Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

As Crianças e a Internet VI - Clara Castilho

 

 

 

Dando continuidade ao Relatório final do do projecto EU Kids Online


Outras fontes de conselhos sobre segurança

 

- Cerca de metade das crianças pensa que os seus professores se envolveram com o seu uso da internet na maioria das perguntas sobre mediação na escola; 73% afirmam que os professores fizeram pelo menos uma forma de mediação activa questionada.

- As diferenças de idade merecem atenção: o envolvimento dos professores com o uso da internet é menor entre as crianças de 9 e 10 anos.

- Há um grau razoável de variação nacional no papel desempenhado pelos professores, dos 97% de professores na Noruega que se envolvem com a utilização da internet pela criança a um mínimo de 65% na Itália.

- Três quartos (73%) das crianças dizem que os seus pares os ajudaram ou apoiaram no seu uso da internet pelo menos em uma das cinco formas perguntadas.

- Os pares têm maior probabilidade de mediar de uma forma prática, ajudando-se uns aos outros a fazer ou a descobrir algo quando surge uma dificuldade.

- 44% das crianças declaram ter recebido alguma orientação sobre uso seguro da internet dos seus amigos, e 35% diz que também deu conselhos a amigos.

- Comparando os países sobre fontes de conselhos de segurança online, parece que a maior parte do aconselhamento é recebida dos pais (63%), depois dos professores (58%) e depois dos pares (44%).

- No entanto, para os adolescentes mais velhos e para as crianças de lares com estatuto sócio-económico mais baixo, o aconselhamento dos professores supera o dos pais.

- Outros familiares (47%) são geralmente tão importantes como os pares a oferecer conselhos às crianças para uma utilização segura da internet.

- A informação recebida pelas crianças pelos tradicionais media de massas (20%) vem depois, com as fontes online a serem usadas ainda menos (12% obtiveram conselhos de segurança em websites).

- Os pais obtêm conselhos sobre segurança na internet sobretudo da família e de amigos (48%), depois dos media tradicionais (32%), da escola dos filhos (27%), dos fornecedores de internet (ISP) (22%) e dos sites (21%).

- Apenas cerca de 9% dos pais afirma não querer mais informação sobre segurança na internet. Muitos pais querem bastante mais informação sobre segurança na internet do que a que recebem da escola dos filhos e, em menor grau, de produtores e distribuidores.

 

 

 

 

 

 

 

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

As Crianças e a Internet IV - Clara Castilho

 

 

 

Dando continuidade ao Relatório final do do projecto EU Kids Online


Conhecimento dos pais

 

- Os pais de crianças que já viveram um dos riscos apontados não se apercebem frequentemente disso:

- 40% dos pais cujos filhos já viram imagens sexuais online afirmam que eles não as viram;

- 56% dos pais cujos filhos receberam mensagens desagradáveis ou prejudiciais online respondem que eles não as receberam;

- 52% dos pais de crianças que receberam mensagens sexuais declaram que elas não as receberam;

- 61% dos pais cujas crianças se encontraram offline com um contacto online desconhecem esse facto.

- Ainda que a incidência destes riscos afecte um pequeno número de crianças em cada caso, destaca-se o elevado nível de desconhecimento dos pais.

 

Mediação parental

 

- A maioria dos pais declara falar com os filhos sobre o que estes fazem na internet (70%) e ficar por perto quando a criança está a utilizar a internet (58%). Mas, segundo as crianças, um em cada oito pais (13%) parece não fazer nenhuma das formas de mediação que lhe foram perguntadas.

- Mais de metade dos pais tem uma intervenção positiva, como sugerir à criança como se comportar com outros quando se está online (56%), falar sobre coisas que a podem incomodar (52%), e tê-la ajudado quando surgiu algum problema (36%).

- Os pais também restringem a partilha de informação pessoal das crianças (85%), a partilha de conteúdos (63%) e os downloads (57%).

- Metade dos pais verifica mais tarde a utilização da internet do seu filho, sendo esta a estratégia menos frequente, em comparação com o apoio positivo, as orientações de segurança ou criação de regras sobre o uso da internet.

- O uso de ferramentas técnicas de segurança é relativamente baixo: pouco mais de um quarto dos pais bloqueia ou filtra sites (28%) e/ou monitoriza os sites visitados pelo seu filho (24%).

- Crianças e pais consideram a mediação parental útil, especialmente as de 9 a 12 anos.

