Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

Mudar de Casa, Porquê? - Clara Castilho

 

Projecto trajectórias

 


Este Projecto parte de uma equipa de investigadores do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), DINÂMIA-CET que querem aprofundar o conhecimento sobre as trajectórias residenciais da população que reside ou já residiu na Área Metropolitana de Lisboa, pessoas que  nasceram entre 1935-1985  e cuja entrada na vida adulta e provável autonomia habitacional terá ocorrido já depois período de emergência dos principais indicadores de modernidade. Trata-se de um estudo pioneiro em Portugal e um contributo indispensável para se perceber as dinâmicas evolutivas da AML e da cidade de Lisboa.

 


 

 

 

 

 

São 3 as hipóteses de partida deste projecto:

i) a maioria dos indivíduos tende a protagonizar trajectórias residenciais reprodutivas (mudança para a mesma zona ou do cônjuge, ou, quando muito, para zonas similares); tal reprodução é um garante de continuidade de uma familiaridade/identidade espacial valorizada(s) e amortece os impactos disruptivos, práticos e emocionais, da mudança de casa;
ii) a maioria dos indivíduos tem um referencial de “cidade nova”, repudiando e até desconhecendo os centros históricos, e, portanto, tende a procurar zonas condizentes;
iii) o crescimento de trajectórias descontínuas – em especial as que tendem a inverter a periferização, elegendo os centros históricos como destino – tem vindo a surgir de forma espontânea e não maioritária, em especial: entre as gerações mais novas como resultado da sua crescente adesão a valores e estilos de vida característicos da MT, da individualização à esteticização, passando pelo cosmopolitismo.


 

 

 

 

 

 

 

O Projecto é supervisionado por Isabel Guerra - investigadora nas questões urbanas e políticas sociais no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, DINÂMIA-CET. Tem uma vasta experiência profissional de ensino, de investigação e de formação, tendo várias dezenas de livros e artigos publicados. Contam ainda com a participação de

Sandra Marques Pereira,  Paulo Marques,   Ana Cristina Ferreira,  Teresa Costa Pinto e Maria Lucinda Fonseca

Às pessoas que residem ou já residiram na Area Metropolitana de Lisboa, é pedido que contem a história das casas onde viveram ao longo da sua vida.

Isso pode ser feito através do site www.trajectorias-residenciais.com. Vamos a isso?


 

 

 

 


 

publicado por atributosestrolabio às 18:00
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011

II Workshop - Segurança Comportamental

 

 

 

 

Esperamos por si.

INSCREVA-SE!

www.workshopsc2011.wordpress.com

publicado por Luis Moreira às 16:00
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Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (40)

E com esta nota, fecho o livro. Consciente estou de não ter referido a Maria João Mota, mas é preciso a deixar em paz para acabar a redacção da sua tese de doutoramento.



Devo confessar que estes tricinco em Portugal, têm sido um mar de rosas, comparados aos anos do Chile, de Cambridge e, especialmente, pela satisfação dada a mim da amizade, visitas, trabalhos e imensos trabalhos solicitados pelo Departamento e pelo ISCTE, hoje Governado pelo Professor Luís Antero Reto . Não apenas o corpo docente, bem como o secretariado todo, têm passado a ser a minha companhia, neste desgarrado livro, que passa a ser agora editado por quem deve: a editora que o publique e por essa querida Senhora, Maria Paula Almeida.


Não posso deixar de dizer que este tem sido um texto provisório, que pode entreter ou não, mas que eu tenho tido o prazer do escrever. É praticamente uma autoanalise, que me acompanha enquanto os dias passam. Tenho entregue ao ISCTE todo o possível. É pena a falta de certa reciprocidade, mas bem entendo que todos os membros da minha instituição, andem muito ocupados. O culpado sou eu, por ter introduzido Cambridge primeiro e Bolonha a seguir, como manda hoje a lei, dentro dos nossos planos de estudos.


Por amar tanto a minha instituição, não consegui deixar ninguém de fora e o texto pode parecer pesado. Mas, a vida não é e perfeita harmonia com a qual sonhamos. Bem ao contrário: enquanto somos úteis, todos estão connosco, quando nos atravessamos no caminho do trabalho, essa primeira obrigação de todo ser humano, como está no mito do Génesis Cristão, Islâmico, Judaico, Arménio, Ortodoxo Grego ou Russo, ou, ainda, entre os Maronitas do Líbano , é evidente que todo o que é possível é eliminar os obstáculos para trabalhar descansado e sem ansiedade.


Devo confessar também, que nunca recebi tantas flores lindas e perfumadas, como nestes dias da minha doença, enviadas pelos os meu antigos orientados, hoje todos eles Doutores, a maior glória de um académico. Para nada estou arrependido de ter deixado Cambridge e aderir ao ISCTE. O ISCTE é a minha família. E, para estar mais perto deles, é que eu queria ser português de direito próprio, tramitação já começada como deve ser, com a colaboração da minha britânica e neerlandesa família. Não acredito em Deus, quem me dera!, mas, caso houver, que Ele vos abençoe, porque a minha benção, seja ou não útil, já está convosco!


Muitos ficaram fora, mas era preciso. Estava a falar da minha vida, sempre centrada no trabalho, desde a mais tenra infância. Eis porque tenho criado essa nova disciplina, a Etnopsicologia da Infância, esse grande amor da minha vida! É a esse amor que dedico as palavras escritas em texto....


Parede, Paris, Cambridge, Talca, Alicante, País Basco, Galiza, Leiria, e tantos outros sítios, sempre académicos o de trabalho de campo!


Dia do Pai de 2008.


Nota:


Os Maronistas do Líbano, os conheci enquanto cursava o meu Mestrado na Universidade de Edimburgo, Escócia. A Igreja Maronita é uma Igreja particular sui juris católica, do rito oriental, em plena comunhão com a Sé Apostólica, ou seja, reconhece a autoridade do papa, o sumo pontífice da Igreja Católica. Tradicional no Líbano, a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito latino adotado pelos católicos ocidentais. O rito maronita prevê a celebração da missa em língua aramaica.Retirado da página web: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Maronita







































































































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No póximo dia 3 de Janeiro, iniciaremos uma nova série da autoria do Professor Raúl Iturra -

O PROCESSO EDUCATIVO:

ENSINO OU APRENDIZAGEM?





publicado por Carlos Loures às 15:00
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (39)

Uma outra senhora simpática e cativante, é a minha antiga discente, narrada por mim em capítulos anteriores, a hoje Doutora Antónia Pedrouço de Lima. Uma anedota é precisa para aliviar a leitura: amiga pessoal de Susana Matos Viegas, também a minha discente, no dia no qual Susana estava a dar a luz, foram a passar essas temidas horas em tutoria no meu Gabinete: era dia e hora marcados já. O que não estava marcado, era o nervosismo de Antónia e as dores dissimuladas de Susana, e o meu próprio enervamento! Acabou a tutoria de uma hora, foram para o hospital, e de imediato o bebé nasceu: uma rapariga, hoje em dia, mulher muito querida, em Coimbra com a mãe, o seu marido Nuno Porto e a sua irmã.
Antónia Pedroso de Lima, ou Antónia Lima como é habitualmente nomeada, era também do grupo de discentes que me acompanhava nas minha migrações dentro da Península Ibérica, até ser enviada por mim para Tarragona, para ensinar e estudar num curso de doutoramento do Departamento de Antropologia da hoje Universidade Catalã de Rovira i Virgil , referida no sítio net da nota de rodapé. Antónia Lima voltou mais sabida e aprendeu a organizar Histórias de Vida, base para a sua tese de Doutoramento sobre famílias aristocratas do Portugal. É referida na net e como está na minha memória pessoal, como ter defendido uma tese que cito em nota de rodapé . Antónia Lima presidiu a Comissão Científica do nosso Departamento entre Maio e Junho de 2006, membro eleito da dita Comissão no biénio 2004-2006para passar a seguir, a ocupar vários cargos administrativos, a serem desempenhados com seriedade e rigor para si própria e com justiça para os outros, especialmente na Comissão Científica e como Directora da Unidade de Ensino do Departamento, cargo que ocupa até o dia de hoje. Foi Presidente do CEAS e vice-presidente do mesmo, no tempo em que eu era Presidente da Assembleia do CEAS. Sempre tivemos uma relação aberta e gentil, especialmente nos meus períodos de visita a Tarragona e, a seguir, foi a pessoa que mais me apoiara no desempenho do meu cargo de Presidente do Departamento. Ensinou Antropologia Urbana em Barcelona e Tarragona, com bolsa concedida em 2004 pelo FCT e ganhou o prémio atribuído pela JNICT e a Câmara Municipal de Lisboa, para os jovens investigadores de Portugal, que passo a referir no texto, pela sua importância: 1987 – Primeiro Prémio do Concurso Jovens Investigadores, AE ISCTE (patrocínios: JNICT e Câmara Municipal de Lisboa) com o ensaio Análise dos diferentes níveis de troca na Póvoa da Atalaia (Beira Interior): Um estudo comparativo no tempo baseado em rituais de casamento, em conjunto com Susana Matos Viegas e Maria Ribeiro Soares, sob a orientação do Prof. Doutor João Leal. É falado dela como uma excelente docente, a maior gloria para um académico.



As minhas lembranças associam ao hoje Doutor José Filipe Chagas Verde, com Maria Antónia Lima, por ver que sempre falam um para o outro, como se fossem amigos muito especiais e colegas íntimos. Os dois foram os meus discentes antes de serem docentes do Departamento. Enquanto Maria Antónia acabava o curso, Zé Filipe começava. Não esqueço as nossas conversas de Gabinete, quando era discente e essa a sua inteligência para entender e, as vezes, se aborrecer com aulas mal proferidas. Era um suplicio dar aulas a este sabido discente: aborrecia-se facilmente! Ainda lembro o dia das suas provas de Aptidão Científica e Pedagógica, essas provas de Mestrado para os docentes Assistentes continuarem a exercer as suas funções. Tinha eu convidado para examinar as provas, ao meu amigo e colega, examinado por mim para o seu Doutoramento., o hoje Catedrático José Madureira Pinto. As provas, em 1994, não podiam ser outras que sobre semiologia e compreensão das palavras, ideias que o têm acompanhado toda a sua vida. O seu orientador de provas, cujo nome vou omitir, tencionou fazer pouco dele e, com as suas brincadeiras, conseguia enervar ao candidato. A sala estava cheias, esperavam-se boas provas do candidato, mas as tantas, disse. “Não consigo, demito-me”. Como Presidente de júri, enviei ao Candidato fora da sala, solicitei ao público abandonar a sala de provas, chamei a atenção em privado ao orientador e pedi para estar em silêncio. Como era senhor, aceitou, guardou silêncio, pedi desculpas ao nosso convidado de júri, mandei entrar apenas ao candidato, ofereci agua, que aceitou, e as provas continuaram. Acabou por obter o mais alto valor. A sua assistência a Semiologia, em breve mudou para História de Antropologia, com outro Doutor. São as minhas pessoais lembranças. Em 2003 foi Doutor pelo ISCTE, passou a Professor Auxiliar, essa promoção automática, prémio para quem tem feito o esforço de pesquisar, estudar e escrever a sua tese, enquanto dá aulas. A tese foi feita calma e demoradamente, mas dentro do tempo devido, esses famosos 5 anos!, que todos nós temos sofrido. A especialidade do hoje Doutor, têm-se mantido dentro da sua linha de pesquisa, bem como as suas publicações e o seu ensino optativos: hermenêutica, semiologia, história da Antropologia e psicanálise. Os seu livros revelam a sua inclinação a análise da mente, livros referidos em nota de rodapé . Em 2008, o Diário da República aprova a nomeação definitiva do nosso docente José Filipe, e dos referidos Paulo Raposo, Filipe Reis e Francisco Oneto, como Professores Auxiliares, dentro do quadro do ISCTE. Se o leitor quiser saber mais, pode visitar as coordenadas dos sítios que tenho tido a preocupação de citar, e facilitar a sua pesquisa.


Discente a passar a docente, chama discente antigo e novo docente, que esperou três anos até ser capaz de mudar da Licenciatura de Sociologia para a de Antropologia. É o caso do meu colega na pesquisa e colaborador em ideias para a Galiza e a língua luso-galaica, António Fernando Gomes Medeiros .Para mim, nem é preciso ler o seu CV e saber da sua história. Tive a grande honra de estar no seu júri de provas de Aptidão Científica, bem como no do seu doutoramento: éramos colegas de investigação na cultura luso-galaica. Tem leccionado em Antropologia das Sociedades complexas, ou, por outras palavras, nas sociedades europeias, com Brian Juan O’Neill. Tem a fama de ser uma pessoa amável, gentil e um pouco hesitante no ensino, na sua tentativa de escolher palavras correctas para se exprimir melhor. A sua obra refere as sua preferências de investigação, que vão em nota de rodapé, algumas das muitas já escritas. Apenas uma pequena ironia: não sei como tem tempo para ensinar, escrever e criar uma imensidão de filhos, todas raparigas, a sua melhor obra, no meu ver. Com todo, pelo menos referir também um par de textos, como esse o seu ensaio antropológico denominado A Moda do Minho, editado em 2003 pelas edições Colibrí; ou o seu texto num livro colectivo: O artesanato na Região do Norte, de 1989, editado pelo IEFP. Não consigo esquecer o dia em que o seu pai estava muito doente e ele me telefonar para dizer que desistia da tese de doutoramento. A minha resposta, é conhecida por ele e lhe pertence, pelo que mais nada acrescento: acabou a sua tese e a defendeu em 2003. É, desde esse dia, o melhor e dedicado docente que temos em casa. Está referido o seu currículo em e, eternamente, na minha memória, como, estou certo, eu, na memória dele.


A semiologia de Filipe Verde, chama outras semiologias. È o caso do nosso docente gentil, Francisco Gentil Vaz da Silva, mais outro roubo feito por nós para o convidar ao nosso Departamento. Entrou por concurso e foi um excelente colaborador. Em uma das minhas presidências, solicitei integrar a Comissão Executiva, o que ele aceitou de forma agradável. O nosso trabalho era directamente dedicado ao Departamento, mas o trabalho em conjunto da pé para referir algumas intimidades, ultrapassados os dissabores de novidade de andar a colaborar na estruturação do Departamento, ainda em construção no tempo que me ajudara. Foi, ainda lembro, um colaborador resgatado da solidão da Universidade do Minho em 1987. Pensei que, como escrevíamos sobre crianças, a nossa escrita devia-nos unir e solicitei textos. De forma simpática e agradável, ofereceu-me uma cópia da sua tese de Doutoramento, defendida no ISCTE, em 1995, época na qual o Departamento já podia outorgar pós graduações. Em conjunto com José Carlos Gomes da Silva e outros, organizamos o Curso de Doutoramento requerido por vários, ao qual eu me opunha: o doutoramento é a liberdade de um académico para dizer e argumentar o que estimar conveniente, dentro dos parâmetros da nossa ciência. Mas, como Presidente, sentia a obrigação de abrir essas avenidas de Allende, dentro dessa a nossa criação em outro país. Como nunca mais o Curso era apresentado para ser levado ao CC, simplesmente tomei a liberdade de redigir os Estatutos, levar os mesmos ao CC, após aprovação no nosso Departamento, leccionamos e, com satisfação posso dizer que orientei a tese e levei ao doutoramento a três dos nossos candidatos, que aprenderam Antropologia no dito curso. Refiro esta aventura, porque Francisco Vaz colaborou na mesma. A sua especialidade é Semiologia e História da Antropologia. Ao me oferecer a sua tese, reparei que era uma outra maneira de ver a mente da criança: eu a estudava directamente como Etnopsicologia, ele, a través de contos e Histórias, como a análise do Capuchinho Vermelho que ele faz ao analisar as palavras e o contexto dentro do qual recorre essa história infantil. As suas publicações são muitas, referidas todas a análise de Histórias Folclóricas, o que tem feito que ele pertença a Associações Internacionais de e folclore, como diz o seu currículo DáGois. Tive a sorte de ser muito amigo da sua Senhora mãe, a Dra. Helena Vaz da Silva, por sermos os dois membros da UNESCO, com encontros simpáticos em reuniões na França e em Portugal. Não acompanhei o seu cortejo quando entrou na eternidade, por ter sido ao mesmo tempo da minha Senhora Mãe entrar também no seu sítio eterno. É natural que as nossas análises da mente da criança sejam diferentes, por causa de se ter formado em Humanidade e Ciências Sociais, com especialidade em Semiologia. Membro do corpo docente da Universidade Norte-americana da Califórnia, o que lhe permite passar parte do seu tempo entre nós e outra parte, sem ordenado nosso, em Califórnia. O seu currículo está referido no sítio net, citado na nota de rodapé . Apenas referir que tem sido um grande colaborador do Departamento e hoje, é membro da Comissão Científica do mesmo. Foi o primeiro a colaborar comigo como Presidente da Comissão Executiva do Departamento, cargo cumprido a rigor, como sempre faz. O mais esclarecido currículo de Francisco Vaz aparece na página web, que passo a citar em nota de rodapé, porque especifica todas as sua actividades da burocracia do Departamento, bem como a sua participação científica na construção do mesmo, essa mais valia para todos nós.

