o mau humor decorrente da porrada que levara e das longas noites de insónia forçada, não estava com paciência para aturar reprimendas de quem, merecendo-me o respeito devido a um grande poeta, passava os dias no café ou nos transportes públicos a tentar engatar marinheiros (Cesariny tinha um grande fascínio pelas fardas). E, isto é que conta, no intervalo destas coisas, escrevia a sua maravilhosa poesia.

Enfim, foi um corte completo. O meu nome que até então, figurava nas publicações surrealistas, foi limpo numa manobra que faz lembrar as técnicas da Checa, limpando Trotsky e outros elementos inconvenientes das fotografias históricas. Coisa que nada me preocupou. De facto, Cesariny tinha toda a razão. Nada tenho a ver com o surrealismo, embora tenha promovido e editado uma das poucas revistas que o movimento produziu. Explico como aconteceu essa revista, a Pirâmide», num depoimento prestado ao Daniel Pires. Note-se que o Benjamim Marques, um talentoso artista plástico, cujo rasto perdi (sei que foi para França ainda nos anos 60), no único registo gráfico que existe do grupo do Gelo, um desenho em que retratou as pessoas que o compunham, não me incluiu, embora não se tenha esquecido de uma rapariga, a Tininha (que por gralha passou à posteridade como «Fininha», uma jovem da mais antiga corporação profissional do mundo, que trabalhava no Ritz Club, e às vezes passava ali pelo café, mas que , de modo algum, era um elemento do grupo).

Por outro lado, designa o João Fernandes, um membro tão respeitável como os outros, por «João Zanaga» uma alcunha que aludia a um estrabismo que, ouvi dizer, corrigiu depois com uma cirurgia. O pormenor curioso é que eu, que fui excluído, e o João Fernandes que foi alcunhado, éramos, em todo o grupo, as pessoas que o Benjamim Marques melhor conhecia. Priváramos durante muitos anos, entre a infância e a adolescência no Ateneu, onde estudámos juntos. Falta também no retrato o João Vieira que era já um pintor com algum nome. Uma forma de acertar contas com inimigos de infância e concorrentes? Talvez, pois, apesar de tudo, não acredito que o Cesariny lhe tivesse guiado a mão e na altura em que o desenho foi feito eu não caíra ainda em desgraça.

Abro aqui um parêntesis, porque já que estou a falar de uma excomunhão, lembro-me da ameaça de uma outra. O Raul Leal (1886-1964) o mais velho elemento do grupo, era uma figura muito curiosa. Colaborador do «Orpheu», amigo de Fernando Pessoa, escandalizara a Lisboa do primeiro quarto do século XX ao assumir a sua homossexualidade no panfleto Sodoma Divinizada (1923). Hoje seria uma coisa vulgar, mas naquela altura era quase inconcebível (não a homossexualidade, mas a sua assunção). Foi atacado por todos os sectores de opinião, valendo-lhe a defesa que dele fez Pessoa. Vinha de uma família rica, era formado em Direito e ocupava as funções de Governador do Banco de Portugal. O escândalo foi enorme, proporcional à sua notoriedade social. Constou mesmo que iria ser excomungado. Considerando-se o profeta de uma nova religião, proferiu uma frase que ficou famosa: «Se o Papa me excomungar, eu excomungo o Papa!».

Apesar desta escaramuça, seria ingratidão não reconhecer que foi com os mestres do surrealismo que, mal ou bem, aprendi a escrever, embora os meus temas sejam realistas. Há mesmo quem me considere um neo-realista e, dando força a essa classificação, ainda há meses animei uma sessão no Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira. Porém, a minha prosa tenta fugir à crueza estilística que tipifica esse movimento, embora a maioria dos neo-realistas tenha feito o mesmo (mas muito melhor do que eu) – Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca e até um dos patriarcas, Soeiro Pereira Gomes, por exemplo, escreveram furtando-se a essa aridez formal que apenas Alves Redol nos seus primeiros livros e alguns epígonos seguiram. No entanto, apesar deste corte de relações que durou para sempre, pois Cesariny tinha mau feitio e o meu também não é dos melhores (o papa excomungou-me e eu excomunguei o papa). apesar disso, dizia, nunca me esqueci, nem esquecerei de que Mário Cesariny de Vasconcelos foi um grande poeta, um dos maiores do seu tempo.
publicado por Carlos Loures às 12:00
link | favorito
Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

Apresentando António Gomes Marques


António Gomes Marques, nasceu em 1945 em Chã de Alvares, concelho de Góis, Coimbra. Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, foi co-fundador e principal responsável durante anos dos Grupos de Teatro, da Biblioteca e de Cinema dos Serviços Sociais da Caixa Geral de Depósitos. Durante cinco anos, foi presidente da direcção da APTA - Associação Portuguesa do Teatro de Amadores, sendo responsável pela organização de Festivais Nacionais de Teatro de Amadores.

Nomeado pelo Secretário de Estado da Cultura, Dr. António Reis, para representar Portugal no Festival do Trabalho da ex-RDA, em 1978, foi também delegado português ao Congresso da AITA/IATA - Associação Internacional do Teatro de Amadores e Festival Mundial de Teatro de Amadores, realizados em Blagoevgrad-Bulgária, em 1979. Participou noutras reuniões internacionais sobre teatro, sendo delegado português ao Congresso da AITA/IATA - Associação Internacional do Teatro de Amadores e ao Festival Mundial de Teatro de Amadores, realizados no Principado do Mónaco em 1981.

Integrou a equipa técnica da Companhia de Teatro Amascultura, com sede no Centro Cultural da Malaposta, ficando responsável pela Documentação, ali permanecendo desde o início de actividade da Associação, em 1988, até 1995. Representou a Amascultura, na "Homenagem a Carlos de Oliveira - 50 anos de literatura", organizada em conjunto com a Comissão Instaladora do Museu do Neo-Realismo de Vila Franca de Xira. É membro da Direcção da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo.

Traduziu numerosas obras, sobretudo de carácter didáctico, e colaborou com textos seus em enciclopédias, nomeadamente na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. É autor de Da Chefia à Liderança - Um Caminho para a Mudança
publicado por Carlos Loures às 09:00
link | favorito

.Páginas

Página inicial
Editorial

.Carta aberta de Júlio Marques Mota aos líderes parlamentares

Carta aberta

.Dia de Lisboa - 24 horas inteiramente dedicadas à cidade de Lisboa

Dia de Lisboa

.Contacte-nos

estrolabio(at)gmail.com

.últ. comentários

Transcrevi este artigo n'A Viagem dos Argonautas, ...
Sou natural duma aldeia muito perto de sta Maria d...
tudo treta...nem cristovao,nem europeu nenhum desc...
Boa tarde Marcos CruzQuantos números foram editado...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Eles são um conjunto sofisticado e irrestrito de h...
Esse grupo de gurus cibernéticos ajudou minha famí...

.Livros


sugestão: revista arqa #84/85

.arquivos

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

.links