Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

Regresso a Olivença - Mário Ventura Henriques - III


Recupera-se a toponímia tradicional (Continuação)



Por artérias estreitas que ostentavam outrora nomes bem portugueses - Rua das Atafonas, Rua da Corna, Rua da Barranca, Rua do Juiz -,e hoje têm designações que bem pouco dizem aos Oliventinos, vou dar a uma outra, a Rua dos Duques de Cadaval, que durante muitos anos esteve ausente da toponímia da vila. Em seu ligar encontrava-se o nome de um ministro obscuro, cujo título de glória era o de ter acompanhado o generalíssimo Franco na inauguração de uma albufeira. Instituída, por via da democracia, a liberdade de escolha, os edis oliventinos não

hesitaram: substituíram-na pela velha e tradicional designação, que nunca deixara de ser usada pela maioria do povo. E com o tempo - dizem com convicção - acabarão repondo nas ruas da vila todos os nomes apagados pela tentativa de castelhanização de Olivença.

Aliás, a memória das referências portuguesas nunca desapareceu do espírito das pessoas. Na porta de Castillejos - uma das mais assinaladas na existência de Olivença pelos factos históricos de que foi testemunha -, diz-me uma mulher do povo:

- Quando isto era português chamava-se outra coisa: era a Porta de Alconchel.

A vetusta entrada, que remonta aos princípios do século XIV, formava parte da cerca torrejada que D. Dinis mandou construir logo após a assinatura do Tratado de Alcañices de 1297, pelo qual se definiam as fronteiras entre Portugal e Castela e se decidia a nacionalidade portuguesa de Olivença. O rei concedeu-lhe os usos e costumes da vila próxima de Elvas, autorizou uma feira semanal, às segundas-feiras - que se realizou durante séculos -, e oito anos depois designava Pêro Lourenço do Rego para cercar de muralhas toda a povoação. Uma pedra, ainda hoje embebida num dos arcos da cerca (5), assinala o início das obras: "A primeira pedra deste castelo foi posta em dia de São Miguel, e aqui a pôs Pêro Lourenço do Rego em tempo do Rei D. Dinis, era de mil trezentos e quarenta e quatro anos"(6). Das quatro portas então abertas nas muralhas, restam as de Alconchel e a dos Angeles, ladeadas por torres cilíndricas, e os restos da Porta da Gracia, em parte absorvida pela construção do Palácio dos Cadavais, alcaides-mores da vila(7). E foram estas muralhas, de que ainda se encontram, um pouco por toda Olivença, troços bem definidos, que aguentaram os embates castelhanos nos vários assédios ocorridos logo durante o século XIV, resultado de intentos de expansionismo, quezílias de famílias desavindas, ambições frustradas ou prestígios ofendidos.

Uma torre contra Castela


As guerras da Independência transformaram Olivença no cenário constante de pugnas e cavalgadas, em que o povo era comparsa forçado e vítima preferida nos enfrentamentos e traições de fidalgos e alcaides.

Mais do que a rivalidade entre duas nacionalidades, a história de Olivença, nesse período, é a história de guerreiros feudais que, ao serviço de um ou outro soberano, não hesitam ante a violência e a crueldade para fortalecer um poder ainda precário. A torre de meenagem, um dos mais imponentes monumentos da arquitectura militar portuguesa, com 37 metros de altura - só a torre de Beja a deve ultrapassar(8)-, ergue-a D. João II, recorrendo aos melhores arquitectos e mestres pedreiros da época, e resistindo aos sentimentos ofendidos do Rei de Castela, que não compreendia nem admitia obra tão agressiva em tempo de paz.

Cinco séculos depois da sua construção, a torre de menagem de Olivença continua a dominar a paisagem, proporcionando, aos que sobem ao terraço, uma vista de dezenas de quilómetros por campos de Portugal e Espanha. Limpo e desafogado das construções apagadas que o cercavam, o monumento ostenta uma grandeza impressionante, que deriva tanto dos factos históricos de que foi protagonista, como da ousadia de concepção, mesmo numa época em que a iniciativa real estava quase toda voltada para as obras de guerra. O acesso ao cimo é feito não por escadas, mas por dezassete rampas que acompanham interiormente as paredes de três metros de espessura, e que permitiam a subida de cavaleiros e peças de artilharia. A iluminação natural das rampas é proporcionada por seteiras, e o percurso de mais de cem metros apenas é interrompido por uma sala de armas que foi prisão de fidalgos e, mais tarde, local escolhido pela Inquisição para os seus julgamentos.

