Segunda-feira, 28 de Março de 2011

O Humor ( ainda) não paga imposto ! Abuse! por Luis Moreira

Novo autocarro do Benfica, colorido, cómodo e à prova de gravilha.

 

E se o Glorioso em vez de ir e vir pela autoestrada mais à mão, não escolhe aquela outra que corre paralela a menos de 3 Kms? Nada de provocações!

 

É verdade, o humor é das poucas coisas que ainda não é taxado, por isso abuse dele, ria-se, mesmo sozinho, já ninguém leva a mal, o carnaval teve um prolongamento. Não? então veja:

 

Um Presidente acabado de ser eleito, já viu o amor que lhe dedicam?

 

 

 

 

 

 

 Por isso já sabe, divirta-se que isto não está para más disposições!

publicado por Luis Moreira às 11:00
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Domingo, 27 de Março de 2011

Guilherme Espírito Santo – a «pérola negra» - por Carlos Loures

  

Oriundo de uma família angolana. Guilherme Santa Graça Espírito Santo nasceu em

Lisboa em 30 de Agosto de 1919. Em 1927 a família fixou-se em Luanda.

 

Adolescente, começou a jogar futebol na filial do Sport Lisboa e Benfica. Diz Espírito Santo; “Sou benfiquista desde os três anos. Havia na altura uns maços de tabaco com as figuras dos jogadores da época. Eu gostava especialmente do Vítor Silva e

foi a partir dessa altura que fiquei a torcer pelo clube”. De notar que Vítor Silva era uma lenda daqueles anos 30. Estreara-se em 1928 e durante oito anos foi a grande estrela do Benfica, brilhando também na selecção, pela qual jogou 19 vezes.

 

Inventou um passe acrobático – o «salto de peixe» que surpreendia adversários e encantava os adeptos. Foi o primeiro jogador português a ser contratado por dinheiro, pois foi do CIF para o Benfica. A opinião pública e a imprensa especularam sobre o assunto. De certo modo era considerado indigno um atleta sair de um clube para outro «por dinheiro». Bons tempos!

 

Pois Guilherme Espírito Santo foi substituir Vítor Silva que, apenas com 26 anos,

se despediu do futebol – Estava-se em 1936 – Vítor fazia a sua festa de despedida, Guilherme, estreava-se, com 17 anos e depressa passou a ser um elemento vital

no eixo do ataque benfiquista.

 

«O cavalheirismo das suas atitudes foi faceta evidenciada logo no começo da sua carreira e mantida pelo tempo adiante, com uma dignidade que era motivo de orgulho para os seus amigos e admiradores», disse António Ribeiro dos Reis (1896-1961), futebolista, treinador, seleccionador nacional, jornalista, oficial do Exército, um desportista de elevada qualidade. Jogou até 1950. Foi seis vezes campeão nacional  (1936/37; 1937/38; 1941/42; 1942/43; 1944/45 e 1949/50) e venceu

quatro taças de Portugal (1939/40;19427/43; 1943/44 e 1948/49). Em 285 jogos oficiais, marcou 199 golos.



No grande rival do Benfica, o Sporting Clube de Portugal, brilhava outro angolano, um grande amigo de Guilherme – Fernando Peyroteo. O Fernando, que além de grande jogador era um homem de grande carácter, a propósito do despique que entre ambos existia e das inevitáveis comparações feitas por adeptos e jornalistas – deu assim a sua opinião: «O Guilherme sempre foi melhor jogador de futebol do que eu: mais técnica, mais jogo. Menos prático, menos golos, etc.? Sim, também é verdade. mas mais jogador». Quando comparamos esta humildade com as declarações das estrelas actuais – um diz que quer ser o melhor jogador do mundo! – não podemos deixar de pensar que o mundo do futebol foi tocado por Midas – o ouro e o marketing sobrepuseram-se ao espírito desportivo e ao fair play.

