Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

A Irlanda e Nós

António Sales


O nosso amigo Carlos Mesquita escreveu sobre o caso da economia irlandesa, no artigo “Nós e a Irlanda”, sintetizando as linhas gerais de uma situação que a imprensa portuguesa tem esquecido bastante. Afinal, a corrupção do “Tigre Celta” e a má administração irmanam-se com a nossa permitindo meter ao bolso fortunas que os bancos facilitaram no compadrio com construtores, dinheiro fácil para os consumidores, “sub-prime” para os especuladores e outros, que não o sendo, pensavam fazer bons investimentos de modo fácil, simples e seguro.

Andaram num corrupio a prometer este mundo e o outro de modo a convencer o pagode irlandês que em pouco tempo ficava tudo rico pois até os governos, de pernas abertas, facilitavam os investidores estrangeiros de modo absolutamente liberal.

Um país agrícola apresentava-se, pelo menos em Dublin, com ares de bem vestir, bem comer e bem viver como pude verificar há 10 anos quando lá estive.

Nós aqui, ignorantes, julgávamos que os irlandeses, com rigor e inteligência, tinha conseguido o milagre de um modelo económico de sucesso. Logo, o nosso exemplo era a Irlanda onde, afinal havia outra… verdade escondida e as contas da nação, dos bancos e do crédito andavam todas maradas.

Curiosamente os senhores da EU, que têm por obrigação fiscalizar estas coisas económicas, nunca desconfiaram de nada como não desconfiaram dos gregos, rapaziada que sempre esteve na primeira linha da planificação económica e da disciplina fiscal. Subitamente, aquele pessoal responsável por estas coisas em Bruxelas, séquito de funcionários pagos em ouro de lei, descobriram tudo agora com Portugal e a Espanha no mesmo saco, com razão, diga-se de passagem.

Resolvidos que estejam os desregramentos financeiros destes quatro marginais a EU e o mercado do euro retornarão à paz porque todos os outros (Bélgica, França, Itália, p. ex.) estão bem muito obrigado. Todavia, para acertar algumas agulhas para uma economia real, haverá que fazer mais uns cortes que nos serão impostos de modo a alcançarmos o paraíso.
publicado por Carlos Loures às 22:00
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