Notas:
A antiga Universidade de Catalunha, desde o dia da Regionalização do País da Espanha, passou, por Decreto do Governo Autónomo do País Catalã, a ser denominada Rovira i Virgil, está referida na página web: http://www.urv.cat/ , Governo da Generalitat presidido por José Montilla, refrido no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Presidentes++Generalitat+Catalunha+&btnG=Pesquisar&meta=



2001 – Obtenção do Grau de Doutor em Antropologia, ISCTE, com a dissertação intitulada Grandes Famílias, Grandes Empresas. Ensaio antropológico sobre uma elite de Lisboa, com a classificação final de Muito Bom, com Louvor e distinção, por unanimidade. Retirado da página web: http://www.ics.ul.pt/posgraduacoes/mestrado/antropsocialcultural/antrop/mapl-curriculum2006.pdf


A sua tese passou a ser livro em 2003, um das suas várias puiblicações: (2003) Grandes Famílias, Grandes Empresas. Ensaio antropológico sobre uma elite de Lisboa. D. Quixote: Lisboa.


Relações Familiares na elite empresarial de Lisboa. In António CostaPinto e André Freire (Eds) Elites, Sociedade e Mudança Política. Oeiras: Celta: 151-180. Directora da Unidade de Ensino do Departamento de Antropologia do ISCTE.


Triénio 2006/09 – Presidente do Conselho Científico dos investigadores do Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS).


Triénio 2006/09 – Vice-Presidente do Conselho Científico dos investigadores do Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS).


Biénio 2005/06 – Membro da Comissão Científica do Departamento de Antropologia do ISCTE.


Biénio 2005/06 – Membro da Comissão Pedagógica do Departamento de Antropologia. Retirado da página web rederida mais acima


Filipe Verde, como é denominado, está referido no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Jos%C3%A9+Filipe+Chagas+Verde&btnG=Pesquisa+do+Google&meta= que refere largamente ao nosso brilhante docente. Os seus textos, no seu currículo do Ministérios da Ciência, em: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=3533361020438568 que refere a sua linha de ensino: Antropologia e Hermenêutica, Semiologia, História da Antropologia. Apenas o título de um livro, é capaz de nós dar uma ideia do seu interesse na pesquisa: Mito, Culpa e Vergonha : reflexões sobre a ética ameríndia. 2003. O seu texto das Provas referidas, passou a ser livro em 1994: Os limites da linguagem e o excesso de significação: elementos para uma definição de simbolismos.


António Medeiros, guardado na minha memória, mas o público pode visitar, para saber mais, o sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Ant%C3%B3nio+Fernando+Gomes+Medeiros&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente na página web: http://www.degois.pt/visualizador/cv.jsp?key=4161657838542691 , que refere o seu currículo.


O currículo de António Medeiros, para o leitor ver, está em: http://www.degois.pt/visualizador/cv.jsp?key=4161657838542691


Currículo de Francisco Vaz, em: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=4635434560399621 e a sua obra, que não vou analisar por falta de competência, mas que o Leitor pode ver no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Francisco+Gentil+Vaz+da+Silva&btnG=Pesquisar&meta=


Currículo mais informativo do nosso docente Francisco Vaz, pagina web: http://www.fchs.ualg.pt/ceao/INC/CV-francisco%20silva.htm

(Continua)
publicado por Carlos Loures às 15:00
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (39)

Francisco Vaz, é o grande amigo da minha grande amiga, Rosa Maria Perez. Rosa Maria, actual Presidente do Departamento, tem escrito o texto base desta parte do meu texto. Professora no ISCTE, foi “roubada” por nós a Universidade Nova, quando José Carlos Gomes da Silva estava a formar a sua equipa de semiologia dentro do nosso Departamento. Professora no ISCTE, tive a honra de arguir o seu currículo nas suas provas de  agregação.
 Lembro bem ter referido a nossa actual Presidente de Departamento como Professora “destemida” por causa do seu trabalho de campo em Gujarat, Goa, na Índia e investigar entre os denominados intocáveis, classificação de pessoas feita pelos indianos. O Próprio Mahatma Ghandi, da casta dos Brâmanes, para acabar com essa divisão de classe, fez-se um intocável e andava semi nu entre  os seus concidadãos. Lembro-me ter referido a sua valentia de conviver e viver entre esse intocáveis, para os quais ela era uma pessoa especial, por não ter a vergonha de outros de viver entre eles, no sítio reservado às mulheres. As publicações de Rosa Maria Perez, estão todas referidas no seu currículo e na página web, que cito em nota de rodapé a seguir.[1]O seu trabalho de campo é contado a Maria João Seixas, em 26 de Novembro de 2006, e diz: Parece frágil, de corpo miúdo e cara iluminada pelo tom claro dos cabelos e pelo verde dos olhos. A voz, que a tem doce e ritmada, sublinha toda a harmonia da figura, no seu conjunto. Mas é exactamente pela voz, e pelo que nela viaja de saberes e de desejo de mais saber, que depressa nos apercebemos da força e da determinação que a habitam. Divide grande parte do seu tempo entre Portugal, os Estados Unidos e a Índia.
Antropóloga, professora no ISCTE (Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, em Lisboa) e na Brown University, Rosa Maria Perez parece estar em trânsito quando não pisa as veredas do seu orientalismo.
A Índia é uma das suas moradas, a que a seduziu para a vida, transformada desde há muito na rota eleita da sua constante demanda. Da investigação que fez para a tese de doutoramento, sobre os "intocáveis" de uma certa aldeia do Gujarat, até ao universo das "devadasi" de Goa, são contínuas e fascinantes as descobertas que o grande país lhe tem proporcionado. A felicidade expressa no sorriso que acompanha o que disso narra é contagiante, chega a ser comovente”. Retirado do sítio referido em nota de Rodapé.
Mas, eu acrescento, que Rosa Maria Perez, a sofrer sempre esse debate de se o seu nome é Perez ou Perez, apelido castelhano trazido para Portugal faz já muito tempo, acaba por sofrer os problemas que tenho referido, acontece comigo, em relação ao meu nome. É interessante também saber que tem sido uma empenhada colaboradora, quer nos trabalhos do Departamento, quer nas nossas relações pessoais. Não há visita à Índia, que ela esqueça e não apareça com um presente para mi, ou das suas idas a cumprir o seu dever de Professora na Brown, Providence, já referida antes, com mais outros presente. Tem-me assistido nas minhas doenças, como vários membros do Departamento, mas com muita dedicação e simpatia. Para mim é, como digo a ela,  é uma Fair Lady, ou, em Português, uma Linda Senhora. No acidente de carro que  tive faz já quinze anos, ela presidiu o Departamento e fez os meus trabalhos, e não estava certa de convocar ou não a novas eleições para Presidente de Departamento, por não se saber como ia ficar eu após acidente. Mas, !inédito!, apareci de imediato, bem antes do tempo permitido pelos médicos, para cumprir os meus deveres. Rosa Maria Perez queria que eu acaba-se o mandato, mas eu, teimoso e persistente, referi que trabalho é trabalho, lá ou cá, e que deve ser feito. Doença que teve consequências anos mais tarde, mas que, também com a sua ajuda, consegui ultrapassar. Tem motivado ao Departamento para ser colegas acompanhantes de um docente temporariamente doente. Rosa Maria Perez, não apenas é investigadora de mérito, grande escritora, bem como membro de várias instituições, entre as quais, da Fundação Oriente. As melhores referências estão no currículo que passo a citar em nota de rodapé[2]. Tenho nas minhas mãos o seu texto: Reis e Intocáveis. Um estudo do sistema de castas no Noroeste da Índia; da Celta, 1994, a sua tese de doutoramento feita livro. As sua áreas de interesse científico, definidos por ela, são: etnografia e historiografia do colonialismo; orientalismo ; subaltern studies e pós-colonialismo; nacionalismo e género; fenómenos de segregação; categorizações e representações do feminino, referências citadas do seu citado currículo.

Notas:
[1] Rosa Maria Perez está referida, com obra, em:  http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Rosa+Maria+Peres&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente o sítio dessa página web:  http://www.supergoa.com/pt/read/news_recorte.asp?c_news=583 que vou referir no texto, porque merece.
[2] Rosa Maria Peres:  http://ceas.iscte.pt/cria/rm_perez.pdf  É necessário acrescentar a sua mais recente publicação: Os Portugueses e o Oriente, Dom Quixote, 2006, Lisboa
publicado por Carlos Loures às 15:00
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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (36)


(Continuação)

A referência a sua obra etnográfica, da minha parte, é interesseira. Os livros editados por ele, são uma boa referência para todos, especialmente para mim, não nascido em Portugal, com as minhas memórias de infância em outros sítios, quer no Chile, quer na Grã-bretanha, ou em Espanha ou em França e, hoje em dia, memórias da infância dos meus netos, aos que raramente vejo.


Ficamos por estes sítios com o nosso Professor Doutor João Leal. Digo nosso, porque, ao se transferir de volta para a sua Universidade de origem, o não perdemos, ficou no CEAS até hoje.

Já mais sintético, vamos enfrente com excertos da história do Departamento. Essas, denominadas por mim, mais valias, quer para o ISCTE, quer para a Antropologia, essa a nossa Ciência à qual dedicamos imenso tempo e devoção, como consta nos CV já referidos e nos que, em síntese, passo a denominar. Essa recompensa que o ditador do Chile nunca pensou que ia-nos facilitar. Como referi antes, o exílio é um tormento que, se é bem levado, com criação de novas alternativas, colaboração com seres humanos que amamos ou não, instituições e sabedoria às quais dedicamos o nosso afazer, acabam por aparecer perante nós, essa largas Avenidas referidas pelo Presidente do Chile, Salvador Allende, por onde ia passar o homem novo, livre e em paz e harmonia. Frase nunca esquecida por mim e que tem orientado as minhas constantes migrações entre cidade e campo, entre países e de família pequena para família grande, com descendência muito querida. Tornamos a fundar famílias. O ser humano, como já narrei, tem essa inaudito capacidade de resilência, ou inaudita capacidade de se transformar definida por Boris Cyrulnick nos textos referidos em capítulos anteriores .






O nosso Departamento, diria eu, está centrado na análise das formas de vida e das culturas da Europa, África, Índia, Malásia e América Latina. Há dois olhares convergentes, ao aprendermos uns dos outros, com paciência e boa atenção, especialmente, com boa intenção: etnografia e etnologia. Por outras palavras, retirar ideias dos factos em trabalho de campo com observação participante, ou aplicar as nossa ideias aos membros dos grupos estudados, com trabalho de campo e observação participante. Um pequeno se não, entre as duas praticas da nossa Ciência que Sir Edmund Leach, citado antes, define como empiricistas e racionalistas, no seu texto Culture and Communication de 1976. O nosso Departamento, como o seu par, o já definido e historiado CEAS, aplicam os seus saberes a investigação etnográfica e etnológica, com variantes dentro das linhas de pesquisas. Se seguirmos a risca a classificação de Edmund Leach, vários de nós seriamos empiricistas ou lógicos dedutivos. Difícil saber. Eu, posso dizer que uso, já narrado, o materialismo histórico, para Leach seria empiricista, como tem classificado a Jack Goody e a sua escola, entre os que me conto, bem como os meus antigos estudantes, Paulo Raposo e Filipe Reis, docentes do Departamento. As opções de pesquisa de Paulo Raposo, estão referidas no seu currículo DéGois, que aparece na net por ordem do FCT do Ministério da Ciência e Tecnologia, onde diz que as suas preferências são: Ritual e Performance, Etnografia Portuguesa, Antropologia da Educação, Antropologia Visual e Património e Turismo, especialidades dentro das que se movimenta no seu amado CEAS, do qual é hoje o Presidente. Entre 2004 e 2006, foi Presidente da Comissão Pedagógica do Departamento de Antropologia, bem como entre 1991 e 1994, foi enviado por mim a estagiar no Laboratoire D’Anthropologie Sociale, situado no Collège de France, em Paris – e não na Ecole des Hautes Etudes, como está referido no currículo DáGois do FCT-, durante meses intercalados. O trabalho, de facto, como já indiquei antes, foi no Collège de France, sob a orientação directa da minha antiga orientada em Antropologia, Marie-Élisabeth Handman e as minhas próprias visitas a esse centro onde eu ensinava com convénio com o meu desaparecido amigo, Pierre Bourdieu. Escrevemos dois livros em conjunto: O Saber das Crianças, em Portugal, e na França, Échec Scolaire ou École en Écheque . O ensino de Paulo Raposo está também definido no seu currículo, que, de certeza, deverá ser actualizado ao entrarmos em 2007-2008, aos sistema Bolonha de Universidade. O currículo menciona que o seu ensino é: Antropologia Económica, Antropologia da Educação, Introdução à Antropologia Social, Métodos Qualitativos para as Ciências Sociais. Apenas uma anedota: por estarmos juntos na mesma casa, a partilhar mesa e comida, duches frios no regelado inverno da Beira Alta, solicitei a todos ser referido como Raúl ou Iturra, como entenderam, mas não professor. Ninguém aceitou. Queriam levar as suas vidas tal e qual era em Lisboa e eu ficava sempre só em casa. Tirava proveito dessa solidão e ia às casas das pessoas para conversar, mas as 22 já estava na cama e as 7 de manhã, em pé. Eles, a minha equipa, dormia após de ir deitar as tantas da madrugada. Queriam manter distância! Não percebiam que era a única família que eu tinha nesses dias. Quando solicitei as formas de tratamento, Paulo Raposo, com ar maroto, disse: “Não, o Senhor Professor cheira-me que é desses que abandonam as pessoas quando já não prestam”. Infelizmente, tem sido ao contrário. Trabalharam comigo no meu Gabinete para organizar dados e produzir os livros e, a seguir, por falta de colaboradores, abri concurso para Assistentes das minhas cadeira obrigatórias. Apresentaram-se 12, mas os que estavam melhor preparados e souberam responder bem ao painel da avaliadores –Nélia Dias, Brian O’Neill e eu próprio -. Mas, quando comecei a entrevistar para Antropologia Económica, Brian O’Neill disse que era apenas para uma das minhas cadeiras. Tive que parar as entrevistas, presididas por mim, levar ao Professor O’Neill a ler o Decreto de convocatória a concurso e reparou que era também para a minha outra cadeira obrigatória. Na sua sabedoria, Nélia Dias pacificou aos membros do júri, mais bem ao Doutor O’Neill, nesses dias Professor Auxiliar, e as entrevista recomeçaram, com o evidente temor dos entrevistados. Era quase uma atitude salazarista o que estava a acontecer com o mencionado Doutor, quem, na sua gentileza, desculpou-se perante os candidatos e acordamos que o facto entreva na caixa do....esquecimento.! O que foi assim. Os meus candidatos ficaram até o dia de hoje e são uma grande mais valia para o Departamento, o CEAS e o ISCTE.


Quem fala de Paulo Raposo, deve falar também de Filipe Reis. São amigos inseparáveis e andam sempre nas mesmas corridas. Como tanto outros mencionados na Introdução e no Capítulo1. Fez comigo Licenciatura, Mestrado, Doutoramento e acompanhou-me na Comissão Executiva do Departamento, durante uma das minhas varias presidências. Na outra, foi Paulo Raposo quem me acompanhara na Comissão Científica, por eleição dos membros do Departamento. Entre eles vão trocando trabalhos: quer no Conselho Pedagógico do Departamento, quer na Comissão Executiva. O modelo de Comissão Executiva, foi copiado do modelo departamental do nosso CEAC da Pontifícia em Talca. Um Presidente de Departamento nem sempre pode governar só uma estrutura semelhante, especialmente com Mestrados, cursos de Doutoramento, Tutorias, aulas de dia e noite e essas imensas reuniões dentro e fora da nossa não integrada Universidade. Sempre fui acompanhado por mais três pessoas. No caso de Filipe Reis, colaborava, enquanto era também orientado por mim para a sua tese de doutoramento. O seu currículo está no sítio net bem como na pagina CEAS . Devo confessar que a colaboração de Filipe Reis tem sido de grande ajuda, não apenas em Antropologia Económica, criada por mim e Maurice Godelier, da que Filipe Reis é herdeiro, bem como no seu entusiasmo, como Paulo Raposo, nas formas de entender. Ai onde Paulo Raposo fala de identidades e formas de expressão corporal, parte também da literacia, Filipe Reis faz falar a radiofonia, as cartas, aos papéis, aos textos, ainda a mim! O meu colaborador em Antropologia económica, era capaz de corrigir os erros de interpretação de autores. Erros para ele, não para mim: ser mais velho, é saber mais e estar mais adiantado no saber e no entender. O que nunca conseguia entender, era a essa minha “devoção” a provar como a teoria derivava da religião, provada por mim em vários textos, especialmente no de 2007, denominado: O presente, essa grande mentira social. A reciprocidade com mais valia, da Afrontamento, Porto. Ainda no meu ano sabático de 2007, ao reestudar Vilatuxe, tive que permanecer quase um semestre para dar as aulas que ele não entendia nem sabia: estava já farto de religiosidade, após ter cursado o seu ensino Secundário, no Seminário de Leiria-Fátima. A sua área de investigação é Antropologia dos Media, que ensina no nosso remodelado curso de Antropologia, dentro dos parâmetros de Bolonha, referida assim no seu currículo FCT: Antropologia da Educação e Antropologia dos Media. Terreno em Portugal Continental. Áreas desenvolvidas: jogo e aprendizagem; oralidade e escrita; usos da escrita e da leitura no quotidiano; literacia; radiodifusão local e processos de objectificação cultural; comunidades radiofónicas. Sintetiza a sua área de pesquisa, em apenas uma frase: Media, identidades e processos de objectificação cultural; educação e novas tecnologias. Para saber mais, faça o favor de visitar o sítio referido em nota de rodapé . Apenas acrescentar que todo o referido de Paulo Raposo, especialmente os estágios em Coimbra e Collège de France, são também parte da história da vida Académica de Filipe Reis.


