Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

Homenagem a Amato Lusitano - 500 anos ( parte I) - Dia de Portugal

José Calrão

 

 RODERICUS CASTELLI ALBI e outros Lusitanos

 

   O século XVI glorioso ou pelo seu contrário, tenebroso, conforme os tradicionais pontos de vista, e os sentimentos relativos aos seus actores, tem um

 

 

 

poderoso encanto, tanto para os detractores, como para os seus vitoriadores .

 

Cometendo a imprudência de não satisfazer nem uns nem outros, venho “teclar” o que me apraz dizer sobre O Homem Universal que dá o nome e título a estas palavras, também conhecido por Amato Lusitano, nascido na terra onde eu sou indígena insignificante, Castelo Branco, mas seu admirador incondicional e conterrâneo – in muris patriai nostrae Castelli Albi…

 

Cabe agora referir que convidarei mais lusitanos de boa cepa, sem olhar a idades, como por exemplo, outro judeu errante Zacuto Lusitano, o maior médico português do seu tempo, implicado aqui, porque fala na sua obra em Amatus e Ioanes Rodericus Albicastrense, como se de duas pessoas se tratasse.

 

Não custa pensar que a Inquisição que obrigou ambos e outros, a sair do reino, este Lusitano Zacuto,  em 1629,já com 54 anos, e o Lusitano Amato, antes, em 1534, com 23 anos, merecia esta tripla confusão.

 

Acrescento que, nem o “eruditíssimo” Damião de Goes, amigo de Amato, conseguia escapar ao Santo Oficio e era aprisionado com 69 anos  em 1571, de nada lhe serviu o ter estado ao serviço do Reino, em Antuerpia e Padua…, voltar ao reino e ser mestre do príncipe D. João, (ter a confiança real do mesmo Rei, que criaria o tribunal da Inquisição em Portugal-1536), ou ter sido guarda-mor da Torre do Tombo; nada impediria de ser hospede forçado do Mosteiro da Batalha…, morreria ingloriamente, aos 72 anos, 6 anos após a aclamação de um jovem Sebastião, que se finaria ridícula mas religiosamente, talvez Santo sem Oficio em Africa.

 

Escrever para o Regente (este da Inquisição) Cardeal D. Henrique, as Crónicas de D.Manuel e do príncipe João, não o salvaram de morrer assassinado, e na sua casa de Alenquer encontrado, sem que se saiba como, pois a prisão na Batalha, imposta pela Santa Inquisição, seria perpétua.

 

A Inquisição ou Santo Ofício, foi estabelecida em Portugal no decurso do século XVI(1536). Tribunal eclesiástico destinado a combater os crimes de heresia (e em especial as práticas judaicas) e a reprimir os maus costumes, como superstição, feitiçaria, sodomia, bigamia, os abusos do clero, etc,, tinham o poder de aplicar sanções que iam desde a morte pelo fogo, a prisão e castigos corporais, até ao degredo, confiscação de bens e à imposição de penas espirituais e de insígnias infamantes…

 

O seu braço terrível e ameaçador podia atingir humildes e poderosos, sem descriminação de sexo, profissão, raça, estado ou classe social; mas os mais visados na sua acção foram inquestionavelmente os ditos “cristão novos” (xn) .( in A Beira Baixa Na Expansão Ultramarina - de Manuel Castelo Branco e Joaquim Candeias pág.392)

 

Tambem de Castelo Branco, a pouco conhecida figura do médico hebreu Elias Montalto, referido pelo meu ilustre amigo Manuel da Silva Castelo Branco nas suas “Notas e Documentos para a História dos Judeus e Cristãos Novos de Castelo Branco”, quando relata a condenação da filha do médico Pedro Lopes da Costa, ela (xn) no Auto de Fé, realizado na Ribeira, a 5-9-1638,- era casada com Manuel da costa Alvarenga, (xv) cristão velho,(fonte, Laços Familiares de Amato Lusitano e Filipe Montalto, pelo Dr. José Lopes Dias, pág.14)

 

Este conterrâneo de Amato Lusitano, é tão só, o primeiro médico português que escreve num livro sobre psiquiatria, a que ele chamou Archipathologia, cuja capa ostenta nas três primeiras linhas:

 

PHILOTHEI ELIANI

 

MONTALTO

 

LUSITANI

 

é outro Lusitano tambem  errante, que vai morrer a Tours na França, quando decorria o ano de 1616, após ter sido médico de Luis XIII «o justo» e de sua mãe Maria de Médicis.

 

 

 

 

continua...

publicado por siuljeronimo às 16:00

editado por Luis Moreira às 11:48
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