Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Dia das Beiras - Zeca Afonso (cantautor 1929-1987)

Carlos Loures

 

QUANDO TUDO ACONTECEU...

 

1929: Em 2 de Agosto nasce em Aveiro José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, filho do juiz José Nepomuceno Afonso e

 

 

da professora do ensino primário Maria das Dores Dantas Cerqueira. Virá a ser conhecido por José Afonso, por Zeca Afonso ou, ainda apenas por Zeca. Manuel, seu primeiro filho. São editados os seus dois primeiros discos (em 78 r.p.m.). 1953/55: 1956: É editado o seu primeiro LP – Fados de Coimbra 1957/59: Em 4 de Dezembro de 1957, actua em Paris no Teatro «Champs Elysées». Começa a cantar em colectividades. Em 1960 é editado o disco Balada de Outono (Menino de Ouro e Senhor Poeta) 1962: Nos Estados Unidos sai o álbum Coimbra Orfeon of Portugal, que inclui duas baladas de Zeca: Minha Mãe e Balada Aleixo. Participa em digressões pela Suiça, Alemanha e Suécia. 1963: Conclui o curso, com uma tese sobre Sartre. Sai o LP Baladas e Canções (Ronda dos Paisanos, Altos Castelos, Elegias...). É editado o disco Baladas de Coimbra que inclui Os Vampiros e Menino do Bairro Negro. 1964: Sai um novo disco – Coro dos Caídos, Maria, Vila de Olhão, Canção do Mar. Em Maio, actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, à qual dedica Grândola, Vila Morena. É editado o EP Cantares de José Afonso. Sai também a público o álbum Baladas e Canções.É publicado o livro Cantares, que depressa se esgota. Sai uma segunda edição que será apreendida pela polícia política. 1968: É editado o álbum Cantares do Andarilho.

 

Zeca participa na CDE de Setúbal durante a campanha para eleição de deputados à Assembleia Nacional que se segue à morte política de Salazar. 1969: Saem o álbum Contos Velhos, Rumos Novos e o single Menina dos Olhos Tristes e Canta Camarada. Recebe o prémio da Casa da Imprensa para o melhor disco. 1970: É lançado o livro Cantar de Novo e editado o álbum Traz Outro Amigo Também. Em Cuba participa num Festival Internacional de Música Popular. Em Dezembro, sai o álbum Cantigas do Maio. 1971: É, pela terceira vez, distinguido com o prémio da Casa da Imprensa. 1972: É eleito por votação dos leitores do Diário de Lisboa, como «Rei da Rádio» e actua no Festival Internacional da Canção Popular do Rio de Janeiro. Grava em Madrid Eu Vou Ser Como a Toupeira. É editado o livro José Afonso. 1973: Em Abril, é detido, pela PIDE/DGS, 20 dias na prisão de Caxias. Em Dezembro sai o álbum Venham Mais Cinco.

 

1974/75: Em 29 de Março de 1974, realiza-se no Coliseu dos Recreios um «Canto Livre» onde, além de Zeca, participam outros cantores. Acabam, interpretando Grândola, Vila Morena. Oficiais do MFA que assistem ao concerto, escolhem nesta altura a senha para o arranque do levantamento militar. É editado o álbum Coro dos Tribunais. Após o 25 de Abril, Zeca entra numa fase de intensa intervenção em festivais e sessões de esclarecimento. 1976: Edita o álbum Com as Minhas Tamanquinhas. Pelo seu álbum Cantigas do Maio, recebe o Prémio Alemão do Disco (da Academia Fonográfica Alemã). 1978: Edita-se o álbum Enquanto Há Força. 1979: Sai o álbum Fura Fura. 1981: Grava Fados de Coimbra e Outras Canções. Realiza um espectáculo no Théatre de la Ville, em Paris. 1982: Sente os primeiros sintomas da doença degenerativa que o virá a vitimar. 1983: Em Janeiro actua no Coliseu dos Recreios de Lisboa.

 

 

 

Em Dezembro, sai o álbum Como Se Fora Seu Filho. 1984: Em Abril, em Questões e Alternativas, é publicado um depoimento de Zeca sobre o balanço de dez anos de democracia. 1985: Sai o álbum Galinhas do Mato. 1986: 1987: Em 23 de Fevereiro, no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, com 57 anos, José Afonso morre. 1992: Sai a 3ª edição de Cantares. 1994: o Presidente da República, Mário Soares, quer condecorar postumamente José Afonso com a Ordem da Liberdade. Tal como Zeca fizera a igual proposta de Ramalho Eanes, Zélia recusa. 1996: Coordenada por José Niza, é reeditada em CD uma colecção de toda a obra de José Afonso. 1997: Em 23 de Fevereiro, é inaugurado na Baixa da Banheira um monumento a José Afonso. 1999: Em Grândola e na Amadora são inaugurados monumentos em sua homenagem.