Notas:
 
Apenas para lembrar ao leitor deste capítulo, Cyrulnick escreveu o seu livro na sua língua natal, francês, em 2001, com o título de Les Vilains Petit Canards, Editions Odile Jacobs, Paris, traduzido pelo Instituto Piaget ao Português em 2003, no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Boris+Cyrulnik+Resili%C3%AAncia&spell=1 Vida e obra em: http://www.webboom.pt/autordestaque.asp?ent_id=1115336&area=01 .Diz, entre outros assuntos: Boris Cyrulnik, neurologista, psiquiatra, psicanalista, foi um dos fundadores do Grupo de Etologia Humana e dirige um grupo de investigação na Faculdade de Medicina de Marselha. Autor de numerosas obras, das quais o Instituto Piaget já publicou: Memória de Macaco, Palavras de Homem; Sob o Signo do Afecto; O Nascimento de Sentido; Nutrir os Afectos e Do Sexto Sentido.



Leach, Edmund Sir.,1976:Culture and Communication. The logic by which symbols are connected, CUP, Cambridge, referido em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Edmund+Leach+Culture+and+Communication&meta= , especialmente a página web: http://www.alibris.com/search/books/qwork/8110756/used/Culture%20&%20Communication:%20The%20Logic%20by%20Which%20Symbols%20Are%20Connected:%20An%20Introduction%20to%20the%20Use%20of%20Structuralist%20Analysis%20in%20Social%20Anthropology , que refere o livro como: An introduction to the use of structuralist analysis in social anthropology, explaining semiology, elucidating the arguments of Barthes and Greimas, starting and ending with Levi-Strauss' comparison of the symphony orchestra with a cultural system, and using throughout simple language.


Paulo Jorge Pinto Raposo, tem feito comigo Licenciatura, Mestrado e Doutoramento. A sua tese é um nome difícil, mas texto de fácil entendimento no seu conteúdo. O título da tese, aprovada por unanimidade, com distinção e louvor, foi defendida em Março do 2003, e o título é: O Papel das Expressões Performativas na Cotemporareidade. Idenditade e Cultura Popular. Para pesquisar, tinha-se que deslocar do Sul de Portugal, ao Norte do mesmo, especialmente à vila de Torres. O seu objecto de análise eram as festas de carnavais, daí a palavra “performar”, ou fazer as vezes de se ter uma outra identidade. O hoje Doutor está referido em: http://www.degois.pt/visualizador/cv.jsp?key=4853956957286436#Dadospessoais


Marie-Elisabeth Handman foi sempre uma grande amiga, não apenas uma amiga da alma, bem como uma íntima companheira. Mal vi que era Secretária no Collège de France para Études Rurales, simpatizei com ela e tive a coragem de lhe dizer porque não fazia um doutoramento, o que ela aceitou. Colaborei com ela até acabar, fomos juntos a Les Treilles, essa fazenda greco-francesa, de Annette Colbert, propritária dos poços de petróleo na Grécia, do que circula na França e de outras ninahrias que rendem imenso dinheiro, como o Casino de Nice e outros sítios semelhanntes. Está obrigada à obras de caridade e da cultura, por dois motivos: Calvinista Convicta, esses antigos Hugonotes da França, a maior parte morte no dia de São Bartolomeu em 1572, por ordem da católica Casa Real de Valois, a sua família fugiu a Grecia; ou outro motivo, ao estimular a cultura, era pagar menos impostos dessa a sua imensa internacional fortuna. É mencionada cá, porque Annette, dáva-se mal com Marie-Élisabeth e comigo. Estivemos ai um mês para escrever cada um, um livro. Marie-Élisabeth foi a minha eterna convidada aos júris do ISCTE, e vice-versa. Trabalhávamos juntos no Laboratoire d’Anthropologie, sedeado no Collège de France e a nossa amizade tem durado imenso tempo, até o dia de hoje. As suas publicações são sempre citadas, escreve imenso, especialmente, hoje em dia, sobre prostituição, sexo e género. Textos semelhantes ao que eu apresntei em Les Treilles, que mereceu uma salva da palmas dos Professores Convidados, um por cada País da Europa, e dos membros da Comissão Científica do CNRS, convidados especiais para os três dias de Seminário. Marie-Élisabet está referida no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Marie-%C3%89lisabeth+Handman&btnG=Pesquisar&meta= , página web http://las.ehess.fr/document.php?id=385 que diz: M.-É. Handman entre au LAS (Laboratoire d’Antropoçoge Sociaele)en 1967 comme secrétaire de rédaction des Études rurales. Elle y restera seize ans. Parallèlement, elle prépare et soutient une thèse (1980) portant sur la violence et la domination masculine dans un village de Thessalie, Grèce. Puis, elle travaille sur un bourg de Chalcidique, Arnaia, dont les coutumes sont très différentes. Son dernier terrain en Grèce porte sur les juifs hellénophones (romaniotes) dispersés en Grèce, en Israël et à New York. Elle a été membre du Groupe de travail sur la transition, dirigé par M. Godelier (1985-87), a travaillé au rapprochement entre sciences sociales et psychanalyse (1987-1994) et participé aux entreprises collectives sur la Méditerranée avec J. Peristiany et J. Pitt-Rivers. Depuis 1994, elle dirige une équipe au LAS qui s’intéresse à la construction sociale des sexualités et à la prévention du sida, thème sur lequel elle dirige de nombreuses thèses et contrats de recherche. Depuis 2002, elle travaille sur la prostitution. A minha linda amiga é avô e passa a maior parte do tempo a tratar das suas netas franco-japonesas, filhas do seu filho único, Michèle, professor de Francês. Além de escrever, tem retomado o violino e continua a dar conferência, ainda em Portugal. Um texto de Marie-Élisabeth aparece publicado pela Revista Etnográfica do CEAS, Vol. 10, Nº 1, Maio de 2006, página web com texto completo: http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0873-65612006000100011&nrm=iso&tlng=pt


Equipe de recherche






Estes textos são o resultado de um trabalho colectivo começado em 1988 na aldeia do Distrito de Viseu, cidade de Mangualde, Vila Ruiva, na qual permanecemos dois anos. Foi a época necessária de ensinar ao Doutor Paulo Raposo, os rituais da Missa, à qual assistíamos como parte do nosso trabalho de observação participante. Éramos vários: Paulo Raposo, Filipe Reis, Nuno Porto, já referido, e a médica, mais tarde doutora em Antropologia, Berta Nunes. Pesquisa financiada pela antiga JNICT, da qual resultaram livros individuais, referidos no texto que escrevo. Por estar já narrado em Capítulos anteriores, nada mais acrescento, excepto as referência aos textos: o de Portugal, coordenado por mim, foi editado pelo Instituto das Comunidades Educativas, que eu fundara com o meu antigo discente Rui d’Espinay, referido como Caderno ICE Nº 3; o da França, também colectivo, editado em Paris , 1994, L’Harmattan. As referências net para os seus textos, são: http://www.degois.pt/visualizador/cv.jsp?key=4853956957286436#Dadospessoais


O currículo Dá Gois, como sempre acontece com a Administração Pública, está atrasado. Quem queira saber mais e a realidade de Paulo Raposo, visite o sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Paulo+Jorge+Pinto+Raposo&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente a página web, terceiro sítio página net: pjp.raposo.googlepages.com/CV2006.pdf ao abrir o sítio, há um texto com o currículo actual do Doutor Paulo Raposo: http://pjp.raposo.googlepages.com/CV2006.pdf


Começou por ser uma tese sobre literacia e acabou por ser uma pesquisa sobre outras formas de comunicar, que não forem escrita, é dizer, foi capaz de dar vida no papel e nos factos, a outras formas de literacia, ao pesquisar em rádios e comunicações telefónicas. Essa tese passou a ser: Comunidades Radiofónicas. Um estudo etnográfico da radiodifusão local em Portugal, pesquisa feita em dois sítios para comparar, no Alentejo e em Castro d’ Aires, no Norte do país. Examinado por nós em Outubro de 2006, a sua tese foia avaliada com o máximo valor: unanimidade, com distinção e louvor. Tese demorada como todos os seus textos, se não lembro mal, a demora é devida a essa forma meticulosa, quase de picuinhas na forma de escrever os seus textos. Cada palavra é pensada três ou quatro vezes antes de ficar no papel, o que apenas denota uma forma delicada de trabalhar no que observa. Grande conversador, e essa é a sua literacia, passar a conversa ao papel acaba por ser demorada, mas certa e esclarecida, como faz também Paulo Raposo e esse o nosso outro investigador, amigo da alma deles, Nuno Porto. Esses três, já referidos, andaram a estagiar no Laboratoire D’Anthropologie Sociale em París, durante vários meses, ao longo dos anos. Hoje em dia, são outros mais novos que vêm a estagiar com eles.


http://unics.iscte.pt/depant/investigadores.html e na sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=+ISCTE+Filipe+Marcelo++de+Brito+Reis+&btnG=Pesquisar&meta=


Esta pagina web refere os seus graus: http://ceas.iscte.pt/equipainvestigacao.php enquanto que a sua actividade está referida na página web: http://ceas.iscte.pt/cria/f_reis.pdf


Para saber mais do nosso docente, hoje Professor Auxiliar e não, como diz o sempre atrasado currículo Dá Gois, assistente. Esses tempos já acabaram. Quer Paulo Raposo, quer este o nosso novo Doutor, trabalham muito na academia e têm me substituído em imensas actividades durante a doença que estou a curar. Aliás, têm fama de ser excelentes docentes: calmos, serenos, aprofundados no seu saber.


http://ceas.iscte.pt/cria/f_reis.pdf


(Continua)
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Domingo, 26 de Dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (34)

(Continuação)

Como eles, e para nossa sorte, os candidatos para Assistentes começaram a aparecer. Cumpridores da lei, o primeiro foi para Assistente, um madeirense, já doutorado na Alemanha O Doutor Jorge Freitas Branco, muito fiel, percebi depois e excelente educador e escritor.

É das pessoas que passam a vida toda na nossa instituição. A sua tese foi passada na Alemanha, língua que eu pouco entendia, mas podia ler. No entanto, por ser da Universidade Johannes Guttenberg em Meinz, Alemanha Federal nos 80 . A tese foi defendida e aprovada em l984 após a queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha, época na qual eu manifestara no curso da noite: “Eu já nem sei porque estou cá. Os socialismos são derrubados e eu continuo com a minha persistência de ser Socialista à Babeuf, à Marechal, à Philippo Buonarotti , especialmente, à Marx. A Alemanha tinha passado a ser um Estado do Partido Social Democrata que, após tanto sofrimento pela sua partição entre a República Soviética da Alemanha de Leste e a denominada livre da Alemanha Ocidental”.

Sem comentários, apenas dizer que continuo a ser Socialista à Marx e usar o Materialismo Histórico nas minhas análises da realidade social, é dizer, a dialéctica de Hegel transformada por Marx em pesquisa Materialista da História, frases usadas antes neste texto. Jorge Freitas Branco, ofereceu-me a sua tese traduzida ao português, na qual é possível ler que tinha-se formado em Antropologia, ou melhor, em Etnologia, no Instituto de Ciências Antropológicas e Etnológicas, Universidade Técnica de Lisboa, Portugal, em 1977. A seguir foi a Meinz, Universidade da Cátedra Richard Thurnwald , oferecida a mim em 1984, o que eu amavelmente recusei. Já estava no ISCTE! O texto de Jorge Freitas Branco, um dos vários que hoje tem – é, como eu, um viciado na escrita -, define-se como Etnólogo A Universidade de Coimbra outorgou a equivalência ao seu grau de Doutor em 1984, mas persistiu em ficar como Assistente. Foi em 1983 que começou a trabalhar connosco e apenas em 1986, aceitou ser promovido a Professor Auxiliar e fez agregação nesse mesmo ano. O facto de ser Doutor pela Alemanha, explica que, ao ser entrevistado por nós, ele não queria ficar como professor Auxiliar, porque ainda não era Doutor por Portugal. No entanto, eu lutei imenso para ser reconhecido como tal, o que ele agradeceu com simpatia e visitas eternas à minha casa da Parede, vizinha a Oeiras, onde tem morado. O livro tem uma dedicatória escrita a mão, que eu tenho agradecido para sempre, pela simpatia e pelo teor da dedicatória.

Aliás, acompanhou a minha doença e recuperação do cancro que me ia matando, com visitas e telefonemas, mais um agradecimento! Após ter passado por cargos políticos na Madeira, sem nunca abandonar a sua dedicação ao ensino dentro da minha equipa do ISCTE e, a seguir, na sua Optativa América Latina e a sua independência ao ser transferido por mim para Antropologia Política do 4º ano da nossa Licenciatura, como refere o seu currículo e como eu lembro. Antes de trabalhar connosco, tinha sido parte do Governo Regional da Madeira, como Técnico Superior de 1ª classe – enquanto lá residida e ensinava na Universidade de La Laguna, todo o que aconteceu entre 1978 e1983. Cansado já de tanto trabalho político, concorreu para trabalhar connosco em 1984. Na sua forma directa de referir factos, breve e cheia de conteúdo, advertiu que aceitava ficar no ISCTE, mas que devia ir à Madeira durante vários períodos do ano, o que foi aceite por nós perante a sua não apenas honestidade, bem como essa conveniência para a nossa pessoas com experiência política na nossa Licenciatura . Uma das sua actividades mais importantes, tem sido a de consolidar e participar no Centro Manuel Viegas Guerreiro, ou Centro de Tradições Populares Portuguesas Professor Manuel Viegas Guerreiro, na Universidade de Lisboa, o que o situa como colaborador do nosso ilustre Antropólogo. entre 1993 e 1996, ano da morte de Manuel Viegas. Aliás, o nosso Professor colaborou na continuidade da Revista Lusitânia, fundada pelo Doutor Leite, continuada pelo o nosso amigo e velho Professor Manuel Viegas, com a colaboração minha durante um tempo, e a mais permanente de Jorge Freitas Branco



Vamos deixar em paz ao nosso sabido docente, apenas com uma insistência sobre a sua imensas bibliografia . Bem como dizer fora eleito para o cargo de alta responsabilidade da Presidência do Nosso Conselho Científico, reuniões temidas por nós antes, por demorarem entre 4 e 5 horas, mas com o nosso disciplinado Doutor, começavam e acabavam a hora certa: duas horas e nem mais! Reuniões expeditas, sem preâmbulos nem discursos: pão, pão; vinho, vinho.


Lembrar um docente, a associação com outro aparece de imediato. A leitura passa a ser pesada se não encurto o relato, para mim, interessante e, espero, justo para os narrados. Cristiana David Lage Bastos, apresentou-se como candidata para essa imensa matéria que leccionava: Introdução à Antropologia Social, para Antropólogos e Sociólogos, cadeira comum da qual nunca quisera participar a Licenciatura de Gestão. Cristiana Bastos ensinava bem , mas em breve, quis se transferir ao ICS para trabalhar com os membros do Instituto, especialmente com João de Pina e Cabral. Era a docente que eu pretendia para uma aventura: ensinar Antropologia Médica, sabia imenso da matéria e hoje em dia, é nesta área do saber que ela trabalha. Não aconteceu connosco, falou comigo, levei o caso ao Conselho de Departamento, éramos já 10, e foi-me dito que ela devia repor em dinheiro os anos passados no ISCTE, o que me parecia raro e injusto. Solicitei um Convénio entre ela e o Departamento: todo o que fizer em texto doravante, seria para o Departamento. Começamos logo: solicitou-me orientar a sua tese de Mestrado pelo ISCTE e a sua dívida foi perdoada.

Acabada a tese, examinada e aprovada, a sua dívida ficou saldada. Cristiana Bastos está referida em . A tese foi defendida na Universidade Nova por causa do nosso Departamento não ter ainda licença para outorgar pós graduações, mas na tese constava que era para o ISCTE, Licenciatura de Antropologia, em 1987 e nós apenas começamos a outorgar pós graduações a partir de 1990, quando o ISCTE era uma universidade no incluída entre as Universidades Portuguesas, mas tinha sítio no Conselho de Reitores- o CRUP. A tese não foi apenas orientada por mim, bem como era o meu método, percorri com ela o Alto Barrocal Algarvio, sítio para a sua pesquisa. Foi a nossa Assistente entre 1983 e 1990, pelo concurso ganho por ela. A tese foi examinada antes desse Abril de 1990, quando o Departamento já podia outorgar pós-graduações. O seu currículo, bem impressionante, está referido em nota de rodapé .Texto referido e recenseado na nota de rodapé a seguir a anterior .


