Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Boaventura de Sousa Santos no Estrolabio - O hipnotizador


 A hipnose é um estado psíquico, induzido artificialmente, em que o hipnotizado, numa condição semelhante à de transe, fica altamente sujeito à influência do hipnotizador. O estado de concentração hipnótica filtra a informação de modo a que ela coincida com as directivas recebidas. Estas, por sua vez, podem trazer à consciência do hipnotizado memórias por ele suprimidas. A hipnose pode conduzir a actos destrutivos para o próprio ou para outros e, passado o seu efeito, o contacto com a realidade pode ser penoso. O mundo (não todo, mas uma boa parte) vive hoje em estado de hipnose e o hipnotizador é Barack Obama (BO). A hipnose consiste numa mudança radical de percepção sobre o que se passa no mundo sem que na realidade haja razões para sustentar tal mudança. Em que consiste a mudança e donde provêm os poderes hipnóticos de Obama? O que se passará quando o estado de hipnose desvanecer?

A mudança de percepção ocorre em diferentes áreas. A crise financeira global. Mudança: as medidas corajosas de BO para regular o sistema financeiro e assumir o controle de empresas importantes fez com que a crise fosse ultrapassada e a economia retomasse o seu curso. Realidade: BO injectou montantes astronómicos de dinheiro dos contribuintes nos bancos e empresas à beira do colapso sem assumir o controle da sua gestão; não introduziu até agora nenhuma regulação no sistema financeiro; prova disso é o regresso do capitalismo de casino à Wall Street com o banco Goldman Sachs a registar lucros fabulosos obtidos através dos mesmos processos especulativos que levaram à crise, enquanto o desemprego continua a aumentar e os americanos continuam a perder as suas casas por não poderem pagar as hipotecas.

O regresso do multilateralismo. Mudança: BO cortou com o unilateralismo de Bush e os tratados internacionais voltaram a ser respeitados pelos EUA. Realidade: as recentes negociações de Banguecoque, que deveriam levar ao reforço do frágil Protocolo de Kyoto sobre as mudanças climáticas, conduziram, por pressão dos EUA, ao resultado oposto com a agravante de terem atenuado as responsabilidades globais dos países desenvolvidos, os grandes responsáveis pela degradação ambiental; os EUA, que não assinaram a Declaração de Durban contra o racismo, auspiciada pela ONU em 2001, voltaram a retirar o seu apoio à declaração sobre a revisão da declaração de Durban elaborada na reunião da ONU de Abril passado em Genebra, arrastando consigo vários países europeus; os EUA desautorizaram o corajoso relatório do Juiz Goldstone sobre os crimes de guerra cometidos por Israel e o Hamas durante a invasão israelita da faixa de Gaza no Inverno de 2008, e, juntamente com Israel, pressionaram a Autoridade Palestiniana a fazer o mesmo.

O fim das guerras. Mudança: BO estendeu a mão da fraternidade e do respeito ao mundo islâmico e vai pôr fim às guerras do Médio Oriente. Realidade: sem dúvida, houve mudança de retórica, mas Guantánamo ainda não encerrou; os generais dizem que a ocupação do Iraque continuará por muitos anos (ainda que os soldados sejam substituídos por mercenários); os pobres camponeses afegãos continuam a ser mortos “por engano” por bombardeiros covardemente não tripulados e as mortes estendem-se já ao Paquistão com consequências imprevisíveis; a burla da ameaça nuclear iraniana continua a ser propalada como verdade; no passado dia 10 de Setembro, BO renovou o estado de emergência, declarado inicialmente por Bush em 2001, sob o pretexto da continuada ameaça terrorista, atribuindo ao Estado poderes que coarctam os direitos democráticos dos cidadãos.

As bases militares na Colômbia. Mudança: sem precedentes, BO criticou o golpe de Estado nas Honduras, o que dá garantias de que as sete bases militares a instalar na Colômbia são exclusivamente destinadas à luta contra a droga. Realidade: BO criticou o golpe mas não lhe pôs termo nem retirou o seu embaixador; o alcance dos aviões a estacionar na Colômbia revelam que os verdadeiros objectivos das bases são 1) mostrar ao Brasil que, como potencial regional, não pode rivalizar com o EUA, 2) controlar o acesso aos recursos naturais da região, nomeadamente da Amazónia, 3) dissuadir os governos progressistas da região a terem veleidades socialistas mesmo que democráticas.

Donde provém o poder hipnótico de BO? Da insidiosa presença do colonialismo na constituição político-cultural do mundo. O Presidente negro de tão importante país dá aos fautores históricos do racismo no mundo contemporâneo o conforto de poderem espiar sem esforço a sua culpa histórica, e dá às vítimas do racismo a ilusão credível de que o fim das suas humilhações está próximo.

E o que passará depois da hipnose? BO está a preparar-se meticulosamente para governar durante oito anos, fará algumas reformas que melhorarão a vida dos americanos, ainda que ficando muito aquém das promessas (como no caso da reforma do sistema de saúde) e sem nunca pôr em causa a vigência do Estado de mercado; evitará a todo custo “mexer” no conflito Israel/Palestina; manterá a América Latina sob apertado controle; agradará em tudo à China, tal o medo que ela deixe de financiar o American way of life;deixará o Irão onde está e, se puder, sairá do Afeganistão; tudo isto num contexto de crescente declínio económico dos EUA em parte camuflado pelo aumento das despesas militares algumas delas orientadas para o controlo de conflitos internos.