 

publicado por siuljeronimo às 20:00

editado por Luis Moreira às 19:27
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Dia das Beiras - Aveiro cidade

Luis Moreira

 

Na minha juventude passava as férias em Aveiro onde tenho duas irmãs e respectivas famílias. Sou do tempo em que se vivia ao ritmo das marés - ria cheia, ria baixa - aproveitando a saída e a entrada da água para a pesca em sítos estratégicos, e para os mergulhos de cima das pontes, seguindo o exemplo dos meus amigos filhos dos pescadores e dos "moliceiros" que nascem com "barbatanas". A Avenida Dr. Lourenço Peixinho era e é, mas agora menos só, o local das lojas e dos cafés da moda e também onde se encontra o Cinema famoso por ali se terem realizado alguns dos encontros mais emblemáticos da oposição política. Os antifascistas saiam do cinema à força de porrada da polícia e entravam directamente no café da frentre, que pertence a um primo meu, que não é para brincadeiras e deixava entrar os fugitivos e fechava a porta na cara à polícia.

 

A ria espraiava-se por campos desertos aqui e ali tratados mas logo à saida da cidade, onde hoje se encontra a Universidade de Aveiro, ainda a ria era selvagem e, para o outro lado, eram rainhas as salinas, a perder de vista , brancas como a neve e os homens e as mulheres a fazerem autênticos prodígios com os cestos cheios de sal à cabeça. Mais a seguir as secas de bacalhau com o "fiel amigo" a secar ao sol, esticado em cercas de arame a perder de vista e, mais adiante, os bacalhoeiros a aprontarem-se para nova demanda na Gronelândia, com os estaleiros de S. Jacinto a borbulharem de trabalho. Logo ali, as praias dos meus sonhos, cheias de francesinhas e belgas, namoradinhas que trcavam de namorado todos os dias. A água fria e as ondas alterosas não eram caso para desistencias embora por duas vezes me visse muito atrapalhado para de lá sair.

 

 

Universidade de Aveiro

 

A cidade deu um salto fantástico de modernidade com a Universidade de Aveiro uma das mais prestigiadas, onde nasceu o motor de busca "o SAPO" e o controlo de passagem da "Via Verde", produtos utilisados em todo o mundo, bem como foi ali inventado o "cartão pré-pago" dos telemóveis. Além disso faz o controlo e a monitorização da fauna píscicola e flora aquática da ria, bem como a monitorização da qualidade das águas de todo aquele belo e magnífico estuário. O Mosteiro de Santa Joana Princesa tem um belo acervo de obras e o próprio mosteiro é digno de se ver. O seu Jardim Central cheio de água a correr, com o velho campo de futebol Mário Duarte, agora substituído por um dos novos estádios à roda do qual se desenvolveu uma urbanização moderna. Aveiro com a sua neblina noturna, o pavimento perigoso por escorregadio, o cheiro característico da "ria baixa", o som "feérico" das rádios em ligação com os homens que andavam alto mar à pesca, fazem parte da minha vida. De uma juventude muito feliz da minha vida!

 

publicado por siuljeronimo às 13:00

editado por Luis Moreira em 25/01/2011 às 02:24
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

As certezas socráticas de ontem...


Luís Moreira

Quem ver e ouvir na televisão, o então ministro-adjunto de Guterres a gritar que os estádios de futebol de 2004 seriam a salvação do país,percebe o que deverá pensar do TGV, terceira ponte e aeroporto.

Com o cabelo ainda preto, mais jovem, mas já com aquela maneira convicta de falar do que não sabe, José Sócrates grita aos quatro ventos que tudo se vai pagar, autofinanciar, tirar as Câmaras locais da miséria, o desporto da mediocridade, enfim, vinha aí o céu...

Agora são as próprias Câmaras que querem implodir os estádios, não têm dinheiro para os pagar, nem sequer para manter a limpeza e a operacionalidade,não sabem o que lhes fazer. Aveiro, com um estádio novinho em folha a substituir o belo Mário Duarte, tem lá a jogar uma equipa de futebol que anda pelas divisões inferiores, o Beira- Mar da minha infância.

Coimbra, quer sair daquele estádio e construir um novo, com a dimensão recomendável, não tem dinheiro para aguentar o estádio socrático. Leiria, mete por jogo 200 pessoas, o presidente do clube diz que não pode pagar, quer jogar em Torres Novas.O do Algarve anda a ser chutado entre as autarquias, é alugado para corridas de automóveis e para eventos musicais.

As autarquias têm dívidas para 20 anos, por causa de estádios desnecessários e sobredimensionados,o Tribunal de Contas diz, em relatório, que houve derrapagens nos custos, elevadíssimas, dificeis de explicar, o Estado derreteu nos estádios 1 000 milhões de euros !

Se o homem tivesse um bocado de humildade e visse no que deram as certezas de ontem...
publicado por Luis Moreira às 16:30
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