Terça-feira, 24 de Agosto de 2010

Tudo é e não é alternadamente

Carlos Loures

Já leram ou ouviram falar na «Máquina do tempo», um romance cujo autor, Herbert George Wells, nasceu em 1866 em Bromley, Inglaterra, e morreu em 1946, em Londres. «The Time Machine», publicado em 1895, foi um dos seus primeiros romances e um dos seus maiores êxitos. Mas teve outros, como por exemplo «The War of the Worlds» (1898), a famosa «Guerra dos Mundos». Orson Welles, que a transformou em peça radiofónica, pôs em 1938, a América em pânico, pensando que os marcianos estavam a invadir a Terra. Ideia que o Mário-Henrique Leiria, o António José Forte e outros manos do Gelo aproveitaram para a «Operação Papagaio» de que o Fernando Correia da Silva e eu já aqui falámos. A história conta como «o viajante no tempo» inventa uma máquina que se move na quarta dimensão. E lá vai ele parar ao ano 802 701, a uma espécie de Eden, mas com um inconveniente - os Elois, uma raça de gente boa e vegetariana, serve de alimento aos malvados Morlocks, carnívoros o mais possível (que se escondem em subterrâneos).

H.G. Wells, se bem que jovem escritor estreante, era tudo menos inocente – a época vitoriana em que o livro é escrito era fértil em «elois», que trabalhavam literalmente como escravos a partir dos cinco anos de idade, para alimentar os «morlocks» que se pavoneavam por Londres e não só, porque a desenfreada exploração a que a Revolução Industrial deu lugar, foi o «caldo de civilização» em que Karl Marx, de colaboração com Engels, escreveu em 1848 o seu «Manifesto Comunista», tal era a densidade da injustiça social vivida na Europa. Mas Wells escusava de ter ido tão longe no tempo – andando pouco mais de um século para a frente, encontraria morlocks e elois, ali mesmo em Londres. Se quisesse deslocar-se um pouco para Sul, sobretudo se viesse durante a primeira década do século XXI, encontraria por aqui exemplares bastante interessantes dessas duas espécies de humanóides.

Mas ouçam esta descrição de uma ida ao futuro feita por quem fez essa viagem: «O Futuro é tão antigo como o Passado. E ao caminharmos para o Futuro é o Passado que conquistamos», disse António Maria Lisboa (1928-1953), o grande poeta surrealista que morreu com 25 anos. Sabendo eu como gostaria que fosse o Futuro, ignoro como irá ser. O Presente, salvo raras excepções, é mesquinho. Não me apetece falar destas coisas, da gente da política. Serão pessoas, mas não são personalidades e, muito menos, personagens. Falar deles é dar-lhes uma espessura que não têm nem merecem ter.

Não sei o que dizer mais sobre isto que estamos a viver. No Passado, que envolve algumas décadas vividas por mim, procurando bem, como quem anda no sótão das arrumações, lá vou encontrando factos, personalidades e personagens, ou seja, gente de que merece a pena falar. Por isso talvez viaje mais até ao passado, não por ser passadista, mas pela razão dada pelo António Maria Lisboa. Pondo-a do avesso, fica assim: – «o Passado é tão novo como o Futuro. E ao caminharmos para o Passado é o Futuro que conquistamos» – ou que, neste caso, compreendemos. De acordo? Não? Não faz mal – porque o mesmo poeta também dizia «que tudo é e não é alternadamente». O que, a ser verdade – e é - pode ser utilizado como saída de emergência para qualquer situação – TUDO É E NÃO É ALTERNADAMENTE! – já viram?.

Nos anos 60, os famosos anos 60, eu era muito jovem no princípio da década e, obviamente, menos jovem no seu final, mas ainda bastante novo. Em Portugal, e não só, mas em Portugal foi, de facto, uma década terrível, vínhamos do «terramoto Delgado» de 1958 e, logo em 1961, aconteceram tantas coisas que, para um país onde nos queixávamos que não acontecia nada, foi demasiado: o assalto ao Santa Maria, o início da Guerra Colonial, a invasão do Estado da Índia pela União Indiana, o assalto ao quartel de Beja no último dia do ano… E, depois nunca mais parou – sucessivas crises nas universidades, emigração clandestina, greves, o recrudescimento da guerra, que alastrou por três frentes, sucessivas vagas de prisões, porque com os reveses o regime tornava-se cada vez mais susceptível, temeroso e rancoroso.