(Publicado pela revista Visão em 22-10-2009)
publicado por Carlos Loures às 21:00
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010

Boaventura de Sousa Santos no Estrolabio - Estratégia Continental


Sobre a incursão do exército colombiano em território do Equador para eliminar um grupo de guerrilheiros das FARC parece estar tudo dito, tanto mais que é um caso encerrado e bem encerrado. Na verdade, assim não é. O que sobre ela se revela é tão importante quanto o que se oculta. Primeira ocultação: os processos políticos na América Latina estão a pôr em causa o controle territorial continental de que os EUA necessitam para garantir o livre acesso aos recursos naturais do continente. Trata-se de uma ameaça à segurança nacional dos EUA que, perante o iminente fracasso das respostas "consensualizadas" (comércio livre e concessões de bases militares), tem de ter uma resposta musculada e unilateral. Ou seja, a guerra global contra o terrorismo chega ao continente – chegou com o Plan Colômbia mas a "deriva" no Médio Oriente provocou algum atraso– e assume aqui as mesmas características que tem assumido noutros continentes: utilizar um aliado privilegiado – seja ele a Colômbia, Israel ou Paquistão – a quem ao longo dos anos se fornece ajuda militar e informação de espionagem sofisticada que o põe ao abrigo de represálias e lhe permite acções dramáticas de baixo custo e êxito certo; incitá-lo ao isolacionismo regional como preço a pagar pela aliança hegemónica. A guerra contra o terrorismo inclui acções de grande visibilidade e acções secretas. Entre estas estão os actos de espionagem e de desestabilização de que a Bolívia, a Venezuela e a tripla fronteira (Paraguai, Brasil e Argentina) são os alvos privilegiados. Na Bolívia, bolseiros norte-americanos da Fundação Fulbright são chamados à Embaixada dos EUA para dar informações sobre a presença de cubanos e venezuelanos e movimentos suspeitos dos indígenas enquanto os separatistas extremistas de Santa Cruz são treinados na selva colombiana por paramilitares. Facto novo: nas acções de desestabilização podem participar empresas militares e de segurança privadas, contratadas pelos EUA ao abrigo do Plan Colômbia, e dotadas de imunidade diplomática e, portanto, impunidade ante a justiça nacional.

Segunda ocultação: a verdadeira ameaça não são as FARC. São as forças progressistas e, em especial, os movimentos indígenas e camponeses. De facto, a permanência das FARC é fundamental para manter a justificação da guerra contra o terrorismo e criar o clima de medo e a lógica belicista que bloqueiam a ascensão das forças progressistas, nomeadamente do Pólo Democrático na Colombia. Pela mesma razão, a intervenção humanitária a favor dos reféns teve de ser dinamitada para que dela não tire dividendos políticos Hugo Chávez. As forças políticas progressistas ameaçam a dominação territorial dos EUA por via de medidas que procuram fortalecer a soberania dos países sobre os recursos naturais e alterar as regras de repartição dos benefícios da sua exploração. Mas a maior ameaça provém daqueles que invocam direitos ancestrais sobre os territórios onde estão esses recursos, ou seja, dos povos indígenas. É eloquente a este respeito o relatório Tendências Globais – 2020, produzido pelo Conselho Nacional de Informação dos EUA, sobre os cenários de ameaça à segurança nacional do país. Nele se afirma que as reivindicações territoriais dos movimentos indígenas "representam um risco para a segurança regional" e são um dos "factores principais que determinarão o futuro latino-americano". "No início do século XXI, há grupos indígenas radicais na maioria dos países latino-americanos que em 2020 poderão ter crescido exponencialmente e obtido a adesão da maioria dos povos indígenas... Estes grupos poderão estabelecer relações com grupos terroristas internacionais e grupos anti-globalização...que porão em causa as políticas económicas das lideranças latino-americanas de origem europeia". À luz disto, não surpreende que o presidente do Peru se pergunte "se não haverá uma internacional terrorista na América Latina". Tão pouco surpreende que já hoje centenas de líderes indígenas do Peru e do Chile estejam incriminados ao abrigo de leis anti-terroristas promulgadas nestes e noutros países (por pressão dos EUA) por defenderem os seus territórios. A estratégia está, pois, delineada: transformar os movimentos indígenas na próxima geração de terroristas e, para os enfrentar, seguir as receitas indicadas no relatório: tolerância zero; reforço das despesas militares; estreitamento das relações com os EUA. A responsabilidade das forças políticas progressistas é fazer com que esta estratégia falhe.


(Publicado na revista "Visão" em 13 de Março de 2008)


publicado por Carlos Loures às 21:00
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

Boaventura de Sousa Santos no Estrolabio - Des-democratização


Os regimes democráticos são regimes em movimento. Verdadeiramente não há democracia; há processos de des-democratização e de re-democratização. O que caracteriza uns e outros são as transformações que ocorrem nos vínculos políticos que unem o Estado e os cidadãos comuns e os vínculos sociais que unem os cidadãos entre si. Estes processos nunca se confinam exclusivamente ao Estado; ocorrem também na sociedade. Identificar os processos dominantes num dado momento é fundamental para tomar o pulso à qualidade da vida política e social. Os factores que os condicionam variam de país para país mas há também evoluções convergentes a nível internacional das quais é possível de deduzir o espírito da época. As três últimas décadas caracterizaram-se por um conflito muito intenso entre processos de democratização e de re-democratização, por um lado, e de des-democratização, por outro. Ao mesmo tempo que se democratizaram os sistemas políticos – Sul da Europa, anos setenta, Europa Central e de Leste, África e América Latina, anos oitenta e noventa – des-democratizaram-se as sociedades com o aumento das desigualdades sociais, da violência e da insegurança pública.


Tudo indica que este conflito foi decidido a favor dos processos de des-democratização que hoje, com a possível excepção de alguns países da América Latina, dominam o nosso tempo. Eis os sinais mais evidentes. Quando as desigualdades sociais se aprofundam, as políticas públicas, em vez de as reduzirem, ratificam-nas. Exemplos: eficácia fiscal centrada nas classes médias; precarização do emprego com as mudanças no direito do trabalho que se anunciam; a degradação do serviço nacional de saúde. A protecção dos cidadãos e dos não cidadãos contra actos arbitrários do Estado ou de outros centros de poder económico está a diminuir. Exemplos: o encerramento de centros de saúde sem avaliação de custos sociais; o desemprego decorrente das deslocalizações das empresas; a suspensão da regularização dos imigrantes. A falta de transparência das decisões e ausência de controle dos cidadãos sobre as políticas públicas. Exemplos: a corrupção endémica (o caso Somague é a ponte do iceberg); o tráfico de influências que domina as privatizações e os investimentos públicos (a localização do novo aeroporto é um exemplo). O aumento da violência e da insegurança pública. Exemplos: a incompreensível descoordenação entre as forças de segurança; a pasmosa falta de modernização dos meios de investigação criminal ante um crime cada vez mais modernizado; ausência de critérios para organizar o Estado segundo uma lógica territorial (serviços básicos) e uma lógica operacional (serviços especializados).