Notas:
 
Todos eles referidos na Introdução deste texto



Thunwarld está referido no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Richard+Thurnwald&spell=1 , especialmente na página web: http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Thurnwald , que refere: Richard Thurnwald (1869 - 1954) foi um antropólogo e sociólogo alemão. Fundador da Revista de Psicologia e Sociologia dos Povos, seus estudos seguem a escola funcionalista. Destacou-se na área dos estudos comparativos das instituições sociais. Suas obras foram: Negros e brancos no leste da África (1935), Estrutura e sentido da etnologia (1948).Fica para o leitor procurar mais referências ao activar os sítios net, citações em azul ou vermelhão, quando, eu, sem dar por isso, pressiono a baixada do texto!.

O texto oferecido a mim , foi publicado em 1987, pela Publicações Dom Quixote, e o título indica o conteúdo: Camponeses da Madeira. As bases Materiais do quoridiano no Arquipiélago (1750-!900), definida pela editora como uma monografia etnológica, que revela as dotes de historiador e geógrafo do nosso colega, conhecimento que lhe têm permitido trabalhar com os Historiadores do ISCTE, especialmente coma Doutora Luisa Tiago de Oliveira. Têm escrito vários livros em conjunto. Jorge Freitas Branco, presidiu o Conselho Científico do ISCTE, a substituir a Lurdes Rodrigues, transferida pelo o seu partido socialista para Ministra da Educação. Governou o CC durante quatro anos, entre 2002 e 2006. Está referido em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Jorge+Freitas+Branco&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente na página web: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=8511033377776992 , no qual aparece um impressionante currículo.


No seu currículo aparece as suas linhas de investigação:


Instituto de Etnomusicologia -Centro de Estudos de Música e Dança


Linhas de Investigação


Jun/2007-Actual- Etnomusicologia e Estudos em Cultura Popular


Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa


Out/1996-Actual Departamento de Antropologia


Linhas de investigação»Research fields:


- Culturas do laicismo


Jan/1986-Actual Departamento de Antropologia Linhas de investigação»Research fields:


- Cultura material e culturas técnicas


Mai/1996-Mai/2004 Unidade de investigação DepANT


Linhas de investigação»Research fields:


- Motorização da sociedade -


Etnografias, culturas populares e modernidade em Portugal


Retirado da página web: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=8511033377776992

Para saber mias, visite todo o sítio: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=8511033377776992


Cristiana Bastos está referidas no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Cristiana+Bastos&spell=1 especialmente o seu texto de Mestrado, já livro: Os Montes do Nordeste Algarvio, Editorial Cosmos, Lisboa,1993


Cristiana David Lage Bastos, CV: http://www.ics.ul.pt/corpocientifico/cristianabastos/cvbastos2005.pdf


Cristiana Bastos tem-se transformado em uma lutadora contra a SIDA, balbuciado na sua tese dos Montes Algarvios, começo dessa sua luta que, no meu ver é louvável e de grande esforço, como é referido em: https://www.ics.ul.pt/rd/person/ppgeral.do?idpessoa=25 Uma recensão aparece em: http://216.239.59.104/search?q=cache:Qr_zWnSQ9tsJ:www.culturgest.pt/docs/hc11032005.pdf+Cristiana+Bastos+Os+Montes+do+Nordeste+Algarvio&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=5&gl=pt


(Continua)
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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (32)

(Continuação)

Retomo o texto central para comentar que não estava muito certo se iam ou não ser bem sucedidas no ISCTE, como em Cambridge, as aulas de Gabinete, ou tutorias. E foram! A partir desse dia a minha luta passou a ser diminuir o número de aulas para intensificar a relação pessoal, na nossa Instituição, excepto orientações de teses, que ainda mantenho dentro da minha casa, com resultados excelentes: música de Bach muito baixa, pasteis, chá e leitura prévia dos documentos enviados, antigamente, por correio, hoje, via Net.



A grande tristeza de esta história toda, foi a prematura morte de um dos transferidos de Sociologia para Antropologia, Paulo Valverde, em vias de ser Doutor, falecido muito cedo em Lisboa, em Abril também de 1999, por causa da malária adquirida em trabalho de campo trabalho de campo na República de São Tomé e Príncipe, cujo cadáver tive que identificar, bem como consolar a uma Rosa Maria Perez que tinha vindo ao visitar no Hospital e que, ao saber a notícia, chorava sem parar, solicitei para não mostrar tristeza perante a mãe, mulher, irmão e filho, que nada sabiam. Foi preciso falar com eles para os advertir, antes de se encontrar um quarto sem corpo. Ficaram de luto apressado pela notícia. Foi preciso debater com a médica de turno para permitir a incineração do seu corpo, tal como o Paulo queria.


A minha sorte foi que, dias antes, eu tinha tido um debate na TV a convite da Paula Moura Pinheiro, com o seu médico chefe e ela reconheceu-me. Por temor ao chefe o por acreditar que eu era Doutor em Medicina, o que sempre acontece ao referir a outras pessoas que sou Doutor, assinou o papel da incineração. No dia seguinte, o corpo do Paulo foi a enterrar. Esse sabido docente, em doutoramento quase a acabar, era o nosso estudante primeiro estudante para adquirir o grau de doutor, ainda era o tempo que o corpo docente estava-se a doutorar. Trabalhava com João de Pina Cabral, que ficou com o espólio do nosso docente morto em actividade Por causa da importância para nós de esta desgraça, vou transferir para o corpo do texto, parte do que Análise Social diz dele: Paulo Valverde, Máscara, Mato e Morte: Textos para Uma Etnografia de São Tomé, compilação e prefácio de João de Pina Cabral, Oeiras, Celta Editora, 2000, 418 + XXV páginas. Este livro reúne um conjunto de textos escritos pelo antropólogo PauloValverde no decurso do trabalho de campo que realizou em São Tomé e Príncipe entre 1995 e 1999. Paulo Valverde morreu neste último ano, vítima de malária, deixando por concluir a tese de doutoramento que preparava. João de Pina Cabral, seu orientador, assumiu a tarefa de compilar e organizar para publicação os escritos que ficaram. Os textos foram arrumados em duas partes. A primeira parte trata do tchiloli, designação são-tomense da representação da Tragédia do Imperador Carlos Magno e do Marquês de Mântua, drama de origem medieval popularizado na Europa e introduzido pelos portugueses em São Tomé e Príncipe. O texto central é o ensaio intitulado «Carlos Magno e as artes da morte», publicado anteriormente na revista Etnográfica (1998, II, 2). A segunda parte do livro, muito mais extensa, recebeu a designação «Curandeiros e medicina tradicional» .Não apenas este, mas muitos outros factos, mostram como o nosso colega e amigo tem sabido orientar bem a sua vida académica, aos seus estudantes, bom companheiro nas lutas, co-fundador de várias instituições, entre as quais a APA, ou Associação Portuguesa de Antropologia. Na Assembleia constituinte, realizada como era normal, no Museu de Etnografia, presidido hoje por Joaquim Pais de Brito, queríamos uma presidência partilhada entre várias Universidades. Por ser o autor da ideia, todos queriam que eu fosse o Presidente, mas pensei e “disse não, deve ser um Português, eu ando “emprestado” e a mandar muito. Com a Antropologia do ISCTE e o CEAS, que presidia nesses tempos, mais os trabalhos de campo supervisados por mim e os meus próprio, com livros a escrever aos fins de semana, o meu trabalho seria inútil. Fui ao pé do João (PC) e perguntei se ele não queria ser o candidato a Presidência da APA, com Jorge Crespo como Vice Presidente e um Presidente Honorário, o nosso Patriarca Ernesto Veiga de Oliveira. Aceitaram, apesar dos desejos do Doutor Marques Guedes, da Junqueira, querer presidir comigo a APA. . O problema era que JPC queria internacionalizar a APA, o que para ele foi bom, como para outros: os antropólogos portugueses começaram a sair. Mas, a minha ideia era outra: era preciso especializar a APA nas problemáticas portuguesas, como, por exemplo, a Educação, a Lei e o Direito, a Regionalização do país, reintegrar Antropologia no ensino Secundário e outras ervas importantes, como ter presidências delegadas ao longo do país e assinar um protocolo de colaboração em saberes e troca de textos, com a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia- a SPAE do Porto. Passou pelo meu Gabinete o meu hoje amigo, Vítor Oliveira Jorge e esquematizamos um projecto de protocolo: um seminário para acabar em livro: uma semana ia um membro da APA para proferir conferência no Porto, outra, da SPAE a Lisboa. Seminário de um ano. Eu já era o Presidente da APA por dois períodos, como refere no seu texto, o hoje Doutor, pós doutor e agregado em Antropologia da Educação, Ricardo Vieira : partes desse o seu texto diz: “ 7 Luís Souta, Professor Coordenador da ESE de Setúbal, é, no entanto, licenciado em Antropologia e, actualmente, está a concluir o seu doutoramento em Antropologia da Educação no ISCTE.


8 Ricardo Vieira, sem qualquer grau em Ciências da Educação, desde muito cedo que orientou a Antropologia (licenciatura) para a questão da educação e da diversidade cultural e para a legitimação da Antropologia da Educação (tese de mestrado e de doutoramento) sob a orientação do Doutor Raul Iturra, Professor Catedrático do ISCTE.


9 Ver a este propósito a obra “Nos Bastidores da Formação: Contributo para o Conhecimento da Situação Actual da Formação de Adultos para a Diversidade em Portugal”, de Carolina Leite, Rosa Madeira, Rosa Nunes e Rui Trindade, coordenada por Luíza Cortesão (Cortesão, 2000). O trabalho de Carlos Cardoso, professor da Escola Superior de Educação de Lisboa, é notável sobre a questão da escola e das propostas inter/multiculturais.


Entre 1993 e 1997, a secção de Antropologia da Educação da APA. – Associação Portuguesa de Antropologia, presidida pelo professor Raul Iturra e da qual eu próprio fazia parte, reuniu várias vezes com o Ministério da Educação a propósito da habilitação própria para leccionar no Ensino Secundário e de outras saídas profissionais dos Antropólogos no ensino: Área-Escola, criada pelo Decreto-Lei 286/89, definida como uma área curricular não disciplinar e os TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Comunitária) criados pelo Despacho 147-B/ME/96.


É inegavelmente, a Raul Iturra que se deve o boom do desenvolvimento da Antropologia da Educação em Portugal. Em 1987 Raul Iturra dava o grande pontapé de saída com o trabalho de campo com observação participante, iniciado em Vila Ruiva, com Filipe Reis, Pulo Raposo, Nuno Porto e Berta Nunes. Aproveitavam o tempo livre 5


que a escola concedia às crianças para fazerem actividades com elas a fim de compreender as suas representações sociais e conhecimento local. Assim, brincavam à família, ao hospital, à doença, etc. Compravam cadernos, papel e lápis e faziam com as crianças os trabalhos de casa. Iturra, através da metodologia das genealogias, levava os alunos a pensar a sua história, o património dos pais, terras, os animais etc10. (cf. Iturra e Reis, 1990 e Iturra, 2000). Dessa investigação foram publicados, na colecção “A aprendizagem para além da Escola”, os seguintes livros: “Fugirás à Escola Para Trabalhar a Terra: Ensaios de Antropologia Social Sobre o Insucesso Escolar” de Raul Iturra (1990a); “A Construção Social do Insucesso Escolar: Memória e Aprendizagem em Vila Ruiva” de Raul Iturra (1990b); “O Corpo, a Razão, o Coração: A Construção Social da Sexualidade em Vila Ruiva” de Nuno Porto (Porto; 1991); “Corpos, Arados e Romarias: Entre a Fé e a Razão em Vila Ruiva” de Paulo Raposo (Raposo, 1991); “Educação, Ensino e Crescimento: O Jogo Infantil e a Aprendizagem do Cálculo Económico em Vila Ruiva” de Filipe Reis (Reis, 1991); “O Saber Médico do Povo” de Berta Nunes (Nunes, 1997).”


Amélia Maria Frazão Moreira, Antropóloga brilhante e destemida, não apenas investigou para prestar provas de Mestrado, orientada por mim, bem como viveu na casa da família que investigou, mas, antes de passar à casa da família, morou num pequeno quarto que nem casa de banhos tinha. Era uma Aldeia do Alto Douro, por nome Cotas, onde eu costumava visitar para conhecer a família sobre a qual escrevia e se habituar a viver com outros, um experimento antes de ir para África para estudar o saber científico cultural sobre plantas e botânica entre a Etnia Nalu da Guinea- Bissau. Amélia Maria foi a destemida investigadora que precisou levar ao seu marido entre os Nalu, porque não era possível nos conceitos Nalu, uma mulher nova e sem homem!


Mary Rose Bouquet, de quem já falara antes, foi colaboradora de João de Pina e Cabral na cadeira de Antropologia e Métodos. Foi a minha orientada de tese em Cambridge, relação da qual nasceu uma amizade que a fez aparecer em Lisboa. Foi docente do Departamento durante cinco anos, até se transferir para o Tropmenmuseum, em Amsterdão, Netherlands, ou Holanda. Escritora prolífica, tem-se dedicado às fotos, ao Museu, essa sempre ansiada vocação, e publica e coordena livros com os meus antigos colaboradores, hoje Doutores, Nuno Porto e Paulo Raposo, tal como faz Marie -Élisabeth Handman. Mary Rose Bouquet ensina Antropologia Cultural e Estudos de Museologia no Utrecht University College, como é referida em no sítio net citado na nota de rodapé: , bem como salienta a sua importância como académica em


Talvez, sintetizar que a primeira vez que tivemos um Primeiro ano da nossa Licenciatura, tivemos brilhantes estudantes. Antónia Pedrouço de Lima, Professora Auxiliar do nosso Departamento, Susana Matos Viega, Professora Auxiliar em Coimbra, Paulo Raposo, Professor Auxiliar no nosso Departamento, Paulo Raposo, Professor Auxiliar do nosso Departamento, José Filipe Chagas Verde, Professor Auxiliar do nosso Departamento, Maria João Mota, na fase final do seu doutoramento, Francisco Oneto, Doutorado recentemente, Nuno Porto , Doutor em Museologia de Coimbra, por outras palavras, discentes excelentes, cuja carreira como académicos começou connosco e vai sempre em frente, como esse Nuno Porto referido, o meu Assistente ao ser eu convidado como Catedrático Visitante na Universidade de Coimbra, para quem transferi o meu sítio de docente, na Faculdade de Economia e Ciências Sociais, onde eu ensinava às Segundas Feiras, integração de júris a torto e direito de todo tipo, conferências, supervisões de trabalhos de campo dos meus orientados para o Doutoramento em Alfândega de Fé, nos Vales, em Vila Real, já narrado, Conselho Científico, Conselho Pedagógico, Conselho de Departamento, aulas em Paris no Collège de France, em Compostela, etc., etc. quando já não podia mais com Coimbra e Porto e o ISCTE e a APA, necessidades do exílio e reclamações justas dos que solicitavam a minha presença. Ainda, pesquisa e docência no Chile Democrata, volta a Vilatuxe 25 anos depois, e o meu especial cuidado pela Educação, para a que recebi a ajuda do Secretário de Estado para o Ensino Primário e Secundário, Joaquim de Azevedo Não esqueço certos currículos, para o leitor saber o que, como costumo dizer, o que a casa gasta.


Notas:
 
Paulo Valverde está referido largamente em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Paulo+Valverde&btnG=Pesquisa+do+Google&meta= , especialmente o texto sobre o trabalho do nosso docente, orientado João Pina Cabral, na Revista Análise Social N.º XXXVIII de 2003, o título, no corpo do texto.



Texto completo em página web: http://www.ics.ul.pt/publicacoes/analisesocial/recensoes/167/joaovasconcelos.pdf , escrito pelo o seu amigo e hoje Doutor, João Vasconcelos, o meu antigo discente a ensinar em Coimbra.


