Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Dia das Beiras - Castelo Branco

 

José Calrão

 

HISTÓRIAS DE RAIZES DA NOSSA TERRA

 

 

Vou socorrer-me dos autores que me é dado conhecer, alguns que fazem o favor de ser meus amigos, eminentes professores também de raiz beirã, como é o caso do Eng. Manuel Castelo Branco, que indevidamente  insiste em tratar-me por colega, e que me fez mercê de vários trabalhos que irei utilizar como fontes. O mesmo farei a outro autor de obra albicastrense, o Dr. Manuel Morais Martins, cujo vasto trabalho de investigação e o cuidadoso detalhe, habilmente sustentado por documentos de veracidade incontestável, torna também incontornável para falar do passado e comparar o presente. Cabe aqui falar também do prolifero Dr. Vitor Pereira Neves, com uma profundíssima obra que percorre a terra lusa, na  principal extensão das suas gentes.

 

Castelo branco é um distrito actualmente com 11 concelhos , 157 freguesias e mais de duzentos mil fregueses que vamos tentar atender, e toda a ajuda será bem vinda. Vamos começar pela capital.

ONDE? COMO? QUANDO? QUEM? PORQUÊ?

O Concelho de Castelo Branco faz-se das freguesias de Alcains, Almaceda, Benquerenças, Cafede, Castelo Branco, Cebolais de Cima, Escalos de Baixo, Escalos decima, Freixial do Campo, Juncal do Campo, Lardosa, Louriçal do Campo, Lousa, Malpica do Tejo, Mata, Monforte da Beira, Ninho do Açor, Póvoa de Rio de Moinhos, Retaxo, Salgueiro do Campo, Santo André das Tojeiras, São Vicente da Beira, Sarzedas, Sobral do Campo, Tinalhas.

 

Este Concelho no Século XXI abarca 55000 indivíduos. Como grande timoneiro faz-se sentir a firmeza democrática do seu presidente, Dr. Joaquim Morão Lopes Dias que muitos conhecerão melhor que eu, pelo que vejo e leio, demonstra a experiencia do seu enormíssimo conhecimento autárquico, orientando com o seu staff as 25 freguesias atrás  enunciadas, das quais vamos fazer correr tinta em palavras e histórias, para a frente e para traz, percorrendo as mesmas vinte e cinco  freguesias já existentes no Século XX, no entanto quanto à  população tendo em conta os índices de fiabilidade das dos dados  estatísticos que vêm de 1950,  apontavam para uma população  de 62496 indivíduos no concelho de Castelo Branco, na década de 80 baixa para 58200 chega ao fim da década de 90 com 52830 para a frente a tendência muda e sofre um aumento na entrada do século XXI com 53787 almas residentes. Também aqui se joga o futuro da demografia nacional.  Estão a faltar algumas almas, entre os quais eu e alguns bons amigos ,e outros, sempre pelo  « motivos de força maior», que bastante falta nos fazem, contradizendo  curiosamente o aumento da qualidade de vida em Castelo Branco, que aumenta de um modo   exponencial e dinâmico .

publicado por siuljeronimo às 07:00

editado por Luis Moreira às 01:19
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Dia das Beiras - Beira Baixa – Gastronomia/Bordados

Estrolábio

 

Pratos típicos:

Doces:

Outros:

  • Empadas de Castelo Branco
  • Sopa de Matação
  • Cabrito Assado
  • Laburdo
  • Fígado de cebolada
  • Perdiz no forno
  • Cabrito recheado (Alcains)
  • Fritada (matança) e Enchidos (morcela, chouriço, farinheira) em Póvoa de Rio de Moinhos
  • Ensopado de Cabrito em Tinalhas
  • Fressura com ervas, Ensopado de cabrito e Seventre (matança) em S. Vicente da Beira
  • Bucho Recheado em Lardosa
  • Maranhos (festa de Verão) em Salgueiro do Campo
  • Miga de Batata co tomate em Ninho do Açor
  • Sopa de Grão (casamentos) em Monforte da Beira
  • Miga de Peixe em Malpica do Tejo
  • Sopa de massa em Cebolais de Cima
  • Papas de Carolo
  • Arroz Doce
  • Tijeladas
  • Broas de Mel
  • Biscoitos de azeite
  • Bolo de festa
  • Borrachões
  • Pão-de-Ló
  • Bola de Páscoa
  • Filhós fritas e Filhós fintas
  • Minutos (S. Vicente da Beira)
  • Bicas (Escalos de Cima, Lousa, Salgueiro do Campo, Caféde, Sarzedas)
  • Cavacas
  • Fascias ou Xurrilhos (Monforte da Beira)
  • Papas de milho e Cavacões (Benquerenças).