A des-democratização que ocorre no Estado é paralela à que ocorre na sociedade. Degradam-se as redes de confiança e de solidariedade; medicaliza-se a solidão e a angústia; reduz-se ao mínimo a aspiração familiar (a decisão de não ter filhos); eleva-se ao máximo o stress familiar quando há crianças e estas são as primeiras vítimas. Se a sociedade politicamente organizada não accionar processos de re-democratização, pode estar em causa a sobrevivência da democracia. O que vem não será uma ditadura. Será uma ditamole ou uma democradura.

(Publicado na revista "Visão" em 13de Setembro de 2007)</i>
publicado por Carlos Loures às 21:00
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Domingo, 1 de Agosto de 2010

Eduardo Galeano e a defesa da palavra

Carlos Loures



Eduardo Galeano nasceu em Montevideu, em 1940), é um escritor e jornalista uruguaio. Autor de mais de 40 obras traduzidas em diversos idiomas, a mais conhecida das quais é «Las venas abiertas de América Latina», 1971 («As Veias abertas da América Latina», com prefácio de Isabel Allende, edição de Paz e Terra, São Paulo, 2007).Preso em 1973, quando do golpe militar, exilou-se depois na Argentina, de onde, em 1976, com a criminosa ditadura de Videla, teve também de fugir, pois estava nas listas dos esquadrões da morte. Refugiou-se em Espanha, regressando ao Uruguai quando, em 1985, a democracia voltou. No seu livro «Crónicas 1963-1988», publicou o texto «Defensa de la palabra», no qual inspiro a presente crónica – aconselhando vivamente a leitura das obras deste lúcido escritor latino-americano). Este texto mereceria uma análise mais aprofundada, porque referindo-se à América Latina, tem um alcance universal, abordando problemas que afectam e afligem todos os que usam a palavra como arma e como ferramenta de trabalho.

Porque escrevemos? Porque usamos a palavra como utensílio de eleição? Eduardo Galeano responde: - «Escrevemos a partir de uma necessidade de comunicação e de comunhão com os outros, para denunciar o que dói e partilhar o que dá alegria. Escrevemos contra a própria solidão e contra a solidão dos outros. Supõe-se que a literatura transmite conhecimento e actua sobre a linguagem e o comportamento de quem a recebe; que nos ajuda a conhecermo-nos melhor para nos salvarmos juntos. Mas «os outros» é um termo demasiado vago; e em tempos de crise, tempos de definição, a ambiguidade pode assemelhar-se demasiado com a mentira. Na realidade, escrevemos para pessoas com cuja sorte, ou má sorte, nos sentimos identificados, os mal alimentados, os sem abrigo, os rebeldes e os humilhados desta terra, e a maioria deles não sabe ler. Entre a minoria que sabe, quantos dispõem de dinheiro para comprar livros? Galeano responde: - Resolve-se esta contradição proclamando que escrevemos para essa cómoda abstracção chamada “massas”?»

Lançado o tema eterno do abismo que se abre entre o escritor e os destinatários da sua escrita, Galeano aborda a questão da miséria na América Latina, seu tema de eleição, concluindo que os países pobres pagam para que seis por cento da população mundial possa impunemente consumir metade da riqueza que o mundo inteiro gera. Assinala o desenvolvimento de uma indústria restritiva e dependente, assente sobre velhas estruturas agrárias, agudizando as contradições sociais em vez de as atenuar. Referindo-se sempre á sua América Latina (embora, com já disse, os pressupostos que apresenta assumam uma validade universal), pergunta: «por que não reconhecer um certo mérito de sinceridade nas ditaduras que oprimem, hoje em dia, a maioria dos nossos países? A liberdade das empresas implica, em tempo de crise, a prisão das pessoas.» Refere também a desertificação que a miséria provoca no tecido cultural dos países latino-americanos, com a fuga dos cientistas em particular e dos intelectuais em geral, abandonando laboratórios e universidades sem recursos.

Eduardo Galeano passa em revista toda a contradição que resulta do contraste entre a liberdade de expressão dos escritores, que podem dizer o que queiram, e o cárcere de limitações das necessidades mais básicas em que vivem aqueles a quem as suas palavras se destinam. Defende algo que os defensores da pureza da arte, sempre condenaram – a escrita como instrumento. Para esses, o objecto da arte é a própria arte. Mas Galeano termina o seu extenso discurso em defesa da palavra, afirmando que «Lentamente vai ganhando força e forma, na América Latina, uma literatura que não ajuda os outros a dormir e que, pelo contrário, lhes rouba o sono; que não se propõe enterrar os nossos mortos, mas perpetuá-los; que se nega a varrer as cinzas e procura, em contrapartida, acender o fogo. Essa literatura continua e enriquece uma formidável tradição de palavras lutadoras.» Curiosamente, este discurso em louvor da palavra, vem reacender uma controvérsia que, sobretudo nos anos sessenta, fez correr muita tinta – a dicotomia entre a forma e o conteúdo.

Um texto lúcido e escrito numa linguagem límpida e que merece ser lido e estudado com atenção, demonstrando que a palavra não pode estar dissociada da vida.
publicado por Carlos Loures às 12:00
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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Mis Camelias - notas de pié de página 99-114

Raúl Iturra

[99] La definición de América Latina, aparece en el sitio electrónico de la Enciclopedia Wikipédia, escrita en lengua portuguesa y dice, entre otros hechos: A América Latina comprende todos os países do continente americano que falam espanhol, português ou francês, bem como outros idiomas derivados do latim. Compreende a quase totalidade da América do Sul, excepto a Guiana e o Suriname, que são países germânicos. Engloba todos os países da América Central, excepto Belize e engloba alguns países do Caribe como Cuba, Haiti e República Dominicana. Da América do Norte, apenas o México é considerado como parte da América Latina. (Lo que omite la información, es que en la forma elegante de hablar inglés, hay muchas palabras latinas usadas para hablar- bien mi nota personal, porque el Reino Unido fue el primer lugar invadido por los romanos en su expansión al Norte, por Britannicus. Hijo del Emperador Claudio, nació el 12 de Febrero del año 41 .A .C. In 43, el Emperador Claudius fue honrado por el Senado, al otorgarle el título honroso de "Britannicus" como recompensa por su conquista de Gran Bretaña conquest of Britain. El Emperador lo recusó para él, pero lo transfirió a su joven hijo y su heredero. Este es el nombre con el cual fue reconocido por la posteridad. Dice el historiador Suetonio, que Claudio dotó a su hijo de forma dispendiosa a Britanicus. Era supuesto ser un niño muy bien dotado en inteligencia y virtudes éticas. La cita está en inglés, pero la he resumido y traducido, para no perder ligaciones que vinculan a otros sitios de información o hiperligaciones a otros textos interesantes para la historia. Britanicus nunca fue Emperador. La cita es en inglés, y se puede leer en: http://en.wikipedia.org/wiki/Britannicus )