APA, está referida em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Associa%C3%A7%C3%A3o+Portuguesa+de+Antropologia+APA&btnG=Pesquisar&meta= e na página web, Arquivos do Congresso da APA de 2006. O texto é da autoria de Ricardo vieira, título: “A Antropologia da Educação em Portugal ”em: http://www.apantropologia.net/publicacoes/actascongresso2006/cap5/VieiraRicardo.pdf


Ricardo Vieira, já referido antes, aparece ne net em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Ricardo+Vieira&btnG=Pesquisa+do+Google&meta= , referido na página web: http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=687 como um dos melhores Antropólogos da Educação de Portugal É requisitado em todos os sítios do mundo para proferir cursos e dar conferências no Brasil, na Espanha, na África e outros sítios. A minha luta com ele hoje em dia é dizer que se assim continuar, deve ficar “pior que estragado” e, para o não me ouvir, fecha o telefone. Enviei a ele, a Berta Nunes e Maria Amélia Frazão Moreira, vezes sem fim para colaborar e aprender mais no Collège de France com a minha amiga e orientada de tese Marie-Élisabet Handman, durante a Presidência do Collège, pela Catedrática Françoise Heritiér. Ricardo Vieira assitiu mais do que cinco vezes ao Collège, foi nomeado por Pierre Bourdieu o seu colaborador, até ele solicitar-me: “Por favor, não me envie mais, é muito cansativo!”. O seu trabalho na França, de momento, parou ai. No futuro, já não sei, é um vagabundo académico como eu!, diz ele. A entrevista oferecida A Página da Educação, diz para começar: "O acto educativo é uma relação entre culturas"


"Cada professor é um processo (...) e já não há modelos ideais" defende Ricardo Vieira, antropólogo social, na área da Educação. Retirado do site referido nesta nota de rodapé. Devo acrescentar dois factos: o primeiro, que Ricardo Vieira um fiel companheiro e amigo, sempre a me acompanhar, especialmente nas minhas recentes doenças; bem como, ao Collège de France foram enviados os hoje Doutores Paulo Raposo, Nuno Porto e Filipe Reis, onde tiveram a sorte de conhecer e se entreter e aprender com Claude Lévi- Strauss, esse o meu antigo chefe e mestre no Laboratoire D’Anthropologie sediado no Collège de France.






Falar de pessoas destemidas por amor a investigação, faz-me lembrar de imediato da minha querida amiga e comadre, a mádica Berta Nunes, que durante anos usou as suas férias para investigar e estudar Antropologoa, até se doutorar no Instituto de Medicina do Porto, da Universidade do Porto, com uma tese pesquisada na Aldeia dos Vales em Alfândega de Fé. A sua obra e os seus imensos trabalhos, que admiram ao mundo, estão referidos no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Berta+Nunes&btnG=Pesquisar&meta= Há um texto com um título simpático, denominado: “As Bertices da Professora Berta Nunes”, em: http://www.enfermeiros.pt/content/view/299/ De facto, essa “bertices” foi o que permitia trabalhar sem descanso, pesquisar e se instruir melhor em Antropologia em Paris, no Laboratoire D’Anthropologie Social do Colige de France e de L’Ecole des Hautes Etudes. Examinada cinco anos depois de ter começado a sua pesquisa, obteve o doutoramento com louvor! Berta Nunes e eu tinhamos um plano, para instalar Antropologia na Universidade onde ela ensina, a UTAD, do Pólo Miranda do Douro, que não foi possível concretizar entre a minha doença e mudanças de planos académicos da UTAD. Fuomos sempre eternos companheiros e tive a honra de ser o padrinho de Baptizado da sua filha Marta, com um pai muito agradável, o seu Marido Mário Lopes, a quem Berta deu todas as oprtunidades para se especializar em Pedagogia na UTAD, em Vila Real. Foi um orgulho para mim, trabalhar com eles. O seu livro mais famoso, foi publicado na minha colecção da Fim do Século: O Saber Médico do Povo, entre outros. É interesante ler na Revista Educação Aprender ao Longo da vida, de 2007, o texto da net: http://www.direitodeaprender.com.pt/revista04.htm


Para poupar relato, retiréi estes parágrafos do texto de Ricardo Vieira, citado ne net: http://www.apantropologia.net/publicacoes/actascongresso2006/cap5/VieiraRicardo.pdf


O Trabalho de Amélia Maria Frazão Moreira, está referido no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Am%C3%A9lia+Fraz%C3%A3o+Moreira&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente a sua experiência Botánica, na página web: http://ceas.iscte.pt/etnografica/docs/vol_05/N1/Vol_v_N1_131-156.pdf , onde o leitor pode encontrar o texto denominado: As Classificações Botânicas Nalu (Guiné-Bissau: Consensos e Variabilidades, na página web de 26 folhas: http://ceas.iscte.pt/etnografica/docs/vol_05/N1/Vol_v_N1_131-156.pdf , publicada na Revista Etnográfica, do CEAS, ISCTE, ano 1997, Vol 5, Nº 1. Costumo referir a ela como a “minha destemida Antropóloga”


Mary Bouquet é referida no seu trabalho de museu no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Mary++Bouquet&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente na página web: http://www.allbookstores.com/author/Mary_Bouquet.html , que refere a sua imensidão de livros ou escritos por ela, ou ccordenados por ela, um dos quais é produzido com Nuno Porto, o museólogo de Coimbra


página web: Dr Mary Bouquet teaches Cultural Anthropology and Museum Studies at Utrecht University College, an innovative new course she designed, to which she brought her extensive Netherlands-based experience (she worked at the Tropenmuseum, Amsterdam), and a largely European-focus.Acresceta: Known for her theoretical writings on museums and material culture, this includes Bouquet's photographic essay Images of Artefacts. In this essay she focused not so much on the artefacts themselves but on the documentation concerning the collection, including the labelling processes. In the Netherlands, there is an aspiration for a more uniform labelling by way of the computer, and questions were raised concerning the static, authoritarian character of this new way of labelling.. Illustrated are two of Bouquet's edited collections: Academic Anthropology and the Museum: Back to the Future (2001) and Science, Magic and Religion: The Ritual Processes of Museum Magic (2004).










Nuno Porto aparece no sítio net como o docente de Antropologia Cultural, Museólogo e Coordenador de publicações: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Nuno+Porto+&btnG=Pesquisar&meta= e na Página web do Mestrado que começa em Antropologia Cultural: Mestrado em Antropologia Social e Cultural: Conflitualidade e Mediação Cultural


No âmbito das actividades de formação do Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCT/UC) no período lectivo 2007/2009 realiza-se um Curso de Mestrado em Antropologia Social e Cultural dedicado ao tema "Conflitualidade e Mediação Cultural no Mundo Contemporâneo", coordenado por Nuno Porto e Fernando Florêncio, professores do Departamento de Antropologia da FCT/UC. Migrações, refugiados e deslocados, direitos humanos e práticas e representações identitárias em diferentes contextos etnográficos são alguns dos temas abordadas neste curso. A primeira fase de candidaturas encontra-se aberta até 20 de Julho de 2007.Retirado da página web: http://www.oi.acime.gov.pt/modules.php?name=News&file=article&sid=1531


Joaquim de Azevedo ajudou a constituir a minha nova equipa para permanecer longos tempos de pesquisa em Vila Ruiva. Referido como1992-1993 - Secretário de Estado dos Ensinos Básico e Secundário do XII Governo Constitucional , em: http://www.porto.ucp.pt/ieducacao/docentes/jazevedo.htm?lang=1 , sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Joaquim+de+Azevedo,+Secret%C3%A1rio+de+Estado+da+Educa%C3%A7%C3%A3o&spell=1 Joaquim ofereceu-me a sua tese em livro:1994, Avenidas. Reflexões sobre política Educativa, ASA, Porto. Era Socialista calado no Governo CDS-PP, até mudar para o PS e a minha amiga de almoço, colaboradora da alma, excelente educadora e investigadora do ICS, a quem eu publicara um livro da sua autoria na minha colecção Antropologia da Educação, da Editora ESCHER, de Vasco Santos, actual Fim do Século de José Simões Balbino, mas política ambiciosa, deixou a pesquisa, substituiu ao Joaquim de Azevedo, como Presidente da APA e na confiança da nossa amizade, solicitei uma entrevista com ela, cumprimentei amiga e amável a mim e colegas de Antropologia da Educação da APA e solicitei reincorporar Antropologia no Ensino Secundário e a convidei para falar, como antigamente, no nosso plenário. Ela disse: considera esse convite e proposta, um facto. Mas, eu sabia o que a casa gasta e referi apenas, ao convocado ao plenário, que um “representante do Ministério da Educação viria ao Plenário” E, após hora e meia de discursar e debater as carreiras dos Antropólogos...apareceu u sei Secretário, a quem eu mandei sentar e disse: “O senhor está a chegar hora e meia mais tarde, faça o favor de esperar 20 minutos ,sénte-se ai”. O coitado, cujo nome foi-se embora com a História dos tempos, vinha apenas a dizer que a Senhora Secretária não podia aparecer porque...e eu o mandei calar: porque foi-se embora a sua quinta com o seu francês, não é? Ficou vermelho, mandei sair e nunca tivemos Antropologia outra vez no Secundário! Até hoje.


(Continua)


publicado por Carlos Loures às 15:00
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (31)

(Continuação)


Ao longo dos seus mais de vinte anos de existência contribuiu para a afirmação da Antropologia no domínio das ciências sociais em Portugal, formou uma parte significativa dos antropólogos portugueses, incluindo docentes de outras escolas, e obteve, na última avaliação externa dos cursos de Antropologia efectuada pelo Conselho de Avaliação da Fundação das Universidades Portuguesas, a classificação global mais elevada dos cursos de antropologia existentes no país.

A pouco e pouco começaram a aparecer os novos membros que fizeram da nossa Licenciatura um Departamento. Ainda lembro o dia em que fora a fala comigo Manuel Villaverde Cabral , referido no Seminário ISCTE-UNESCO, e que escrevei connosco o livro editado pela CUP (Cambridge University Press) e Maison de Sciences de l’Homme, onde ele tinha feito um doutoramento de Terceiro Ciclo, renovado por mim e outros, na Universidade Técnica, nos anos 80 do século passado. Dizia eu que apareceu no meu Gabinete para me avisar que. “Raúl, como parece que estás a formar uma licenciatura em Antropologia, tenho um presente para ti. Acaba de aparecer, desde a sua Universidade de Oxford, o nosso amigo João de Pina Cabral, que gostaria imenso ensinar contigo no ISCTE”. Como era evidente, fiquei feliz e solicitei para ele aparecer tão cedo quanto possível. E apareceu meia hora depois. Estava à espera do “manda chuvas” da Antropologia no ISCTE. Falamos, esticamos a mão para nós cumprimentar, à inglesa e solicitei se queria trabalhar connosco, ele rapidamente disse sim e, a minha proposta ao José Manuel Paquete de Oliveira, eterno Presidente, para o seu mal e o nosso benefício, do Conselho Directivo desses dias, aceitou, enviou um memorando a nossa Secretária do ISCTE desses dia, Maria do Carmo Lopes, essa Senhora que enquanto trabalhava, estudava Direito e hoje é Advogada. Era para mim muito estranho: quando estávamos sós, eu era “Senhor Professor Doutor”, quando havia mais pessoas, eu era “O meu Caro Amigo Iturra”. Costumes da vida! O Decreto foi rapidamente passado e aprovada a sua entrada no Conselho Científico do ISCTE em 1983, mês de Abril. João de Pina e Cabral, o seu nome real, integrou a nossa equipa, já organizada com um dos fundadores do ISCTE, Joaquim Pais de Brito, Robert Rowland, referido em extenso neste Capítulo, e José Fialho Feliciano , ou Zé Fialho, como gostava ser referido, e um “roubo”, manipulado pelo JM Paquete e o Professor João Ferreira de Almeida, para trazer da Universidade Nova de Lisboa, ao nosso brilhante Antropólogo, José Carlos Gomes da Silva, referido no Capítulo 4 deste texto. Éramos muito amigos, mas, a seguir, nunca sabia se era ou não. Eu sempre o estimei, especialmente na época em que passou a trabalhar connosco no Instituto Gulbenkian de Ciência, ou quando íamos a ouvir música de Händel, num barco fretado especialmente para ir desde a Trafaria até Cascais, para a Orquestra Sinfónica de Lisboa. Os nossos almoços, eram trocas de ideias de exílio –ele tinha fugido para a França primeiro e para Bélgica a seguir, para não ser levado a guerra de Portugal na África, com a colaboração do nosso adquirido por “roubo” também da Universidade Nova, João de Freitas Leal.

A maior parte dos meus amigos não saíram de Portugal e cumpriram a sua labor patriótica ao aceitar cumprir o Serviço Militar Obrigatório nesses dias de guerra na África, e ficaram nas fileiras de Mafra, o Professor José Madureira Pinto, comunicado a mim por telefone e correio electrónico - de 6 de Março de 2008, ou nos armazéns da aviação durante 7 anos, o Professor João Ferreira de Almeida, comunicado a mim pelo próprio faz já anos, e lembrado ao telefone pelo Prof. José Fernando Madureira Pinto, ao telefone a 6 de Março de 2008. Ainda, contado a mim pelo próprio, Afonso de Barros foi ao campo de Batalha na África Angolana, onde servia como Advogado e Gestor do Armazém do Exército, por ordem especial do sucessor do ditador, Caetano, de quem o Prof. Afonso de Barros era sobrinho. Disse-me um dia: “Eu nada pedi, mas a minha mãe...”. Grande sorte, porque Angola foi o pior campo de batalha, entre os nativos, portugueses e unidades de Cuba e da então União Soviética, que queriam Angola como República Socialista. Afonso esteve lá mais do que quatro anos. A mãe soube-o proteger. O Prof. Gomes da Silva, não tinha ninguém, era Portugal um segundo exílio, desde a Índia a Portugal, a seguir Bélgica, onde não sabia o quê fazer nem com quem sair. Entendo tão bem a situação! Já a tinha vivido e por ser assim, ele confiou em mim e relatou imensas ideais e factos que, por serem dele e ao calor de, nesse tempo, amizade, eu não vou referir. Morrem com nós. Apenas reiterar que essa falta de ajuda pessoal familiar que eu também não tive nos meus dias de Campo de Concentração, foi substituída por pessoas desconhecidas, excepto dois na Grã-bretanha: o meu antigo colaborador Gonzalo Tápia, e a minha amiga Wendy Tyndale . O Prof. Gomes da Silva apenas tinha discípulos e João de Freitas Leal, era um deles que, com ajuda partidária, colaborou na saída clandestina do, hoje nosso Catedrático, que, por nada querer dizer, prestou provas para a Cátedra em Antropologia, na Universidade do Minho. Parece-me que devo referir mais uma vez o seu currículo, o mais interessante entre a Antropologia de Portugal .

Organização da Licenciatura de Antropologia no ISCTE e as suas relações com o exterior.
Tornando ao texto central, João de Pina e Cabral foi um grande colaborador na organizar da nossa licenciatura. Robert Rowland apresentou uma proposta, com matérias, horários, distribuição do serviço docente e outras actividades. Ficamos surpreendidos e agradecidos, mas havia qualquer coisa que....faltava, faltava, faltava...ideias, matérias e actividades sobre o quê queríamos também leccionar. Solicitei aos nossos cinco docentes para meditarem na proposta. Éramos cinco ainda e estávamos a passar todos a ensinar na minha matéria de Introdução à Antropologia, no 1º ano da Licenciatura de Sociologia, excepto Joaquim Pais de Brito, que tinha uma optativa na referida Licenciatura, criada bem antes do que a nossa, denominada Etnografia Portuguesa. Todos passaram pela minha cadeira, como colaboradores. Tínhamos muita coisa a dizer e era muito aborrecido andar a dizer o mesmo, com outras palavras e desde outro ponto de vista. A Licenciatura devia ser criada. Alberto Román Dias deu o derradeiro empurrão. Não esqueço o dia em que João de Pina Cabral, encontrara-me no átrio no único Edifício do ISCTE de ontem, e rapidamente disse: “Meu Caro Raúl, tens lido o Diário da República de hoje? Há um Decreto do Ministério da Educação que autoriza criar a nossa Licenciatura em Antropologia Social!” . Esse o nosso alvoroço era fruto do Diário da República de 4 de Abril de 1983: podíamos existir de forma autónoma!, ou, por outras palavras, deixava-mos de ser uma cadeira da Licenciatura de Sociologia ao poder criar todo um curso novo. Esse dia, parecia alegre e destemido. O que havia por enfrente, era mais complicado. Novas cadeiras para quatro anos do curso Foi o ano que começamos a matricular o nosso primeiro ano de estudantes próprios. E um 2º ano muito pequeno, de estudantes auto transferidos da Licenciatura de Sociologia e que, por ter gostado da matéria de Antropologia do seu 1º ano de Sociologia e saber bem o que Joaquim Pais de Brito ensinava, queriam ser Antropólogos. O Professor João Ferreira de Almeida, disse-me: “Bom, as nossas tardes descansadas no teu Gabinete acabaram. Agora tens muito afazer ao presidir esta nova Licenciatura. Mas, cuidado, não andes, como sempre faz, a seduzir aos nossos estudantes com as histórias do teu trabalho de campo e outras, isso rouba - nós clientela!”, com esse simpático sorriso de amizade que sempre me ofereceu, excepto quando estava zangado, tantas vezes! Mas, eu já era amigo de casa, e almoçávamos juntos ele, Maria Eduarda do Cruzeiro e eu. Dias passados já! Na era da globalização, nem há tempo para nos visitarmos, andamos todos a correr a ensinar, viajar, escrever, pesquisar, pertencemos a imensas associações, há actividade académica in situ até aos Sábados referido a mim ao telefone, neste dia de 8 de Março de 2008, pelo o meu antigo Assistente, hoje o Doutor Filipe Reis. Paulo Jorge Pinto Raposo, hoje o nosso Doutor e Professor Auxiliar, Antónia Pedrouço de Lima, tal como Paulo Raposo, hoje a nossa Doutora e Professora Auxiliar, Susana de Matos Viegas e Nuno Porto, que herdou os meus trabalhos de Catedrático Visitante em Coimbra, hoje com especialização em Museologia enquanto Susana de Matos Viegas, a sua mulher, tem-se dedicado a Nacionalidade e Cidadania e aos estudos de Indigenistas bem como a promover a por mim criada APA, da qual foi Presidente em 2007. Os primeiros estudantes recrutados para a nova Licenciatura, transferiram-se da Licenciatura de Sociologia, como Teresa Sacchetti, hoje em dia comerciante, licenciada em 1986, António Medeiros, hoje o nosso Professor Auxiliar em Etnografia da Europa, Ana Cláudio, docente de Antropologia em Guimarães e Paulo Valverde, mais tarde Assistente no nosso Departamento, a trabalhar com João de Pina Cabral, Universidade Técnica, Pedro Queirós, quem desistira do curso. Paulo Valverde, mais tarde, foi o nosso Assistente em Estudos Etnográficos.