 

Queijos:

  • Queijos de Castelo Branco
  • Queijo amarelo da Beira Baixa
  • Queijo picante da Beira Baixa

 

As colchas ...

De inspiração oriental, as colchas de Castelo Branco são conhecidas, pelo menos, a partir de meados do século XVI. De constituição semelhante ás colchas de Toledo e de Guadalupe, foram durante séculos a dignidade do enxoval de qualquer noiva desta região, fosse ela plebeia ou nobre.

 

Bordadas com fio de seda em pano de linho, os seus elementos decorativos têm simbologia singular. Assim, a albarrada representa o lar e a árvore da vida; os pássaros juntos os desposados, quando não estão representados por simbólicos bonecos; os encadeados, a cadeia indestrutível do matrimónio; os cravos representam o Homem, e as rosas a Mulher; os lírios, a Virtude; os corações, o Amor; as gavinhas, a Amizade; a hera, a firme afeição; os jasmins, a virtude da castidade; as romãs e as pinhas, a solidariedade e união da família; os frangos e os galaripos, a prole bendita; e os lagartos, os amuletos da felicidade tão desejada.

 

Encontram-se em exposição e fabrico no Museu Tavares Proença Júnior e loja da Vila, Rua da Misericórdia - Castelo Branco.

 

 

publicado por siuljeronimo às 06:00

editado por Luis Moreira às 01:18
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

Reencontros (II)


Luís Rocha

Em 24 de Dezembro de 1946, nasci na cidade de Castelo Branco e, como o título do tema o indica, o primeiro reencontro, começa com a história da cidade:

Existem diversas versões, algumas controversas por não existirem factos que as comprovem.
A partir de vestígios arqueológicos encontrados na zona, pode afirmar-se que, desde tempos remotos o homem teve preferência por estas paragens. Da história antes de 1182 pouco se sabe. É a partir desta data que aparece um documento de doação aos templários de uma herdade designada de Vila Franca da Cardosa, emanada por um nobre de nome D. Fernandes Sanches. O Castelo e as Muralhas de Castelo Branco foram edificados pelos Templários entre 1214 e 1230.

No recinto desta fortaleza encontra-se a Igreja de Santa Maria do Castelo, antiga sede da freguesia. Era no seu adro que se reuniam a Assembleia dos Homens-Bons e as autoridades monástico-militares, até ao século XIV.


Em 1213 é-lhe concedido o primeiro foral de Pedro Alvito cedido pelos templários em que aparece a dominação de Castel-Branco. Em 1215 o Papa Inocêncio vem confirmar esta posse e dá-lhe o nome de Castelobranco. Em 1510 é D. Manuel que concede novo Foral à Vila de Castelo Branco, adquirindo mais tarde o título de notável com a carta de D. João III, em 1535.

Torna-se assim em 1642 a Vila de Castelo Branco cabeça de comarca notável e das melhores da Beira Baixa.

Em 1771, D. José I eleva-a cidade. Também neste ano o Papa Clemente XVI cria a diocese de Castelo Branco que viria a ser extinta em 1881.

A partir do momento em que foi elevada a cidade, regressaram a Castelo Branco elementos abastados da burguesia e alguma nobreza, que construíram palácios e solares, que ainda hoje constituem o melhor do seu património cultural.
O Paço Episcopal (Museu Tavares Proença Júnior) é um dos melhores exemplos. Mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, foi o paço de residência dos Bispos de Castelo Branco a partir de 1771.
No dia 16 de Agosto de 1858 foi inaugurada a linha telegráfica Abrantes - Castelo Branco e em 14 de Dezembro de 1860 a cidade inaugurou a sua iluminação pública.

No Domingo de 14 de Julho de 1869 a locomotiva nº 135 entrou pela primeira vez na Estação de Castelo Branco, com o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia, acolhidos entusiasticamente. Ficou instalado no palácio do Governo Civil, antiga moradia dos Viscondes de Portalegre.

A inauguração da linha telegráfica, a iluminação pública e a ligação a Lisboa por caminho-de-ferro, foram a base para o desenvolvimento de Castelo Branco, tornando-se a partir daí centro destacado da Beira. Desde esse reconhecimento as estruturas económicas, sociais e políticas foram evoluindo com a criação do Circulo Judicial, a instalação de unidades militares, a construção de vários estabelecimentos de ensino, a implantação de novos serviços, enfim, todo um conjunto de estruturas que permitiram a esta cidade ter um desenvolvimento acentuado e declarar-se como Capital do Distrito da Beira Baixa em 1959.
Apresentada a resenha histórica da cidade velha, a seu tempo evocarei as vivências da minha memória, em relação ao património referido e outros edifícios e locais.
publicado por siuljeronimo às 13:30
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