Sexta-feira, 18 de Março de 2011

António Nobre (1867-1900)

 

 

 

 

 


 

 

 Passam hoje 111 anos sobre a morte do poeta António Nobre, em 18 de Março de 1900. Nasceu no Porto

 no dia 16 de agosto de 1867. Estudou Direito em Coimbra, mas foi na Escola Livre de Ciências Políticas

de Paris que obteve o diploma em Ciências Jurídicas. Estava, aliás, em Paris, em 1892, quando publicou a sua colectânea poética – . Tentava enveredar pela carreira diplomática quando a tuberculose o vitimou.

Tinha 33 anos.

 

António Nobre é um dos expoentes líricos do Romantismo-Decadentismo na linha de Cesário Verde, representando para um Norte provinciano e rural o mesmo que Cesário

foi para uma capital provinciana e pré-industrial. O Simbolismo apreendido na cosmopolita Paris, foi sempre temperado pelo pitoresco e pelo fatalismo que lhe vinham das primeiras incursões poéticas, plasmadas em Primeiros Versos (edição póstuma, 1921).

 

Embora sem a profundidade de um Antero de Quental ou o arrojo de um Guerra Junqueiro, de um ponto

de vista estritamente literário e imagético, Nobre foi mais inovador do que estes, pois utilizou uma linguagem mais liberta dos moldes convencionais do Romantismo. Pode dizer-se que abriu caminho para poetas como Teixeira de Pascoais ou Gomes Leal. Sobre António Nobre, diz outro ilustre portuense, o Professor Òscar Lopes: «Há na sua poesia uma profunda e talvez auto-ignorada ironia que põe em contraponto os seus próprios males pessoais e os de um povo de pescadores condenados ao naufrágio, de todo um povo simples condenado à miséria esmoler e cujos sonhos abraça e para cuja tonicidade heróica apela do fundo do seu desespero privado, como se esse meio popular se personificasse numa ama que (junqueirianamente) o embala».

(in "Modo de Ler o Porto", p.31, Porto, 2007).

 

Vamos ouvir, na voz de Carlos Carranca O Sono do João,  um poema de António Nobre extraído do seu livro . O acompanhamento à guitarra é executado por Durval Moreirinhas.

 

 

publicado por Carlos Loures às 15:00
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

As tricanas, os futricas e os estudantes

António Nobre

Para "As Raparigas de Coimbra"


1
Ó choupo magro e velhinho,
Corcundinha, todo aos nós:
És tal qual meu avôzinho,
Falta-te apenas a voz.


2
Minha capa vos acoite
Que é p'ra vos agazalhar:
Se por fóra é cor da noite,
Por dentro é cor do luar...


3
Ó sinos de Santa Clara,
Por quem dobraes, quem morreu?
Ah, foi-se a mais linda cara
Que houve debaixo do céu!

4
A sereia é muito arisca,
Pescador, que estás ao sol:
Não cae, tolinho, a essa isca...
Só pondo uma flor no anzol!


5
A lua é a hostia branquinha,
Onde está Nosso Senhor:
É d'uma certa farinha
Que não apanha bolor!


6
Vou a encher a bilha e trago-a
Vazia como a levei!
Mondego, qu'é da tua agoa?
Qu'é dos prantos que eu chorei?


7
A cabra da velha Torre,
Meu amor, chama por mim:
Quando um estudante morre,
Os sinos chamam, assim.


8
- E só porque o mundo zomba
Que poes luto? Importa lá!
Antes te vistas de pomba...
- Pombas pretas tambem ha!


9
Therezinhas! Ursulinas!
Tardes de novena, adeus!
Os corações ás batinas
Que diriam? sabe-o Deus...


10
Teu coração é uma igreja:
N'uma eça dorme, alli,
Manoel, bemdito seja,
Que morreu d'amor por ti.


11
Manoel no Pio repoiza:
Todos os dias, lá vou
Ver se quer alguma coiza,
Perguntar como passou.


12
Agora, são tudo amores
A roda de mim, no Caes,
E, mal se apanham doutores,
Partem e não voltam mais...


13
Aos olhos da minha fronte
Vinde os cantaros encher:
Não ha, assim, segunda fonte
Com duas bicas a correr!


14
Nossa Senhora faz meia
Com linha feita de luz:
O novello é a lua-cheia,
As meias são p'ra Jezus.


15
Meu violão é um cortiço,
Tem por abelhas os sons
Que fabricam, valha-me isso,
Fadinhos de mel, tão bons...


16
Ó fogueiras, ó cantigas,
Saudades! recordações!
Bailae, bailae, raparigas!
Batei, batei, corações!