- A maioria dos pais (85%) confia no seu papel, sentindo que pode ajudar a criança se esta encontrar algo que a incomode online. Os pais confiam também na capacidade da criança para lidar com coisas online que a possam incomodar (79%), e 15% afirma que exercem uma mediação de forma diferente devido a algo que incomodou a criança no passado.

- Dois terços das crianças (68%) pensa que os seus pais sabem muito ou bastante sobre o uso da internet dos mais novos.

Contudo, 29% dizem ignorar um pouco os seus pais e 8%, ignorá-los bastante.

- Menos de metade (44%) das crianças pensa que a mediação parental limita o que fazem online, com 11% a dizer que limita bastante as suas actividades. Os jovens de alguns países sentem-se bastante mais restringidos pela mediação parental (por exemplo na Turquia, Irlanda e Bulgária) do que de outros (por exemplo, Hungria e Países Baixos). 15% prefeririam que os seus pais fizessem um pouco ou bastante mais, e 12% preferiria que os seus pais fizessem menos em relação ao seu uso da internet.

- Muitos pais (73%) acreditam que não é muito provável que o seu filho encontre algo que o incomode nos próximos seis meses.

 

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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

As Crianças e a Internet IV - Clara Castilho

 

 

 

Dando continuidade ao Relatório final do do projecto EU Kids Online

 


Conhecer offline pessoas conhecidas online

 

- A actividade de risco online mais comum declarada pelas crianças é comunicar com novas pessoas que não conhecem cara-acara. 30% das crianças europeias dos 9 a 16 anos que usam a internet já comunicaram com alguém que não conheciam cara-a-cara, uma actividade que pode ser arriscada mas que também pode ser divertida.

- É muito mais raro que as crianças se encontrem offline com pessoas que conheceram online. 9% das crianças encontraram-se offline com pessoas que conheceram online no último ano. 1% de todas as crianças (ou seja, uma em nove das que foram a um desses encontros) ficou incomodada com o encontro.

- Apesar de as crianças de 9 e 10 anos terem menos probabilidade de ter encontrado offline pessoas que conheceram online, têm maior probabilidade de ter ficado incomodadas com o que aconteceu (31% dos que foram a um encontro).

 

Outros riscos

- O segundo risco mais comum é a exposição a conteúdos potencialmente nocivos criados por  utilizadores. 21% dos jovens de 11 a 16 anos já foram expostos a um ou mais tipos desses conteúdos: de ódio (12%), pró anorexia (10%), auto-mutilação (7%); consumo de drogas (7%); e suicídio (5%).

- 9% das crianças dos 11 aos 16 anos foram vítimas de usos indevidos dos seus dados pessoais – password (7%), informação pessoal (4%), e fraudes monetárias (1%).

- 30% dos jovens de 11 aos 16 anos declaram uma ou mais experiências ligadas ao uso  excessivo da internet, situação que acontece ‘bastante’ ou ‘muito frequentemente’ (por exemplo,  negligenciando amigos, trabalho escolar ou sono).

 

 

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 26 de Abril de 2011

As Crianças e a Internet III - Clara Castilho

 

 

 

Dando continuidade ao Relatório final de 2011 do projecto EU Kids Online.

 

Pornografia

- 14% das crianças dos 9 aos 16 anos viram nos últimos 12 meses imagens online que eram “obviamente sexuais – por exemplo, mostrando pessoas nuas ou a ter relações sexuais”.

- Das que viram imagens sexuais ou pornográficas online, uma em três ficou incomodada pela experiência e, destas, metade (isto é, 1/6 das que foram expostas a imagens sexuais, cerca de 2% de todas as crianças) sentiu-se bastante ou muito perturbada pelo que viu.

- Numa análise por todos os media, 23% das crianças viram conteúdos sexuais ou pornográficos nos últimos 12 meses – com a internet agora como uma fonte de pornografia tão comum como a televisão, o cinema ou o vídeo.

- Os adolescentes mais velhos têm quatro vezes mais probabilidades do que as crianças mais novas de ter visto pornografia online ou offline e as imagens sexuais que viram online são mais explícitas. Contudo, as crianças mais novas sentem-se mais incomodadas ou perturbadas por imagens sexuais online.

- 53% das crianças que ficaram incomodadas por ver imagens sexuais online falaram disso a alguém da última vez que isso aconteceu – 33% disseram a um amigo, 25% disseram ao pai ou à mãe. Contudo, 25% apenas deixaram de usar a internet por uns tempos e poucos mudaram as suas definições de filtros ou contactos.

