Terça-feira, 10 de Maio de 2011

A República nos livros de ontem nos livros de hoje - XCVIII e XIC, por José Brandão

Machado Santos,

A Carbonária e a Revolução de Outubro

 

 

 

João Medina

 

Lisboa, 1980

 

Se observarmos com atenção esta figura política que os historiadores parecem querer esquecer, não podemos deixar de sentir uma espécie de embaraço misturado com muita perplexidade, já que tudo se mostra contraditório e por vezes mesmo paradoxal no destino e na alma do homem que fundou a República, que foi o braço armado que, na hora decisiva em que todos desanimavam e alguns desertavam já, fez pender a balança da História para o campo dos revoltosos e, no reduzido acampamento da Rotunda, com uns quantos sargentos, praças e civis, verdadeiramente arrebatou a vitória nos dias 4 e 5 de Outubro de 1910. Contraditório destino, estranha actuação a deste marinheiro da administração naval que vence no campo militar, quando os verdadeiros combatentes se suicidam ou se retiram, como os oficiais que decidem abandonar as barricadas por considerarem que a Revolução falhara!

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Machado Santos


“O Fundador da República”


Eurico Carlos Esteves Lage Cardoso

 

Lisboa, 2005

 

Por nos parecer que a figura do vice-almirante Machado Santos, ele que foi um dos principais, diremos mesmo, o principal protagonista da Revolução de 5 de Outubro de 1910, tem sido sistematicamente "esquecida" pelos adeptos do Regime pelo qual se bateu, pensámos, com objectivos estritamente históricos, recordar quem foi e o que fez o oficial de Marinha que "fundou" a República e que foi considerado "Benemérito da Pátria" pelas Constituintes.

 

Já que o não fizeram, até hoje, os seus correligionários, passados que foram 84 anos sobre a data do hediondo crime que roubou a vida ao comandante da Rotunda, resolvemos nós, que por coerência não aplaudimos nem aprovamos o seu feito, avivar a memória dos republicanos, particularmente dos que detêm o Poder, a fim de que prestem a homenagem devida ao revolucionário a quem tudo devem.

 

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publicado por João Machado às 17:00
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

A República nos livros de ontem nos livros de hoje - LXXIV e LXXV, por José Brandão

História de Portugal – X

 

(A República - I)

 

 

 

Sonhos e Malogros


João Medina (direcção)

 

Ediclube, 1994

 

Na noite do assassínio de Miguel Bombarda, cerca de 50 pessoas reuniram-se na Rua da Esperança e decidiram manter a decisão de passar o Rubicão: dava-se isto na mesma hora em que, no Palácio de Belém, se reuniam os convivas do derradeiro banquete da realeza, banquete que por ironia da sorte era oferecido ao presidente eleito da República do Brasil, Hermes da Fonseca. Entrementes, quando, no meio de apreensões e angústias visíveis no semblante dos hospedeiros, os convivas desdobravam os guardanapos para aquele jantar oferecido a um presidente da Republica proclamada no exacto dia em que nascera o jovem que agora detinha a coroa portuguesa, meia centena de conspiradores decretavam o início da revolução que iria depor D. Manuel II e instaurar a República em Portugal.

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História de Portugal – XI

 

(A República - II)

 

O nó górdio e as espadas

 

João Medina (direcção)

 

Ediclube, 1994

 

Este depoimento do então «maximalista» Manuel Ribeiro tem a enorme vantagem de nos dar um perfil moral e político do homem que matou Sidónio em 14 de Dezembro de 1918. Completemos o seu retrato histórico, socorrendo-nos ainda de elementos que nos foram fornecidos pela própria família do homicida. José Júlio da Costa nasceu no Garvão, Baixo Alentejo, em 14 de Outubro de 1893, vindo a falecer com 53 anos incompletos, em Lisboa, no asilo psiquiátrico Miguel Bombarda, em 16 de Março de 1946, ou seja, cerca de 28 anos depois do crime que projectou o seu nome na história portuguesa. Assentou praça no Exército em 21 de Maio de 1910, com 17 anos incompletos, como soldado voluntário, encontrando-se no Regimento de Infantaria 16 quando se deu a revolução; foi assim um dos primeiros a participar na acção revolucionária.

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publicado por João Machado às 17:00
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

A República nos livros de ontem nos livros de hoje - LXVII, por José Brandão

História da República Portuguesa

(Antologia)

 

João Medina (coordenador)

 

 

 

Lisboa, 1979

 

A presente antologia visa intuitos precisos e obviamente limitados, já que se apresenta como colectânea de textos de apoio a uma cadeira de História Contemporânea de Portugal (séculos XIX e XX) regida na Faculdade de Letras. Procurando dar uma panorâmica da evolução do republicanismo, desde os seus começos no último quartel do oitocentismo até à queda da 1.ª República, a antologia constará de três volumes. No primeiro, reúnem-se textos referentes à ideia republicana, à formação do Partido Republicano Português; termina este volume com textos que se prendem com o preparativo da revolução republicana de 1910. O segundo volume ocupar-se-á quase que exclusivamente da obra do Governo Provisório e das grandes dificuldades que o novo regime teve de enfrentar. O terceiro volume tratará do período que vai do sidonismo ao 28 de Maio.

publicado por João Machado às 17:00
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

A República nos livros de ontem nos livros de hoje - LXI, por José Brandão

 

 

 

História Contemporânea de Portugal

 

 

(I República) 2 Volumes

 


João Medina (direcção)

 

Lisboa, 1985

 

Esses são os heróis. Sempre o foram, através dos tempos, sê-lo-ão, pelos tempos fora, porque, sempre que o canastro corre perigo, o instinto animal do amor ao pêlo faz herói de um poltrão... E assim, Machado Santos não é um herói…


Machado Santos, é claro, podia ter sido, naturalmente, mercê do acaso que pela Rotunda o tivesse feito passar, ou dos acontecimentos que na sua onda imprevista para a Rotunda o tivessem arrolado, um autêntico e veracíssimo herói, tal como a lenda o haloiza e a admiração popular o consagra, se, todo o seu passado e o próprio e decisivo facto de ele estar na Rotunda em vez de ter estado, por exemplo, em Algés ou em S. Paulo, de ter estado na Porta das Armas de Infantaria 16, em vez de estar em Alenquer ou de ter ficado, simplesmente, na cama, se, ter-se mantido a pé firme na Rotunda e de lá não ter abalado…

publicado por João Machado às 17:00
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