 (in 'Só')

Os versos de António Nobre, que frequentou a Universidade entre 1888 e 1900, não serão dos mais explícitos na diferenciação que se estabelecia entre estudantes, vindos de todo o País, e os habitantes da cidade - tricanas e futricas, como se de duas espécies diferentes se tratasse.

Mais nítida é essa forma dicotómica de branquear a estúrdia de alguns estudantes e de ridicularizar a pacatez das gentes coimbrãs em José Trindade Coelho, que cursou Direito entre 1880 e 1885. Publicou em 1902 In Illo Tempore, livro em que são  evocadas as guerras entre estudantes e futricas pelos corações das tricanas, o ambiente boémio vivido na Academia e a recordação  das figuras da Universidade - estudantes e lentes.

Referindo-se às tricanas, diz que elas tinham  «uma cara quase sempre bonita, e espirrando sempre vivacidade; e naqueles braços, naquelas pernas, naquele busto, quando gesticulam, quando marcham, quando estão paradas, qualquer coisa que deve ser a própria graça, como só os artistas apreciam." (...) "Como andam sempre muito afinadinhas, desde os pés à cabeça...vão-se os olhos a olhar para elas e fica a gente a dizer consigo que nunca viu mulheres assim... Sua chinelinha de biqueira, em que só lhes cabe metade do pé; sua meia branca, ou às riscas, muito esticada; saia de chita, das cores mais claras, deixando ver os tornozelos e acima dos tornozelos duas polegadas de perna; aquele aventalinho muito pequenino, que é mais um chique que outra coisa; o chambre de chita clara, aberto no peito em decote quadrado; e então o xaile de barras, ou a capoteira, passando por baixo do braço direito e lançando (com elegância que se não descreve, mas que os estudantes copiaram para as suas capas) por cima do ombro esquerdo!"
.
Uma tricana, diz-nos José Pedro Machado no seu Grande Dicionário é «s.f. Rapariga ou mulher do povo na região de Coimbra e no distrito de Aveiro». E os futricas? Quem são os futricas? Diz José Pedro Machado:  «S.m. Designação depreciativa que os estudantes de Coimbra dão aos não estudantes, principalmente aos da cidade.» Temos, portanto, navegando à solta pelo imaginário nacional, uma visão das gentes de Coimbra que é a dos estudantes, na sua maior parte vindos de fora. Uma visão que peca por um disparatado elitismo.


Na Desgarrada do filme "Capas Negras" (1947), realizado por Armando de Miranda, são visíveis todos os ícones dessa visão mítica e folclórica que seis décadas antes talvez fizesse algum sentido. Embora se estivesse em meados do século vinte, o regime fazia passar a imagem passadista que convinha ao departamento de Estado dirigido por António Ferro.  Amália Rodrigues, Alberto Ribeiro, Artur Agostinho e outros, intervêm nesta desgarrada. A dupla é a mesma que criou a internacionalizada "Coimbra" - Raul Ferrão, a música, José Galhardo, a letra. Um cantor representando um futrica afirma que «o amor de um estudante não dura mais do que uma hora».  

publicado por CRomualdo às 09:00
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Domingo, 1 de Agosto de 2010

Histórias de suicidios famosos em Portugal - José Brandão

O suicida não é um homem que odeia a vida, como à primeira vista pode parecer. Pelo contrário: é um homem que a quer prolongar de qualquer maneira, nem que seja no remorso dos outros.
Miguel Torga


Introdução
Se em todas as épocas existem suicidas, nem todas elas os produzem saídos da mesma massa. Os que vamos ver nestas páginas são pessoas que viviam intensamente os problemas, estavam no centro deles e foram mesmo origens de alguns. Não foi, pois, a incomunicabilidade que os empurrou para a morte, mas talvez o excesso de comunicação com o Portugal que viam e que desfilava por eles como um funeral.

Para eles, a morte estava presente no mais despreocupado despregar de mãos. Viver a vida e cortá-la ao primeiro transtorno, após uma série de outros que já não se suportaram mais, corroídos pelo banal dia-a-dia gastos pela «doença de pátria», não era estado de incomunicabilidade.

O período que medeia a passagem do século XIX para o XX, factualmente compreendido entre o Ultimatum Inglês, de 11 de Janeiro de 1890 e a implantação da República, de 5 de Outubro de 1910, retrata uma longa e múltipla carência da sociedade portuguesa quanto ao seu papel cultural para com os seus escritores e os seus escritos.

