Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

O BPN foi assaltado duas vezes.

Em primeiro por uma organização de tipo mafioso que fez tropelias inimagináveis, desde comprar empresas que não existem, até rios de dinheiro a desaguarem em off shores, passando pelo enriquecimento súbito de muitas pessoas que por lá arrotavam. Tudo, claro, à frente do nariz das instituições de supervisão financeiras, como o Banco de Portugal, que não viram nada e por isso, como prémio os seus responsáveis foram reencaminhados para Bruxelas.

 

Rebentado o petardo com estrondo, o Prof. Miguel Cadilhe, ex-Ministro das Finanças , apresenta uma proposta para revitalizar o banco, com um pequeno esforço financeito do estado, proposta essa que foi de imediato recusada. Solução? A nacionalização do BPN, não sem antes se ter autonomizado a SNL, seu principal activo. Segundo o nosso magnífico Ministro das Finanças, umas "croas" resolviam a questão em menos de um fósforo e, para isso contava com o dinheiro da Caixa Geral de Depósitos e com a sua magnífica administração.

 

Ao fim de perto de dois anos da magnifica gestão da CGD, o BPN, já sugou 3.500 milhões de euros, continua falido e, colocado à venda, ninguem o quer!

 

Isto é, o dinheiro, o nosso, que foi lá colocado naquela brutalidade, já desapareceu, ninguém sabe para quem nem para onde, e a magnifica administração, e o magnifico ministro das finanças não  dizem nada, não dão nenhuma explicação e querem-nos fazer crer que não têm responsabilidade nenhuma. Parece que a responsabilidade é de um tal Cavaco Silva que ganhou umas massas com umas acções...(é um problema mas não é o mesmo problema.)

 

Sendo que uma administração, de gente com experiência do negócio, ao fim de dois anos de gestão não conseguiu colocar o BPN no são, não seria de explicar a quem paga tudo (nós) o que aconteceu naquele banco? O dinheiro desaparece ( o nosso dinheiro, porque antes da nacionalização era dinheiro privado) e não há "àgua vai"? O governo não tem que explicar porque considerou a proposta de Miguel Cadilhe incapaz e a nacionalização uma salvação? Que montantes é que estão em jogo num e noutro cenário? Porque teve o governo tanta pressa em se meter no assunto? Era um banco privado, a que título é que o governo meteu lá o nosso dinheiro e os seus magnificos boys? Vai tudo ao fundo e não há explicações?

 

Hoje no jornal (i) em editorial, recorda-se o que o governo disse e, muito em especial, o Ministro das Finanças, sobre a nacionalização do banco, os custos de outras soluções seriam desastrosas, muito mais caras, o risco sistémico. Não sabíamos, e o Ministro das Finanças não esclareceu na altura, é que seriam os contribuintes a pagarem durante dez anos o buraco privado de um banco privado que o governo nacionalizou. A 200 milhões de euros/ano!

 

isto sim foi uma decisão de grande visão estratégica!

publicado por Luis Moreira às 13:00
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