Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

A Republica nos livros de ontem nos livros de hoje - CXXXI e CXXXII - José Brandão

Paixão e

Morte de Sidónio

 

 

 

Visconde do Porto da Cruz

 

Funchal, 1928

 

O Outono descia rápido, anunciando que se avizinhava um inverno rigoroso…

 

Sintra estava adorável e eu gozava aquelas ferias inesperadas, após tantos meses agitados com boatos e prevenções…

 

Quando reabririam as aulas na Escola de Guerra? Que importava? Abrissem quando abrissem era sempre a tempo. E no entanto ia-se gozando aqueles dias de doce tranquilidade. Mas de súbito o boato de novas tentativas do Partido Democrático vem quebrar aquele paradisíaco sossego…

 

De facto não tardou que rebentasse uma forte agitação revolucionaria no Barreiro, que o Porto, Coimbra e Lisboa tentaram secundar… Procurei os Camaradas que tinham, como eu, ido para Sintra e concertámos na forma de mais rápida e eficazmente chegar a Lisboa…

 

________________

 

 

Para a História da Maçonaria em Portugal

1913-1935

 

António Carlos Carvalho

 

Vega, 1976

 

Várias razões nos levaram a escrever este livro: um interesse muito grande, desde sempre, por estes assuntos: a noção de que está tudo, ou quase tudo, por dizer e esclarecer; a consciência de que a Maçonaria só tem sido apresentada parcialmente aos profanos; a verificação de que era importante continuar a obra de Borges Grainha, «História da Franco Maçonaria em Portugal» que se detém no ano de 1922, e incidir no período 1913 1935, ou seja, até à proibição das actividades das sociedades secretas, decretada pelo Governo de Salazar.

 

De 1935 até Abril de 1974, pouco se sabe acerca da acção da Maçonaria, a não ser que a Ordem nunca deixou de existir, apesar da forte repressão policial. Esse facto foi, aliás, confirmado recentemente pela própria Maçonaria, ao reclamar publicamente a propriedade do prédio da Travessa do Guarda-mor, em Lisboa, onde existia o Grémio Lusitano.

 

___________________________

publicado por João Machado às 17:00
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

A Republica nos livros de ontem nos livros de hoje - CXXIX e CXXX - José Brandão

Páginas de Sangue

 

 

 

Sousa Costa

 

Guimarães Editores, s. d.

 

 

Por isso, ao começar o presente volume, relembro esses instintos e esses impulsos, lanço os olhos curiosos ao já vasto e agitado panorama da vida política portuguesa do meu tempo às suas convulsões através da ditadura franquista, aos quadros sangrentos das incursões monárquicas, aos quadros trágicos das revoluções republicanas, e observo, e concluo:

 

– Afinal, por mais que sobre a índole humana rolem as turvas torrentes ou as águas claras das idades, ideologias e apostolados, a índole humana é seixo que não amacia nem ao correr de dilúvios. Não há dúvida – o homem é o único animal indomesticável. Calmo na jaula das conveniências e interesses quotidianos, mal lhe ameaçam ou lesam interesses e conveniências – a mesa, o mando, a confraria – logo arreganha a dentuça primitiva, o ser humano volvido à fera bruta.

 

______________________

 

Páginas do meu Diário

 

Armando Marques Guedes

 

Lisboa, 1957

 

Um gentilíssimo espírito, que muito prezo, escreveu há pouco que detestava os livros de memórias por não passarem, em regra, de auto-elogios dos seus autores. O asserto tem uma parte de verdade, mas é excessivo pela sua generalização. Os livros dos memorialistas fornecem frequentemente subsídios valiosos para os historiadores. É ideia assente hoje que a História deve basear-se em documentos. Mas não é menos verdade que o documento é frequentemente coisa fria e morta; às vezes é tendencioso ou uma expressão de falsidade. Quantas vezes representam apenas a versão oficial e deturpada dos acontecimentos!...