 

Bullying

- Em relação ao bullying online, 6% das crianças dos 9 aos 16 anos já recebeu mensagens maldosas ou desagradáveis, e 3% enviaram esse tipo de mensagens. Mais de metade das que receberam mensagens de bullying ficaram bastante ou muito incomodadas.

- Uma vez que 19% foram vítimas de bullying online e/ou offline (comparados com 6% online), e 12% exerceram bullying sobre outra pessoa no último ano (comparados com 3% online), parece ocorrer mais bullying offline do que online.

-A maioria das crianças que recebem mensagens online maldosas ou desagradáveis pediu apoio a alguém: apenas um quarto não falou a ninguém. Seis em cada dez usaram também estratégias online – apagar mensagens ofensivas ou bloquear o agressor, medida vista pelas crianças como eficaz.

 

‘Sexting’

- 15% dos jovens de 11 a 16 anos receberam de amigos “mensagens ou imagens de cariz sexual ... [ou seja] falar sobre ter sexo ou imagens de pessoas nuas ou a ter relações sexuais”, e 3% diz ter enviado ou colocado online conteúdos desse tipo.

- Dos que já receberam mensagens destas, quase um quarto ficou incomodado por isso. Mais, dos que ficaram incomodados, quase metade ficou bastante ou muito perturbado. Por isso, de uma maneira geral, um oitavo dos que receberam essas mensagens (cerca de 2% de todas as crianças) ficou bastante ou muito perturbado com as mensagens de cariz sexual.

- Entre os que ficaram incomodados pelo ‘sexting’, cerca de quatro em dez bloqueou a pessoa que lhes enviou as mensagens (40%) e/ou apagou as mensagens indesejadas (38%). Na maioria dos casos, a criança declarou que esta acção ajudou a situação. Estas reacções construtivas poderiam ser  ncorajadas entre mais crianças.

 

 

 

 

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Domingo, 24 de Abril de 2011

As Crianças e a Internet II - Clara Castilho

 

 

 

Dando continuidade ao Relatório final de 2011 do projecto EU Kids Online.

 

Riscos e danos

 

O risco não resulta necessariamente em dano, como reportaram as crianças. As crianças que utilizam a internet foram questionadas sobre se tinham encontrado um leque de riscos online e, depois, se tinham ficado incomodadas por isso. ‘Incomodado’ foi definido como algo que “te fez sentir  desconfortável, perturbado, ou pensar que não devias ter visto aquilo”. Os resultados variam por criança (por exemplo, com a idade e o género), por país e por tipo de risco, por isso as generalizações devem ser tratadas com cuidado.

- 12% das crianças europeias dos 9 aos 16 anos dizem que já se sentiram incomodadas ou perturbadas por alguma coisa na internet. Isto inclui 9% das crianças com 9 ou 10 anos. No entanto, a maioria das crianças não referiu ter ficado incomodada ou perturbada no seu uso do online.

- Os riscos não são necessariamente experienciados pelas crianças como desconfortáveis ou nocivos. Por exemplo, uma em cada oito crianças respondeu já ter visto ou recebido imagens de cariz sexual online mas isso só constituiu uma experiência nociva para algumas.

- Pelo contrário, ser alvo de bullying online através de mensagens desagradáveis ou prejudiciais é um risco bastante mais raro, vivido por uma em cada 20 crianças, mas o risco que as parece incomodar  mais.

- Mais ainda, apenas uma em cada 12 crianças encontrou-se offline com um contacto online, e este risco também raramente apresenta uma consequência danosa, segundo as crianças.

- Os rapazes, sobretudo adolescentes, estão mais expostos a imagens sexuais online, enquanto as raparigas adolescentes têm um pouco mais de probabilidade de receberem mensagens online maldosas ou desagradáveis.

As raparigas parecem sentir-se mais incomodadas do que os rapazes pelos riscos por que assam.

- O inquérito abordou vários riscos, detalhados acima. Considerando todos, 41% das crianças europeias com 9 a 16 anos já encontrou um ou mais desses riscos.

- Os riscos aumentam com a idade: 14% das crianças com 9 ou 10 anos deparou-se com um ou mais desses riscos, subindo para 33% dos que têm 11 ou 12 anos, 49% dos 13 ou 14 anos e 63% dos jovens com 15 ou 16 anos.

 

 

 

 

 

publicado por atributosestrolabio às 18:00

editado por Luis Moreira em 22/04/2011 às 20:04
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