Com as obras a que foi sujeita, e liberta do cárcere que durante muitas décadas ocupou parte do seu interior, a torre de menagem de Olivença será a partir de agora o local privilegiado de manifestações culturais. As obras, em grande parte resultantes de trabalho voluntário, desaproveitaram, por falta de orientação arqueológica e histórica adequada, o estudo aprofundado da construção. Fizera~-se desaterros, removeram-se ossadas sem preocupação de analisar a sua origem. E perdeu-se assim, porventura, a oportunidade única de um trabalho que eventualmente poderia fazer luz sobre aspectos obscuros da história local. E não se pode deixar de pensar, com alguma decepção, que talvez fossem outros os resultados históricos e culturais desse trabalho, se os especialistas e organismos portugueses não tivessem esquecido a existência, em Olivença de um tesouro indispensável ao conhecimento do nosso próprio passado.

(Continua)
publicado por Carlos Loures às 09:00
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010

Regresso a Olivença - Mário Ventura Henriques - II


Mudaram as pessoas (Continuação)

Doze anos depois, nada é como antes. Excepto, talvez, a paisagem, em cujo solo continua a praticar-se a mesma agricultura pobre de outrora, extensiva e monótona. Identifico caminhos, pontões, montes idênticos aos do campo alentejano, nomes que despertam a sensibilidade

- Casas Novas, por exemplo -, coutos de caça que se estendem por quilómetros e a mesma estrada sinuosa que, de Badajoz, nos abre caminho para Olivença, quase fronteira à vila portuguesa de Juromenha.

O que é diferente, o que mudou, são as pessoas. Onde, antes, havia silêncios carregados de suspeita e receio, uma clandestinidade às claras, olhares equívocos, fuga ao diálogo e, por cima de tudo, a sugestão de se ter perdido a memória do idioma dos antepassados, existe hoje a cativante simpatia de quem se abre ao contacto para que o conheçam melhor e melhor o compreendam, e, mais emocionante ainda, o desejo irreprimível de demonstrar que se recorda e se mantém viva, no dia-a-dia dos Oliventinos, a língua portuguesa. O viajante sente-se em casa, esquece a fronteira que atravessou há pouco, e cala-se simplesmente, para se dar ao prazer de escutar o acento cantante do português que falam os de Olivença, semelhante ao dos Alentejanos, e mais aliciante pela presença de palavras arcaizantes, esquecidas ou desprezadas entre nós. E logo se entende o desejo que têm os Oliventinos de que se institua na sua terra o ensino do idioma português; se, 180 anos depois do corte dos laços políticos com Portugal, ainda se mantém a prática da Língua Materna é porque a herança dos séculos anteriores foi suficientemente forte para que se queira, no presente, recuperá-la integralmente (1).

- Exactamente, aqui fala-se Português - diz-me Ramon Rocha, o presidente da Câmara que desencadeou o processo de revindicação, junto do Governo de Madrid, do ensino da nossa língua.
-  E porquê esse desejo ?

- Porque defendemos muito as questões culturais. Acreditamos que os povos, com a cultura, se unem e ultrapassam muitos problemas. E, vendo como se corria o risco de perdermos a nossa cultura, que é pouco vulgar, intentamos conservar este legado recebido dos nossos antepassados.

O que, pelos vistos, nada rem a ver com razões históricas ou políticas...

- Nós não entramos nisso. A questão histórica é uma e actualmente a política é outra. Reconhecemos que durante seis séculos Olivença pertenceu a Portugal, mas também sabemos que actualmente somos espanhóis. Mas, entre estas duas realidades, há uma história que permanece: os monumentos, o idioma, todo um passado português.

O espírito centralista, durante muitos anos comum aos dois países peninsulares, fez de Badajoz a única beneficiária do intercâmbio fronteiriço. Enquanto Badajoz crescia e engordava, até ao ponto de se tornar a maior cidade espanhola na fronteira com Portugal, os restantes núcleos urbanos estiolavam, num isolamento que tinha a única vantagem de lhes manter a identidade própria livre de influências alheias. Os povos, quando esquecidos, defendem-se isolando-se mais.

Hoje, desaparecidas as condições políticas que vigoraram na Península durante décadas, instituída a democrecia que veio dar uma voz a anseios e aspirações secretamente alimentados, continua a não ser fácil - lá como cá - vencer a barreira do centralismo, agora reagindo e resistindo por interesses partuculares, económicos ou de prestígio, e secundarizando sempre os núcleos populacionais mais abandonados. Daí que não seja optimista a abertura de uma fronteira entre Olivença e Portugal: os "outros" não deixam...

