Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Dia Mundial do Animal - Espécies em perigo em Portugal

Andreia Dias

Perante o desafio proposto, uma pequena homenagem ao Reino dos animais no seu Dia Mundial que se comemora desde 1930 em mais de 45 países, escolhi para o celebrar, alguns animais com a classificação de “Criticamente em Perigo”, “Em Perigo” ou “Vulnerável” em Portugal. Não pelo facto de serem mais importantes, mas por me parecerem mais emblemáticos, mencionarei apenas animais pertencentes ao grupo dos vertebrados. A lista é imensa… mas na impossibilidade de falar de todos, referirei aleatoriamente e de modo sucinto, um animal com o estatuto de ameaça referido, representante das aves, mamíferos, répteis, anfíbios e peixes.

À semelhança de outros países, existe em Portugal o “Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal” que reúne sob a forma de fichas, dados relativos às ameaças dos grupos animais, tendo em vista o desenvolvimento de programas de conservação ou de reabilitação. Segundo a União Mundial para a Conservação (IUCN), estabeleceram-se várias categorias de ameaça.

“ Um Livro Vermelho é ainda uma chamada de atenção e uma tomada de consciência perante a diminuição da diversidade biológica à escala global. Desde 1500, registou-se a extinção de 92 espécies de peixes, 5 de anfíbios, 22 de répteis, 131 de aves e 87 de mamíferos (Hylton –Taylor 2000 in Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, 2006.”

Classificado de “CRITICAMENTE EM PERIGO”, o Saramugo (Anaecypris hispanica) é um peixe endémico do rio Guadiana. Calcula-se que os efectivos desta espécie tenham diminuído em 80% nos últimos dez anos.



Factores de ameaça: degradação do habitat, provocado principalmente pela implementação de infra-estruturas hidráulicas, degradação da qualidade da água, extracção de inertes e introdução de espécies não indígenas (predação e disseminação de agentes patogénicos).

O Cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis), é uma das duas espécies de cágados que habitam o nosso país. A espécie existe na Europa e no Norte de África.



Está classificada como “EM PERIGO” em Portugal e a sua distribuição é muito fragmentada. Como principais factores de ameaça, constam a destruição das zonas húmidas (provocada por construção de infra-estruturas, captação e/ou poluição de água).


Com estatuto “VULNERÁVEL”, a Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), é uma espécie endémica da Península Ibérica e com distribuição apenas na região norocidental. Em Portugal, ocorre em todo o Noroeste (o limite Sul é o rio Tejo) e a distribuição no nosso país representa cerca de 50% da sua distribuição global. A perda, fragmentação e degradação do habitat por acção do homem são consideradas as maiores ameaças para esta espécie, aliadas à sua capacidade de dispersão limitada.



“CRITICAMENTE EM PERIGO” é a classificação atribuída ao Abutre-preto (Aegypius monachus). Extinguiu-se por completo como reprodutor no nosso país no início da década de 1970 e reproduziu-se este ano em Portugal, após interregno de quase 40 anos Instalaram-se 3 casais no Tejo Internacional e construíram os seus ninhos em Azinheiras. Das crias nascidas, 2 voaram com sucesso.




As principais ameaças prendem-se com o uso ilegal de venenos, a perturbação durante o período reprodutor nas zonas de nidificação e a redução de alimento disponível nos campos (depois do surto da “doença das vacas loucas”, medidas levadas a cabo pela União Europeia, impediram que os criadores de gado deixassem carcaças no campo, diminuindo a disponibilidade de alimento para as aves necrófagas).




O Lobo-marinho (ou Foca-monge) (Monachus monachus), “CRITICAMENTE EM PERIGO”, tem uma população extremamente pequena e muito restrita: ocorre numa área limitada à bacia do mediterrâneo, costa noroeste africana (Mauritânia e Marrocos) e nas Ilhas Desertas e Madeira. Apesar de ter sofrido um decréscimo de cerca de 80% nas últimas décadas, a população da Madeira encontra-se em crescimento (25 animais no arquipélago – 2003).

Os principais factores de ameaça são a captura acidental em artes de pesca, pesca ilegal com recurso a dinamite, alterações na dinâmica e distribuição das presas, derrames de crude ou outras substâncias poluentes.

A meu ver, um bom princípio para ajudar a sobrevivência dos NOSSOS animais, será o respeito.

Aproveito para relembrar que a Assembleia-Geral das Nações Unidas declarou 2010 - Ano Internacional da Biodiversidade, com o objectivo de se poder reduzir significativamente a taxa da perda de biodiversidade, até ao final deste ano.
publicado por Carlos Loures às 15:30
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