Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

O labirinto - Adão Cruz

(ilustração de Adão Cruz)

 

 

 

Adão Cruz  O labirinto

 

 

 

O labirinto tem que ter uma porta uma saída um caminho que não encontro.

 

Sei que sou buraco de mim mesmo mas não é por aí que eu quero sair.

 

Meu sonho é ser um pássaro voar na proporção do amor sem medo nas penas…

 

Meu pesadelo é ser um homem feito à medida do vento arrastando a vida.

 

Há pessoas que têm dentro de si uma eterna paisagem uma manhã de luz numa tarde de azul.                                                                                                                                                   

 

Ainda que as nuvens se eternizem entre elas e os passos brilham as estrelas.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

Eu sou apenas caminho andado sou fim de tempo resto de palavras e gestos perdidos na eternidade de um dilema.

 

Já não giram os turvos olhos mortos nem os lábios descarnados suspiram.

 

Já o coração não treme e desliza sem alma pela neve fria foi-se embora o cheiro a alfazema.

 

Mas entre o silêncio das árvores e o rugido do mar tem de haver um verso para acabar o poema.

 

 

 

 

publicado por Augusta Clara às 19:00
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Segunda-feira, 21 de Março de 2011

A Sagração da Primavera de Igor Stravinsky por Luis Moreira

Os menos cuidadosos que se cuidem com os primeiros acordes, parece bucólica, uma paz serena de um verdejante campo primaveril antes de explodir como uma das mais extraordinárias peças musicais e mais revolucionárias. Idolatrada, odiada, discutida e teorizada, um século depois quem a ouve julgará que é uma peça que acabou de estrear. Um pesadelo de que a história da música nunca mais despertará.

 

Na sua estreia em Paris, a 29 de Maio de 1913, a obra desabou sob uma violenta tempestade de vaias, pateada e altercações. Grande parte do público abandonou a sala. Há quem diga que a verdadeira causa do tumulto não seria a obra musical mas a coreografia dos bailarinos, a sua anulação em proveito das formas que , ainda por cima, eram grotescas.

 

"Antes de Stravinsky, a música nunca soubera dar forma aos ritos bárbaros" afirmou Milan Kundera.

 

Vídeo raro com o próprio Stravinsky a conduzir a orquestra:

 

 

 

 

 

publicado por Luis Moreira às 23:50
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