Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (41)

Retrato da Lisboa Popular 1900

António Barreto/Maria Filomena Mónica


Editorial Presença, 1983

No princípio do século ainda a reportagem fotográfica não estava generalizada na imprensa e já a topografia era uma moda: vendiam-se inúmeros postais e os cidadãos iam tirar retrato aos ateliers. Por motivos diversos, a fotografia demorou algum tempo a entrar nos jornais e nas revistas. Nestes, reinavam ainda o desenho e a gravura, mas eram os seus últimos anos. Conhecem-se pouquíssimos exemplos, entre nós, no século XIX, de utilização da fotografia na imprensa diária ou semanal. Ao dobrar do século, ainda são as gravuras que testemunham da viagem do Rei ao Porto, do lançamento ao mar de um moderno vapor em Inglaterra, duma viagem de exploradores ao Norte de Moçambique, ou da última moda feminina chegada de Paris. A transformação é simultaneamente rápida e gradual: as primeiras fotografias vão-se infiltrando.

_______________
Revista Inglesa


(Crónicas)

Jaime Batalha Reis

Publicações Dom Quixote, 1988


Com a publicação destas crónicas, agora reunidas em volume, a que Jaime Batalha Reis, seu autor, deu o nome genérico de Revista Inglesa pretendemos contribuir com mais um dado para o conjunto de conhecidas obras de escritores oitocentistas portugueses que se propuseram transmitir-nos, quase no final do século passado, a «fisionomia» da Inglaterra vitoriana e de seus habitantes.

Quando aludimos a escritores oitocentistas queremos referir-nos, em especial, ao Eça das Crónicas de Londres e Cartas de Inglaterra, ao Ramalho do John Bull e ao Oliveira Martins da Inglaterra de Hoje.

Convém, no entanto, adiantar que são bastante diferentes os pontos de vista em que uns e outros se colocaram. Ramalho Ortigão e Oliveira Martins descreveram-nos a Grã-Bretanha e os que nela viviam como viajantes que, de passagem, apreciam os fenómenos sociais,

________
publicado por Carlos Loures às 18:00
link | favorito
Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (23), por José Brandão

Integração e Ruptura Operária


1836-1875

Carlos da Fonseca

Editorial Estampa, 1975

Este livro é uma tentativa de racionalizar o estudo das forças determinantes da sociedade portuguesa durante o século XIX.

O quadro cronológico, 1820-1873, é caracterizado por dois momentos importantes: a vitória burguesa que eliminou o velho regime e a ruptura operária provocada peta A. l. T., ou seja, a passagem ao liberalismo cosmopolita e ao internacionalismo proletário.

O período a examinar não é exclusivamente dominado pela luta entre a burguesia e o proletariado. As coisas não são tão simples como querem fazê-las alguns historiadores da nossa praça. Os conflitos que se impõem ao historiador são essencialmente as dissensões entre os diferentes estratos da burguesia, os tipos e sectores da produção, os discursos ideológicos, etc.
________________


A Introdução do Marxismo em Portugal


1850-1930


Alfredo Margarido

Guimarães Editores, 1975

A maneira como se processaram a introdução e difusão do marxismo, são questões fundamentais, para o esclarecimento da teoria e da prática, sociais.

Tais questões têm sido disfarçadas, a ponto de ser impossível ainda há pouco definir as linhas fundamentais da relação entre o marxismo e o proletariado.

Este texto não pretende esgotar a questão, mas quer definir os marcos essenciais da introdução do marxismo, tanto na relação com a ideologia dos universitários e dos intelectuais, como na maneira como o proletariado o reconheceu e o integrou.

Ressalta, entre o mais, a maneira como o proletariado anarco-sindicalista assegurou a tradução e a circulação dos principais textos marxistas.

Alfredo Margarido, exilado em Franca desde 1964, interveio activamente no combate contra o colonialismo português.

____________________

Jaime Batalha Reis na Rússia dos Sovietes

Joaquim Palminha da Silva

Afrontamento, 1984


Jaime Batalha Reis na Rússia dos Sovietes ou «dez dias que abalaram um diplomata português»! Título provocador. Trata-se de demonstrar, nestas páginas, a tortuosa emergência de um certo tipo de pensamento político do cidadão Jaime Batalha Reis, visto através das duas revoluções russas, «Fevereiro» e «Outubro», quando foi ministro plenipotenciário da República Portuguesa, primeiro em S. Petersburgo, junto do governo czarista. depois na mesma capital, baptizada de Petrogrado actual Leninegrado, junto dos sucessivos governos provisórios e, finalmente. sem o reconhecer, junto do governo bolchevista.

O nosso material documental foi obtido com os seguintes elementos. telegramas enviados por vários representantes da República Portuguesa, acreditados junto dos governos de países europeus e asiáticos …

________________________
publicado por Carlos Loures às 18:00
link | favorito

.Páginas

Página inicial
Editorial

.Carta aberta de Júlio Marques Mota aos líderes parlamentares

Carta aberta

.Dia de Lisboa - 24 horas inteiramente dedicadas à cidade de Lisboa

Dia de Lisboa

.Contacte-nos

estrolabio(at)gmail.com

.últ. comentários

Transcrevi este artigo n'A Viagem dos Argonautas, ...
Sou natural duma aldeia muito perto de sta Maria d...
tudo treta...nem cristovao,nem europeu nenhum desc...
Boa tarde Marcos CruzQuantos números foram editado...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Eles são um conjunto sofisticado e irrestrito de h...
Esse grupo de gurus cibernéticos ajudou minha famí...

.Livros


sugestão: revista arqa #84/85

.arquivos

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

.links