Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

DE REPENTE E INESPERADO - necrológio de uma moeda comum - por Rolf Damher

"Existe uma maravilhosa lei da natureza que diz que as três

coisas que mais desejamos na vida -- felicidade, liberdade e

paz de espírito -- são sempre obtidas quando as concedemos

a alguém mais." Peyton Conway March (1864–1955 – Oficial

dos EUA e Chefe do Estado-Maior do Exército)

 

Necrológio de uma moeda comum,

 

reza o título do magazine alemão DER SPIEGEL de hoje, 20 de Junho 2011.

 

De facto, o perigo de um colapso da nossa moeda comum (e, isto digo eu, da própria UE) é enorme. Só resta a esperança no sentido de uma antiga sabedoria popular alemã: "os declarados mortos em vida vivem por muito mais tempo".

 

Mas face aos actos genericamente defeituosos dos “guerreiros lineares” no comando em Bruxelas, Berlim, Paris, etc.,  também essa sabedoria popular poderá ficar inválida. Porque esses têm uma missão comum que acreditam tratar-se da salvação dos seus países, da UE e da moeda comum. E trata-se. Todavia, uma vez que sob um objectivo errado faz-se errado tudo o que pode ser feito errado, o verdadeiro objectivo, inconsciente aos governantes, é: os estados nacionais e a UE são rapidamente reduzidos a zero, de maneira que a seguir não reste outra alternativa senão uma mudança fundamental de estratégia/comportamento.

 

“Nada de fundamentalmente novo, mas tudo fundamentalmente diferente”, poderá ser então o novo lema. E sob o mesmo, desta vez de índole sóciocêntrico, abre-se uma gigantesca oportunidade nova e lucrativa. Com efeito, sempre se trata de desenvolver cerca de 3 mil milhões de pobres e subdesenvolvidos no mundo, transformando-os de crónicos necessitados de esmolas em nossos parceiros e clientes (cf. New Deal). É pena que os nossos governantes hoje ainda não estejam na posição de compreender essas coisas, as quais, quando forem reconhecidas como objectivo a perseguir e devidamente atacadas, oferecem um gigantesco impulso de novo crescimento orgânico para o mundo – incluindo Portugal e os restantes parceiros da UE, claro. (E Portugal possui imensos valores imateriais que nesse contexto podem ser materializados). Repito: é mesmo pena eles ainda não compreenderem o que está diante dos olhos, porque caso contrário nos seriam poupados muitos sofrimentos.

 

Na Alemanha, hoje uma maioria da população diz acreditar que a grande crise foi definitivamente vencida – e os números corroboram-no, de momento. Todavia, que acredite quem quiser, mas é falso. A mudança de paradigma ainda não teve lugar e antes disso não acontecer, tudo será sol de pouca dura, com um agravamento da crise no fim.

 

Ora vejamos: imaginemos a Alemanha no topo de uma pirâmide como membro do sistema de liderança da UE. Após uma grave crise, a Alemanha, com a crise aparentemente vencida, olha para todos os lados. Se vir os seus parceiros a sacudirem a poeira e a erguerem-se, está confirmado: a crise acabou, a UE entrou em novo crescimento orgânico, com benefícios para todos. Todavia, o que actualmente está a acontecer é exactamento o contrário:  alguns parceiros encontram-se à beira da bancarrota, com tendência crescente e de mal a pior (Espanha, Itália, Bélgica, etc.).

 

Face a esta perspectiva, o referido membro do sistema de liderança da UE, a Alemanha, deve partir do princípio que NADA está em ordem e que a sua situação económica (ainda) confortável, continua a provir do saque ao sistema e não do seu fomento, como seria o caso com uma estratégia bem concebida e executada por Bruxelas.

