Domingo, 6 de Março de 2011

Matateu, uma glória nacional– por Carlos Loures

 

 

 

 

Na galeria de grandes vultos do desporto, falarei hoje sobre aquele que foi um dos melhores avançados de sempre no futebol português – Matateu. Sebastião Lucas da Fonseca, conhecido como “Matateu”, nasceu em 26 de Julho de 1927 em Lourenço Marques (Maputo) e faleceu em 27 de Janeiro de 2000 no Canadá. Foi um grande jogador do Belenenses e da nossa selecção. Antes de vir para Portugal, em Moçambique,  jogara em diversas equipas locais. Assinou pelo clube de Belém em 1951 e durante muitos anos foi considerado o melhor jogador português. Acabava a sua carreira quando outro moçambicano a começava – Eusébio.

 

Começou a jogar no Belenenses já com 24 anos. O seu primeiro jogo coincidiu com a comemoração do 37º aniversário do Clube de Futebol Os Belenenses, em 23 de Setembro de 1951. Nas Salésias, o Belenenses recebia o Sporting para a 1ª Jornada do Campeonato Nacional. O Sporting atravessava o seu período áureo, com os temíveis cinco violinos, e era tetracampeão. Contra as expectativas quase gerais, o Belenenses ganhou por 4-3, com dois golos de Matateu. A partir de então, a sua fama não parou de crescer. Por toda a década de 50, Matateu foi o mais famoso jogador português. Não só no Belenenses como na selecção nacional. Em 1955, quando o Belenenses jogou em Paris, para a Taça Latina, com o Real Madrid e o Milão, o seu futebol ágil e o seu pontapé potente tornaram-no mais falado do que estrelas como o grande Di Stefano. Na selecção, a propósito de um jogo com a Inglaterra, os jornais britânicos, diziam não existir em toda a Europa um jogador com a classe do nosso Matateu.

 

 

 

No europeu de 1960 envergou pela última vez a camisola das quinas. Foi nos quartos de final, num jogo com a Jugoslávia. Jogou depois no Atlético Clube de Portugal, andou por outros clubes, alinhando pelo Amora na época de 1968/69. Tinha 41 anos, mas levou o clube a campeão distrital. No Canadá jogou até aos 50 anos, sendo o jogador profissional português com uma maior e longeva carreira.

 

Em 1987 e em  1994 o seu clube, o Belenenses, rendeu justas homenagens a um jogador que terá sido (com o saudoso Pepe, de que falarei proximamente) uma das suas grandes glórias.

 

publicado por Carlos Loures às 22:00
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