Terça-feira, 20 de Julho de 2010

Twilight Zone

Fernando Moreira de Sá

Caros companheiros do Estrolabio, dou início às hostilidades nesta casa com um texto de ficção. Pode parecer verdadeiro mas é pura fantasia. Juro pela saúde do meu periquito.


O recente fecho do 24Horas não teve direito a muitas velas pela sua memória na blogosfera e na imprensa em geral. Para muitos não passou de uma simples nota de rodapé. Pode parecer estranho...

O 24Horas, a exemplo do Tal & Qual, praticava um jornalismo nada ao gosto dos nossos jornalistas mas com clientes certinhos no público em geral. Um misto de tablóide inglês com umas pitadas aqui e ali de algum mau gosto e sem papas na língua. Sempre me fez lembrar a história da revista Maria: nunca lhe conheci um comprador mas vende que se farta. Quando a direcção do diário da Controlinveste decidiu acabar com os classificados, estranhei. Aliás, em conversa informal com um comercial disse-lhe temer o pior, em termos financeiros, no futuro. Era uma fonte de receita perfeitamente cimentada. Pela mesma altura mudaram-lhe o formato e o aspecto gráfico. Para os leitores habituais foi um choque. No caso dos restantes foi um sopro de esperança. Aconteceu o pior: a clientela antiga fugiu a sete pés para o Correio da Manhã e a nova clientela potencial, obviamente, preferiu não passar da fase de experimentação.

O diário da Cofina agradeceu, aliás, nos últimos anos farta-se de agradecer ao somatório de tiros nos pés dos responsáveis da Controlinveste que, com denodo, tudo continuam a fazer para melhorar as audiências do…Correio da Manhã. Pode parecer estranho…

O insólito de tudo isto é a decisão, sem apelo nem agravo, de fechar o 24Horas sem, ao que julgo saber, uma simples e singela auscultação ao mercado para saber se, por mero acaso, não haveria nenhum interessado na aquisição do título. Pode parecer estranho…

…Excepto se, por outro mero acaso, a Controlinveste não tiver mudado de mãos ou não tiver sido prometida a terceiros que, a bem do negócio, pediram uma rápida cura de emagrecimento – ninguém gosta de comprar um grupo empresarial e ter de iniciar processos de despedimentos, sobretudo nesta área de negócio. Esse trabalho deve ser feito pelos anteriores mesmo que com dinheiro dos posteriores proprietários. Pode parecer estranho mas são estas as regras do jogo.
publicado por Carlos Loures às 13:30
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