 

Mas, sobre o nosso Guilherme, nem tudo está dito.. Ouçamo-lo: “Estava num treino e a determinada altura a bola saiu do campo, fui a correr apanhá-la e sem dar por isso saltei uma barreira de salto em altura. Estava a 1,70 metros e ninguém tinha conseguido fazê-lo”.  Ficou tudo de boca aberta – foi convidado a praticar atletismo e, em 1940, veio a bater o recorde nacional, com 1,88 metros, só ultrapassado vinte anos mais tarde. Foi ainda campeão nacional de salto em comprimento e triplo-salto (com 6,89 e 14,015, respectivamente, ambos em 1938. “Deve ter sido porque em Angola fui mordido por um macaco”, diz é a explicação bem-humorada de Espírito Santo para esta sua inesperada competência.

 

A «Pérola negra», foi como os jornalistas lhe chamaram. Sobre a cor da pele, conta Guilherme: “Naquele tempo, existiam alguns preconceitos por causa dos jogadores de cor. Um dia, em 1947, num hotel da Madeira, queriam colocar-me num anexo por ser negro. Os jogadores do Benfica disseram que para onde eu fosse eles também iam. E acabámos todos no anexo”.

 

Infelizmente o racismo não foi erradicado. Cavalheiros no futebol como o foram Peyroteo, Pinga ou Guilherme Espírito Santo, é que não abundam. Espírito Santo, o mais velho dos jogadores de futebol do Benfica ainda vivo, cumulado com todas as honras e dignidades que o clube tem para oferecer, seria um bom exemplo para os jovens craques – ambiciosos, como é natural e até saudável, mas muitas vezes patetas e vaidosos, como é indesejável e ridículo.



Mas ricos, incensados pelos adeptos e pelos jornalistas, eles não precisam de exemplos - vão continuar a ser estúpidos e ricos (com as honrosas e felizes excepções. claro).

 

publicado por Carlos Loures às 12:00
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Domingo, 3 de Outubro de 2010

Futebol Feminino -. Futsal

Carlos Godinho




—¿Cuándo será deporte olímpico el fútbol sala?

—Llevamos en la mesa de negociación muchos años. Ya nos hemos promocionado en los Juegos Panamericanos y estamos haciendo un esfuerzo muy grande para que España albergue en diciembre el primer «mundial» femenino. Brasil quiere organizar este Mundial con el beneplácito de FIFA, pero nosotros queremos que en España haya antes un minitorneo con ocho o doce selecciones. Digamos que nuestro país albergaría el paso previo a lo que será el Mundial femenino. Implantar el fútbol sala femenino supondría completar el puzzle para poder ser olímpicos. En cualquier caso, la presencia del fútbol sala en unos Juegos hay que verlo como un proyecto a medio o largo plazo.

Entrevista de Javier Lozano, técnico que reflecte como ninguém o futsal, e sempre numa perspectiva estratégica muito correcta. Lozano sabe que a promoção do futsal feminino no mundo será um passo fundamental para que esta modalidade tenha expansão global. É altura também de em Portugal se darem passos fundamentais para a sua organização. É também o momento de os seus apoiantes, atletas e dirigentes se organizarem a fim de exigirem as mudanças necessárias para a sua consolidação quer a nível nacional quer a nível internacional, particularmente na UEFA.

(in Todos Somos Portugal)
publicado por Luis Moreira às 11:00
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Benfica - Sporting

Carlos Godinho





Quando era miúdo e vivia no Barreiro, havia seis ou sete momentos por ano no futebol que me enchiam de adrenalina, quase como se jogasse. Eram as visitas do Benfica e Sporting e os jogos com a CUF e o Vitória de Setúbal. Eu e os outros miúdos vivíamos esses jogos com enorme entusiasmo. Além desses jogos, havia dois acontecimentos por ano, que nos marcavam com grande intensidade, embora sem os vivermos no local. Eram os Benfica/Sporting, na Luz e em Alvalade. Através de "A Bola" e mais tarde do "Record", e das rádios, a televisão nessa altura tinha muito pouco impacto, a repercussão desses jogos atingia o país e quase o fazia parar, secando tudo à sua volta. Que grandes momentos, com grandes jogadores, mas com pouca informação, onde quase tudo girava à volta da imaginação e do sonho. Hoje, esses jogos, perderam muito do seu fulgor, por força da rivalidade surgida com o crescimento do FC Porto e também com as fragilidades, surgidas à vez, dos clubes lisboetas. Além disso, a informação entra-nos pela casa dentro em catadupa, não deixando mais espaço ao sonho. Agora estamos dentro do acontecimento, tanto ou mais que os espectadores no campo, e praticamente tudo é antecipado para os espectadores de sofá. Só falta descobrir o resultado. O resto sabe-se e vê-se tudo.