Dito assim, isto ganha um ritmo épico, mas para quem estava mergulhado naquela realidade era sentido como um tormento, pois éramos obrigados a fazer a guerra e era uma guerra que muitos de nós sabiam ser suja, contra povos que queriam legitimamente ser livres, e éramos presos e torturados e vivíamos todas as vicissitudes duma situação mesquinha, cinzenta, que nada tinha de épica ou de elevada. Éramos vítimas de uma besta estúpida, de uma ditadura liderada por um velho tacanho e sem coração que actuava em nome de valores cediços, apodrecidos, com o cheiro enjoativo das sacristias velhas.

Apesar de tudo isto, os jovens daquela época encontravam espaço para a felicidade, para o amor, para a amizade, para a partilha fraterna do pouco que havia para partilhar. E sempre que podíamos viajávamos até ao Futuro, assim mesmo, com F maiúsculo. E como fazíamos isso? Reunindo-nos, com os cuidados que a situação exigia (e às vezes sem os tomar). Ouvíamos discos do Zeca, do Yves Montand, do Jacques Brel, do George Brassens, do Luís Cília, do Fanhais, o Jean Ferrat… Ouvíamos as gravações das Declarações de Havana, e havia um arrepio colectivo quando Fidel chegava ao fim da Segunda e dizia: «Porque esta gran humanidad ha dicho “basta” y há echado a andar. Y su marcha de gigantes, ya no se detendrá hasta conquistar la verdadera independencia, por la que ya han muerto más de una vez inútilmente. Ahora, en todo caso, los que mueran, morirán como los de Cuba, los de Playa Girón» – nesta altura Fidel era interrompido pela tempestade de aplausos de uma enorme multidão – «morirán por su única, irrenunciable independencia. Patria o Muerte! Venceremos!»

Já aqui descrevi, num texto a que chamei «Serões da Província», as reuniões sociais que se faziam nas casas dos antifascistas. Uma vez, em 1967, estávamos a ouvir a gravação em fita magnética de um apelo ao povo grego dito por Mikis Theodorakis, o cantor, compositor (autor da música de «Zorba») e político marxista que passara à clandestinidade quando do golpe militar de direita de 21 de Abril desse ano – um apelo ao seu povo. Alguns de nós tinham estudado grego no Complementar dos liceus ou na Faculdade. Mas mesmo os que haviam estudado o grego clássico, mal compreendiam uma ou outra palavra e depressa os que não compreendiam exigiram que cessasse a tentativa de tradução. A emoção que, de forma crescente, ia transparecendo da voz de Theodorakis, era tão forte que no fim da audição ficámos em silêncio e todos com lágrimas nos olhos. Porque no nosso coração havia certamente tradução para cada uma das palavras. Vivíamos sob uma ditadura e isso fazia-nos compreender a oratória de qualquer cidadão fugido à polícia política, á tortura e à morte, falasse ele que língua falasse. Theodorakis só podia estar a apelar a que os Gregos e as Gregas lutassem pela liberdade e pela democracia.

