Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Dia das Beiras- Lamego - Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

 

Luis Rocha

 

Este templo de arquitectura rococó ergue-se no cume de grande escadaria que trepa a colina, desenvolvendo-se em

lanços e terraços com fontes, estátuas e capelas devocionais .

 

Erigido em grande parte entre 1750 e 1760, cruzam-se influências vindas do Porto e do Minho. A Implantação cenográfica, com longo escadório a trepar a montanha, lembra o Bom Jesus de Braga e na ornamentação arquitectónica há traços comuns na janela e nichos centrais aos estilos de Soares e Nasoni.

As torres laterais, embora condizentes, são já do século XIX. È também da autoria de Nicolau Nasoni o chafariz com grande frontão interrompido, ornado de grinaldas e painéis.

 

Na área das artes decorativas a ourivesaria, quer civil, quer religiosa, teve também na época rococó uma expressão de grande importância. As cerimónias litúrgicas e palacianas não dispensavam o brilho reluzente das pratas. Entre os poucos caprichos de luxo de D. José destaca-se o gosto e a posse de prataria. Perdida que foi, no terramoto de 1755, a baixela executada por Thomas Germain, para D. João V, logo em 1756 o rei encomendou outra nova a François Thomas Germain, filho do famoso ourives parisiense que de seu pai herdara a oficina , desenhos e modelos.

Se os motivos típicos da decoração rococó tinham feito o seu aparecimento no reinado de D. João V, é no terceiro quartel do século XVIII que eles vão alcançar a exuberância e dinamismo que darão origem ás obras mais representativas da época. Os modelos franceses e ingleses influenciam a ourivesaria civil, enquanto a religiosa se pauta por sugestões romanas.

 

Entre as várias obras da época  merece relevo o frontal de prata da Capela do Santíssimo Sacramento da Sé de Lamego, executado pelo mestre ourives MFG do Porto, entre 1758 e 1768. Verifica-se que apesar da influência estrangeira, alguma originalidade. O Frontal imita os congéneres de damasco bordado, dividindo-se em cinco panos e sanefa, preenchidos com rótulos de linhas curvas e concheados de onde ressaltam os habituais motivos das uvas e do trigo, de adequada simbologia eucarística.. Ao centro vê-se uma custódia bem característica da época.

 

(in “História da Arte em Portugal”, Lisboa 1986 – Professor Nelson Correia Borges)

 

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publicado por siuljeronimo às 16:00

editado por Luis Moreira em 25/01/2011 às 02:34
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