Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010

José Roberto Teixeira Leite, um grande intelectual brasileiro vem, no dia do seu aniversário, ao Terreiro da Lusofonia trazido por um grande escritor brasileiro, o nosso Sílvio Castro

Sílvio Castro



Neste 16 de agosto de 2010, a cultura artística brasileira festeja o 80° aniversário do autor de E. Boudin no Brasil, nascido no Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 1930. Historiador e crítico de arte, ensaísta, professor universitário, José Roberto Teixeira Leite é certamente o mais representativo estudioso de arte do Brasil contemporâneo. Bacharel em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, não exerce a profissão de advogado e desde a sua juventude se dedica ao campo das artes visuais. Muito jovem, viaja para a Europa também com a finalidade de completar suas pesquisas sobre a pintura de Bosch, sobre a qual publica em 1956 um dos seus estudos mais significativos, Jheronimus Bosch. A partir de então a sua atividade de erudito se alarga sempre mais, publicando em 1961 o já citado E. Boudin no Brasil, importante análise do grande acervo de obras do predecessor do Impressionismo francês, presente no Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro. De 1967 é outro livro de arte no âmbito internacional, A pintura no Brasil Holandês, com realce para a figura de Franz Post.

Nesta ampla produção bibliográfica, o estudioso brasileiro não trascura a arte e os artistas nacionais, escrevendo, entre outros volumes, A gravura brasileira contemporânea, em 1965; mais as monografias sobre a obra de singulares artistas, como Graciano (1975), Otávio Araújo (1978), Pancetti – o pintor marinheiro (1979). Uma tão vária e importante produção de estudos críticos de José Roberto Teixeira encontrará dois outros momentos de particular saliência em estudos diversos por natureza e por intencionalidade operativa. De 1986 é o volume As Companhias das Índias e a porcelânea chinesa, trabalho feito de encomenda, para a realização do qual o espírito curioso do erudito brasileiro dedica em precedência acentuada aprendizagem da língua chinesa, escrita e falada. Depois da publicação desse estudo, acompanhado de sua esposa, a artista plástica Sonia von Brusky, a convite, José Roberto visita a China em plena evolução política e cultural. Em 1988, com o Brasil em um novo período de democratização e progresso, o estudioso publica um de seus trabalhos mais altos, o monumental Dicionário Crítico da Pintura no Brasil (Artlivre, São Paulo).

Além da rica e diversificada atividade bibliográfica, sempre em progresso, José Roberto Teixeira Leite ocupou e exerceu vários encargos públicos: de 1961 a 1964, é o mais jovem diretor da história do Museu Nacional de Belas Artes, ao qual dá uma visibilidade até então desconhecida; em diversos períodos, exerce atividades didáticas no ensino superior do Rio de Janeiro: professor de “História da arte” na Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Faculdade Gama Filho. Depois de transferida a sua residência em 1977 para São Paulo, se faz Professor Catedrático de “História da Arte” da Universidade de Campinas (UNICAMP), cargo no qual se aposenta. Em diversos períodos ocupa funções em organismos federais de arte: como o Conselho Nacional de Cultura, a Comissão Nacional de Belas Artes e o Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Membro, entre outras entidades, da Associação Brasileira de Museologia, do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, da Associación Latinoamericana de Artes Visuales, da Associação Internacional de Críticos de Arte, da Associação Brasileira de Críticos de Arte, da qual foi presidente por largo período, dando-lhe a positiva estrutura que a levou a representar a melhor atividade artística brasileira, seja no plano interno, que naquele internacional.

Jornalista ativo, exerceu a crítica de arte na Revista da Semana, Jornal de Letras, Diário de Notícias, Tribuna da Imprensa, e, de 1967 a 1974, em O Globo. Em 1975 funda a sua revista, Vidas das Artes, que exerceu grande influência na vida artística brasileira. Nos anos de 1976 e 1977 é crítico de arte da revista Veja. Organizador de numerosas mostra de arte brasileia no País e no exterior, em várias oportunidades foi comissário do Brasil em países da Europa e das Américas.

Chegado aos oitenta anos, dos quais mais de cinquenta dedicados inteiramente às artes, José Roberto Teixeira Leite é um modelo de scholar que muito enobrece a moderna cultura brasileira.
publicado por Carlos Loures às 08:00
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