Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Cidade Maravilhosa – 7– por Sílvio Castro

(Continuação)

 

Retrato ¾ de um jovem escritor na “Cidade Maravilhosa”

O meu primeiro livro é uma coletânea de poemas, Infinito Sul, de 1956. Já com uma boa experiência no ambiente literário carioca, no qual penetrei como se fosse o meu território mais natural, desde logo percebi que encontrar um editor para um livro de poesia, principalmente de um estreante era um empenho fadado quase naturalmente ao insucesso. Então, ainda em 1955, resolvi patrocinar eu mesmo a edição do meu primeiro livro, isso com os meus parcos rendimentos de professor de filosofia. Foi quando me recordei do meu professor de geografia no ginásio do Externato São José, o prof. Tarlé. Ele tinha uma tipografia na Tijuca que realizava as publicações dos boletins e manisfestos do meu ex-colégio, dirigido pelos Irmãos Maristas. Fui procurá-lo e lhe expus o meu projeto editorial. Acertamos tudo, partindo da idéia de uma publicação com ilustrações e tiragem de 300 exemplares. No início de 1956 saiu o meu livro. Graficamente muito simples, mas enriquecido pelas ilustrações do jovem desenhista e gravador Adir Botelho, aluno e sucessor de Goeldi na cátedra de gravura da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. Os desenhos de Adir, de grande integração com os poemas ilustrados, abrem igualmente a minha natural predisposição de, na maneira do possível, convocar artistas, em geral meus amigos da vida artística do Rio, para a realização de capas e ilustrações dos livros por mim editados. Assim, depois da colaboração com Adir Botelho, repetida em várias oportunidades, com outros artistas, como Benjamim Silva, Santa Rosa, Quaglia, essa minha linha editorial sempre vigorou, até mesmo mais tarde, no período da minha vida italiana. Sempre considerei de gande importância a relação entre literatura e artes visuais e tive oportunidade de publicar em diversas ocasiões artigos e ensaios a respeito na imprensa carioca, do que é exemplo o artigo que publico na revista Leitura, outubro, 1959, do título: “Capa do livro brasileiro”. Fui entre os primeiros críticos de arte que trataram da história e das características gráficas predominantes na produção editorial do livro no Brasil.

InfinitoSul,

 

publicado por Carlos Loures às 20:00

editado por Luis Moreira às 20:15
link | favorito

.Páginas

Página inicial
Editorial

.Carta aberta de Júlio Marques Mota aos líderes parlamentares

Carta aberta

.Dia de Lisboa - 24 horas inteiramente dedicadas à cidade de Lisboa

Dia de Lisboa

.Contacte-nos

estrolabio(at)gmail.com

.últ. comentários

Transcrevi este artigo n'A Viagem dos Argonautas, ...
Sou natural duma aldeia muito perto de sta Maria d...
tudo treta...nem cristovao,nem europeu nenhum desc...
Boa tarde Marcos CruzQuantos números foram editado...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Conheci hackers profissionais além da imaginação h...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Esses grupos de CYBER GURUS ajudaram minha família...
Eles são um conjunto sofisticado e irrestrito de h...
Esse grupo de gurus cibernéticos ajudou minha famí...

.Livros


sugestão: revista arqa #84/85

.arquivos

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

.links