Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Na Suiça as pensões têm um tecto de 1 700 E

Luis Moreira


Há um tempo para ter ambições para ganhar dinheiro, legitimamente, e esse tempo não é o da reforma. Há um tecto de 1 700 E e não são permitidas acumulações. É assim na Suiça um país com a dimensão do nosso e sem riquezas naturais.

"Há um tempo de idade activa laboral, onde as pessoas têm a oportunidade de construir um presente olhando para o futuro. O tempo da reforma deve, pois, ser o tempo do conforto merecido, situado entre o presente e, claro, o passado. E é neste passado - o do trabalho - que a diferença se faz. Nunca no presente da reforma." palavras de J. Ricardo de Torre de Moncorvo, no Publico.

É tudo uma questão de bom senso. Como é que a mesma pessoa recebe uma pensão de reforma do Estado e um vencimento desse mesmo Estado? E como acumula pensões de empresas em que esse mesmo Estado é o accionista principal?

Isto só é possível porque não há controle da sociedade e, muito menos, do poder político, na esperança de vir a usufruir das mesmas mordomias. Mas não há a Assembleia da República para impedir estes desmandos? E o Presidente da República? E o Tribunal Constitucional? E os Tribunais ?

Tudo isto começou com a criação das Comissões de Vencimentos nas empresas em que uns senhores muito importantes são convidados, a troco de umas massas, de fixarem os vencimentos e prémios de quem os convidou e lhes paga.Serve, para quem fica com os vencimentos milionários, dizer que aqueles senhores da Comissão de Vencimentos é que lhes fixaram o vencimento, gente impoluta e nada interessada.Independente!

São conhecidos casos inconcebíveis como aqueles na TMN em que uns senhores só precisam de serem nomeados para uma das administrações das muitas empresas do grupo para, ao fim de um ano, terem direito a uma reforma que acumula . Pensões acima dos cinco mil euros!

Todas estas manigâncias nunca foram impedidas, mas eram do conhecimento de todos. E, não se escamoteie a verdade, isto acontece nas empresas públicas. É que as outras têm patrões e accionistas como se está a ver no aperto que os ex do BCP estão a levar pelo Joe e outros que querem o dinheiro de volta.
publicado por Luis Moreira às 13:30
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Opinião. Medidas de Austeridade.

Carlos Mesquita


O pacote de austeridade anunciado pelo governo não surpreende quem olha a realidade da vida económica e financeira do país. Tive ocasião de escrever que não percebia porque cá não eram tomadas nenhumas medidas, quando países europeus com problemas semelhantes o faziam. Quando Sócrates dizia que não era preciso aumentar impostos, escrevi que só acreditava nisso quem gostava de andar enganado. Os portugueses gostam de ser enganados? Penso que não, mas acreditam em milagres; mesmo os ateus crêem que alguma coisa irá acontecer para impedir o inevitável.

A divida externa e o deficit das contas públicas não param de subir, os juros da divida são incomportáveis, o crescimento económico é demasiado lento, e os portugueses, com muito ou pouco poder de compra, recusam alterar o seu modo de vida.

Agora diz-se que as medidas são duríssimas, é preciso perguntar, comparado com o quê? A verdade, e nós já vivemos essa situação, é que se tivéssemos escudos em vez de euros, já teriam desvalorizado tornando as importações mais caras, e a inflação nesta situação de pré-bancarrota seria galopante, engolindo boa parte dos ordenados e pensões de reforma.

Nunca saberemos se os remédios do PEC II, de Maio/Junho, bastavam para resolver o problema de 2010, nem sequer se o governo acreditava nisso, os credores e a Sra. Merkel, chanceler da Alemanha e arredores, exigiram medidas com visibilidade e impacto, elas aí estão para serenar os mercados, e consequentemente permitir financiar a economia portuguesa viciada em empréstimos externos.

Sem ir às medidas em concreto, parece que o encaixe do Estado com o fundo de pensões da PT dá uma folga (mesmo incluindo a despesa extraordinária dos submarinos) que permitiria não afectar os mais pobres e de menores rendimentos do trabalho. Para além de serem medidas anti-sociais, esses sectores não gastam em bens supérfluos, compram no mercado interno, fazem mexer a economia local. No fim do ano, quando se souber como foi a execução orçamental, se verá se foi errado economicamente (socialmente é) reduzir o poder de compra das classes mais baixas.

Mas o maior problema é as medidas agora tomadas serem, em princípio, recessivas, podendo levar à retracção do consumo e investimentos privados. Não é fácil conciliar a austeridade com a promoção do crescimento económico, e mais difícil será sem investimento público produtivo.

Como a banca já disse que vai reflectir nos clientes os “sacrifícios do sector financeiro” (o que esperavam?) eram preferíveis normas apertadas para os empréstimos particulares e fazer depender as ajudas do Estado ao sector, do volume de crédito às empresas.

Entretanto podemos ir falando do redimensionamento do Estado, do número de deputados, câmaras, juntas de freguesia, governadores civis, assessores, estudos externos etc. e dizendo o que deve fechar, reduzir ou implodir. Toda a gente tem ideias de como limitar o despesismo do Estado, até no papel higiénico, que tendo duas faces só usam uma.
publicado por Carlos Loures às 11:00
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