Os outros países americanos restantes tiveram colonização maioritariamente anglo-saxônica, com excepção de Quebec, que é de colonização francesa (portanto, latina) e dos estados do sudoeste dos Estados Unidos, de colonização espanhola, além da Louisiana, que tem colonização francesa.

A América Latina engloba 20 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República
Dominicana, Uruguai e Venezuela.

El texto no será traducido para no perder los vínculos con otros sitios con información sobre América Latina. El texto está en luso brasilero, no en luso portugués, e ciertas informaciones en ingluès, por lo que no hay faltas de ortografía, son formas diferentes de escribir la lengua común de Portugal, Galicia, la antigua África Portuguesa, vestigios de la colonización de los portugueses en las Islas Malakas de Melanesia, partes de India y otras del Japón. La misma Enciclopédia citada, agrega que: A expressão América Latina teria sido cunhada pelo imperador francês Napoleão III, que citou a região e a Indochina como áreas de expansão da França na metade do século XIX. Deve-se também observar que na mesma época foi criado o conceito de Europa Latina, que englobaria as regiões de predomínio de línguas românicas. Pesquisas sobre a expressão conduzem a Michel Chevalier, que mencionou o termo América Latina em 1836, durante missão diplomática feita aos Estados Unidos e ao México.

Nos Estados Unidos, o termo não foi usado até o final do século XIX, e só se tornou comum para designar a região ao sul daquele país já no início do século XX.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, a criação da CEPAL consolidou o uso da expressão como sinónimo dos países menos desenvolvidos dos continentes americanos, e tem, em consequência, um significado mais próximo da economia e dos assuntos sociais. Convém observar que a ONU reconhece a existência de dois continentes: América do Sul, e América do Norte, sendo que esta última se subdivide em Caribe, América Central e América do Norte propriamente dita, englobando México, Estados Unidos e Canadá, além das ilhas de Saint Pierre et Miquelon, Bermudas e a Groenlândia. Escrito en luso brasilero, mantengo la lengua para no perder ligaciones externas al sitio.

[100] Día de la Raza es todos los 12 de octubre. El asunto de la cuestión, como habitualmente dice una hermana de mi madre, informado a mi por teléfono por la tía, española e hija de españoles todos los seis descendientes de Ángel Redondo del Cacho, Aragón, Ana Maria Carretero Grajera-Molano, Badajoz, y de la segunda mujer del Abuelo Ángel, la muy chilena Carolina Solís Bravo de Redondo, con esa querida hermana de ella, Vitalia, hija también nacida en Chile, Carola Redondo Solís de Gajardo, cual es la raza que se conmemora: ¿la chilena o la Española? No resisto colocar en esta nota un texto extraordinário del Historiador filósofo Eduardo Galeano, de Brasil , que dice: Até não muito tempo, o 12 de Outubro era o Dia da Raça.

Porém, por acaso existe semelhante coisa? O que é a raça, além de uma mentira útil para exprimir e exterminar o próximo?

No ano de 1942, quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, a Cruz Vermelha desse país decidiu que o sangue negro não seria admitido em seus bancos de plasma. Assim se evitava que a mistura de raças, proibidas na cama, se fizesse por injecção. Alguém viu, alguma vez, algum sangue negro?

Depois, o Dia da Raça passou a ser o Dia do Encontro.

Será que as invasões coloniais são encontros? As de ontem e as de hoje, encontros? Não deveríamos chamá-las de violações?

Quem sabe o episódio mais revelador da história da América ocorreu no ano de 1563, no Chile. O fortim de Arauco estava sitiado pelos índios, sem água nem comida, porém o capitão Lorenzo Bernal negou-se a se render. Da paliçada, gritou:

-e Nós seremos cada vez mais!

-Com que mulheres? Perguntou o chefe índio.

-Com as suas. Nós lhes faremos filhos que serão os vossos patrões.

Os invasores chamaram de canibais aos antigos americanos, porém mais canibal era o Cerro Rico de Potosi, cujas bocas comiam a carne de índios para alimentar o desenvolvimento capitalista da Europa.

E os chamaram de idólatras, porque acreditavam que a natureza era sagrada e que somos irmãos de tudo o que tem pernas, patas, asas ou raízes.

E os chamaram de selvagens. Nisso, pelo menos, não se equivocaram. Tão brutos eram os índios que ignoravam que deviam exigir visto, certificado de boa conduta e permissão de trabalho a Colombo, Cabral, Cortês, Alvarado, Pizarro e aos peregrinos do Mayflower.

Retirado del texto en línea: http://www.imediata.com/lancededados/EDUARDO%20GALEANO/galeano_descobreamerica.html

[101] Hay un comentario de Alejandro Espíndola, en línea, que voy a reproducir completo: ¡Sesgada está la historia en este país!.. Señores, y digo sesgada porque nada se da a conocer en los colegios sobre el genocidio, abuso, humillación y usurpación de territorios ocurrido hace 514 años atrás.

No tenemos nada que celebrar! Porque el 12 de octubre de 1492 comienza la invasión que hasta hoy tenemos que soportar con sus graves consecuencias que han ido sufriendo nuestros pueblos andinos.