Esse primeiro ano, foi desarrumado, todos os transferidos da Licenciatura em Sociologia, tinham cursado já o 1º ano comum para Sociologia e Antropologia, pelo que no anos de 1983 foi preciso abrir dois anos, um primeiro, formado por os novos discentes, vários referidos nas linhas que antecedem esta, e um 2º muito pequeno, com os transferidos e outros recuperados para o ISCTE, antigamente do Curso de Sociologia, com cadeiras já aprovadas desse primeiro ano em comum de Sociologia e Antropologia. Entre eles, o hoje o meu amigo íntimo, Luís Silva Pereira, que costumava falar comigo no meu Gabinete, conversas simpáticas e muito abrangentes de intimidades e debates de teoria. Nesses tempos, enquanto o nosso novo Primeiro Ano de Licenciatura estava integrado por, pelo menos, 20 discentes, o novo 2º ano tinha apenas quatro, referidos como auto transferidos do curso de Sociologia para este novo curso. Foi sorte que Luís Silva Pereira tiver escolhido Antropologia: de quatro discentes, passaram a ser cinco. Eu diria que éramos mais docentes que discentes...Vários não assistiam as aulas, à noite, e, por vezes, tínhamos apenas um estudante ou...nenhum.

Lembro com certeza, ser as vezes um alívio não ter que dar mais aulas, após dias de reuniões, tutorias para os discentes do nosso experimento de Primeiro ano, ou, por outras palavras, um alívio de não ter mais que falar. Eu sou, saibam ou não os leitores, cotovia, mal há luz de dia, acordo, mas, à tarde do inverno, já noite, adormeço...Eis porquê nunca aceito convites a jantar, não consigo articular palavras! Para me animar mais, ao estarem presentes dois ou três discentes, os convidava ao meu Gabinete, com café e bolachas, ou pagos por mim, ou com a contribuição dos estudantes. Era uma nova forma de ensinar aulas de Palestras! . Tinha aprendido este sistema de ensino na minha Universidade de origem, Cambrige, Grã-bretanha. Normalmente, nessa universidade privada- o ISCTE é uma Universidade pública- o tratamento aos estudantes era praticamente de um a um ou tutorias: não era em vão pagavam imenso dinheiro para aprender mais. O que eu fazia, normalmente, com os meus discentes ingleses, era os convidar a minha casa para falarmos enquanto bebíamos chá com bolachas, oferecidos pela minha mulher, que entendia que a intimidade que não ultrapassa os limites do respeito às hierarquias, abriam a mente para preparar para o passo seguinte, o meu denominado processo de ensino-aprendizagem, definido por mim num meu texto de 1994, conceito sobre o qual tenho um c@ ou copy right. Com os ingleses era facílimo, sabiam distinguir trabalho-trabalho, de conhaque - conhaque. Sabiam distinguir, pelo que, um amoroso par dele e dela, esse lindo casalinho, costumar levar, dentro duma bolsa, uma garrafa da qual bebiam e iam ficando estonteados. Nunca mais os convidei, a esse filho de um Duque e a filha de um Embaixador Inglês na Suíça. Foi ela quem me convidara uma noite a jantar num dos sítios mais caros de Cambridge, à luz da vela da mesa, no Arts Theatre Lounge! Confesso que adormecia, mas a conversa animada dela, manteve acordado a este ser com inclinação a ser cotovia. As aulas de anfiteatro, eram apenas uma vez por semana, enquanto entre nós, é uma após outra, até ficarem os estudantes extenuados, especialmente por se mudar de Semiologia para, por exemplo, Antropologia Económica, ou de Etnografia, para Museologia. A nossa sorte em Portugal, é ter entrado no sistema de Bolonha e as tutorias, criadas por mim e colaboradores, nos anos 80 do Século passado. Importadas também da minha Universidade, na qual sou Agregado e membro do Senado, até a morte.

Notas:

Manuel Villaverde Cabral, quem me oferecera um dia um almoço, junto com José Carlos Gomes da Silva, na sua casa de Morelinhos, no Vale do rio Tambra, que ele denominou o almoço dos “refugiados”. Costumava aparecer na minha casa da Parede para almoçar, com os seus dois filhos varões e íamos falando e debatendo ideias. Ensinou-me o Portugal Histórico e foi um dos primeiros em apresenta um ensaio no Seminário inventado por mim, das Quintas Feiras às 14 horas. Está referido em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Manuel+Villaverde+Cabral&spell=1 , especialmente com obra e trabalho, na página web pdf: http://www.ics.ul.pt/rdonweb-recursos/corpocientifico/mvcabral/cv_manuel_villaverde_cabral.pdf , com um impressionante currículo, que é de parabéns para ele!

José Fialho Feliciano, o meu primeiro colaborador, esse que ainda nos anos 80 não entendia a estrutura da vida académica nem tinha muito tempo para acabar a sua tese de doutoramento, começada no seu exílio na França com Georges Balandier , para escapar ao regime corporativo, foi requerido pelo. Nesses dias, Presidente do nosso Conselho Científico, o Senhor Professor Doutor João Ferreira de Almeida para prestar provas de Assistente e assim se manter dentro da carreira académica. O Zé Fialho, como gosta ser denominado, foi de imediato falar comigo para dizer que devia prestar essas provas. Reagi de imediato, comentei: “A tua idade? O melhor é fazer o doutoramento, é a única prova que eu solicito, especialmente se já foi começada. Espera aí” e fui falar com o meu Senhor Professor Presidente do CC. Comentei de imediato que não me parecia razoável esse pedido, antes doutoramento que provas de Assistente. Ele rapidamente aceitou a ideias, com uma condição, que as provas para Doutor deviam ser prestadas em breve. A minha resposta foi rápida: “Senhor Professor, deixe isso comigo”, e, após um ano de trabalho, Zé Fialho defendia a sua tese, era Doutor por unanimidade e louvor, após eu ter arguido não a tese, mas aos comentários da minha convidada para o júri, a minha amiga Jill Dias, que tinha atacado a tese, como era hábito fazer na Universidade Nova de Lisboa, e por corridas e concorrências académicas: os dois trabalhavam na África! Sinalei de imediato os erros da sua arguição, especialmente sobre Junod e a forma de trabalho de campo desse primeiro investigador dos Thonga, em 1889, que “comprava” informação, enquanto Zé Fialho vivia com os membros do clã, era trabalho de campo com observação participante. Porque, Senhor Leitor, ninguém toca aos meus é todo o Departamento, a única família que tenho em Portugal e no mundo, sem eu ficar com muita raiva e a defender com teimosia, mas com respeito, o que fiz no caso do Zé, como em outros. O segredo do debate do júri, fica comigo, mas foi aprovado com distinção! Nas minhas mãos, sobre a secretária onde escrevo, está o livro que conseguimos fazer como tese em menos de dois anos, começamos em 1984 e acabamos em 1986, data da defessa. Passou a livro em 1998, Antropologia Económica dos Thonga do Sul de Moçambique, Editado pelo Arquivo Histórico de Moçambique. José Fialho Feliciano, homem enérgico, amigo fraterno, de bom convívio, esta referido em:

http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Jos%C3%A9+Fialho+Feliciano&btnG=Pesquisar&meta= ,especialmente a página web
: http://www.degois.pt/visualizador/cv.jsp?key=1317838707913880 , na qual aparece o seu currículo. Hoje é membro do, por ele criado, Centro de Estudos Africanos, onde ensina Desenvolvimento e Antropologia Económica e é Catedrático de Antropologia na Universidade Aberta de Lisboa. Não temos perdido um docente, temos ganho um Catedrática para ensinar connosco no nosso Centro de Estudos Africanos.


O passado é o passado, mas há passados que não perdoam. Wendy Tyndale era uma amiga muito especial, que perturbou as minhas emoções, o que de imediato confessei a minha mulher, que até o dia de hoje não perdoa, bem como as minhas filhas ao pensarem que eu era um denominado “mulherengo”. Nesses dias de conflitos no Chile, qualquer pessoa ao pé de nós, era uma ajuda inacreditável. A minha mulher acompanhava, mas Wendy andava comigo em pesquisa de campo. Como a história é também dela, não acrescenta mais nada, excepto a sua referência na net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Academics+for+Chile+1974+Wendy+Tyndale&btnG=Pesquisar&meta= especialmente a página web que refere a sua obra: http://books.google.com/books?hl=pt-PT&lr=&id=09ens2qGXZUC&oi=fnd&pg=PR7&dq=Academics+for+Chile+1974+Wendy+Tyndale&ots=W-dKacvn4g&sig=EJ5umIQrp0_xQASAbxDr_WRbVjM e, de forma especial, a página web que refere os movimentos na Grã-bretanha de Humans Rights, Academics for Chile e outras associações. Bem como: http://scholar.google.com/scholar?hl=pt-PT&q=author:%22Tyndale%22+intitle:%22Visions+of+Development:+Faith-based+Initiatives%22+&um=1&ie=UTF-8&oi=scholarr ,. Que refere um dos seus livros: Visions of Development: Faith-based Initiatives
WR Tyndale - 2006 - books.google.com Bem como Douglas Guifford, a minha contraparente no convénio assinado entre o nosso CEAC a Escocesa Universidade de St. Andrews, que me dera uma lição ao visitar o nosso Departamento CEAC e pernoitar na nossa casa. “Rául, Science is Science, no need of ideologies, least of all, Marxist ideology”. No entanto, colaborou com academics for Chile e escreveu um Parecer sobre mim, para colaborar na minha libertação do Campo de Concentração, ao dizer que eu “era um excelente cientista e, além do mais, um excelente ser humano”, o que ajudou a minha libertação e voltar pata Grã-bretanha. Referido em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=+Scotland+Saint+Andrews+University+Prof+Douglas+Gifford+&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente na pagina web que diz: D.J. Gifford Travel Fund
This Fund was set up to mark the retirement of the late Professor Douglas Gifford in 1989. It is to enable students travelling to South America, Central America or Mexico to supplement their budget, either to acquire items for their research or to help with their travel and living expenses. Students, who are interested, should obtain an application form from the secretary and hand it into the Chairman before the end of March, stating their motive for applying and the purpose, which a scholarship would serve. Please note that the Fund is not intended to finance a whole trip, but to serve as a supplement. Que era um homem bom, era o próprio Douglas, quem fez esse parecer sobre mim, ajudou a minha libertação e entro no movimento Academics for Chile, na sua profunda fé presbiteriana.


Para não cansar ao leitor, vou referir apenas o seu mais recente livro, editado em português pela Assírio e Alvim: O discurso contra si próprio, 2003
O nosso professor Agregado em Etnografia Portuguesa, faz já vários dias, acabou o seu Doutoramento começado na França do exílio Português, com Isaac Chivas, esse o meu colega no Collège de France, no ISCTE Democrata. Lembro o dia que, como Presidente de Departamento, tive a obrigação e, eu pensava, o prazer, de dizer: “Joaquim, cá estás bem e protegido, mas estavas mais protegido, se acabares a tese e prestares provas de Doutoramento”. O presidente do CC- nesses dias João Ferreira de Almeida, tinha-me mandado dizer essas palavras. Palavras que, por discrição, não referi na reunião. Bem a ele só no corredor. De certeza, apavorado pelas datas, ele disse-me que se for assim, ia-se embora do ISCTE. Rapidamente fiz andar o coração para responder: E nós Joaquim, e a nossa Licenciatura, que precisa de ti, o cientista que sabe mais de Etnografia Portuguesa em Portugal e no mundo fora?. Na sua sabedoria, acabou em dois meses, com a cumplicidade do seu amigo Fernando Oliveira Batista: enquanto o nosso excelente professor escrevia, páginas e páginas eram impressas e transformadas em formato de tese e acumuladas na Presidência do ISCTE, onde o nosso Presidente desses dias, Afonso de Barros, que sabia, guardava silêncio e ria e piscava o olho. A tese foi acabada dentro de esse ano, organizamos o júri, comigo dentro, Issac Chivas do Collège de France foi convidado, mas, por doença não podia aparecer, foi defendida e teve o mais alto valor. Joaquim não se tinha preocupado antes, porque ainda havia dois ISCTE: o do antigamente, que no podia outorgar graus além de licenciatura, e o nascido em 1990, que podia organizar cursos de Mestrado, Doutoramento e outras actividades de pós graduação. Era o motivo pelo que tinham-se organizado os Centros, para orientar pesquisa, onde Joaquim foi o pai do CEAS, inscrito com Acta de Notário e comemoramos esse dia dos anos 90, com um almoço. Joaquim Pais de Brito, já com a tese feita livro, ofereceu-me uma cópia do livro de sua interessante colecção e cumprida colecção de livros sobre Portugal, denominada Portugal de Perto, com uma linda dedicatória: “Caro Raúl Iturra, deixo-te, com um abraço, (lembrando outros tempos em que bem o apoiaste) este o meu Rio de Onor, assinado. A sua pesquisa era bem temida: uma reconstrução do feito por António (Jorge) Dias, na mesma aldeia, nos anos 40 do Século XX: 1995, Retrato de Aldeia com Espelho. Ensaio sobre Rio de Onor, Publicações Dom Quixote, Lisboa. As referências ao nosso Agregado Professor, são impressionantes e podem ser encontradas em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Joaquim+Pais+de+Brito&btnG=Pesquisa+do+Google&meta= especialmente ver a entrevista oferecida a Celso Castro e Susana Durão a 14 de Novembro de 2003, em: http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/371.pdf , que, entre outros assuntos, diz: Depois de fazer sua formação em Paris e de regressar a Portugal em 1975, o antropólogo português Joaquim Pais de Brito tem leccionado desde 1978 no Instituto
Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), em Lisboa. Foi um dos
principais protagonistas na criação da Licenciatura em Antropologia Social do ISCTE,
em 1983. Desde de 1996, é coordenador científico do Curso de Mestrado em
Antropologia: Patrimónios e Identidades, na mesma instituição. Tem sido também
professor convidado em universidades estrangeiras.

Desde os anos 1990, tem desenvolvido uma carreira entre a academia e a
Museologia. É director do Museu Nacional de Etnologia desde 1993. No seu curriculum
museológico destaca-se a coordenação da investigação, catálogo, concepção e
montagem das exposições Fado: Vozes e Sombras (1994-95), Vôo do Arado: A
Agricultura Portuguesa, Anos 50-90 (1996-98), e Os Índios, Nós (2000-01). No âmbito
dessa sua preocupação e actividade, é co-presidente do conselho científico do Musée des
Civilisations de l'Europe et de la Méditerranée, ao ser criado em Marselha.

