Terça-feira, 14 de Junho de 2011

A República nos livros de ontem nos livros de hoje - CLXVIII e CLXIX, por José Brandão

A Revolução Portuguesa

 

1907-1910

 

Machado Santos

 

Sextante Editora, 2007

 

«Escrito pouco depois do Cinco de Outubro e publicado em 1911, o famoso relatório de Machado Santos intitulado A Revolução Portuguesa constitui. sem dúvida, uma das fontes fundamentais para a história da Revolução Republicana, especialmente para a narrativa dos factos ocorridos entre a noite de 3 de Outubro e a manhã do próprio dia 5. Desde logo porque o seu autor é unanimemente reconhecido como o actor principal no teatro das operações, a partir do momento em que tomou a decisão de resistir na Rotunda com um punhado de escassas centenas de militares e alguns civis, quando tudo parecia já perdido para as forças republicanas.

 

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A Revolução Portuguesa

 

Jesús Pabón

 

Lisboa s/d

 

Não são pretensiosas as intenções deste livro, nem meritória a sua consecução. As suas bases não assentam na investigação histórica e ao seu desenvolvimento falta um profundo exame político. Pretende apenas apresentar uma exposição clara de determinados factos.

 

Ligado a um passado que conhecemos e a um futuro imprevisível – como o de todo o mundo, actualmente em crise essencial –, observamos na vida do Portugal dos nossos dias, um drama de um interesse político extraordinário: delineamento, processo e solução de um problema nacional. A velha Ordem morre: o Rei D. Carlos representa a sua última resistência eficaz. Durante o breve reinado do filho – já vencida a Monarquia – a República é sinónimo de Desordem. Salazar cria a Nova Ordem. Três factos, pois, naquilo a que chamo a Revolução Portuguesa.

 

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publicado por João Machado às 17:00
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

A República nos livros de ontem nos livros de hoje - CLXVI e CLXVII, por José Brandão

A Revolução de Couceiro

 

Abílio Magro

 

Porto, 1912

 

A El-Rei o Senhor D. Manuel II

 

O movimento, ás ordens de Paiva Couceiro, não passa duma .. palhaçada ridícula! -Assim o afirmaram o ex-oficial da Armada João de Azevedo Coutinho, os capitães Conde de Penela, Homem Christo, tenente Manuel Valente e outros que, arrependidos de terem cooperado nele, já o abandonaram de vez, cheios asco!

 

Vossa Majestade, a quem envio em primeira-mão o meu livro, que só encerra verdades, há-de de fatalmente convencer-se que a maior parte daqueles que julga seus partidários, o enganam miseravelmente, como o enganaram os seus áulicos e todos os ministros do seu reinado!

 

Abandone-os para sempre, porque essa resolução será a única que contribuirá para a felicidade de Vossa Majestade.

 

Assim lho aconselha um homem que foi seu súbdito, que o defendeu sempre e ainda o estima.

 

Abílio Magro.

 

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A Revolução Portuguesa

 

(1907/1910)

 

Machado Santos

 

Assírio & Alvim, 1982

 

Por mais enigmáticos que, por pouco e mal estudados, sejam ainda ao nosso olhar, os primeiros surtos carbonários portugueses, não é impossível que o republicanismo tenha sido, com maior ou menor nitidez, o alvo que os orientou e que, ao mesmo tempo, os gerou. Isso, claro está, desde que se entenda, por uma vez, que o liberalismo, como tal, e de acordo com o modelo pioneiro da evolução político-social francesa contemporânea, tendera, naturalmente, para a “dessacralização” da Monarquia, contrapondo a esta uma República, aureolada pela etimologia (Res Pública, coisa pública) e pelos propósitos políticos de nacionalizar, com outra largueza, o Estado que as primeiras vagas burguesas haviam edificado como foi sendo possível. As sucessivas repúblicas francesas o demonstram, como por demais é sabido. E em Espanha, a República de 1873, que significado tem a não ser esse mesmo?

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publicado por João Machado às 17:00
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011

A República nos livros de ontem nos livros de hoje - XCVIII e XIC, por José Brandão

Machado Santos,

A Carbonária e a Revolução de Outubro

 

 

 

João Medina

 

Lisboa, 1980

 

Se observarmos com atenção esta figura política que os historiadores parecem querer esquecer, não podemos deixar de sentir uma espécie de embaraço misturado com muita perplexidade, já que tudo se mostra contraditório e por vezes mesmo paradoxal no destino e na alma do homem que fundou a República, que foi o braço armado que, na hora decisiva em que todos desanimavam e alguns desertavam já, fez pender a balança da História para o campo dos revoltosos e, no reduzido acampamento da Rotunda, com uns quantos sargentos, praças e civis, verdadeiramente arrebatou a vitória nos dias 4 e 5 de Outubro de 1910. Contraditório destino, estranha actuação a deste marinheiro da administração naval que vence no campo militar, quando os verdadeiros combatentes se suicidam ou se retiram, como os oficiais que decidem abandonar as barricadas por considerarem que a Revolução falhara!

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Machado Santos


“O Fundador da República”


Eurico Carlos Esteves Lage Cardoso

 

Lisboa, 2005

 

Por nos parecer que a figura do vice-almirante Machado Santos, ele que foi um dos principais, diremos mesmo, o principal protagonista da Revolução de 5 de Outubro de 1910, tem sido sistematicamente "esquecida" pelos adeptos do Regime pelo qual se bateu, pensámos, com objectivos estritamente históricos, recordar quem foi e o que fez o oficial de Marinha que "fundou" a República e que foi considerado "Benemérito da Pátria" pelas Constituintes.

 

Já que o não fizeram, até hoje, os seus correligionários, passados que foram 84 anos sobre a data do hediondo crime que roubou a vida ao comandante da Rotunda, resolvemos nós, que por coerência não aplaudimos nem aprovamos o seu feito, avivar a memória dos republicanos, particularmente dos que detêm o Poder, a fim de que prestem a homenagem devida ao revolucionário a quem tudo devem.

 

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publicado por João Machado às 17:00
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