¿De qué descubrimiento nos hablan del 12 de octubre de 1492?, si lo que en verdad sucedió fue el Descubricidio de América más de 60 mil hermanos indígenas masacrados en todo el continente. ¿Es eso digno de celebración? Mientras muchos lo celebran como el Día de la Raza, se enorgullecen en mostrar y festejar el folclore latinoamericano, sin embargo, para nosotros esta fecha no es más que el recordatorio del comienzo del racismo expandido en todo el continente y, que hasta ahora, se siente en el país. Pues el racismo fue adoptado por el criollo peninsular, porque él se consideraba superior a nuestros hermanos aborígenes, se consideraba con derecho a prevalecer sobre ellos, a las que inclusive se creyó con derecho a perseguir y extinguir… eso es Racismo!

Hoy nuestros pueblos andinos sufren las consecuencias del denominado racismo que heredó el Estado chileno, esto se ve reflejado en las políticas que prevalecen en el gobierno, como ausencia de reconocimiento constitucional de nuestros pueblos, la ausencia de reconocimiento del convenio internacional de OIT 169 que habla sobre la protección de los derechos sociales y económicos.

Chile posee un racismo y una intransigencia hacia los pueblos indígenas, ha sido oídos sordos a las demandas de autonomía, pues se nos hace necesario tener el control para asuntos en materia de territorio y recursos naturales, que al menos se nos tome el parecer en las decisiones importantes que ocurren en nuestros lugares de hábitat, nuestras comunidades. Pues podemos ver cómo nuestros territorios ancestrales han sido entregados a manos de mineras transnacionales y al mundo tecnológico en pos del desarrollo del país. ¿De qué desarrollo nos hablan?, si hoy las mismas ciudades de Antofagasta y Calama no se ve reflejado un progreso con las ganancias del cobre, sus calles y poblaciones siguen siendo las mismas. Peor aún para nuestros pueblos, porque ellos cercanos a las mineras, éstos les succionan las aguas de las napas subterráneas provocando así la sequía de la flora y el exterminio de la fauna y de nuestros hermanos indígenas. Esto es la prueba del racismo exacerbado al querer extinguir nuestros pueblos con la extracción de sus aguas pues el agua es vida y sin agua no hay vida.

Recordemos lo que dijo la Presidenta Michelle Bachelet hace tres días atrás en el foro del "Bicentenario 2006" que trata de debate y reflexión para examinar la realidad cultural, social política y económica del país; ella dijo: "Mientras más conozcamos lo que nos pasó, podremos luchar mejor por lo que no queremos que vuelva ocurrir"; y yo me pregunto, ¿realmente están preocupados de los que les pasó, de la historia, de nuestros pueblos?, si aún existe una historia tergiversada en los colegios cuando se habla del Descubrimiento de América, pues creo que aún enseñan el "Encubrimiento de América", sólo en el año 92 el censo del país reconocía algunas etnias y en el 2002 integró a otras más. Hace pocos meses el senado aprobó la existencia de la etnia diaguita. ¡Es de esa manera que ellos existen! Nuestros pueblos han permanecido en estos territorios por más de 11 mil años. "Revisar la historia para que no vuelva a ocurrir lo que no queremos", como lo dijo la Presidenta Bachelet, es también querer mirar introspectivamente el país, el querer luchar por una democratización por la democracia porque "la integración no se logra cuando se funde en masas, se consigue cuando los otros respeten su identidad cultural, porque ésta les parece compatible con la pertinencia a una sociedad común, vale decir, que sólo se está integrado cuando es aceptado como tal, cuando su diferencia es reconocida como un enriquecimiento a la sociedad ", esa sociedad es la que hace falta hoy, sin los rebrotes del racismo del siglo XXI. Retirado del sitio electrónico: http://lickancabur.blogspot.com/2006/12/12-de-octubre-dia-de-la-raza-o-dia-del.html

[102] En el siglo XIX, al celebrarse el cuarto centenario del descubrimiento, un real decreto firmado en el monasterio de la Rábida el 12 de octubre de 1892 (bajo la regencia de doña María Cristina de Habsburgo) expresaba el claro propósito de instituir como fiesta nacional el aniversario del día en que las carabelas de Colón llegaron a las Indias. Pero el establecimiento definitivo se daría más tarde.

Durante la Primera Guerra Mundial las relaciones hispano-argentinas no estuvieron exentas de la conocida "política de gestos" y agasajos mutuos. Dentro de esta política puede ser considerada la promulgación por parte del gobierno argentino (a cargo del presidente Hipólito Yrigoyen en su primera presidencia) del decreto del 4 de octubre de 1917. Este decreto instituyó el 12 de octubre como "Día de la Raza" y declaró ese día como "Fiesta Nacional". Logró además la adhesión de casi todas las naciones americanas, incluyendo Estados Unidos.

El Día de la Raza fue instituido para unir aquellos pueblos o países que tienen en común la lengua, el origen o la religión. Se puede considerar entonces esta fecha como ocasión para detenerse a pensar y ver que las naciones americanas deben ser plurales en lo cultural, lo étnico y lo racial. Retirado del texto de la página electrónica: http://www.mendoza.edu.ar/efemerid/10_raza.htm#origen , texto que también dice: El Día de la Hispanidad es una conmemoración propuesta inicialmente en España hacia 1915 y secundada por los países hispanoamericanos, celebrada el 12 de octubre. Retirada de la misma página electrónica ya citada, del Blog webmaster[arroba]mendoza.edu.ar

[103] La Enciclopédia en línea, dice: Ulster é o nome dado a uma das quatro províncias históricas ou tradicionais da Irlanda, dividida em nove condados, dos quais seis, actualmente, localizam-se na Irlanda do Norte e três na República da Irlanda. A província não possui funções administrativas.

A Irlanda do Norte é frequentemente mencionada como Ulster ou província do Reino Unido, estes termos podem causar confusão, uma vez que uma parte da província histórica do Ulster faz parte da República da Irlanda. El texto está en luso brasilero, que no traduzco ni modifico, para no perder ligaciones con otras informaciones asociadas a la historia del Reino Unido, especialmente a la Provincia de Ulster. La información ha sido retirada de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ulster

[104] O Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (habitualmente referido apenas como Reino Unido) é um país, estado soberano, formado geograficamente pela Grã-Bretanha e ilhas adjacentes e pelo nordeste da ilha da Irlanda, sendo limitado a norte e a oeste pelo Oceano Atlântico, a leste pelo Mar do Norte, a sul pelo Canal da Mancha, que o separa do resto da Europa, e a oeste pela República da Irlanda (única fronteira terrestre) e pelo Mar da Irlanda.