Dentre suas publicações, destaca-se Retrato de aldeia com espelho: ensaio
sobre Rio de Onor (D. Quixote, 1996), livro que resulta da sua tese de doutoramento e
que foi publicado na coleção “Portugal de Perto: Biblioteca de Etnografia e
Antropologia”, que Pais de Brito fundou e da qual é Director, há mais de vinte anos.
Retirado da página web: http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/371.pdf , entrevista concedida à Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, Nº 33, 2004. Bem como a entrevista concedida ao Boletim Observa, Nº 9, do Observatório de Ciências Sociais, organizado pelo Senhor Professor Doutor João Ferreira de Almeida, em 1 de Junho do ano 2000, entrevista feita por Susana Durão, que aparece em forma de artigo, com o título: “Retrato de um Museu. Entrevista a Joaquim Pais de Brito”, em: http://www.oac.pt/OBS9.htm#Autor3
João de Pina e Cabral, referido em relação ao Paulo Valverde, foi o meu antigo amigo de casa e grande colaborador na Licenciatura e na criação do Departamento. O problema era que, enquanto o Departamento de Antropologia Social era criado, era também necessário estrutura-lo. Mas, em breve, após entrar ao ISCTE, já estava no ICS porque, como dizia ele, gostava mais de pesquisar que de ensinar, ou ensinar a estudantes adultos a tentar uma pós graduação. Não abandonou as suas aulas no já Departamento de Antropologia, mas, nos anos 90, ficou com exclusividade no Instituo de Ciências Sociais da Universidade Clássica. Enquanto esteve connosco, ensinava Etnografia, Métodos e Técnicas. Ao passar para o ICS, mudou de pesquisa e passou a investigar a China, inédito na nossa Antropologia Portuguesa, mas escreveu já vários livros, enquanto orientava futuros doutores e mestrantes, a pesquisar em Portugal. Publicou em 1989, na Editorial Dom Quixote, a tradução do seu texto em inglês de 1986, Sons of Adam, Daughters of Eve, Clarendon Press Oxford University, a sua tese da Universidade de Oxford, que em português foi denominado: Filhos de Adão, Filhas de Eva. A visão camponesa do mundo no Alto Minho, referido em: http://www.webboom.pt/ficha.asp?id=15802 . O começo do seu trabalho na China, levou a publicação do texto: Between China and Europe. Person, Culture and Emotion in Macau, Editado pela London School of Economics, Londres, em 2002, referiro na recenssão de 4 páginas, escritas na Revista do ICS, Análise Social, Nº169, vol XXXVIII, ano 2004, escrita por Ignasi Terradas Saborit, sítio Net com texto completo, em:

 http://www.ics.ul.pt/publicacoes/analisesocial/recensoes/169/ignasiterradassaborit.pdf Estive mais do que uma vez na casa do Ignasi Terradas, quando eu era requisitado por Barcelona, Universidade Autónoma, e pela de Tarragona. Normalmente, levava comigo a um imenso número de discentes que ficavam cobertos pelas Universidades que me convidavam e dava o dinheiro ganho nas minhas conferências, a eles. Devo ter sido o primeiro docente a promover aos seus discentes antes do que a si próprio. Bom , mas era do João P. Cabral que estávamos a falar. Teimou em levar a ensinar na nossa Licenciatura, a uma antiga orientada minha de Cambridge, Mary Rose Bouquet. Recomendei o não fazer, mas....meses depois, aprovada já a entrada da Professora Doutora Bouquet a nossa Licenciatura, começou a ensinar e a partilhar o mesmo Gabinete com o meu amigo. Sem mais comentários. Todo o que seja pessoal, é dos outros!

Referido em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Di%C3%A1rio+da+Rep%C3%BAblica+1983+4+Abril+Licenciatura+Antropologia+Social&btnG=Pesquisar&meta= ou, para pesquisar e provar, ver o Diário da República on-line: http://dre.pt . Onde dre significa Diário da República on line. Bem como no texto já referido, que refere a criação do Departamento de Antropologia, não apenas uma Licenciatura: http://iscte.pt/missao.jsp
Lembrado a mim pelo próprio Luís Silva Pereira, como parte da conversa entre Aveiro e Lisboa, onde o encontréi. Conversa que tem feito mudar estas lembranças para as que hoje escrevo.

(Continua)
publicado por Carlos Loures às 15:00
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Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (28)

(Continuação)

A história do PS e de Mário Soares são de interesse para nós, pelo qual penso que é bom referir dentro do texto. De facto, o Partido Socialista, nasceu no Século XVIII, ao ser fundado movimento socialista, mas já denominado Partido Socialista Português (1875) O Partido Socialista foi fundado em 10 de Janeiro de 1875, na sequência do Congresso da Haia. Assumia-se, então, como marxista contra o bakuninismo. Da sua primeira comissão directiva fizeram parte José Fontana, Azedo Gneco, Nobre França e Tedeschi. Antero Quental, autor do folheto O que é a Internacional, de 1871, estava nos Açores desde 1873, por morte do pai. Teve como órgão O Protesto, em Lisboa, e o Operário, no Porto, até surgir a fusão em O Protesto Operário. O primeiro programa data de 1895 . Já em 1878, é criado o primeiro esboço do PS, referido assim: “quando se funde com a Associação dos Trabalhadores da Região Portuguesa, passando a designar-se Partido Operário Socialista Português, sob inspiração das teses guesdistas” . Há várias alianças e rescisões, o PS português está a retirar ideias das liberais da França, tal como foi feito no Chile, nartrado antes destas palavras. É em 1964, em Genebra, que Mário Soares, Manuel Tito de Morais e Francisco Ramos, criam a denominada Acção Socialista Portuguesa. Para o leitor esquecido, talvez era melhor reproduzir em texto o que acontecera em Genebra: A Acção Socialista Portuguesa foi fundada em Genebra por Mário Soares, Manuel Tito de Morais e Francisco Ramos da Costa, em Novembro de 1964. Representando um novo esforço de estruturação do movimento socialista, o certo é que não logrou estabelecer as bases de implantação a que aspirava, conciliando dificilmente os instrumentos de luta na clandestinidade com as poucas possibilidades de intervenção legal permitidas pelo regime salazarista.


A ASP iniciou a publicação do Portugal Socialista em Maio de 1967, estabelecendo também numerosos contactos com partidos e organizações internacionais, sendo formalmente admitida na Internacional Socialista em 1972. . Foi assim que, ainda no exílio, Soares e outros, criaram, finalmente, o denominado Partido Socialista de Portugal, em 19 de Abril de 1973, para ser ratificado como tal já no país, com programa e princípios .


Estes programa e princípios foram definidos num texto que, penso, deve ir no corpo deste texto, em síntese apenas, por estar doa o lançamento para todo o texto dentro da escrita de Programa e Princípios do PS, citado em nota de rodapé, mais em frente. Declaração de Princípios (Aprovados no VI Congresso Nacional, Lisboa 1986) Princípios fundamentais


1.1 — O PS é a organização política dos portugueses que procuram no socialismo democrático a solução dos problemas nacionais e a resposta as exigências sócio - políticas do nosso tempo.


O socialismo democrático é no plano moral a mais nobre causa política do nosso tempo

O leitor, se quiser saber mais, pode visitar não apenas o sítio referido ou baixar a informação, usada no texto citado antes e incorporado ao meu.


Narrada, de forma cuidadosa a História, ou parte dela, do Partido Socialista, é tempo de voltar ao ISCTE. Que tem a ver o ISCTE e o PS? O PS era o contexto ideológico-político no qual todo acontecia, o contexto da realidade da nossa vida académica. Porquê não coloco a questão também da História dos outros partidos? A resposta é simples: desde que o PS tem passado a ser uma força político ideológica importante no país, as ideias liberais dos membros do ISCTE, têm alastrado, infelizmente, dezenas de pessoas ao Governo ou a militância no PS, como é o caso do primeiro a se suspender do ISCTE, esse o meu colega e amigo, Eduardo Ferro Rodrigues , para presidir o PS. Colegas também em outras forças políticas, quer ao Centro, quer a Direita. Normalmente, o ISCTE tem sido denominado a Universidade Vermelha de Portugal. Ao comparar essa imagem com a do Chile de Allende, no meu ver, o nosso ISCTE, de vermelho pouco ou nada tem. O ISCTE tem, isso que também posso apreciar, um contexto histórico político semelhante as folhas dedicadas ao contexto das Universidades do Chile de Allende. Nada havia que não estiver politizado, ainda as aulas. No Chile de Allende, até as aulas tinham começado a ser aulas de teoria Marxista, dentro de um contexto Leninista. O ISCTE do Portugal ao qual eu aderi, tinha passado de uma Escola, como é denominado pela força do hábito desde o dia em que estava no sítio do Campo Grande, dentro da Cidade Universitária, ao pé da Biblioteca Nacional, a lindar com a Avenida da República, uma pequena casa que albergava o GIS ou Gabinete de Investigação Sociais (nome fictício para esconder da ditadura, o que era investigado pelos membros do GIS), o que, após do 25 de Abril de 1974, quando não havia nada para ocultar e a liberdade tinha aparecido finalmente, passou a ser, em 1986, o ICS, da Universidade Clássica de Lisboa, ou Instituto de Ciências Sociais . É deste Instituto, fundado por Adérito Sedas Nunes , que tinha a paixão da Sociologia, ainda nos tempos da ditadura salazarista, e na época do marcelismo, a única alternativa para ensinar os saberes proibidos em Portugal: era dito que investigar não era suficiente, pelo que o ISCTE começou a existir dentro dessa casa, com o curso de Sociologia, de Gestão e de Economia, em 1972. Na casa velha havia vários docentes que Sedas Nunes tinha arrecadado do Instituto Superior de Ciência Económica e Financeiras docentes para proferir aulas de sociologia, economia e gestão: João Ferreira de Almeida , docente no dito Instituto, José Manuel Rolo, Maria de Lurdes Lima dos Santos, entre outros. Da Faculdade de Letras, a minha antiga orientada de tese, em colaboração com Pierre Bourdieu, Maria Eduarda do Cruzeiro , casada com António Ferreira de Almeida, sem parentesco com João de Freitas Ferreira de Almeida, falecido muito prematuramente para a nossa tristeza e para essa eterna viuvez da minha discípula e amiga, hoje a dirigir o ICS. Mais uma vez, apenas exemplos dos arrecadados, para não ofender ninguém .É apenas no ano de 1974, que o antigo GIS, e o ISCTE, são transferidos para o prédio conhecido hoje como o Edifício Antigo. Adérito Sedas Nunes foi o Manuel Fraga Iribarne de Portugal, ministro da Educação do ditador da Espanha, Franco, que decretara que os livros de Sociologia, Política, História e outras Ciências Sociais, já não estavam proibidos. Sedas Nunes teve que lutar muito para ensinar Ciências Sociais em Portugal. Tinha uma boa equipa, composta pelo já referido meu amigo, João Ferreira de Almeida, licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, transformou-se em Sociólogo pelos os seus estudos na Faculdade de Ciências Políticas na Universidade de Paris, bem como na sua própria e autónoma aprendizagem dentro de Portugal. Era não apenas o assistente de Adérito Sedas Nunes, bem como o seu confidente especial, como observara ao reparar nas conversas que eles tinham especialmente no final dos seus dias, nos anos 80 do Século XX. Estavam também com ele o Licenciado em Economia José Fernando Madureira Pinto , a Licenciada em Letras Maria Eduarda do Cruzeiro, hoje Presidente do ICS, que tem edifício próprio por trás do ISCTE, Maria de Lurdes Lima dos Santos, José Manuel Rolo, Manuel Braga da Cruz e outros que, para não ofender ninguém, declaro ser esta uma lista de pessoas que tiveram a ver directamente comigo. Era suposto, ao se fechar o Instituto de Ciências da Gulbenkian, em Oeiras, passarmos todos para o ICS, o que não aconteceu. Adérito Sedas Nunes era muito especial e não gostava de negociações, apenas admitia pessoas da sua conveniência. Eu fui testado, ao ser convidado para proferir uma conferência sobre Antropologia no ICS, na qual, de forma pouco temida, falei do contributo de Marx e da Religião dentro do saber das Ciências Sociais. Temática que não foi do agrado de Adérito, e não fui convidado a pertencer ao ICS, ainda hoje, apesar de ter publicado na Reviste Análise Social, alguns textos e de orientar teses de Doutoramento a membros do ICS. O meu pior crime foi formar parte do júri de defessa da tese de doutorado, do hoje o meu amigo, José Fernando Madureira Pinto, que eu referi como uma tese muito bem escrita, com hipóteses retiradas da teoria e provadas em trabalho de campo, feito em conjunto com o amigo de José Fernando, o meu denominado “primo”, João Ferreira de Almeida. Nos anos 80, a avaliação da tese era após discussão entre os membros do júri a portas fechadas votação para aprovar ou reprovar a defessa da tese. Por assuntos que não me dizem respeito, a tese de Madureira Pinto foi aprovada, com apenas um abola preta dentro da urna de votações. Em vez de ser aprovada com distinção e louvor, foi aprovada, essa primeira tese do ISCTE, de um dos melhores Sociólogos de Portugal, com distinção. Eis a maneira que os católicos tratam aos que detestam. Era um católico que, eu vi, por a denominada bola preta na urna dos votos. Era como os De Ramón a tratar aos seus inquilinos do Chile...Devo confessar, mais uma vez, que guardei o segredo do júri, mas, anos volvidos e já morta a pessoa do voto preto, posso falar, o que também não interessa. O Professor Doutor Madureira Pinto tem mostrado o seu valor, não anda em aventuras, tem-se fechado, como eu tenho feito, na vida académica e da família. Bem haja, Zé Fernando!


Notas:
 
Retirado da página web: http://maltez.info/respublica/portugalpolitico/grupospoliticos/partido_socialista_1875.htm , referida caso o leitor querer saber mais.



Informado na Página Web: http://maltez.info/respublica/portugalpolitico/grupospoliticos/partido_socialista_1875.htm


retirado de: http://www.ps.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=29&Itemid=38


Programas e princípios na página web: http://www.ps.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=29&Itemid=38


Eduardo Ferro Rodrigues, o Fefe como os amigos o temos denominado, ensinava Sociologia do Trabalho no ISCTE. A sua carrera política é detalhada em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Ferro_Rodrigues


Referido a mim pela nossa memória viva da minha amiga telefonista, vizinha de Gabinete como tenho barrado,durante 15 anos, D. Crisalda Silva, quem acrescenta que tomou posse do seu cargo de telefonista do ICS, transformado, por causa do curso de Sociologia, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, o hoje autónomo ISCTE, que, infelizmente, na maré viva das mudanças destes anos, vai passar a ser a Fundação ISCTE, com o apelido de Universidade Autónoma de Lisboa. Dona Crisalda Silva tem-me ajudado imenso a rememorar histórias do ISCTE, desconhecidas por mim e vários outros colegas. A ela devo grande parte de estas páginas, agradeço. Acrescenta a minha informante, essa a nossa memória viva e muito lembrada dos factos da nossa Instituição, que 25 de Abril de 1974, aconteceu ainda ao estar o ISCTE, na casa pequena do Campo Grande.


Adérito Sedas Nunes é referido na página web: http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_791.html , do sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Ad%C3%A9rito+Sedas+Nunes&meta= e diz: Licenciado em Economia e Finanças pelo ISCEF (1955), onde começou a carreira académica, passou, em 1973, para o ISCTE. Leccionou também na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Fundou e dirigiu o Gabinete de Investigações Sociais da Universidade de Lisboa e a sua revista Análise Social. Fez parte da "ala liberal" na Câmara Corporativa (1969 l973), foi presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (1976-1977) e ministro da Cultura e Ciência e da Coordenação Cultural no V Governo Constitucional (1979-1980). Foi o grande renovador e impulsionador das modernas Ciências Sociais em Portugal, muito particularmente da Sociologia


O dito Instituto é referido assim: Aquando da sua integração em 1930 na Universidade Técnica de Lisboa, o Instituto Superior de Comércio passou a denominar-se Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Esta designação foi alterada em 1972 para Instituto Superior de Economia....A minha síntese. Para saber mais, visite a página web: http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Superior_de_Economia_e_Gest%C3%A3o#Instituto_Superior_de_Ci.C3.AAncias_Econ.C3.B3micas_e_Financeiras_.281930-1972.29 , do sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Instituto+Superior+de+Ci%C3%AAncias+Econ%C3%B3micas+e+Financeiras+1970&spell=1


João de Freitas Ferreira de Almeida, esse o meu amigo que tive o prazer de arguir , em 1984, a sua tese de doutoramento, trabalhada em conjunto, as vezes, na sua casa de campo em Sta. Cruz da Trapa, onde a sua Senhora Mãe, a Dra. Dulce de Freitas de Ferreira de Almeida, me acolhera como um filho mais da casa. O hoje Professor Catedrático João Ferreira de Almeida, a quem eu denomino “primo” por causa de haver entre os meus ancestrais consanguíneos há um Hierónimo (hoje escrito com G: Gerónimo) de Freitas, e a sua mãe Dulce, a minha Titucha, solicitou-me um dia se podia-me acompanhar nas minhas viagens. Aliás, eu pedi a ele e a minha amiga da alma, Maria José Maranhão, docente de Geografia do ISCTE, para me acompanharem ao Seminário de Transição, que entre Maurice Godelier e eu dirigíamos desde Paris. Os membros do Seminário já referido e o texto escrito por todos nós, evidenciam a composição cosmopolita do Seminário: Dolors Comás d’Argemir, Juan José Pujadas Muños, de Tarragona, Olinda Celestino do Perú, Philippe d’Escola, actual Director do Collège de France, Marie-Élisabeth Handman do Collége de France,Louis Assier- Andrieu, Universidade de Lyon, Danièle Dehouve na Universidade Autónoma de Barcelona, entre outros. Éramos tantos! Godelier e eu tínhamos a paciência de gerir a academia. Maurice tinha Carisma, eu , paciência. O Seminário criado por mim em Lisboa, referenciado sem nomes no Capítulo 4 deste texto, estava integrado por João Ferreira de Almeida, Maria José Maranhão, o antigo Ministro de Agricultura do 2º Governo Constiucional de Portugal, Fernando Oliveira Baptista, Manuel Villaverde Cabral, o meu falecido orientando, Primeiro Presidente do renovado ISCTE de 1986, Afonso de Barros e Maria Eduarda do Cruzeiro, as vezes, Joaquim Pais de Brito, todos doutorados por mim ou a ou colaborar eu na redacção das suas teses ou em júris sem candidato à vista, para validar doutoramentos realizados fora de Portugal, por causa de exílio, como Manuel Villaverde Cabral, Míriam Halpern Pereira, Teresa Sousa Fernandes, também entre outros. No entanto, a minha intenção nesta nota, era referir ao meu amigo João, que, pela importância que reveste nas Ciências Sociais de Portugal, deveria aparecer ir dentro do texto. Mas como ele não ia gostar, é humilde por ser sabido demais. O seu CV está citado no Currículo DáGois, página web: http://www.degois.pt/visualizador/cv.jsp?key=0648349262871503 , como o de vários de nós. Prestou provas de Doutoramento em 1984, provas de Agregação em 1991, onde debati o programa de aulas em Sociologia das Organizações e Estrutura Social, fundador do projecto FCT Observa, primeiro Presidente do Departamento, ao ser criado em 1986, pós doutor em 2004 e 2º Presidente do ISCTE, durante 12 anos, eleito e reeleito sempre, até ser derrotado em 2005 pelo nosso actual Presidente, Luís Antero Reto. Se ele, no livro da sua tese denominou-me campeão da amizade, eu riposto com estas simples palavra em nota de rodapé. No entanto, devo referir, que o Prof. Ferreira de Almeida foi Presidente do Conselho Científico do ISCTE durante dois mandatos consecutivos, andamos a viajar juntos ao estrangeiro imensas vezes, todo começou em Pau, essa primeira vez. Eu parei de viajar, desde a morte da minha contra parte na França, Pierre Bourdieu, para escrever livros, e ele ainda não para, ensina e também escreve!. Sempre tenho dito com simpatia, andamos sempre pilhados, com seis meses de diferença: idade, sermos avôs, a passagem das nossa Senhoras Mães no mesmo ano, sempre seis meses eu vou primeiro, ele, a seguir...


