Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

O homem que bloqueou um país inteiro - Sílvio Berlusconi - The Economist, 9 de Junho

enviado por Julio Marques Mota

Berlusconi , o homem que hoje perdeu, o homem  a quem  com  o voto hoje o povo  venceu

Silvio Berlusconi tem muitos motivos para sorrir. Com os seus  74 anos criou  um império dos media que  fez dele o homem mais rico da Itália. Ele tem dominado a vida  política italiana  desde  desde 1994 e é agora  o mais antigo primeiro- ministro  da Itália  desde Mussolini. Berlusconi  sobreviveu a inúmeras previsões da  sua partida iminente. No entanto, apesar dos seus sucessos pessoais ele tem sido  um  desastre como dirigente nacional e por três  ordens de razões.

 

Duas delas são  bem conhecidas. A primeira  é a saga das suas lúgubres  orgias  sexuais "Bunga Bunga", uma  das quais levou ao espectáculo pouco edificante de um primeiro ministro a ser julgado em Milão sob a acusação de  pagar  para fazer sexo com uma rapariga ainda  menor. O julgamento  Rubygate não envergonhou  apenas Berlusconi, envergonhou também o seu país.

No entanto, por muito  vergonhoso que o escândalo sexual tenha sido , o seu efeito sobre a actividade de Berlusconi como político tem sido muito  limitado, razão pela qual The Economist  tenha  ignorado estes factos.  No  entanto, temos  protestado e muito quando à segunda ordem de razões acima  citada: as suas travessuras financeiras. Ao longo dos anos, Berlusconi foi acusado  mais de uma dúzia de vezes por  fraude,  falsificação da contabilidade ou por suborno. Os seus  defensores afirmam  que ele que ele nunca foi condenado, mas isto é falso. Vários casos já houve em que foi considerado culpado,  simplesmente foram postos de lado porque  o processo complicado de ser levado a tribunal tinha praticamente que ser cronometrado dado  um estatuto de sérias limitações-  pelo menos duas vezes, porque Berlusconi mudou a lei.  Foi por esta razão que este jornal defendeu em Abril de 2001, que ele  era  incapaz de dirigir a Itália.

 

Não vimos nenhuma razão para mudar de opinião. Mas agora está claro que nem as suas loucuras sexuais  nem a história de negócios duvidosos deve ser o principal motivo para os italianos olharem  para trás e verem a política de Berlusconi como desastrosa, mesmo maligna, como um  fracasso. Pior que tudo , e de longe, tem sido um terceiro conjunto de razões : o seu total desprezo pela situação económica do seu país. Talvez por causa das ocupações à volta  do emaranhado legal à sua volta, ele falhou em quase nove anos como primeiro-ministro para resolver ou sequer para  ser capaz  de reconhecer as graves  fragilidades económicas da Itália. Como resultado, ele vai deixar para trás de si um país em muito maus lençóis.

Uma doença crónica, não uma doença  aguda

publicado por Luis Moreira às 12:00
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