O estado é formado por quatro nações: Inglaterra, Escócia, País de Gales (ilha da Grã-Bretanha) e Irlanda do Norte (ilha da Irlanda) além de territórios que não pertencem a nenhuma destas nações, como a Ilha de Man e as Ilhas do Canal (ou Ilhas Anglo-Normandas), e várias possessões espalhadas pelo mundo: Gibraltar (no sul da Península Ibérica, as Bases Britânicas Soberanas (no Chipre), o Território Britânico do Oceano Índico (na Ásia), a ilha de Santa Helena (no Oceano Atlântico na plataforma continental africana), Bermudas, Ilhas Caymans, Ilhas Virgens Britânicas, Montserrat, Turks e Caicos, Anguilla, Ilhas Malvinas (Falklands) no continente americano e Pitcairn (na Oceania). Información retirada de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido

[105] La Enciclopédia livre define así: Commonwealth of Nations (Comunidade das Nações) é o nome em inglês de uma associação de territórios autónomos, mas dependentes do Reino Unido, criada em 1931 e formada actualmente por 53 nações, a maioria das quais independentes, mas incluindo algumas que ainda mantêm laços políticos com a antiga potência colonial britânica.

O nome original era British Commonwealth (Comunidade Britânica) até 1946. A Rainha Elizabeth II é actualmente a chefe titular da associação de Estados baixo a su Soberanoa. Esta fórmula foi inventada em 1950 quando a Índia tornou-se uma República Independente, embora não reconhecendo Jorge VI como chefe de estado, a Índia reconhecia-o como o símbolo da associação livre de nações.

A Commonwealth tem historicamente por objectivo promover a integração entre as ex-colónias do Reino Unido, concedendo benefícios e facilidades comerciais, mas agora os seus objetivos incluem a assistência educacional aos seus países-membros e a harmonização das suas políticas. Actualmente os países da Comunidade Britânica representam cerca de 30% de todo o comércio mundial.

A maioria dos membros da Commonwealth é antigas colónias do Reino Unido, com a excepção notável de Moçambique, a antiga colónia portuguesa, que acedeu a associação em 1995, com o apoio dos seus vizinhos, que eram antigas colónias britânicas (o Zimbabwe saiu da Commonwealth em 2004).

Outros países, como a Austrália, continuam reconhecendo o monarca do Reino Unido como chefe de estado, representado por um governador e usam a palavra Commonwealth como título da condição hierárquica de su forma de vida política.

Los Estados libres hacen parte de la Comunidad de Naciones, es largo e inmenso. La lista incluye Canadá, referido así en la Enciclopédia Electrónica: O Canadá é uma federação, apresentando como forma de governo uma monarquia constitucional e uma democracia parlamentar como sistema político. Constitui-se de dez províncias e três territórios. O chefe de Estado do país é a Rainha Elizabeth II do Reino Unido (Elisabeth II) - um símbolo dos laços históricos do Canadá com o Reino Unido " e o governo é dirigido por primeiror-ministros. Retirado de la página de La Enciclopedia electrónica: http://pt.wikipedia.org/wiki/Canad%C3%A1

[106] Vivaz, bonita, y lista (según cuentan sus contemporáneos), María tuvo una juventud prometedora. Coronada ya reina de Escocia y con su acuerdo matrimonial ya pactado por su madre, llegó a Francia en 1548, a la corta edad de cinco años, para vivir por los siguientes diez años en la corte francesa. Su propia pequeña corte que la acompañó desde Escocia consistía en dos lores o pares de la Reina, dos medios-hermanos, y las "cuatro Marías," cuatro pequeñas muchachas de su propia edad, todas llamadas María e hijas de las familias más nobles de Escocia: Beaton, Seaton, Fleming, y Livingston.

En la corte francesa, la joven reina era la favorita. Ella recibió la mejor educación existente en esos tiempos. Al término de su juventud, dominaba el francés, latín, griego, español y el italiano además de su escocés nativo. También aprendió a tocar dos instrumentos, prosa, equitación, cetrería y costura.

El 24 de abril de 1558, María se casó con el Delfín Francisco en la catedral de Notre Dame en París, y, a la muerte de Enrique II el 10 de julio de 1559, se convirtió en reina de Francia al acceder su marido al trono como Francisco II de Francia. Bajo las leyes ordinarias de sucesión, María era también la siguiente en la línea al trono inglés después de su prima, la reina Isabel I de Inglaterra, la cual no tenía hijos. Sin embargo, según la religión católica, Isabel era bastarda, lo que convertía a María en la legítima heredera del trono inglés. Sin embargo, de acuerdo al Acta de Sucesión Pro-Protestante que estuvo vigente en Inglaterra, la voluntad de Enrique VIII excluía explícitamente a los Estuardo de la sucesión al trono inglés. Los apuros de María aumentaron aún más con el levantamiento hugonote en Francia, llamado el tumulto de Amboise (6-17 de marzo de 1560), haciendo imposible para los franceses apoyar a María en el reino de Escocia y en sus pretensiones en Inglaterra.

[107] Stehan Zweig es el autor de la mejor biografía de María I, Reina da Escócia, como está referido en: http://en.wikipedia.org/wiki/Stefan_Zweig#Work, título del libro perdido por mí, por causa de exilio, pero recuperado en la versión inglesa; Mary, Queen of Scotland and the Isles or The Queen of Scots, 1935 (Original title: Maria Stuart), retirado da Enciclopedia referida en esta nota de pié de página.

[108] El 29 de julio de 1565, en el palacio de Holyrood, María se casó inesperadamente con Enrique Estuardo, duque de Albany, conocido como Lord Darnley, descendiente, como ella del rey Enrique VII de Inglaterra y primo suyo. Esta unión, con uno de los principales líderes católicos, precipitó que el medio-hermano de María, el conde de Moray, organizara con otros lores protestantes la rebelión abierta contra la Soberana. María se refugia en el castillo de Stirling el 26 de agosto de 1565 para enfrentarlos, volviendo a Edimburgo para reunir tropas el mes siguiente. Moray y los nobles rebeldes fueron derrotados. teniendo que marchar al exilio, siendo la acción militar decisiva que dio a la reina la victoria conocida como la Incursión de Chaseabout. El matrimonio también enfureció a Isabel, pues sentía que ella debería haber dado su consentimiento para la unión, pues Darnley era un noble inglés. Isabel se sentía amenazada por la unión debido a que con la sangre real escocesa e inglesa de Darnley, cualquier hijo de María y Darnley tendría una sólido derecho a los tronos de Escocia e Inglaterra, como efectivamente pasó años más tarde.

