Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

ISABEL ALLENDE - por Raúl Iturra

 

 

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Isabel Allende Llona (Lima, 2 de Agosto de 1942) é uma jornalista e escritora chilena (apesar de ter nascido em Lima, sua família logo voltou para o Chile, sua terra natal) actualmente radicada nos Estados Unidos da América.

 

Filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo irmão de Salvador Allende, e de Francisca Llona. Isabel é considerada uma das principais revelações da literatura latino-americana da década de 1980. Sua obra é marcada pela ditadura no Chile, implantada com o golpe militar que em 1973 derrubou o governo do primo de seu pai, o presidente Salvador Allende (1908-1973).

 

Não é por ser Allende que refiro esta escritora, nem por ser chilena, essas nacionalidades de ser ou não ser. Como a minha: tenho acumulado tantas, como os países que tenho vivido. Como é evidente, não há ponto de comparação. Eu sou escritor, mas escrevo livros científicos, que vou amenizando com histórias de vida dos meus analisados. Isabel faz ao contrário: organiza a trama do seu romance e, a seguir, procura as provas. Como fez com o seu primeiro livro. Foi escrito en terras estrangeiras, no Peru. Em nesse livro, ou no meu imaginário, narra esta ideia: ao partir para o exílio, com malas e família organizada, tornou a entrar a casa, duas mãos cheias de terra chilena entraram num saco que levou com ela. Em Lima colocou a terra em um vaso e plantou a flor que tem por nome No Me Olvides. La pequeña y modesta flor "no me olvides" tiene cinco pétalos y su centro pareciera un pentagrama resplandeciente de colores blanco y amarillo; generalmente es azul claro o blanco y crece en grupos, dado que sus semillas pequeñitas son dispersadas por el viento en los terrenos grandes. En el significado de las flores, la flor No Me Olvides, simboliza a la amistad y al amante eterno. É em verdade, uma flor para não esquecer nem permitir o esquecimento da sua origem.

 

Tenho guardado a citação em Castelhano, por me ter sido relatada em Castelhano. É a flor que Isabel Allende usa para ornamentar, com palavras, os seus livros. Especialmente esse primeiro, que a catapultou à realidade, a uma realidade desconhecida, por não ter morado no Peru, mas desta vez de forma diferente: não era a filha de um diplomata, era uma exilada como centenas de nós. Exilados com médios de subsistência, mas exilados, com todo, proibidos de pisar a nossa terra e ver a nossa família, que eram do bando do nosso Presidente, seu tio, Salvador Allende.

 

Isabel Allende, como muitos de nós, teve que confrontar uma vida cheia de surpresas, formas diferentes de falar com histórias comuns nos países de América Latina, antigas colónias da monarquia espanhola, histórias tão semelhantes, que era-nos impossível morar no Novo Continente: todo igual, mas, ai mesmo tempo, todo diferente, como relata no seu livro de 2006, editado por Difel, Barcelona, livro intitulado Inés del Alma Mia. Folga dizer que há uma versão portuguesa, também da Difel, mesmo ano, diferente título por causa das traduções: Inês da Minha Alma. Livro que narra as formas brutais e selvagens como o Chile foi conquistado, exterminados os seus nativos, encarcerados, feitos escravos dos pouco espanhóis que colonizaram à, hoje, República do Chile.

É impossível negar que os livros de Isabel Allende não sejam livros de história. De história documentada e provada com documentos de historiadores que ela costuma ler e consultar, como em Inés del Alma Mia, um curta mais eloquente forma de agradecer aos especialistas que lhe ajudaram a saber histórias, nesse tempo, pouco conhecidas por ela, como é o caso da História dos Mapuche, muito nomeados mas jamais pesquisados, excepto por poucos. É Malú Sierra quem ajuda à Historia da Nação Mapuche, mal conhecida por Isabel Allende. Acrescenta que para escrever este livro, foi-lhe preciso quatro anos de investigação e de leituras. Com os dados na mão, urde a trama do romance, que acaba por ser um livro que, ainda de imensas páginas, quase 400, uma pessoa não consegue parar de ler com um entusiasmo que, após dois dias, sentimos tristeza pela narrativa ter sido acabada. Especialmente, por se tratar da história de uma mulher aguerrida que aprende a ler e escrever e aprende com o seu marido, o assistente de Pedro de Valdivia, Francisco Rodrigo de Quiroga. Se não fosse pela colaboração do seu aristocrata marido, estas crónicas não teriam sido escritas. Para o seu exercício, escrevia todos os dias num diário de vida, que é a fonte de muitos historiadores e da escritora, para saber dias e datas certa da colonização do Chile. Manuscrito guardado na Biblioteca Nacional do Chile.

 

publicado por Carlos Loures às 15:00

editado por Luis Moreira às 14:39
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