A inexistência de meios, a falta de estímulos, a incompreensão e o desapego a que foram sujeitos, os homens da “bela arte de escrever”, como um Antero de Quental, um Camilo Castelo-Branco, um Soares dos Reis, um Júlio César Machado ou um José Fontana, entre muitos outros, provoca-lhes um sentimento de decepção para com a comunidade em que vivem. A morte apossara-se-lhe das vidas. Ninguém sabe doutra coisa, ninguém tem outra maneira de se afirmar — de protestar, de procurar a resignação — senão através do suicídio.

Sãos os tempos das crises de consciência, em que o mundo e a sua moral subvertida nos transportam, tendo sempre como sombra o ruir dos velhos alicerces, a uma sociedade feita de angústia, opressão e instabilidade. São as ditaduras veladas do rotativismo político, ou declaradas como o franquismo. São as viciações e as desonestidades do aparelho governativo e dos seus resultados eleitorais, com o consequente descrédito total do parlamentarismo monárquico. São as desconfianças permanentes do sistema económico e financeiro, a par do desespero, da impotência e da derrota das questões internacionais. São os desânimos pelo crescimento do obscurantismo e da ignorância, acompanhados pelo desenraizamento de quem se identifica como responsável e portador de uma natureza defeituosa, da qual, apenas se conhece a doença, mas não a cura. Em suma, são os tempos em que apenas se vivia a renúncia, a indiferença, o cansaço e o pessimismo.

Miguel Unamuno, logo após o regicídio, em 1908, viaja até Portugal onde conta com a amizade de algumas das mais destacadas figuras da vida cultural e política. Das impressões dessa deslocação, o prestigiado escritor espanhol haveria de publicar um livro que só passados setenta e cinco anos seria traduzido e publicado em Portugal.

Por Terras De Portugal E Da Espanha, é dos mais interessantes documentos que alguma vez foi escrito sobre este pedaço de chão que tem Lisboa por capital. Ler este livro de um estrangeiro ajuda a conhecer melhor quem somos e o que somos. Unamuno fala deste País com palavras de uma verdade crua, sincera e ao mesmo tempo arrasadora. Diz este autor:

«Portugal representa-se-me como uma formosa e doce jovem camponesa que, de costas para a Europa, sentada à beira-mar, com os pés descalços na praia onde a espuma das gemebundas ondas os banha, os cotovelos fincados nos joelhos e o rosto entre as mãos, olha como o sol se põe nas águas infinitas. Porque para Portugal o sol não nasce nunca: morre sempre no mar que foi teatro das suas façanhas e berço e sepulcro das suas glórias. […]É o oceano um vasto cemitério, sobretudo para Portugal. O mar, essa é a «campa», esse é o cemitério desta desgraçada pátria de Vasco da Gama, de João de Castro, de Albuquerque, de Cabral, de Magalhães, de todos os maiores navegadores do mundo, desta pátria do infante D. Fernando, do rei D. Sebastião, que além do mar morreram. Nesse imenso cemitério vivo, que vem a murmurar fados beijar as praias deste «Jardim da Europa, à beira-mar plantado,»

Nesse imenso cemitério descansa a glória de Portugal, cuja história é um trágico naufrágio de séculos. E este murmúrio do oceano, estas queixas que vêm do seu seio quando o sol nele se deita, — não são acaso as vozes das pobres almas portuguesas que vagueiam errantes nas suas ondas? Não pedem sufrágios aos vivos? Não é aqui o mar do Purgatório?»

E, naquela que é seguramente a parte mais eloquente do seu testemunho sobre Portugal e sobre o povo que nele vive, ficaria o registo de um capítulo a que o autor quis dar o título de UM POVO SUICIDA:

«Portugal é um povo triste, e é-o até quando sorri. A sua literatura, inclusive, a sua literatura cómica e jocosa, é triste. Portugal é um povo de suicidas, talvez um povo suicida. A vida não tem para ele sentido transcendente. Querem viver talvez, sim; mas para quê? Vale mais não viver.»

Neste mesmo capítulo, e com a data de Novembro de 1908, Miguel de Unamuno dá a conhecer uma carta de Manuel Laranjeira, seu amigo de grande afecto:

«Em Portugal chegou-se a este princípio de filosofia desesperada o suicídio é um recurso nobre, é uma espécie de redenção da moral. Neste malfadado país, tudo o que é nobre suicida-se; tudo o que é canalha triunfa.

