Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

Professores - os menos eficazes devem ser afastados da sala de aula

No Expresso de hoje dois homens que dedicam a sua vida ao ensino trazem-nos ideias sobre as quais vale a pena reflectir .

 

Erik Hanushek, investigador da Universidade de Stanford.

Tem dedicado o seu trabalho de investigação a medir o impacto dos professores no sucesso dos alunos.

 

 

"É preciso afastar os maus professores da sala de aula"

 

" Se os pais sentirem que a escola dos filhos não está a fazer um bom trabalho devem poder escolher outro estabelecimento. permitir esta influência traz uma boa pressão sobre as escolas"

 

"Se, em 20 anos, todos os alunos portugueses chegassem ao nível da Finlândia nos resultados do PISA, o valor do PIB aumentaria 2,9 biliões de dólares. O factor mais importante no crescimento económico é a educação", e defende que a reforma essencial passa por pagar mais aos melhores docentes e afastar da sala de aula os menos eficazes.

 

"...mas o que sabemos é que há uns que são melhores que outros....vamos definir políticas que ajudem a manter os bons profissionais e afastar os maus professores da sala de aula". Como é que se mede a qualidade de um professor?

 

"A maneira mais simples é ver se os seus alunos estão a aprender e se os seus resultados melhoram ao longo do ano. Há classes em que muitos aprendem muito, outras em que aprendem pouco. Isto tem a ver com a qualidade dos professores."

 

Os salários deviam estar directamente ligados ao desempenho?

 

" Sem dúvida. Numa escola toda a gente sabe quais são os bons e os maus professores". Mas há professores que, por estarem em escolas mais problemáticas, têm um trabalho mais complicado: "A maioria dos estudos que medem o valor acrescentado dos professores tem em conta essas circunstâncias"...por outro lado, nas escolas difíceis, parte daquilo que é ser um bom professor passa por ser capaz de controlar a sala de aula, pegar em miúdos desinteressados e motivá-los"

 

Em Portugal ou nos EUA, a avaliação dos professores é uma questão muito polémica. Porquê?

 

"Em todo o mundo existem sindicatos fortes que têm tradicionalmente defendido a não distinção entre professores e resistido a qualquer tentativa de despedir os maus profissionais. Tenho dito aos dirigentes dos sindicatos que não é boa política apoiar os piores... estudos mostram que os sistemas que melhor têm progredido arranjaram uma forma de afastar os maus professores da sala aula...orientando-os para outras actividades...é universal o conhecimento que o elemento-chave numa escola é o professor..."

 

Quem deve avaliar os professores?Os colegas ou uma entidade externa?

 

"Dentro de uma escola, os professores sabem muito bem quem está a fazer um bom trabalho ou não....tem que haver uma combinação com uma outra avaliação mais uniforme. Dar mais autonomia às escolas para tomar decisões - salários - é uma coisa boa mas acompanhada por uma avaliação externa e de prestação de contas."

 

Quem deve escolher os professores?

 

"É errado pensar-se que um governo central possa gerir todas as escolas. A educação é demasiado complicada e a situação é tão diferente de escola para escola, que é de doidos pensar-se que o poder central pode escolher de forma eficaz os professores certos, colocá-los nas escolas mais apropriadas ou decidir a formação que é preciso dar."

 

E o professor Nuno Crato, intitula: "Os professores e os números"

 

"Usar números para analisar o ensino é uma raridade que merece ser destacada!" Sublinhar este facto, quando a discussão sobre educação é tão manchada por facciosismo e pela ideologia..." "...as escolas mais exigentes são as que mais favorecem os alunos oriundos das classes mais desfavorecidas. Os factores que mais influenciam o ensino, são o currículo e a qualidade dos professores.

 

"Vale a pena ouvir o que nos dizem os dados!"

publicado por Luis Moreira às 13:00
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Cidade Maravilhosa – 4– por Sílvio Castro

(Continuação)

A “Cidade Maravilhosa”, além do seu natural e quotidiano ritmo de vida expressiva, agora convive igualmente com esse acentuado clima de contestação política. A contestação é tão forte que então ninguém conseguia ver claramente o que poderia acontecer com a eleição presidencial de 1955.

Para mim, que devo iniciar minha carreira de ensino, o começo de 1955 se apresenta difícil; difícil encontrar um lugar amplo de trabalho; difícil estabelecer-me com alguma certeza em um determinado posto. Foi então que, de repente, surgiu o primeiro desses postos. Mas, para confirmar as muitas situações de excepção em que me encontrava no início de uma carreira ainda desconhecida, recebo o convite para ensinar Filosofia para as turmas de 2º. e 3º. Anos do 2º. Grau do Colégio Feminino La-Fayette.

publicado por Carlos Loures às 20:00

editado por Luis Moreira às 12:01
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