Mas a actual situação, a persistir, porque assim o querem os interesses regionais ou as razões de Estado, não constitui um óbice a que se mantenham e incrementem as relações de boa vizinhança entre Olivença e o lado de cá. A força que alicerça essa realidade é a unanimidade do povo oliventino a respeito dos laços com os Portugueses: na Câmara, todos os Partidos Políticos, do Partido Comunista à Alianza Popular, votaram pela reivindicação do ensino do nosso idioma em Olivença. E porquê ?...

- Homem, porque todos somos conscientes de que é uma coisa cívica nossa. E temos obrigação de defendê-la. Não me surpreende que o tenham querido prender aqui, há doze anos, porque então existia uma corrente totalmente contrária aos nossos interesses. Mas isso acabou, e hoje nenhum de nós pode negar a sua raiz portuguesa. Está sempre presente, até nos monumentos. Aqui mesmo: o edifício da Câmara era o antigo Palácio dos Duques de Cadaval.

E isto, apesar de se terem perdido quase todas as fontes escritas do passado oliventino, à excepção do Foral de D. Manuel, que permanece na Biblioteca local.

- Temos muito pouca coisa, ficou tudo do lado de lá.

O que explica agora uma verdadeira febre de recolha de livros e documentos, quer provenientes de Portugal, quer da própria Olivença, onde ainda existem obras raras em mãos de particulares. E, para o demonstrar, Ramón Rocha mostra-me as fotocópias - obtidas de um exemplar existente na vila - da raríssima obra de Frei Jerónimo de Belém, editada em Lisboa no século XVIII: "Olivença Ilustrada pela Vida e Obra da Venerável Maria da Cruz, Filha da Terceira Ordem Seráfica, e Natural da Mesma Vila de Olivença".

E é difícil descrever o orgulho com que o "alcalde"(2) exibe esse amontoado de folhas que o tempo acabará por delir mais depressa que o volume setecentista que reproduzem, e que sobreviveu, nas mãos de um ignorado particular, a quase dois séculos de afastamento da pátria de origem.

Mais tarde, procuro nas ruas de Olivença a casa onde viveu a Venerável Maria da Cruz, uma mulher que foi leviana e acabou em cheiro de santidade. Mas já não a encontro: foi destruída, como muitos outros monumentos que atestavam seis séculos de presença portuguesa. Resta, na memória das pessoas, a história dessa figura nebulosa e lendária.

Olivença cala fundo na sensibilidade dos portugueses que percorrem as suas ruas e contemplam os seus monumentos. O tempo ou as malfeitorias destruíram muito do que se ergueu no decurso de seis séculos de nacionalidade portuguesa, mas quase 200 anos de soberania espamhola não conseguiram apagar nem perverter a sua cultura original.

Se não fossem as grades de ferro existentes em muitas janelas - e mais na própria vila do que nas aldeias circundantes -, dir-se-ia que estávamos numa terra alentejana (3), marcada por uma monumentalidade que não é vulgar nos burgos do Sul do País.

Mantém-se a Misericórdia - a única existente em terras de Espanha -, ainda a funcionar como nos seus primórdios, aquando da fundação, em 1501, pela Rainha D. Leonor. Está entregue à Ordem das Filhas da
Caridade(4) e a sua finalidade principal é a de pensionato destinado a idosos e doentes. Na fachada do edifício, dois brasões ladeiam a porta do hospital: à esquerda, as armas portuguesas, com a data de 1501, e à direita o brasão isabelino, com a data de 1801. Entre ambos, três séculos dwe vida e história portuguesa.

Mas o templo da Misericórdia guarda ainda toda a singeleza primitiva, apesar das pinturas estranhas com que algum pinta-monos de má morte decidiu cobrir o altar de madeira escura. Sobre o sacrário, permanece o pelicano, arrancando do peito a sua carne para dar de comer aos filhos. Sessenta anos depois da visita de Hermano Neves, um dos primeiros jornalistas a demandar Olivença no tempo da República, ainda me contam a história que ele próprio então ouviu, e narrou nas crónicas mais tarde publicadas em livro. Diz assim o meu cicerone:

- As freiras, que não conheciam o verdadeiro significado da ave, temiam-no porque achavam que se tratava de uma representação diabólica. Não o consideravam suficientemente bonito para ser o Espírito Santo.
-  Mas permaneceu ali, apesar disso.

- Nem sempre. Mas os portugueses conseguiram obter do provedor da Casa a promessa de repor o famosíssimo passaroco sobre o sacrário.

E acrescenta, com orgulho:

- Em Espanha, é a única instituição deste tipo, e ainda funciona como quando era portuguesa, cumprindo todas as regras.

