Domingo, 27 de Março de 2011

Não vale tudo - por Carlos Godinho

in Todos Somos Portugal

 

 

 

 

 

 

 

Carreira

 

Em qualquer actividade das nossas vidas, com excepção do futebol, uma carreira inicia-se pelos níveis mais baixos. Naturalmente, o contrário, iniciar-se por cima, sem conhecimentos, experiência, preparação e maturidade, reduz a possibilidade de sucesso. Ultimamemente em Portugal, acontecem, com alguma frequência, situações deste tipo a nível de treinadores e dirigentes. O facto de alguém ter sido um grande ou mesmo um extraordinário jogador de futebol não lhe confere, de imediato, garantia de êxito numa dessas actividades,  assistindo-se, nalguns casos, a um desmoronar de uma imagem construída por muitos anos de trabalho, sacrifício e qualidade alcançada dentro do terreno de jogo. Misturar e confundir esta situação por parte de outros, num bajular inacreditável, é ainda mais grave porque não passa de um oportunismo descarado de quem o faz deliberadamente, omitindo dessa forma inconsequente os princípios basilares da vida e do profissionalismo.

 

 

Violência

 

Venha de onde e de quem vier é sempre para lamentar e condenar. Seja de que tom venha vestida, quais os trajes que utilize, é uma situação que choca. Estando no estrangeiro e sabendo e vendo as notícias, mais espanto causa, dado que a distância ajuda a afastar-nos de estados de espírito que têm muito com a guerra e pouco com o desporto, e o futebol, embora profissional, é e será sempre um desporto. Nada me comovem todos os apelos contra a violência que por aí se fazem porque, na realidade, não é difícil encontrar os culpados. Não nos esqueçamos que a violência puxa pela violência e se há gente descontrolada, ela existe, no norte, no centro e no sul do país. Só um dia, quando algo de verdadeiramente grave surgir, como já aconteceu, por exemplo, numa final da Taça de Portugal, lamentaremos a ineficácia daqueles que a vários níveis vêm protelando medidas mais duras e necessárias. Se nada se fizer e se continuarmos a olhar e a assobiar  para o lado, esse dia chegará e aí, embora tarde, tomaremos medidas e procurar-se-ão culpados. Como disse, provavelmente tarde de mais.

publicado por Luis Moreira às 11:00

editado por Carlos Loures às 09:49
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

Escolas : a avaliação é possível e inevitável

Luis Moreira

Importante Encontro REFORMAS EDUCATIVAS DE SUCESSO dedicado à Avaliação de Escolas e Alunos.

Participação especial de ERIC HANUSHEK, reputado especialista internacional da Universidade de Standford.

Comentários de Carlos Pinto Ferreira (Director do GEPE) e Paulo Trigo Pereira (ISEG).

Com a presença do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.

Anote na sua agenda: 6 de Janeiro (manhã)

Votos de Boas Festas da Equipa FLE.

Como se vê até há reputados especialistas internacionais sobre "As Reformas Educativas de Sucesso" é, pois, dificil de perceber que a avaliação das escolas e dos respectivos professores seja impossível, ou que não tenha credibilidade como defendem os sindicatos do sector e a corporação dos professores. Porque como tambem se lê e está muito explícito estas reformas referem-se à avaliação de escolas e alunos.

Ora, não é possível avaliar escolas sem se avaliar o resultado do trabalho dos professores, e não é possível avaliar os professores sem se saber quais são os objectivos que a escola se propõe atingir, o que por sua vez obriga a fixar metas e objectivos para cada professor. Depois, é mensurar, e pagar conforme o mérito e progredir na carreira conforme os resultados e, não, como acontece agora, esperar sentado que os anos passem para atingir o topo da carreira.

Após dez anos de rankings das escolas com os resultados que se conhecem, muitos dos professores se insurgiram contra o sistema utilizado que, evidentemente, não é perfeito mas que pode ser aperfeiçoado. Aliás, a comparação e análise das escolas que se classificam sistematicamente nos primeiros lugares, é uma prova irrefutável que se trata de boas escolas, embora possam existir escolas onde se trabalhe bem e não se consigam obter resultados, o que é, só por si, uma informação extraordinária e que devia obrigar o ME a dirigir para essas escolas a sua atenção, em vez de andar a fazer circulares a toda a hora.

Uma escola e os seus profissionais podem e devem ser avaliados como qualquer outra organização de prestação de serviços, observando as características próprias do sector e a sua actividade específica. Ao contrário, o que não se percebe é como pode funcionar uma organização se não souber para onde vai e que resultados deseja atingir. Quem dirigiu organizações conhece bem como isto se faz, e como é possível apoiar os bons profissionais, remunerando de acordo com os objectivos negociados.

Quem não quer avaliação, medição do mérito, ser pago segundo os objectivos negociados, progredir na carreira segundo as metas, são os que esperam continuar a não dar satisfações a ninguem sobre o seu trabalho. Isso sim é que é impossível!
publicado por Luis Moreira às 13:00
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