 

E falta-lhe quase sempre o elemento subjectivo, o factor psicológico, que explicaria satisfatoriamente os homens e os acontecimentos.

publicado por João Machado às 17:00
link | comentar | favorito
Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 131 e 132 (José Brandão)

Paixão e
Morte de Sidónio
Visconde do Porto da Cruz

Funchal, 1928

O Outono descia rápido, anunciando que se avizinhava um inverno rigoroso…
Sintra estava adorável e eu gozava aquelas ferias inesperadas, após tantos meses agitados com boatos e prevenções…
Quando reabririam as aulas na Escola de Guerra? Que importava? Abrissem quando abrissem era sempre a tempo. E no entanto ia-se gozando aqueles dias de doce tranquilidade. Mas de súbito o boato de novas tentativas do Partido Democrático vem quebrar aquele paradisíaco sossego…
De facto não tardou que rebentasse uma forte agitação revolucionaria no Barreiro, que o Porto, Coimbra e Lisboa tentaram secundar… Procurei os Camaradas que tinham, como eu, ido para Sintra e concertámos na forma de mais rápida e eficazmente chegar a Lisboa…

________________


Para a História da Maçonaria em Portugal
1913-1935

António Carlos Carvalho

Vega, 1976

Várias razões nos levaram a escrever este livro: um interesse muito grande, desde sempre, por estes assuntos: a noção de que está tudo, ou quase tudo, por dizer e esclarecer; a consciência de que a Maçonaria só tem sido apresentada parcialmente aos profanos; a verificação de que era importante continuar a obra de Borges Grainha, «História da Franco Maçonaria em Portugal» que se detém no ano de 1922, e incidir no período 1913 1935, ou seja, até à proibição das actividades das sociedades secretas, decretada pelo Governo de Salazar.
De 1935 até Abril de 1974, pouco se sabe acerca da acção da Maçonaria, a não ser que a Ordem nunca deixou de existir, apesar da forte repressão policial. Esse facto foi, aliás, confirmado recentemente pela própria Maçonaria, ao reclamar publicamente a propriedade do prédio da Travessa do Guarda-mor, em Lisboa, onde existia o Grémio Lusitano.

___________________________
publicado por Carlos Loures às 18:00
link | comentar | favorito
Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 129 e 130 (José Brandão)

Páginas de Sangue
Sousa Costa

Guimarães Editores, s. d.


Por isso, ao começar o presente volume, relembro esses instintos e esses impulsos, lanço os olhos curiosos ao já vasto e agitado panorama da vida política portuguesa do meu tempo às suas convulsões através da ditadura franquista, aos quadros sangrentos das incursões monárquicas, aos quadros trágicos das revoluções republicanas, e observo, e concluo:

– Afinal, por mais que sobre a índole humana rolem as turvas torrentes ou as águas claras das idades, ideologias e apostolados, a índole humana é seixo que não amacia nem ao correr de dilúvios. Não há dúvida – o homem é o único animal indomesticável. Calmo na jaula das conveniências e interesses quotidianos, mal lhe ameaçam ou lesam interesses e conveniências – a mesa, o mando, a confraria – logo arreganha a dentuça primitiva, o ser humano volvido à fera bruta.

______________________

Páginas do meu Diário

Armando Marques Guedes

Lisboa, 1957

Um gentilíssimo espírito, que muito prezo, escreveu há pouco que detestava os livros de memórias por não passarem, em regra, de auto-elogios dos seus autores. O asserto tem uma parte de verdade, mas é excessivo pela sua generalização. Os livros dos memorialistas fornecem frequentemente subsídios valiosos para os historiadores. É ideia assente hoje que a História deve basear-se em documentos. Mas não é menos verdade que o documento é frequentemente coisa fria e morta; às vezes é tendencioso ou uma expressão de falsidade. Quantas vezes representam apenas a versão oficial e deturpada dos acontecimentos!...

E falta-lhe quase sempre o elemento subjectivo, o factor psicológico, que explicaria satisfatoriamente os homens e os acontecimentos.
publicado por Carlos Loures às 18:00
link | comentar | favorito

.Páginas

Página inicial
Editorial

.Carta aberta de Júlio Marques Mota aos líderes parlamentares

Carta aberta

.Dia de Lisboa - 24 horas inteiramente dedicadas à cidade de Lisboa

Dia de Lisboa

.Contacte-nos

estrolabio(at)gmail.com

.últ. comentários

Jestem osobą fizyczną oferującą pożyczki międzynar...
I got my already programmed and blanked ATM card t...
Meu nome é Valeria Marco. Há 6 meses atrás, meu ne...
Meu nome é Patricia Martins, de Portugal, mãe solt...
Você está interessado em um empréstimo? nós oferec...
Sera que não vai sair do roupeiro? ? E a roupa fic...
Hoje entrou uma para o meu roupeiro e não a consig...
Para todas as suas necessidades de financiamento p...
Para todas as suas necessidades de financiamento p...
Para todas as suas necessidades de financiamento p...

.Livros


sugestão: revista arqa #84/85

.arquivos

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

.links