 

A UE no seu actual estado não pode ser reformada. Terá que efectuar a mudança completa acima referida ou nada feito. Para salvá-la da actual situação periclitante, seria necessário um amplo entendimento* seguido de um acto de coragem entre as partes oriental e ocidental do “Império dos Francos” – Alemanha e França –, visando a referida pequena mas decisiva alteração de estratégia/ comportamento. Um grande desafio e uma enorme oportunidade que poderá encher de sentido e trabalho uma boa parte do século XXI . Se isto for conseguido na última da hora, escapamos à crise com alguns pêlos chamuscados, se não, os mecanismos de correcção cibernéticos mudar-nos-ão implacavelmente. Consequentemente, este processo não decorrerá sem enormes turbulências sociais que poderão ir até grandes violências – e no fim desta mudança pela via negativa o sol voltará a brilhar, infelizmente só para os sobreviventes.

 

RD

 

* Este entendimento imposto pelos dois grandes da UE, no presente caso e só nele, seria benéfico para todos os membros da mesma. E daí em diante, no novo paradigma, a UE seria mais democrática, dando mais voz e expressão também para os seus membros mais pequenos.

 


 

publicado por Luis Moreira às 12:00
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

A Guerra das Moedas enviado por António Gomes Marques

 

 

 

Porque não prendem os terroristas financeiros ? E os políticos que abriram caminho ao assalto?

 

publicado por Luis Moreira às 22:00
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Sábado, 19 de Junho de 2010

A moeda global de reserva

Luís Moreira


O dóllar americano tem funcionado como moeda de reserva as compras e vendas internacionais e as transferências entre países fazem-se em dóllares americanos e as poupanças soberanas tambem.E o petrodóllar, já agora, emitido propositadamente para pagar as transferências do crude.

Esta é uma vantagem extraordinária, afinal quem tem a máquina para imprimir dóllares são os US, por isso não há perigo de não pagar,nunca faltam, é só dar à manivela.O problema é que a manivela roda não por razões internacionais mas por razões caseiras, e a moeda de reserva é muito mais caseira do que devia.

A China está sentada em cima de grande parte da dívida americana,se o dóllar cresce não exporta se desce, vai-se-lhe parte da dívida. E a maioria dos países tem este problema que só é favorável aos US, daí que se procure encontrar consensos para a criação de uma moeda de reserva que possa ser controlada por um "cabaz de moedas" e, assim, fugir à hegemonia cambial dos americanos.

Claro que os US nem querem ouvir falar em tal coisa, pois pedem todos os anos um bilião de dóllares emprestados e enquanto houver quem compre os seus títulos de dívida pública, não largam mão da pechincha. O Euro nunca foi bem visto pelos americanos porque sempre recearam que lhes fizesse frente o que veio a acontecer, mas a crise recente provou que o Euro não é suficientemente estável e credível, e depende de uma tomada de decisão política que não convence,e é longa.

A crise que nasceu nos US e esfrangalhou a UE veio trazer muitas lições, uma delas é que a UE exige maior integração política, maior regulação dos mercados e um controle permanente e apertado nos bancos , a par com uma nova moeda de reserva global.
publicado por Luis Moreira às 09:00
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Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

O euro - oportunidades!

„Quem falhar a primeira casa de botão atrapalha-se com o resto do abotoamento” Johann Wolfgang von Goethe -“

...O euro, por ter sido introduzido com base num raciocínio errado, acabará por desencadear uma viragem do actual paradigma para outro capaz de corresponder melhor que o actual aos anseios das pessoas. Obrigará a largar as “amarras” àquelas forças sociais que actualmente, por motivos egoistas, ignorância ou simples receio do desconhecido bloqueiam o desenvolvimento, sob pena de serem arrastados pelos acontecimentos...
Pergunte-se, então, de passagem: será que os responsáveis pelo euro teriam agido do mesmo modo se tivessem sonhado que a sua decisão solitária – a maioria dos povos estão a leste das coisas – teria como consequência precisamente aquela mudança do paradigma sócio-económico que eles a todo o transe parecem querer evitar?”. Foram estes os meus vaticínios chave do meu artigo “o euro: como transformar perigos em oportunidades” publicado no Semanário Económico de 28 de Agosto 1998. As minhas propostas de como atenuar as turbulências porventura violentas e como saír do atoleiro continuam actualíssimas e em vigor.

Rolf Damher (convidado)

publicado por Luis Moreira às 20:00
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