Domingo, 3 de Julho de 2011

Crise financeira sistémica: a corrida para o caos - por Gilles Bonafi (tradução de Octopus)

 

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  "Mas, Rainha Vermelha, é estranho, corremos depressa e a paisagem à   nossa volta não muda". E a rainha responde:   "Corremos para ficar sempre no mesmo lugar".


 

Esta passagem de   "Alice no país das maravilhas" elucida-nos sobre o processo   dinâmico tendendo para o caos do ser humano, uma ideia avançada pelo biólogo   Leigh van Valen que refere que num grupo de  organismos submetidos à   concorrência, o esforço de adaptação está sempre a ser renovado, o que conduz  inevitavelmente a um processo incessante de construção/destruição das   civilizações, o mito de Sísifo revisitado.

 

 

Karl Marx tinha razão,   e no entanto enganou-se na sua análise sobre o fim do capitalismo. Não é a   baixa tendencial da taxa de lucro, uma ideia que não é dele mas sim de Adam   Smith, que irá provocar o fim do capitalismo mas sim a híper concentração   dessa taxa de lucro, o terrível "Eu" do nevrosado patologicamente
dilatado.

 

 

O essencial dos lucros   (lei de Pareto) é visto como in fine por um número reduzido de pessoas   que acabam por acaparar o sistema. Chamo a isso o efeito Monopólio (célebre  jogo no qual acaba for ficar um único vencedor que arruinou os outros).

 

 

Toda a gente fala de   perigo sistémico, toda a gente está a tomar consciência do peso   desproporcionado de certos organismos financeiros, e que estes representam um   risco de explosão para o sistema, e no entanto, continuamos a fuga para a   frente com a exponencialidade dos lucros.

 

 

Actualmente, 243 991   mil milhões de dólares de produtos derivados (instrumentos financeiros cujo   valor deriva do valor de outras coisas) são detidos por 4 bancos americanos   (as metástases), um valor exorbitante que só se compreende sabendo, por   exemplo, que o PIB do planeta inteiro é de 65 000 mil milhões Dólares. Só no   primeiro trimestre deste ano, esse valor aumentou 12 810 mil milhões de   Dólares. Grotesco!

 

 

Todo o sistema, por   muito luminoso que seja, possui a sua sombra e contém na sua essência um processo   de putrefacção, a entropia, a inelutável evolução para a desordem. O fim do   capitalismo será portanto o caos e consequentemente a ditadura, a menos   que...



  Texto de Gilles Bonafi   Tradução: Octopus

 

 http://gillesbonafi.skyrock.com/3012390945-Crise-systemique-la-finance-jusqu-au-bout.html

 

 

publicado por Carlos Loures às 12:00

editado por João Machado em 02/07/2011 às 17:15
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