Nas paredes do templo, magníficos painéis de azulejos, assinados por um nome bem português, Manuel dos Santos.

- Não existem outros em todo o país - diz-me o meu cicerone.

(Continua)
publicado por Carlos Loures às 09:00
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Terça-feira, 20 de Julho de 2010

Regresso a Olivença - Mário Ventura Henriques - I

Carlos Luna

Vamos apresentar, dividido em  quatro partes um texto muito belo de Mário Ventura Henriques sobre Olivença. Começamos por lembrar quem foi Mário Ventura Henriques.

Mário Ventura Henriques (1936-2006) nasceu e faleceu em Lisboa. Jornalista e escritor, trabalhou nos jornais Diário Popular, Diário de Notícias, na revista Seara Nova. Com José Saramago, Armindo Magalhães, Luís Francisco Rebello, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues fundou, em 1992, a Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Foi presidente da Associação Portuguesa de Escritores . Estreou-se com “A Noite da Vergonha”, (1963), seguindo-se “À Sombra das Árvores Mortas” (1966) e “O Despojo dos Insensatos” (1968). Reuniu nos volumes “Alentejo Desencantado” (1969) e “Morrer em Portugal” (1976), narrativas sobre várias regiões do país. Em1979, novo romance - “Outro Tempo Outra Cidade”e, em 1985, “Vida e Morte dos Santiagos”, - Prémio de Ficção do Pen Clube e Prémio Literário do Município de Lisboa.

Outrasobras:“Conversas” (1986), diálogos com escritores, os romances “Março Desavindo” (1987); “Évora e os Dias da Guerra” (1992). Publicou ainda “A Revolta dos Herdeiros” (1997), “O Segredo de Miguel Zuzarte” (1999), “Quarto Crescente” (memórias, 2001) e o álbum “Portugal – Geografia do Fatalismo”.,“Atravessando o Deserto” (2002) e“O Reino Encantado”(2005). Presidiu à Associação Portuguesa de Escritores.

"Regresso a Olivença", escrito em 1990 e publicado em 2001 no livro "Portugal, Geografia do Fatalismo", de 2001, Ed. Notícias, com fotografias de João Francisco Vilhena), As notas  não são da responsabilidade do autor, mas são fundamentais para se perceber o que entretanto, e infelizmente, mudou... e muito ! Carlos Luna.



Numa manhã chuvosa e fria, regresso a Olivença, doze anos depois da primeira visita. Transporto comigo, ainda que não o queira, a impressão mais duradoura desse primeiro encontro: a do momento em que fui ameaçado de prisão, como perturbador da ordem pública, quando fotografava a imponente Torre de Menagem da vila, um dos mais importantes monumentos da arquitectura militar portuguesa construídos no século XV.

- Que hace Usted aqui ? - perguntou-me o senhorito de chapéu de palha, gravata ridiculamente emproada e jaquetão de riscas apertadinho aos quadris.

- Faço fotografias.

- No puede.

- E porquê ?

- Se lhe digo que não pode, é porque não pode. Quien es Usted ?

- Sou jornalista, português. Y Usted ?

- Sou o director da cadeia.

- Pois eu tenho de fazer fotografias.

- E eu prendo-o.

A cada qual a sua missão, por conseguinte. E, como a do carcereiro se apoiava no poder de Castela, e a minha só tinha o respaldo de um direito mal aceite pela autoridade, optei pela solução diplomática:

meti a máquina no saco e retirei sem palavras, enquanto o senhotito recolhia à torre-prisão de delitos comuns.

Estávamos em 1970, de um lado e outro da fronteira viviam-se ilusões várias, os dois povos continuavam de costas voltadas, mas já se espreitavam por cima do ombro. Olivença, para os Portugueses, era um mistério e, para os Espanhóis, uma ignorância. De Portugal, só a procuravam saudosistas e alguns mais. Na alma de cada Português que conhecesse, minimamente, a História de Olivença, nascia invariavelmente um irredentista, sonhando com o regresso à Pátria de 600 quilómetros quadrados que constituíam a "Terra das Oliveiras".

Para muitos, mais do que uma terra estremenha ou um episódio histórico, Olivença era uma emoção, uma manifestação de patriotismo serôdio, uma forma de oposição ao regime que abandonara a causa do território "cativo". Escritos e discursos rondavam sempre o mesmo tema: a perda injusta e aviltante de Olivença, a letra dos tratados nunca cumpridos, o apelo a forças indefinidas para que fizessem regressar à pátria portuguesa a velha praça-forte do Alentejo.

(Continua)
publicado por Carlos Loures às 09:00
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