Sábado, 28 de Maio de 2011

Como Se Fora Um Conto - Uma História Interminável - José Magalhães

Ia eu por ali a passar, subindo e descendo por uma ladeira acima, quando ouvi dois tiros. Pum!, Pum!. Horríveis, assustadores, medonhos.

Juntou-se muita gente, muita gente, muita gente, e eu também, ansioso, na esperança de ajudar a solucionar ou até mesmo resolver de uma vez o acontecido. Não se sabe se há mortos, feridos ou estropiados.

Os tiros, pum!, pum!, foram ouvidos a muitas léguas, e as gentes chegavam em catadupa.

O pum, pum dos tiros, terá chegado também aos ouvidos da autoridade que, lesta, enviou um agente para, de imediato, tomar conta da ocorrência.

Chegou o polícia e disse: - Está tudo preso!

- Menos eu, senhor guarda, eu não, disse eu.

- Então porquê?, retorquiu o agente da autoridade.

- Porque eu sei tudo!

- Sabe tudo?

- Sei sim senhor.

- Ora então conte lá!

- Olhe senhor guarda, disse eu pigarreando e aclarando a voz,

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Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

Ontem foi o Dia da Minha Mamã - José Magalhães

COMO SE FORA UM CONTO

 

 

De mão dada, passinhos curtos como convém, lá passeamos pelo jardim que ladeia a avenida,

 

a minha mamã e eu.

Não a minha mãe como agora se usa.

Fui habituado a trata-la por mamã. Nessa altura, a da minha juventude e aprendizagem da vida, de entre as minhas relações só dois dos meus amigos tratavam as respectivas mães por mãe.

“Ó mãe … “, diziam, e essa maneira de as tratarem fazia-me impressão. Parecia-me duro, ainda hoje me parece de uma excessiva dureza, ou melhor dito de uma excessiva falta de doçura. Mas aceitava, claro, como hoje aceito, embora hoje tudo seja diferente e esse tratamento se tenha banalizado.

Para mim, no entanto, eles eram diferentes de nós, conquanto amigos até hoje. Até no restante das suas maneiras de falar eu notava diferenças. Tinham uma pronúncia diversa da minha e tudo. Tinham nascido lá mais para o sul do País. Um era ribatejano, do meio dos cavalos e dos touros, e outro beirão, do sopé da serra grande. De qualquer modo o chamar a nossa mãe por mãe estendeu-se a todo o País e hoje, chama-la por mamã, quase não é “bem”. É lamechas, démodé, velho, antigo, diferente.

Não para mim. Para mim a minha mamã será sempre

a minha mamã.

 

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