Por mero acaso, cerca de dez anos passados, fui encarregado de traduzir o «Diário de um Resistente», de Mikis Theodorakis (da edição francesa, que o meu grego apenas deu para ler as placas toponímicas de Atenas quando ali estive uns dias). E pude saber o que o famoso cantautor e político dissera e que naquela noite nos pusera a chorar. É um texto muito longo que começava por dizer que «O rei, oficiais traidores e magistrados perjuros, de colaboração com os imperialistas americanos, aboliram a democracia na Grécia.» E terminava. «No país onde a democracia nasceu, os tiranos estão votados à morte. Abaixo a ditadura monarco-fascista! Fora com o opressor estrangeiro! Abaixo o carrasco Collias! Viva o povo Grego! Viva a Grécia!». Tinham sido estes brados finais que nos tinham emocionado. E a nossa emocional tradução estava certa. Essas reuniões que iam fazendo pelas casas de diversos companheiros e companheiras, eram viagens ao futuro. Sonhávamos com a Liberdade e nunca ouvi alguém sonhar que ia ser ministro, ou deputado (embora alguns o tenham vindo a ser). Todos queríamos viver como cidadãos livres, num país livre. Era o único privilégio com que sonhávamos e era esse lugar que visitávamos quase todos os dias no Futuro – um país livre e democrático.

E cá estamos nós no futuro. Podendo, na realidade, dizer o que quisermos, associarmo-nos como entendermos, sindicalizarmo-nos ou não… Nesse plano o nosso sonho cumpriu-se. E a democracia? Não, aí o sonho superava a realidade. Temos um simulacro de democracia em que a nossa única participação consiste em votar. E, pelas razões que todos sobejamente conhecemos, temos o pesadelo da corrupção, da subordinação a centros de poder situados fora de Portugal, do desemprego, das arbitrariedades… O que sabemos. Não, não tenho saudades dos anos 60. Tenho saudades do Futuro com que sonhava nos anos 60, um Futuro que nada tem a ver com este presente.
publicado por Carlos Loures às 12:00
link | favorito
Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

Bakunine por Bakunine (Raúl Iturra)

MARX E A INTERNACIONAL: CARTA AOS INTERNACIONAIS DE BOLONHA


Dezembro de 1871. Instituto Internacional de História Social de Amesterdão.

A guerra acaba de ser declarada ao Conselho Geral. Mas não vos assustais, caros amigos, a existência, a potência e a unidade real da Internacional não sofrerão, porque sua unidade não está em cima, não está num dogma teórico uniforme imposto à massa do proletariado, tampouco num governo mais ou menos ditador como aquele que o Congresso dos operários mazzinianos acaba de instituir em Roma; ela está em baixo: na identidade da situação material dos sofrimentos, das necessidades e das aspirações do proletariado de todos os países; a potência da Internacional não reside em Londres, ela está na livre federação das secções operárias autónomas de todos os países e na organização, de baixo para cima, da solidariedade prática entre elas. Eis os princípios que nós defendemos hoje contra as usurpações e contra as veleidades ditatoriais de Londres que, se elas pudessem triunfar, matariam a Internacional, com certeza.

Um Conselho Geral da Internacional, que esteja sedeado em Londres ou em outro lugar, só é suportável, possível, na medida em que é revestido de atributos modestos de um Bureau central de, apenas, correspondência. É também aproximadamente o único papel que lhe atribuem nossos estatutos gerais. Mas tão logo ele queira se tornar um governo real, ele se torna necessariamente uma monstruosidade, uma absoluta impossibilidade. Imaginem um tipo de monarca universal, colectivo, impondo sua lei, seu pensamento, seu movimento, sua vida aos proletários de todos os países, reduzidos ao estado de miséria! Mas seda, paródia ridícula do sonho ambicioso dos Césares, dos Carlos V, dos Napoleão, sob a forma de uma ditadura universal, socialista e republicana. Seria um golpe de misericórdia dado na vida espontânea de todas as outras secções, a morte da Internacional.

Estes doutrinários e estes autoritários, Mazzini tanto quanto Marx, confundem sempre a uniformidade com a unidade, a unidade formal dogmática e governamental com a unidade viva e real, que só pode resultar do mais livre desenvolvimento de todas as individualidades e de todas as colectividades e da aliança federativa e absolutamente livre, na base de seus próprios interesses e de suas próprias necessidades, das associações operárias nas comunas, e, para além das comunas, comunas nas regiões, regiões nas nações, e nações na grande e fraternal União internacional, humana, organizada federativamente somente pela liberdade com base no trabalho solidário de todos e da mais completa igualdade económica e social.

