Sexta-feira, 8 de Julho de 2011

Os americanos são idiotas? Vídeo enviado por Maria Inês Aguiar.

Uma pergunta que se coloca muitas vezes é esta - o povo americano sofre de um défice de inteligência?

 

Haverá, por certo, a mesma percentagem de idiotas, gente comum e génios, que existe em todos os países. No entanto, para a classe dirigente - grandes grupos financeiros, falcões do Pentágono e políticos, a ignorância de uma grande parte do povo é uma mais-valia. O convencimento de que o Mundo são os Estados Unidos e todo o resto são arrabaldes está impregnado nas camadas menos evoluídas - é confrangedor, ainda que nos possamos rir, a ignorância demonstrada neste vídeo por pessoas de diversas condições sociais e pertencentes a faixas etárias também diferentes - a ignorância, sobretudo no que se refere ao exterior, é confrangedora. Para mais, lembrando-nos de que estamos na sociedade da informação. Vamos ver e ouvir (e rir):

 

 

 

 

 

publicado por Carlos Loures às 15:00
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Mais uma estrela se apagou, de Maria Inês Aguiar

 

 

 

 

 

 

 


Para o Adão


Mais uma estrela se apagou numa noite acontecida e quando a cidade
acordou ...já estavas de partida!

Levaste contigo regras, conceitos, a morte lenta dos que ao
evitarem a
morte convergem em múltiplas vidas mergulhadas num estado de dormência...

Libertaste verdades trancadas em escafandros prateados, desnudaste
mentiras sem sombra do mundo dos enfatuados.

De ti deixaste sulcos de ternuras salgadas, a continuação do teu ser em cada ideal que abraçavas, o luar que o sonho promete em brumas de fogo agitado, o desejo
anoitecido de um beijo murmurado, o som do silêncio no teu olhar parado arrastado pela vertigem da entrega...

E, quando a cidade acordou, tu já estavas de partida!

publicado por João Machado às 08:00

editado por Luis Moreira em 10/02/2011 às 17:34
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Hipostenia




Maria Inês Aguiar

desci um a um os degraus com o peso do biltre, o rebuço do patife, a má língua da matrona, o Nobel da bizarrice e o povo nada me disse…
do poeta ficou o conceito, da liberdade a noção, da temperança a lembrança, e do povo?
ouvi o protesto solitário, o excremento solidário, a hipostenia de um verso, um instrumentista possesso, a melodia da prosápia, a orquestra da argúcia
e vi a astúcia, vi o vício, a súcia num vão de escada, o farrapo da utopia e o povo nada dizia…

procurei uma razão, questionei a geração, caminhei na multidão e vagueei pelo povo que não encontrei e do meu povo nada sei…

(Ilustração de Adão Cruz)
publicado por Carlos Loures às 08:00
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Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Isto que eu escrevo


Maria Inês Aguiar

isto que eu escrevo não sou eu,
sou eu e os outros em pensamentos misturados
num desalinho de sentimentos complexos,
são somas de muitas raivas contidas, muitas vozes silenciadas,
muitas noites - madrugadas,
isto que eu escrevo
são intervalos de vontade rodopiando entre vagas de ilusão,
a impotência de parar o relógio
eternizando o momento em que nos quebramos
em mil bocados num encontro com o tempo,
isto que eu escrevo,
é o grito sufocado na garganta, um grito mudo
de quem vê pedaços de vidas caídas nas cidades de concreto,
de quem ouve o ulular dos sem tecto
isto que eu escrevo não sou eu,
é o reflexo dos outros em mim,
um cordão de múltiplas vidas em círculos de convulsão
isto que eu escrevo não sou eu,
sou eu e os outros e os outros ainda

(Ilustração pormenor de Adão Cruz)



publicado por Carlos Loures às 08:00
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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Sem nome

Maria Inês Aguiar

sinto-te o abandono sem nome nesse resto que te resta, vejo-te cadáver ao relento no troar da morte em festa e quando ouço a fome que te consome, o meu entendimento não dorme e se te chamo não respondes e escondes o teu sangue que berra a guerra do teu berço nesta terra que desconheço


(ilust. porm. Adão Cruz)


publicado por Carlos Loures às 08:00
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Mordaça

Maria Inês Aguiar


ontem

como hoje

unem-se os eruditos

a perene convulsão de conflitos

os com(sorte) da evolução que da alma fizeram uma noção

a falácia duma trova indefinida

o culto do pensamento sagaz manipulado pelo tempo que passa incapaz

de com o machado que faz a guerra fazer a paz...!

 (ilust. porm. Adão Cruz)


publicado por Carlos Loures às 08:00
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