(de «Todos Somos Portugal»)
publicado por Luis Moreira às 11:00
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Sábado, 4 de Setembro de 2010

Lembro-me do José Torres

João Machado


Lembro-me tão bem do José Torres. Dos golos que ele marcava de cabeça e com os pés. De como ele jogava no campo todo. Quando o Benfica tinha a bola ele metia-se sempre na área, para cabecear, para a baliza ou para servir um companheiro. Quando a equipa sofria um canto, metia-se sempre entre os defesas centrais, para saltar com os avançados adversários e afastar a bola. Depois arrancava e ia pelo campo fora, abrindo as pernas, com passadas enormes (abria o compasso, dizíamos nós os espectadores), perseguindo a bola, para lançar o ataque.

O José Torres ainda hoje é o jogador do Benfica (e de todo o campeonato português) com mais golos marcados de cabeça, mais do que o José Águas. 116 ao todo, vi no site oficial do Benfica. Preparava-se sempre muito cuidadosamente, para tirar partido das suas características físicas. Saltava muito bem, de tal modo que o Otto Glória dizia que ele chegava a cabecear a bola a mais de três metros de altura. E também jogava muito bem com os pés.

Na selecção lembro-me quando, em Inglaterra em 1966, o José Torres marcou à Rússia o golo que nos deu a vitória no jogo e o terceiro lugar no campeonato do mundo, mesmo no final do jogo. Foi com o pé, ao Iachine, que alguns dizem que foi o melhor guarda-redes de todos os tempos. E lembro-me de o ver a jogar com a Itália, no Jamor. Perdemos 2-1, e o Torres pouco jogou, apertado entre dois italianos da mesma estatura que ele, muito possantes. Um deles era o Facchetti, um dos melhores defesas centrais (e defesa esquerdo) de todos os tempos. Mas os dois também não avançaram no terreno ao longo de todo o jogo, para não lhe dar espaço. Os golos da Itália, que tinha acabado de ser vice-campeã do mundo, no campeonato de 1970 no México, foram marcados em contra-ataque.

Mas a melhor recordação que tenho do José Torres, foi quando ele já estava a jogar no Vitória de Setúbal. E num jogo com o Benfica, julgo que na Luz, que vi na televisão. A certa altura, o Manuel Bento, guarda-redes do Benfica (extraordinário guarda-redes, diga-se), sempre nervoso e exuberante, sai da baliza e vai a correr até meio campo, protestar com o árbitro, que estaria a prejudicar o Benfica (não me lembro como era a jogada). Pois o José Torres agarrou-o e levou-o de volta até à baliza, bem seguro. E era só ver o Manuel Bento (também infelizmente já falecido), agarrado por um jogador da equipa adversária, a ficar muito sossegado. Só lhe faltou dar um abraço ao José Torres. Choveram os aplausos do público para este lance futebolístico, injustificadamente esquecido pelos amantes do futebol.

Lembro-me também do caso Saltillo. Portugal tinha-se apurado para a final do campeonato do mundo de 1986 no México, após a vitória sobre a Alemanha em Estugarda (1-0, golo de Carlos Manuel). O José Torres era o seleccionador nacional, e foi sem dúvida um dos esteios desse apuramento. Em Saltillo, local do México onde estava alojada a selecção nacional, estoirou um conflito entre responsáveis da Federação e jogadores, ao que julgo saber, por causa dos dinheiros dos patrocínios. A bronca foi tal que o José Torres, que era sem dúvida o menos culpado, se demitiu. Pagou por todos os outros. Apesar dos anos que passaram, continua a ter interesse apurar a verdade, até para prevenir incidentes idênticos (ao que vemos, saiu o Scolari, e voltámos ao mesmo). E para fazer justiça ao José Torres, que bem merece.
publicado por Carlos Loures às 09:00
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