Eis o programa, o verdadeiro programa da Internacional, que nós opomos ao novo programa ditatorial de Londres. Nós, quer dizer, a Confederação das secções do Jura, à qual eu pertenço. Nós não somos os únicos: a imensa maioria, pode-se quase dizer todos os internacionais franceses, espanhóis, belgas, e italianos também, eu espero - já temos a adesão de várias secções italianas e, não duvidamos, da vossa secção - numa única palavra, todo o mundo latino está connosco. Os operários ingleses e americanos têm muito acentuado o sentimento de sua independência e o hábito da acção e da vida espontânea para se preocupar ou para levar em consideração as pretensões bismarckianas do Conselho Geral, que sequer ousa anunciá-las. Há somente o mundo propriamente tudesco que se submete a ele com esta paixão da disciplina ou da servidão voluntária que o distingue hoje. O pensamento que acaba de prevalecer, infelizmente, no seio do Conselho Geral, é um pensamento exclusivamente alemão.

Representado sobretudo por Marx um judeu alemão, um homem muito inteligente, muito culto, socialista convencido e que prestou grandes serviços à Internacional, mas ao mesmo tempo muito vaidoso, muito ambicioso, intrigante como um verdadeiro judeu que ele é – este pensamento, representado por Marx, o chefe dos comunistas autoritários da Alemanha, por seu amigo Engels, um homem muito inteligente também, o secretário do Conselho Geral para a Itália e para a Espanha, e por outros membros alemães do Conselho Geral, menos inteligentes, mas não menos intrigantes e não menos fanaticamente devotados a seu ditador – Messias, Marx, – este pensamento lhes é inspirado por um sentimento de raça. Como o pangermanismo que, aproveitando-se dos triunfos recentes do absolutismo militar da Prússia, é o pensamento

Omnidevorador e omniabsorvente de Bismarck, o pensamento do Estado pangermânico, submetendo mais ou menos toda a Europa à dominação da raça alemã, que eles acreditam ter sido chamada a regenerar o mundo. Estes pensamentos liberticidas, mortal para a raça latina e para a raça eslava, que se esforça hoje em se apoderar da direcção absoluta da Internacional. A esta pretensão monstruosa do pangermanismo, devemos opor a aliança da raça latina e da raça eslava, - não com este império monstruoso de todas as Rússias que nada mais é do que um tipo de império alemão que se impõe às populações eslavas pelo cnute (chicote usado na Rússia) tártaro, não com esta outra monstruosidade que se chama pan-eslavismo e não seria outra coisa senão o triunfo e a dominação deste cnute na Europa - não, a aliança da revolução económica e social dos latinos com a revolução económica e social dos eslavos, revolução que, fundada sobre a emancipação económica das massas populares e que, tomando por base de sua organização e autonomia das associações operárias, das comunas, das regiões e das nações livremente federadas, fundará um mundo internacional novo sobre as ruínas de todos os Estados - um mundo que, tendo por base material a igualdade, por alma a liberdade, por objecto de acção o trabalho, e por espírito unicamente a ciência, será o triunfo da humanidade.

Esta aliança latino-eslava não fará absolutamente a guerra ao proletariado da Alemanha, hoje infelizmente enganado por seus chefes. Regra geral: nunca são as massas populares que criam a vaidade e a ambição nacional, são sempre seus chefes que os exploram e que têm naturalmente um grande interesse em estender os limites do mundo submetido à sua exploração lucrativa. Assim, pois, longe de lhe fazer guerra, a aliança latino - eslava procurará ao contrário reforçar e multiplicar os elos da mais estreita solidariedade com o proletariado da Alemanha, cuidando de fazer penetrar em seu seio, por uma propaganda ardente e infatigável, este princípio, esta paixão da liberdade que, derrubando todo o aparato artificial do novo despotismo que seus chefes actuais gostariam de construir sobre seus ombros, de há muito habituados à servidão, somente poderá lhe dar e lhe assegurar o que ele procura e o que ele quer tão apaixonadamente quanto o proletariado de todos os outros países: uma existência humana.