Poco tiempo después, María quedó embarazada, pero Darnley pronto se convirtió en un obstáculo para la reina, exigiendo con energía que se le diera el título de "rey". También estaba celoso de la amistad que había entre la reina y su secretario privado, David Rizzio, y, en marzo de 1566, Darnley participa en una conspiración secreta con los nobles que se habían rebelado contra María en la incursión de Chaseabout. El 9 de marzo un grupo de lores, acompañado por Darnley, asesinaron a Rizzio mientras conversaba con la reina en el palacio de Holyrood. Esta acción fue el motivo definitivo para la ruptura de su matrimonio. Darnley pronto cambió de lado otra vez y traicionó a los lores rebeldes. En otra ocasión, atacó a María para conseguir que abortara a su aún no nacido hijo... El 19 de junio de 1566, en el castillo de Edimburgo, la reina dio a luz un hijo, Jacobo. Entonces, se pone en marcha un plan para eliminar a Darnley, que se encontraba enfermo, posiblemente sufriendo de sífilis. Estaba en recuperación en Kirk o' Field, una casa en Edimburgo, en donde María lo visitaba con frecuencia, de modo que se pensara que una reconciliación podría acontecer. El 10 de febrero de 1567, la casa donde se alojaba explota, y Darnley fue encontrado muerto en el jardín; aunque parecía haber sido estrangulado antes de su cuerpo ser quemado por la explosión. Este acontecimiento, que pudo haber sido la salvación de María, sólo acabó dañando aún más su reputación. Jacobo Hepburn, IV conde de Bothwell, un aventurero que se convirtió en su tercer marido, fue generalmente considerado como el culpable del asesinato, fue juzgado en una parodia de corte, siendo absuelto. María procuró recuperar la ayuda entre sus Lores mientras que Bothwell consiguió que algunos de ellos firmaran el llamado pacto de la taberna de Ainslie, en el cual acordaron apoyar sus aspiraciones de casarse con María... La conspiración de Ridolfi dio otra vez motivos de sospecha a Isabel. En 1572, el Parlamento, a órdenes de la reina, introdujo una ley que eliminaba a María de la sucesión al trono inglés. Isabel, de manera inesperada, rechazó darle el consentimiento real a su legítima herencia del trono inglés. María Estuardo buscó refugio en el reino de su prima y en su país. Solo consiguió ver una vez a Elizabeth, quién cautivó a María de Escocia. Lo único que hizo para tratar de frenar a la cautiva reina fue en 1584, cuando promulgó un documento, el llamado Pacto de la Asociación dirigido a evitar que cualquier supuesto sucesor se beneficiara con su posible asesinato. No ataba a nadie legalmente, pero fue firmado por miles de nobles, incluyendo a la misma María.

La ejecución de María se convirtió en un tema que Isabel no podía seguir alargando más. Ella estuvo implicada en varias conspiraciones para asesinar a Isabel, levantar el norte católico de Inglaterra, y apoderarse del trono, posiblemente con ayuda francesa o española. Algunos de los partidarios de María creen que estos complots fueron inventados para perjudicarla.

María fue declarada culpable por traición por una corte de cerca de 40 nobles, incluyendo católicos, después de estar implicada en la supuesta conspiración de Babington, donde ella habría dado su autorización para asesinar a Isabel. La decapitaron en el castillo de Fotheringhay el 8 de febrero de 1587. María eligió usar un vestido rojo, declarándose una mártir católica. Tenía 45 años de edad.

La ejecución fue pésimamente realizada. Se dice que pudo haberse necesitado dos (o, según algunas fuentes, hasta tres) golpes para cortar su cabeza. Sobre la ejecución circularon posteriormente varios relatos, algunos totalmente inverosímiles: quizá no lo sea el que cuenta que al tomar el verdugo su cabeza para mostrarla al público se quedó inesperadamente con la peluca en las manos, mientras que la cabeza rodó por el piso.

María fue sepultada inicialmente en la catedral de Peterborough, pero en 1612 sus restos fueron exhumados por orden de su hijo, el rey Jacobo I de Inglaterra, VI de Escocia, quien la mandara enterrar en la abadía de Westminster. Permanece allí, a solamente 9 metros del sepulcro de su prima Isabel.

[109] Lo que dice Alice Miller, está en notas de pié de página más enfrente.

[110] Mariana Giacaman Valle, está referida en las varias entradas del sitio electrónico: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Odepa+Chile+Mariana+Giacaman+Valle&btnG=Pesquisar&meta=, especialmente en la entrada denominada Gobierno Transparente: www.odepa.gob.cl/transparencia/honorarios2007.htm l

[111] Blanca Iturra Redondo, está citada en varias entradas del sitio electrónico: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Blanca+Iturra+Redondo&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente, con foto y opiniones, en: http://www.uas.cl/site/talca/noticias.php?ID_VIEW=1045&VIEW_N=1 , que dice: Un Curso-Taller sobre "Abuso Sexual Infantil: Detección e Intervención", que se realizó recientemente en la Universidad Autónoma de Chile Talca, organizado por la Carrera de Sicología de esa casa de estudios. La actividad estuvo a cargo de las profesionales Dra. Zunilda Gambetta Alarcón, Ginecóloga Infanta-Juvenil, y Blanca Iturra Redondo, Asistente Social y Diplomada en Psiquiatría Comunitaria, contando ambas con amplia experiencia en dicho ámbito y que se desempeñan actualmente como Jefe del Servicio de Pediatría del Hospital Regional de Talca y Coordinadora del Equipo Regional PRAIS del Servicio de Salud del Maule, respectivamente.

