Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

LIÇÕES DE ETNOPSICOLOGIA DA INFÂNCIA - XI, por Raúl Iturra

(Continuação)

 

4. A lógica da cultura.

 

A questão está em entender o amor, já definido ao começo, e ver a bases religiosas que desenvolvem a psicanálise, como prometi referir. Toda criança procura que o seu pai seja quem comande, não perca a omnipotência. O totem faz parte dessa autoridade. Aí é bem tempo de definir o conceito de omnipotência e de totem, e o melhor, mais uma vez, é o estudante de Wundt, Freud, que diz baseado no seu professor: “In the first place, the totem is the common ancestor of the clan; at the same time it is their guardian spirit and helper, which sends them oracles and, if dangerous to others, recognises and spares its own children”[1]. Mas, um totem é também a forma de organizar as relações individuais das pessoas, definir o conceito polinésio de proibição ou tapu ou tabu, pelo que Wundt, Frazer, Durkheim e Freud, salientam uma segunda parte: “It is as a rule an animal (whether edible and harmless or dangerous and feared) and more rarely a plant or a natural phenomenon (such as rain or water), which stands in a peculiar relation to the whole clan”.[2]  No entanto, Freud salienta, no Capítulo 4 da sua obra, que denomina “The return of totemism in chilhood” o agir da infância perante a ideia totémica, essa história à qual vou retornar, a de Jesus e Moisés, porque é importante para entender as diferentes formas de ver o real entre adulto e criança. Vejamos. Para um adulto, o totem organiza a interacção; para uma criança, diz Freud ao analisar o caso do pequeno europeu Hans e do pequeno australiano Arpád, que os dois amam aos seus pais e sentem o orgulho de serem pessoas com uma certa reputação pelo lugar que ocupam na hierarquia[3] e as felonias causadas na base desses factos relacionados com as hierarquias que usufruem, de modo que aprendem – e esse é outro papel do totem, o transferir o saber e as regras de comportamento em sociedade – o respeito aos artefactos e comportamentos associados aos ancestrais, especialmente as duas proibições principais: nunca matar o totem – directamente ou relações e aprender a exogamia, que é analisada em outro capítulo.

 

O que interessa é a base na qual Freud e os seus discípulos organizam a análise que nos leva ao saber da criança. Para Freud, estava nas tábuas mencionadas, ao comparar Jesus e Moisés, ou, por outras palavras, as explicações que permitem perceber o engano primário da psicanálise, que a levara a seguir, pela definição do próprio Freud, a Etnopsicologia.

Talvez, seja necessário antes definir conceitos usados no livro de Moisés, tais como libido, trauma[4], latência,[5] recalcadas·, repressão, referidas antes. Para entender repressão é preciso referir antes a Estrutura da Personalidade.

 

 

 

publicado por João Machado às 14:00
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