Maria Eduarda do Cruzeiro, foi, para mim, a melhor amiga de sempre. Trabalhamos a sua tese durante vários anos, como já foi narrado. O que interessa neste minuto é saber como ela é referida para além das minhas recordações, que devem se basear em textos escritos ou trabalho de campo, para comprovar o que se diz. A Senhora Professora Maria Eduarda, está referida na net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Maria+Eduarda+do+Cruzeiro&btnG=Pesquisa+do+Google&meta= , especialmente nas páginas web: http://www.ics.ul.pt/ics/ que referem que o ICS, criado por Sedas Nunes, passou a ser O Instituto de Ciências Sociais, uma unidade orgânica da Universidade de Lisboa e promove um Programa de pós-graduação em Ciências Sociais (Mestrado/Doutoramento). Recentemente foi-lhe atribuído o estatuto de Laboratório Associado do Ministério da Ciência e Tecnologia.


O ojectivo científico do Instituto é definido como: o estudo da sociedade contemporânea, com particular ênfase sobre a realidade portuguesa, bem como as suas relações com a Europa e os territórios históricos da expansão portuguesa. Enquanto Laboratório Associado o Instituto desenvolve duas grandes linhas temáticas: “Cidadania: democracia e solidariedades” e “Desenvolvimento: sustentabilidade e transnacionalidades”. Esta dignidade do ICS, tem sido conquistada pela Professora Maria Eduarda do Cruzeiro, em colaboração com a excelente equipa que orienta. Sei dela, apesar de nunca mais a ter visto. É uma investigadora dedicada e gentil, muito senhora e muito sabia. Não tem perdido essa qualidade a pesar da sua permanente viuvez e dedica, como comentara comigo faz já dois anos, a sua vida ao trabalho, porque viver só, é uma carga muito pesada e triste. Entendo, também para mim!


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José Fernando Madureira Pinto, como eu o denomino, foi o primeiro a ser examinado por mim, ao integrar o seu júri de tese à defender o seu doutoramento. O nosso JJ Laginha queria trazer a TV, porque a sua exaltação era imensa: era o primeiro júri de doutoramento do ISCTE. Felizmente para mim, por estar enervado, a TV não apareceu. Enervado não pelo candidato o a integração de um júri, era por causa de desconfiar que não ia ser capaz de arguir bem em português, essa nova língua para mim, pró Galiza até o fim! Com todo respeito, o Zé Fernando Madureira, pretendia que era mouco e, por gentileza para mim, colocou as suas mãos nos ouvidos para, dizia ele, ouvir melhor. Falara lentamente e pouco –tinha apenas 20 minutos para referir as minhas ideias. De certeza, ele não percebeu tudo, mas foi gentil. Agradeço. Soube responder e disse que ia considerar as minha ideias quando a tese for livro, o que, de facto fez. A minha arguição estava baseada nas suas ideias sobre a religião, retiradas dos ditos camponeses parciais de Fonte Arcada, mesmo sítio que observara com João Ferreira de Almeida, dados e interesses diferentes, textos diferentes também. Madureira Pinto foi examinado por nós em Julho de 1981, Ferreira de Almeida, em Julho de 1984. Compromissos diferentes e duplas pertenças, tinham separado em quase três anos a feitura da tese. Por ter sido uma novidade para o ISCTE a minha forma de arguição, ponderada, positiva, a indicar certas alternativas para poucas ideias, e por ser Doutor da Britânica Universidade de Cambridge, fui escolhido por uma imensidão de pessoas para ser orientador. Fiquei cheio de trabalho! Ajudava ao meu novo exílio, a depressão que ele causava em mim. Quanto ao candidato nesse dia, hoje catedrático, e está referido na página web: http://sigarra.up.pt/fep/FUNCIONARIOS_GERAL.formview?p_codigo=204295 , do sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=+Faculdade++Economia+Universidade+Porto+Jos%C3%A9+Madureira+Pinto+&btnG=Pesquisar&meta= José Fernando era membro do antigo GIS, após ICS, mas a sua terra reclamava por ele. Formou-se em Economia na Universidade do Porto, foi convidado a trabalhar com Adérito Sedas Nunes ao GIS, enquanto estava a cumprir o Serviço Militar que, nos anos 70, era a guerra com África e, tal como João Ferreira de Almeida, não fugiu ao exílio: patriotas, os dois, ficaram em Portugal. O hoje Professor Catedrático da Faculdade de Economia do Porto, que chefia o grupo por ele formado ou de Ciências Sociais. Por causa de um infeliz acidente, teve que parar o seu trabalho no Exército, que não abandonou, mas acumulou com estudos no ISCEF, ou Instituto Superior de Ciência Económica e Financeiras, onde ensinava também Sedas Nunes. O seu Professor de Introdução ao Direito, era o meu inesquecível colega no ISCTE, Mário Pinto, que recomendou ao Zé Fernando ao saber que Sedas Nunes estava a formar um grupo no antigo GIS, hoje ICS. Madureira Pinto dava as aulas de Economia, mas o chamado da terra foi mais forte do que ficar no novo ISCTE e novo ICS e voltou ao Porto, onde se tinha formado em Economia, sem saber que, a seguir, ia ser Sociólogo, eu diria, um Sociólogo da Economia. A Revista por ele fundada: Sociologia, Problemas e Práticas, na qual eu participei apenas uma vez. A sua tese de doutoramento prova esse o seu anseio pela descoberta da Ciência Social: “Estruturas Sociais e Praticas Simbólico-Idelógicas nos campos. Elementos de teoria e pesquisa empírica”. Referido a mim ao telefone pelo próprio Zé Fernando, o que agradeço. Abandonou Lisboa e acabou a sua tese, tornou ao ISCTE para a defender e é assim que fica referido o Professor Doutor Madureira Pinto. Está referido em detalhe no sítio do motor de pesquisa Google: http://www.google.pt/search?hl=pt- ePT&q=+Faculdade++Economia+Universidade+Porto+Jos%C3%A9+Madureira+Pinto+&btnG=Pesquisar&meta= A Revista está referida em: http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0873-65292004000300002&script=sci_arttext O seu trabalho, em: http://www.rebides.oces.mctes.pt/Rebides02/rebid_m3.asp?CodD=15094&CodP=1104


(Continua)
publicado por Carlos Loures às 15:00
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Estrolabio vai apresentar a autobiografia do Professor Raúl Iturra

A partir da próxima quarta-feira, dia 17 de Novembro, começamos a publicar a autobiografia do Professor Raúl Iturra - Para Sempre Tricinco - Allende e eu


Catedrático de Antropologia, especializado em Etnopiscologia e em Antropologia Económica, Raúl Iturra Redondo, nasceu em 1942, em Valparaíso, no Chile. Iturra, pela ascendência basca dos seus ancestrais conquistadores, teve a contrapartida Redondo de sua mãe, oriunda de Alicante. Foi criado na Grã-Bretanha, país onde realizou os seus estudos - em Edimburgo e em Cambridge.

Na primeira, fazendo o Mestrado em Antropologia e Ciências da Educação e na segunda o Mestrado em Antropologia Social e o Doutoramento na mesma ciência, na especialidade de Etnopsicologia da Infância. Ensinou em Cambridge, foi enviado ao Chile por Sir Jack Goody, figura proeminente Catedrático daquela Universidade, para estudar o socialismo democrata materialista em sufrágio livre.


Após o golpe militar de Augusto Pinochet, em Setembro de 1973, foi preso, sendo resgatado de um campo de concentração, pelo seu Catedrático e por Billy Callaghan. Viveu em Inglaterra com a esposa e duas filhas (cidadãs britânicas). Trabalhou com Claude Lévi-Strauss, Pierre Bourdieu e com o seu grande amigo, Maurice Godelier. Em Dezembro de 1980, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian e do ISCTE, veio a Portugal dar conferências. Considerando que em Cambridge estava tudo feito e que em Portugal estava tudo por fazer, pensou que o que fora impossível no Chile, a social-democracia, podia ser realizado em Portugal, E ficou, para desgosto de Sir Jack Goody. «Foi e é o meu maior engano: não me digam que Portugal é socialista!», diz o Professor Iturra.


Raúl Iturra é Professor Catedrático do ISCTE, hoje Instituto Universitário de Lisboa – IUL, Professeur Invitée du Collège de France, do Laboratoire d'Anthropologie Social, Professor Visitante da Universidade de Santiago de Compostela, da Universidade Bolivariana, do Chile. As suas duas filhas deram-lhe quatro netos: dois Holandeses e dois Britânicos. Escrever, é o seu maior divertimento, bem como investigar as etnias e aldeias de vários Continentes, para fazer psicanálise, estudar o pensamento da Infância e o dos seus pais, in situ.

Para Sempre Tricinco - Allende e eu


O livro que começaremos a publicar amanhã às 15 horas tem a seguinte estrutura
Introdução.

Capítulo 1-Allende nas minhas terras.
Capítulo 2-Campo de concentração.
Capítulo 3-De volta à Inglaterra.
Capítulo 4-O exílio e as suas lutas.
Capítulo 5-Perda da família.
Capítulo 6-Lembranças do passado: organização de sindicatos.
Capítulo 7-Tricinco no Portugal de hoje e no Chile de ontem.


Para Sempre Tricinco - Allende e eu



__________________________
publicado por Carlos Loures às 15:00
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Domingo, 23 de Maio de 2010

O maldito barómetro ataca de novo

Carlos Loures

Uma sondagem, feita há quatro anos pelo Expresso, indicava que 27% de portugueses estavam dispostos a uma união com o estado espanhol. Segundo um estudo de 2009, de uma coisa chamada «Barómetro de Opinião Hispano-Luso (BOHL)», a percentagem subiu para 40%. Neste fim-de-semana o tal barómetro atacou pela segunda vez - leio no Público de ontem, 22 de Maio, que 45,6 por cento dos portugueses, apoiariam a tal união. O estudo foi, tal como o anterior, levado a cabo pela Universidade de Salamanca, com o apoio de um centro de investigação do ISCTE. Porém, na sua edição do mesmo dia, o El País, refere como sendo de 39,9% a percentagem de portugueses apoiantes de tal ideia. Em que ficamos – 45,6% ou 39,9%?

Não me interessa a resposta. Não quero discutir pormenores. O que gostava de saber era – quem está à frente, ou por detrás, deste barómetro? A Universidade de Salamanca é uma instituição respeitável. O ISCTE, sem a secular tradição da velha escola salmantina, tem também os seus pergaminhos. Quem compra esta «credibilidade», pondo-a ao serviço de uma causa tão repugnante como a de vender a nacionalidade?

A notícia do El País comenta, após fornecer as percentagens: «La unión política entre España y Portugal es una idea que divide a los portugueses y causa indiferencia en España». Isto dá a ideia de que aquí o projecto da tal federação é tema de conversas e constitui uma das preocupações dos portugueses. Falo com muita gente, mas nunca ouvi, em parte alguma, discutir este assunto. Esta questão, de modo algum divide os portugueses.

Isto já começou há anos atrás, em 2006, com a tal sondagem do Expresso. Depois, foram as declarações de Saramago, em entrevista ao Diário de Notícias (Julho de 2007): «Não vale a pena armar-me em profeta, mas acho que acabaremos por integrar-nos». Em entrevista concedida à agência Lusa, em Novembro de 2008, Arturo Pérez-Reverte um conhecido escritor espanhol, defendeu a existência de uma Ibéria, um país único, sem fronteiras que separem Espanha e Portugal, porque, na sua opinião, é «um absurdo» que os dois países vivam «tão desconhecidos um do outro». Em 2009, além da confissão de «iberismo» por parte do, então ministro, Mário Lino em Santiago de Compostela, houve a entrevista de Ricardo Salgado, do Banco Espírito Santo ao Público. O líder do Banco Espírito Santo, ao Público, defendeu o TGV «como forma de acelerar a construção da Ibéria». Mas a esperança do homem do BES nada tem a ver com iberismo – acha é que o seu banco teria uma expansão maior se estivéssemos integrados num espaço comum com as regiões ricas de Espanha – Madrid e Catalunha. E houve o 1º barómetro.

No plano da comunicação, vemos envolvidos nesta tentativa de intoxicação da opinião pública portuguesa, além do El País e dos já referidos semanário e diário portugueses, órgãos de informação onde o capital espanhol tem peso significativo, como é o caso da TVI e da Rádio Comercial, ambos da Prisa - Media Capital. A própria RTP, paga com os nossos impostos, dá uma ajuda, com a inenarrável Rosa Veloso, subindo, de motu proprio, a percentagem dos apoiantes portugueses para 50%, a fazer entrevistas pelas ruas de Madrid.

Estranhamente, os grandes aliados de quem quer preservar a independência nacional portuguesa, são, de acordo com as duas sondagens de Salamanca, confirmadas neste aspecto pelas entrevistas da Veloso, a maioria dos cidadãos do estado vizinho. O que significa que, ainda por cima, teremos de pedir por favor para nos deixarem entrar.

Dias atrás, Carlos Leça da Veiga pedia a independência da Galiza. Com esta tramóia em marcha, oxalá não tenhamos dentro de algum tempo de pedir também (ou de exigir) a independência de Portugal.
publicado por Carlos Loures às 12:00
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Domingo, 9 de Maio de 2010

Apresentando Raúl Iturra



Catedrático de Antropologia, especializado em Etnopiscologia e em Antropologia Económica, Raúl Iturra Redondo, nasceu no Chile. Iturra, pela ascendência basca dos seus ancestrais conquistadores, teve a contrapartida Redondo de sua mãe, oriunda de Alicante. Foi criado na Grã-Bretanha, país onde realizou os seus estudos - em Edimburgo e em Cambridge. Na primeira, fazendo o Mestrado em Antropologia e Ciências da Educação e na segunda o Mestrado em Antropologia Social e o Doutoramento na mesma ciência, na especialidade de Etnopsicologia da Infância. Ensinou em Cambridge, foi enviado ao Chile por Sir Jack Goody, figura proeminente Catedrático daquela Universidade, para estudar o socialismo democrata materialista em sufrágio livre.

Após o golpe militar de Augusto Pinochet, em Setembro de 1973, foi preso, sendo resgatado de um campo de concentração, pelo seu Catedrático e por Billy Callaghan. Viveu em Inglaterra com a esposa e duas filhas (cidadãs britânicas). Trabalhou com Claude Lévi-Strauss, Pierre Bourdieu e com o seu grande amigo, Maurice Godelier. Em Dezembro de 1980, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian e do ISCTE, veio a Portugal dar conferências. Considerando que em Cambridge estava tudo feito e que em Portugal estava tudo por fazer, pensou que o que fora impossível no Chile, a social-democracia, podia ser realizado em Portugal, E ficou, para desgosto de Sir Jack Goody. «Foi e é o meu maior engano: não me digam que Portugal é socialista!», diz o Professor Iturra.

Raúl Iturra é Professor Catedrático do ISCTE, hoje Instituto Universitário de Lisboa – IUL, Professeur Invitée du Collège de France, do Laboratoire d'Anthropologie Social, Professor Visitante da Universidade de Santiago de Compostela, da Universidade Bolivariana, do Chile. As suas duas filhas deram-lhe quatro netos: dois Holandeses e dois Britânicos. Escrever, é o seu maior divertimento, bem como investigar as etnias e aldeias de vários Continentes, para fazer psicanálise, estudar o pensamento da Infância e o dos seus pais, in situ.
publicado por Carlos Loures às 22:31
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