[112] Es una pena que la lengua Castellana sea machista. No he encontrado una palabra que envuelva a los dos géneros dentro del mismo concepto, porque existe la palabra padres, pero suena a sacerdote para los chilenos. Después, pluralizar en "los papás", dónde es siempre masculino. Me he batido mucho contra el sexismo, soy un reconocido anti sexista, desde muy nuevo en la vida. Para mí, todos los seres humanos son iguales, especialmente desde que la mujer vota -en Chile, apenas desde el año de 1949 del Siglo XX, y en otros países de América Latina, después. La mujer es un ser creado en segundo lugar, como dicen todas las Biblias Cristianas de varias confesiones religiosas, que han tenido que luchar para tener su lugar en el mundo. Las mujeres generalmente quedan con los hijos menores cuando el papá se va con otra. No es por acaso que escribí el texto en mi periódico mensual A Páfina da Educação, Profedições, Porto, hoje Revista trimestral, este ensayo: Mulher a crecer, Machismo a tremer, texto de Octubre de 2005, texto dedicado a mi mujer, el cuál es posible encontrar completo en: http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/mulher_a_crescer.htm Sobre anti sexismo, ver: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=For+Men+Against+Sexism+Edited+Jon+Snodgrass&btnG=Pesquisa+do+Google&meta= El texto conmigo en formato de papel, es de 1977, Editora Times Change Press. New York, con el mismo título.

[113] La palabra pituco o pituca, refiere alguien que se siente por encima de los otros. Hay un texto que lo define, no de forma directa, pero se puede deducir: "Cuando Violeta Parra llegó a la discoteca donde tenía su oficina Gastón Soublette, él ya había escuchado a la folclorista. Encontraba notable sus creaciones, y ese fue el momento para preguntarle de dónde sacaba tantas ideas.

-“Me dijo que, por ser yo un pituco, no tenía noción de lo que era el folclor chileno.

No me lo dijo así directamente, pero me lo hizo sentir. Y yo acusé el golpe". El texto completo está en la página electrónica: http://www.memoriachilena.cl/archivos2/pdfs/MC0019145.pdf . También, Vicente Huidobro, el poeta chileno, al hablarse sobre él, se dice: “A Huidobro lo conocí a los 18 años, en 1936, y me fascinó. Era tan graciosamente distinto de los animales chilenos. Pituco (afectado), pero no odioso. Tenía incluso título de marqués de García Huidobro", rememora. El poeta chileno Gonzalo Rojas, http://www.google.pt/#hl=pt-PT&source=hp&q=Rojas%2C+poeta+chileno&btnG=Pesquisa+do+Google&aq=f&aqi=&aql=&oq=Rojas%2C+poeta+chileno&gs_rfai=&fp=d4c995620f3ab7fa de 90 años, confiesa además el último y desconocido acto poético de Huidobro, escondido entre la realidad y la ficción, entre el cielo y la tierra, como "Altazor", su obra cumbre. Texto completo en: Revista literaria AZUL@RTE , texto de Maurice Weibel, domingo 6 de enero de 2006. Las palabras citadas son del poeta chileno Gonzalo Rojas, Premio Cervantes, 2003, Blog de Francia, que puede ser leído en: http://revistaliterariaazularte.blogspot.com/2008/01/mauricio-weibel-huidobro-el-poeta-que.html Existe otra alternativa: Pituco es el apellido de una familia no chilena, muy elegante y afectada en sus modos, como se cuenta en el texto redactado en: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/G09.htm Y, más una alternativa, definida por el Diccionario de la Real Academia de la Lengua Española (DRAE), sería: Ser Pituco (según DRAE) significa ser presumido en Argentina, Bolivia, Chile, Ecuador, Paraguay y Uruguay. En mi querido Perú, vivir por ejemplo en el Distrito de Miraflores (NSE "B" aspirante ó "A") es ser un pituco o sea una persona de clase alta. Bien, las palabras no son inventadas, y si existe sólo en los países citados, es necesario agregar que todos ellos comparten el origen del Castellano con la lengua Quechua, países todos éstos que fueron colonizados por los Incas hasta 1490, con la llegada de los españoles colonizadores. Sin embargo, en el caso de Chile, el ave denominado pájaro Tordo, es conocida como pituco desde hace mucho tiempo, derivado de la palabra mapudungún Kürew/, que refiere al tordo común como Pituco, desde Atacama hasta la Patagonia, por lo que es posible que venga del original quechua de los Inca, de la hoy República del Perú. Información en: http://www.avesvivenchile.blogspot.com/

[114] Karolus ou Karol Wojtila escribió, o más bien, mando estudiar la Teología de la Iglesia Católica Romana, y, basándose en ella, redactar un Catecismo, publicado en 1991, en el cual está referido el denominado Cuarto Mandamiento, que, antes era: Honrar Padre y Madre, pero que Karol Wojtila cambió para «AMARÁS A TU PRÓJIMO COMO A TI MISMO», donde define los deberes de los padres con los hijos, y al contrario también, como dice el texto, retirado de una lógica común o una lógica cultural como los Antropólogos decimos, es decir, con base en los hábitos y las costumbres de la población para dónde fue enviado el texto, después de su aprobación y de la orden famosa y tradicional de "Imprimatur", que en el texto en formato de papel que tengo, consta en la página 11, de la Editora Librería Editrice Vaticana, fechado a 11 de Octubre de 1992. La parte que más me interesa, el último & comienza así: Al terminar este documento que presentar el Catecismo de la Iglesia Católica, pido a la Santísima Virgen María, Madre del Verbo Encarnado y Madre de la Iglesia, que sostenga con su poderosa intercesión el trabajo de catequético de la Iglesia entera en todos sus niveles, en éste tiempo en que la Iglesia es llamada a un nuevo esfuerzo de civilización. Que la Luz de la verdadera fe libre a la Humanidad de la ignorancia y de la esclavitud del pecado, para conducirla a la única libertad digna de este nombre (cf. 8, 32): la de la Vida en Jesucristo bajo la guía del Espíritu Santo, aquí y en el Reino de los Cielos, en la plenitud de la Bienaventuranza de la Misión de Deus de cara a cara (cf. Nº 1Co, 13, 14; 2 Co, Nº 5,6-8). Por otras palabras, una Mujer es guía de la Humanidad, como confirma el & anterior.
publicado por Carlos Loures às 15:00
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