Sábado, 2 de Julho de 2011

2 - Terreiro da Lusofonia - por Carlos Loures

 

 

 

São as palavras, os sons e as cores do nosso universo lusófono. Hoje é Caetano Veloso que desce (ou sobe?) ao Terreiro para defender a Língua Portuguesa.

 

 

Caetano Veloso nasceu em 7 de Agosto de 1942 em Santo Amaro da Purificação,

município do estado da Baía. É um dos mais

apreciados músicos e cantores brasileiros. Na sequência do subgénero musical  que, surgindo no final da década de 50 do século XX,  ficaria conhecido como bossa nova e que teve repercussão mundial, movimento marcado por nomes como os de Vinicius de Moraes, António Carlos Jobim, João Gilberto, eclodiu uma nova geração de cantores, onde avultam nomes como os de Gilberto Gil, Chico Buarque, Maria Bethânia, Gal Costa e, naturalmente, Caetano Veloso.

 

A ditadura militar que se instalou no Brasil reprimiu tanto quanto podia esta

vaga de cantores que hostilizava o poder, mas que tinha um grande apoio

do povo brasileiro, que os adorava, e começava a ganhar prestígio internacional.

Em 1969 Caetano Veloso foi preso e, quando o libertaram partiu para o exílio,

em Londres. Voltou em 1972.

 

Uma discografia com dezenas de álbuns, fruto de mais de quatro décadas de

trabalho, constituem um testemunho da capacidade criativa de um músico

que é, indiscutivelmente, um dos maiores cantautores do mundo lusófono.

 

 

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publicado por Carlos Loures às 11:00

editado por João Machado em 01/07/2011 às 16:59
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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

Dia de Lisboa - Sérgio Godinho e Caetano Veloso


Sérgio Godinho e Caetano Veloso. Nem um nem outro são lisboetas, mas ambos sentem a magia do amanhecer nesta cidade, mesmo que essa magia seja  feita de corpos cansados, de mentes fatigadas, de vidas frustradas - e ai de quem acorde estremunhado...

Lisboa que amanhece

Cansados vão os corpos para
 casa                                                                                                              
Dos ritmos imitados doutra dança
A noite finge ser
Ainda uma criança de olhos na lua
Com a sua
Cegueira da razão e do desejo


A noite é cega, as sombras de Lisboa
São da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
Amou como se fosse a mais indefesa
Princesa
Que as trevas algum dia coroaram




Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento, enfim, parou
Já mal o vejo
Por sobre o Tejo
E já tudo pode ser
Tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece


O Tejo que reflecte o dia à solta
æ noite é prisioneiro dos olhares
Ao Cais dos Miradoiros
Vão chegando dos bares os navegantes
Amantes
Das teias que o amor e o fumo tecem


E o Necas que julgou que era cantora
Que as dádivas da noite são eternas
Mal chega a madrugada
Tem que rapar as pernas para que o dia
Não traia
Dietriches que não foram nem Marlénes




Em sonhos, é sabido, não se morre
Aliás essa é a Única vantagem
De após o vão trabalho
O povo ir de viagem ao sono fundo
Fecundo
Em glórias e terrores e aventuras




E ai de quem acorda estremunhado
Espreitando pela fresta a ver se é dia
E as simples ansiedades
Ditam sentenças friamente ao ouvido
Ruído
Que a noite se acostuma e transfigura
Na Lisboa que amanhece.

(Música e letra de Sérgio Godinho)

publicado por Carlos Loures às 08:00
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Caetano Veloso traz a língua de Camões ao Terreiro da Lusofonia




Começamos este dia de Camões com uma intervenção de Caetano Veloso. Ao longo do dia, neste Terreiro da lusofonia, palavras, sons e cores do nosso universo lusófono, José Afonso, Amália Rodrigues, José Mário Branco, Ana Moura... cantarão o poeta hoje celebrado.
publicado por Carlos Loures às 08:00
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Segunda-feira, 7 de Junho de 2010

Galego - português – idioma universal (poucas palavras e quatro vídeos)



Começámos com palavras de Caetano Veloso num concerto em Santiago de Compostela, em 21 de Julho de 2008 na Praça Quintana dos Mortos. Confirmando a afirmação do grande cantautor brasileiro, Elias Torres, Professor Titular da Universidade de Santiago de Compostela e presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, numa entrevista ao Portal Galego da Língua – http://www.pglingua.org/ – usava como metáfora uma situação de um conto de Álvaro Cunqueiro: «a Galiza está sentada sobre um tesouro e nom o sabe». Esse tesouro a que o Professor se refere é, obviamente. a língua galego-portuguesa, um idioma falado por cerca de 240 milhões de pessoas, ultrapassando línguas de grande prestígio, como o francês, o alemão e o italiano. A nossa língua comum é a terceira mais falada nos continentes africano e europeu e, segundo projecções baseadas na evolução demográfica dos oito Estados e nove nações (com a Galiza) que têm o idioma como língua oficial, deverão totalizar 350 milhões de habitantes em 2050.

Como Elias Torres salienta e podereis escutar no vídeo abaixo, a Galiza, não tendo contenciosos históricos nem com Portugal nem com nenhum dos outros países integrantes do espaço lusófono, poderá constituir um «magnífico ponto de encontro». Ademais, acrescentamos nós, a Galiza é o berço do idioma, embora tenha sido no Sul, em Portugal, que ele se tornou autónomo da matriz neolatina e, furtando-se à aculturação castelhana, se transformou na língua universal que hoje é - com Fernão Lopes, com Gil Vicente, Camões, António Vieira...

Mas ouçamos um excerto dessa entrevista:



Outra importante entrevista foi a que Carlos Quiroga, professor titular de literaturas lusófonas na Universidade de Santiago e Director do Conselho de Redacção da Revista Agália, deu também ao mesmo blogue. Esta entrevista, tal como a primeira, incidiu sobre a comemoração do centenário de Ricardo Carvalho Calero, acontecimento que Estrolabio irá seguir com atenção e à qual iremos dedicar vários posts.



Estrolabio irá publicar textos sobre a obra de Ricardo Carvalho Calero, neste ano do seu centenário. Por outro lado, a partir de amanhã, incluiremos um espaço lusófono que, não sendo diário, será frequente. Chama-se “Terreiro da Lusofonia”, sendo dedicado aos sons, às palavras e às cores do países onde se fala a nossa língua, por onde irão passando escritores, músicos, pintores...Sempre que possível, mostraremos exemplos de colaboração entre artistas de nacionalidades diferentes. Como exemplo, deixo-vos com Uxia Senlle, a grande cantautora galega, cantando “Verdes são os campos”, um poema de Luís Vaz de Camões, musicado por José Afonso. O nosso Zeca, aquele que um dia disse: “A Galiza é a minha segunda pátria!”.

publicado por Carlos Loures às 22:00
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