Chegámos a isto, amigo. Eis a nossa desgraça. Desgraça de todos nós, porque todos a sentimos pesar sobre nós, sobre o nosso espírito, sobre a nossa alma desolada e triste, como uma atmosfera de pesadelo, depressiva e má. O nosso mal é uma espécie de cansaço moral, de tédio moral, o cansaço e o tédio de todos os que se fartaram — de crer.
Crer...! Em Portugal, a única crença ainda digna de respeito é a crença na morte libertadora.
É horrível, mas é assim.
[…]
Eu, por mim, não sei, não sei: em boa verdade, amigo, não sei para onde vamos. Sei que vamos mal. Para onde? Para onde nos levarem os maus ventos do destino. Para onde? Vamos...
[…]
Não falta mesmo quem diga que isto não é já um povo, mas sim — o cadáver de um povo.»

Manuel Laranjeira haveria de se suicidar passados menos de quatro anos sobre esta carta a Unamuno. Seria o último de uma lista aterradora de suicidas que começa em 1876 com José Fontana e que continua com o médico Francisco da Cruz Sobral, em 1888, com o escultor Soares dos Reis, em 1889, Camilo Castelo Branco, Júlio César Machado e o sertanejo Silva Porto em 1890, Antero de Quental, em 1891, o militante operário Luís de Carvalho, em 1893, o escritor operário Henrique Verdial, em 1900, Mouzinho de Albuquerque, em 1902, o escritor e jurista Trindade Coelho e o jornalista Alberto Costa, o «PadZé», em 1908, o almirante Cândido dos Reis, membro da Carbonária Portuguesa, em 1910, Guedes Quinhones, velho militante socialista e jornalista operário, em 1911. E, depois de Manuel Laranjeira, em 1912, suicida-se o poeta Mário de Sá-Carneiro, em 1916, e Florbela Espanca, em 1930.

Portugal é um desespero trágico que aflige os melhores filhos do seu possível orgulho nacional. Alexandre Herculano exclamara: «isto dá vontade da gente morrer!». Rodrigo da Fonseca murmurara: «nascer entre brutos, viver entre brutos e morrer entre brutos é triste»? E no final de um soneto António Nobre apregoa: «Amigos, que desgraça nascer em Portugal! [...] Todos nós falhamos… Nada nos resta. Somos uns perdidos. Choremos, abracemo-nos, unidos! Que fazer? Porque não nos suicidamos?»

As dez histórias de suicídios aqui apresentadas são apenas uma parte de tantos outros que ocorreram durante esse mesmo período.
São famosos e são do melhor que Portugal tem na sua História.
Ao suicidarem-se é um pouco de Portugal que se suicida.
publicado por Carlos Loures às 01:00
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Sondagem: alegres e nobres para Cavaco




Luís Moreira


A sondagem do CM dá 54% para Cavaco, 28% para Alegre e um resultado residual para Nobre. Cavaco ganharia à primeira volta, ele que há quatro anos ganhou com 51%. Os 28% de Alegre são o que vale hoje o PS, embora não se confundam pois andarão por aqui os 8% do BE.

A direita agita-se por causa do casamento gay, procura, ou faz que procura, alguem que possa pressionar Cavaco, desde logo a Igreja pela voz do Cardeal de Lisboa e do CDS lançando para a mesa o nome de Bagão Félix.É fogo fátuo, a direita não vai correr o risco de dar a vitória a Alegre como, ao contrário, a esquerda deu a vitória a Cavaco com as suas divisões entre Alegre e Soares.

Quem está Presidente tem grandes vantagens, como mostra o facto de terem sido sempre reeleitos, e numa situação miserável como a que temos pela frente, com um governo descredibilizado e forçado a tomar medidas impopulares, ninguem se atreve a abrir um "melão" novo na Presidência da Republica.Vamos pois ter Cavaco.

Mas Cavaco bem pode começar, como já começou, a usar expressões mais duras como "situação insustentável" que é raríssima no seu discurso, mas que se viu obrigado a usar, num cada vez maior distanciamento do governo e de Sócrates, não vá apanhar com a "peçonha" que de um momento para o outro assaltou o governo.

Se Alegre fizesse o pleno da Esquerda, talvez o máximo que conseguisse fosse obrigar Cavaco a uma segunda volta vexatória, mas nem isso vai conseguir, há muito PS que não lhe perdoa e o PCP vai, como sempre faz, tocar a reunir à volta de um candidato que só serve para isso, para tocar a reunir.

O que esta mais que provável vitória de Cavaco possa meses depois influir nas eleições legislativas é coisa que não se adivinha, mas a direita está próxima de conseguir o velho sonho de Sá Carneiro: um Presidente, uma maioria, um governo!
publicado por Luis Moreira às 11:00
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