Sábado, 29 de Janeiro de 2011

PEDAGOGIA CIENCIA OU ARTE? - por António Mão de Ferro

 

Perguntaram-me se os  docentes devem ser homens ou mulheres de saber e de experiência e não artistas? Ainda estava a refletir sobre a questão e surgiu outra pergunta:  Deverá a pedagogia assumir-se como um saber ordenado, ou desordenado, estruturado ou desestruturado, ou conter um pouco de ordem, desordem, estrutura e desestrutura.

 

 

Por estranhas que as perguntas possam parecer, elas tem razão de ser. Porquê?, Porque se refetirmos bem, a pedagogia assume um caráter de sugestão, na qual o docente se empenha para procurar a adesão de todos os participantes. Sendo assim ela é um processo difícil de determinar, uma mistura de ciência, de arte e até de folclore!

 

 

Os docentes  têm em comum com o artista a intuição, a capacidade de comunicação e de criação. Tal como o artista, que para além da inspiração, utiliza determinadas técnicas e habilidades, também os professores ou formadores, realizam um ideal,  ao porem em evidência um certo número de processos que contribuem para o êxito ou inêxito do sistema educativo. O seu modo de atuar não pressupõe apenas cultura, saberes, experiências, mas também imaginação, intuição, capacidades de improviso,  de comunicação não verbal e humor, que são afinal também virtudes do artista.

 

 

Sendo assim a ação pedagógica aproxima-se da arte. A arte pedagógica tem a ver com a altura em que é exercida.  A sociedade,  o tempo disponível. As estratégias e os métodos e técnicas utilizados, os meios pedagógicos,  a liberdade concedida ou o condicionamento, e principalmente com os participantes e as sinergias que vão criando e claro com os objetivos  a alcançar.

 

 

publicado por Carlos Loures às 17:00
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

A minha amiga da onça - ll - Adão cruz



 

 


 

Coordenação de Augusta Clara de Matos

 


 

 

continuação...

 

Tenho conversado muito com os meus amigos Jean-Pierre Changeux, Thomas Insel e António Damásio grandes cientistas das novas interrogações. Também Jean-Pierre se apaixonou pela arte, também ele caiu nas suas mãos traiçoeiras. Mas não se meteu propriamente com ela, foi mais esperto. Não se deixou levar pela tentação do seu corpo nem pelo calor das suas tintas, não tentou penetrá-la e possuí-la de forma séria, profunda e infinita, agarrando-a pelo sexo numa cumplicidade de tragédia. Deixou-se embevecer e atrair pela sua beleza, é certo, mas dentro de uma espécie de amor platónico, não ousando tocá-la, talvez por imposição profissional, talvez por medo, talvez por pudor. Daí o ter-se preocupado, essencialmente, com a razão estética e com a força ontológica da criação. Provavelmente, por isso, nunca lhe fora apresentada a amiga frustração, tendo-se livrado, assim, quem sabe, do valente frete que constitui a obscura consciência da inferioridade e da falsamente compensadora necessidade de uma indignada afirmação de si próprio.

 

Conhecendo o enigma do artista, sabendo que a criação artística permanecera sempre um mistério dentro de uma atmosfera de magia, bom observador das duas perspectivas, psicológica e sociológica da arte, apercebeu-se que as neurociências e a psicologia cognitiva há muito começaram a contribuir para a reequacionamento desse mesmo mistério. Aventurou-se pelo complexo mundo do processo criativo, tentando responder às questões simples que a minha amiga da onça desconhece, mas que logo usaria se as conhecesse, como jóias e enfeites para as suas maliciosas conquistas e para satisfação da sua insaciável vaidade:

- O que se passa no cérebro do artista quando cria?

- Que mecanismos regem a actividade cerebral no momento em que se contempla uma pintura?

- De onde surge a estranha e poderosa emoção que é o prazer estético?

 

 

publicado por Luis Moreira às 14:00
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