Retorno ao Conselho Geral de Londres. Suas pretensões actuais são tanto mais ridículas e absurdas porque a sua composição e a sua constituição, completamente irregulares e provisórias, deveriam ter-lhe imposto sentimentos muito mais modestos. Compreender-se-ia ainda que ele se arrogasse o direito – sempre iníquo e liberticida segundo minha opinião, excepto em caso de guerra – o direito de impor as suas leis a todos os grupos nacionais da Internacional se ele realmente fosse o representante destes grupos. Mas para isso teria sido preciso que ele fosse composto de delegados nomeados e renovados pela eleição anual ou bi-anual destes grupos.

Seria necessário que cada país fosse nele representado por dois delegados, pelo menos, especialmente eleitos pelo Congresso Nacional de todas as suas secções. Teria sido preciso, então, que cada grupo nacional fizesse uma despesa anual de quatro a seis mil francos, pagando a cada um de seus delegados gastos de correspondência inclusive, de dois a três mil francos por ano, pois a vida em Londres é mais cara do que em qualquer outro lugar. Em parte por causa desta consideração, mas em grande parte também pela pouca importância que, desde o início, se deu à missão e ao papel tão modesto que lhe eram determinados pelos estatutos gerais, criaram este resultado que a partir do primeiro Congresso da Internacional em Genebra (1866), do Congresso de Lausanne (1867), do de Bruxelas (1868) e do último Congresso de Basileia (1869), enfim, acharam mais cómodo deixar continuar provisória a existência do mesmo Conselho Geral, dando-lhe o direito de acrescentar novos membros ao invés de renová-lo todos os anos. Assim, com poucas excepções, desde que a Internacional existe, é sempre o mesmo Conselho Geral, este mesmo que, antes do Congresso de Genebra, chamava-se Conselho Geral ou Comité Central provisório, e que só tomou o título definitivo de Conselho Geral após a votação deste Congresso. Ele é, em imensa maioria, composto de alemães e de ingleses. Todas as outras nações estão pobremente representadas nele, algumas vezes por seus delegados nacionais que, residindo em Londres, têm a felicidade de agradar Marx e CIA, algumas vezes, à sua revelia, por indivíduos de uma secção diferente e, na maioria das vezes, por alemães. É assim que hoje mesmo a Itália e a Espanha estão representadas no Conselho por Engels, um alemão; a América, por Eccarius, alemão; a Rússia, por Marx, judeu alemão, o que é simplesmente ridículo. Para representar a França, desdenhando um Berqeret por exemplo, que redige e que vive! em Londres, e tantos outros representantes enérgicos, devotados e inteligentes da Comuna, e antigos membros da Internacional francesa, eles escolheram Serraillier, uma nulidade que nem sequer tinha feito parte da Internacional até então; isto pela simples razão que todos os franceses sérios, orgulhosos da sua dignidade e da sua independência, não quiseram, não puderam submeter-se a Marx, enquanto Serraillier, desejoso de se tornar, ou melhor, de parecer alguma coisa, diante dos seus compatriotas mais sérios, subordinou-se voluntariamente à ditadura do judeu alemão.


Ilustração: retrato de Karl Marx.
(Continua)
publicado por Carlos Loures às 15:00
link | favorito

.Páginas

Página inicial
Editorial

.Carta aberta de Júlio Marques Mota aos líderes parlamentares

Carta aberta

.Dia de Lisboa - 24 horas inteiramente dedicadas à cidade de Lisboa

Dia de Lisboa

.Contacte-nos

estrolabio(at)gmail.com

.últ. comentários

Transcrevi este artigo n'A Viagem dos Argonautas, ...
Sou natural duma aldeia muito perto de sta Maria d...
tudo treta...nem cristovao,nem europeu nenhum desc...
Boa tarde Marcos CruzQuantos números foram editado...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Eles são um conjunto sofisticado e irrestrito de h...
Esse grupo de gurus cibernéticos ajudou minha famí...

.Livros


sugestão: revista arqa #84/85

.arquivos

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

.links