Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Semana do Ensino - Presidente do Conselho das Escolas -

Luis Moreira

Manuel Esperança foi eleito pelos seus colegas para o lugar, é um homem corajoso e um professor interessado, defende soluções há muito banidas pela corporação de professores. Em entrevista ao Expresso defende entre outras coisas:

Assume que há maus professores e que o concurso de colocação não permite fazer a distinção - por isso deviam ser as escolas a escolher, como fazem os privados. Lamenta que a falta de assiduidade não seja mais penalizada e considera as quotas na avaliação imprescindíveis.

"De uma vez por todas, temos de nos habituar a não ter receio de dar aulas de porta aberta.Como sempre fomos donos e senhores da sala de aula, se nos invadem o espaço sentimos que é uma ameaça....as pessoas que avaliam são praticamente as mesmas que foram eleitas pelos professores para desempenhar as funções de coordenadores de disciplina.Sendo assim, não lhes reconhecem competência para avaliar?

...tem que haver quotas porque se não tínhamos só professores excelentes e muito bons..por exemplo a questão das faltas devia ser extremamente penalizadora....o que aconteceu no ciclo de avaliação anterior foi que, apesar de a assiduidade ser um parâmetro, todas as faltas eram consideradas justificadas e equiparadas a serviço lectivo dado...

a burocracia...disso nem falo. Há essa intervenção porque o sistema está construído de cima para baixo. Há muito que ouço falar de autonomia mas acho que não verei isso acontecer...gostava de poder escolher os professores. Essa é a grande diferença entre o ensino público e o privado e iria trazer vantagens. Temos de ser competitivos. E a verdade é que há pessoas que nasceram para dar aulas e outras que, mesmo ajudadas, não fazem nada para isso.O concurso de professores não faz a distinção entre o trigo e o joio."

As palavras serenas mas corajosas de um professor eleito pelos seus colegas que aponta a demagogia de quem defende o igualitarismo e a irresponsabilidade.

Para que conste!
publicado por Luis Moreira às 13:00
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Concurso anulado - indemnização milionária paga!

Luis Moreira

Contra tudo e contra todos, lançaram um concurso para o TGV, sabendo à partida que não tinham condições para cumprirem com o vencedor do concurso. O Poceirão, fica longe de Lisboa e longe de Badajoz, alguem percebia para que interessava aquele troço de TGV sem ínicio e sem fim?

Sofregamente, lançaram o concurso da terceira Ponte sobre o Tejo, contra tudo e contra todos, não há dinheiro, nem os privados têm dinheiro, agora nem os bancos, a dívida cresce assustadoramente, os juros já na altura, trepavam e hoje estão a roçar a impossibilidade de serem pagos, o serviço da dívida é incomportável, uma herança maldita que vamos deixar às próximas gerações.

Felizmente que quem empresta o dinheiro não está para palhaçadas, a Alemanha obriga o governo a mostrar o Orçamento antes de ser aprovado, o que provoca um sem fim de protestos. a nossa soberania, está em perigo, mas a humilhação não, quando andamos de mão estendida.

Antes destas desgraças, não se conseguiu evitar a tempo outra, mil milhões para uma outra autoestrada algures ali pelo centro, à Motta-Engil, a tal que viu a PJ entrar-lhe mais uma vez pelas portas dentro por causa do contrato dos contentores de Alcântara, tambem anulado, mais uns milhões de indemnização.

Quem aprova estas decisões contra tudo e contra todos, sabendo à partida que vai falhar, que não pode cumprir e que isso obriga o Estado a pagar milhões de indemnização, não devia ser chamado à Justiça? Claro que daqui a uns anos tudo não passa de mais uma campanha negra, não houve má-fé, tudo legal, feito nos conformes e dentro da lei. Os actuais governantes, tal como tantos outros, no passado, ocupam grandes cargos nessas mesmas empresas a quem deram de mão beijada milhões? Nada de importante, já passaram os três anos da praxe.

Alguem acredita que estes processos não têm em vista favorecer as empresas do regime? Alguem acredita que não é trafulhice da pior, quando sabendo todos que não é possível e mesmo assim adjudicam-se as obras, acabando tudo em milionárias indemnizações?

O aeroporto, que já andava aí impante em modelos 3D para português ver, não é para agora, as razões são as mesmas, o transporte aéreo do próximo futuro é de tal forma nebuloso que ninguem se arrisca a navegar em céus tão enevoados, o HUB já foi e Alcochete tem que esperar, o Presidente da TAP puxa pela privatização, o governo nuns dias sim, noutros não, como convém a quem vê as grandes empresas do sector a "casarem-se" e a feiínha a ficar para tia.

Ora, quando cada um de nós paga 2,3 euros /mês o que corresponde a 30 euros /ano/contribuinte e que isso tudo somado dá 2,5 milhões /hora de juros e que esse dinheiro é retirado às famílias e à economia e vai direitinho lá para fora (só para pagar juros que a dívida alguem a vai pagar...) não está na hora de nos indignarmos? Como é que se põe o país a convergir com os outros países da Europa com uma dívida destas que não cessa de crescer?

Mas as obrinhas públicas são uma tentação...
publicado por Luis Moreira às 13:30
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Sábado, 22 de Maio de 2010

Sócrates já faz parte do problema


Luís Moreira

Esta propaganda diária que diz que o país está a sair da crise (foi o primeiro diz o governo), que cresceu no último trimestre, que tem dinheiro para emprestar à Grécia, que tem dinheiro para os megainvestimentos, é muito prejudicial. Sócrates está em estado de negação, os membros do seu próprio governo desmentem-no, as trapalhadas são diárias e constituem profundas machadadas na já muito fragilizada credibilidade.

A Islândia, já em Outobro/Novembro, numa política de verdade, lançou um PEC sólido e duro com o objectivo de controlar as contas públicas. Meteu na prisão banqueiros e políticos, cortou na despesa de forma coerente, com especial incidência nas classes mais ricas, aliviou impostos no sentido de relançar a economia ajudando os que criam riqueza.

Aqui, ao contrário, temos um primeiro ministro que lança concursos para os quais não tem dinheiro, persiste na propaganda de uma situação que só ele vê, atira-se às classes mais desprotegidas, aumenta impostos retirando à economia o resto de meios que necessita para não cair em recessão.

E, com isto, perdem-se oito meses em relação à Islândia e aos outros países que começaram a trabalhar a tempo e horas, não mentindo aos seus povos, suavizando as medidas por terem sido tomadas com a situação ainda controlável.

Zapatero adia o TGV que o nosso governo inicia com a abertura e adjudicação do ramal Poceirão - Caia, à socapa adjudica nova autoestrada ao amigo Jorge Coelho.

Mas ninguem quer governar nestas condições, o Presidente tem um timing próprio, Passos Coelho deixa-se colar aos aumentos de impostos, Sócrates continua no filme que ele próprio realizou e de que é principal personagem.

Os banqueiros já se juntaram para dizerem em público o que Sócrates não quer ouvir em privado. Quem nos tira deste filme?
publicado por Luis Moreira às 10:00
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