Domingo, 19 de Junho de 2011

A Nossa Encantadora Natureza 27 - Borboleta do medronheiro (Charaxes jasius) - Andreia Dias

Esta é a borboleta mais curiosa que conheço. De voo pesado, rapidamente marca presença se cruzarmos o seu território. Efectua voos rasantes sobre as nossas cabeças, mas ganhando alguma confiança, chega a poisar em nós. Já tive indivíduos poisados no meu ombro, que sem pedirem licença, ali encontraram um posto de vigia e descanso. Na verdade, foram minhas companheiras nas pausas de almoço em longas jornadas de trabalho de campo. Coloridas e belas, lembram-me algumas pinturas do Dr. Adão. Os tons e os padrões são tão bem combinados que parecem uma modelo revestida de uma indumentária meticulosamente desenhada por estilista de talento.

O padrão das asas da zona superior é completamente diferente do da face interior. A zona superior é homogénea e a inferior apresenta-se manchada.

O nome da espécie advém do facto de se alimentar principalmente de folhas de medronheiro (Arbutus unedo) enquanto lagarta e dos seus frutos quando adulta.

 

 

 

 

Encontra-se dispersa pelo Mediterrâneo e Norte de África. Em Portugal, pode ser observada principalmente na metade oeste. Aqui, as colónias numerosas encontram-se em medronhais extensos.

Para a sua conservação, é importante preservar os bosques de medronho da zona mediterrânica.

Curiosidades: Esta é a maior borboleta diurna do país (envergadura 65 – 80mm).

 

 

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Sábado, 21 de Maio de 2011

A nossa encantadora Natureza 26 – “Salvem a Terra… o único planeta que tem chocolate” - Andreia Dias


É a primeira vez que publico um pequeno texto baseado em material disponível na internet. Como achei graça à história, quero partilhá-la com os leitores. Infelizmente o autor das fotografias e o “contador” da bela história, não estão identificados.

Além do conteúdo da história, como sou muito gulosa, encantei-me com a frase “Salvem a Terra ... o único planeta que tem chocolate”.

A meu ver, frases apelativas como esta, despertam e alertam para causas que muitas vezes são difícies de cativar a atenção. Frases que estimulam vários sentidos…

Agora a história, baseada num correio electrónico: dizem que é uma história real e que nos mostra que “não importam as diferenças, quando necessitamos do apoio do outro”.

Ao que parece, em 2004  no Quénia, um hipopótamo bebé sobreviveu às ondas de um tsunami na costa do país. Com cerca de 300kg e com menos de 1 ano de idade, criou laços afectivos com uma tartaruga gigante, centenária.

 

 

 

Aparentemente, a tartaruga está muito feliz com o seu papel de mãe. Comem e dormem juntos. O hipopótamo segue a tartaruga e mostra-se agressivo se alguém se aproxima, defendendo-a como se fosse a sua mãe biológica.

 

 

 

A Natureza às vezes, tem destas coisas…

 

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Sábado, 14 de Maio de 2011

A nossa encantadora Natureza 25 – Gaivota de Audouin (Larus audouinii) - Andreia Dias

 

 

 

 

Esta simpática gaivota, foi considerada até há pouco tempo, a gaivota mais rara da Europa.

 

O sentimento perante um animal, muda a partir do momento em que o temos na mão… tive a sorte de colaborar na colocação de localizadores GPS em 60 gaivotas de Audouin, num projecto desenvolvido pela SEO/BirdLife, a Universidade de Barcelona e com apoio do Ministério do Ambiente Espanhol. Os investigadores pretendem estudar o comportamento das gaivotas durante a reprodução e conhecer a interacção com diferentes tipos de pesca bem como outras actividades humanas que possam representar uma ameaça para a espécie. Além disso, serão efectuados estudos de isótopos estáveis, que permitirão estudar a ecologia alimentar das aves marcadas.

Os animais foram capturados com armadilhas, colocaram-se GPS nas costas que recolhem dados durante cerca de 10 dias, altura em que se procede à recaptura dos animais para se removerem os aparelhos e recolherem os dados acumulados. Na altura da captura, são registadas biometrias (peso, altura do bico…), colocadas anilhas e recolhido sangue para análises.

Esta gaivota ostenta um característico bico vermelho cor de sangue e olhos escuros, contrastando com uma plumagem clara.

 

 

 

 

 

 

 

 

Distribui-se pela bacia do Mediterrâneo e em Portugal, pensa-se que iniciou as primeiras tentativas de nidificação no Algarve, entre 1998 e 2000. Provavelmente a colónia de nidificação portuguesa será uma expansão das colónias do Delta do Ebro.

 

A nível mundial, a população aumentou nos últimos 10 anos. É considerada “Quase-Ameaçada” a nível global.

Viaja usualmente ao longo da costa e prefere baías abrigadas. Encontra-se muitas vezes na foz de um curso de água. Alimenta-se em mares tranquilos e afastados da costa.

Alimenta-se de peixes, invertebrados, pequenas aves e alguns vegetais. Ocasionalmente come os excedentes atirados ao mar por barcos de pesca (by-catch).

O casal é monogâmico e ambos os progenitores cuidam das crias até que estas sejam independentes. São territoriais na zona de nidificação e instalam o ninho no chão.

 

 

 

As principais ameaças incluem a alteração, destruição e perturbação dos habitats de nidificação e a predação. Pode ainda ser alvo de pilhagem de ovos para colecção (por ser uma espécie rara) e pode ter problemas com artes de pesca.

 

Curiosidades: em Portugal estima-se a presença de cerca de 50 – 250 indivíduos. Durante a nidificação os casais descansam juntos. Fora desta época encontram-se em bandos.

 


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Sábado, 30 de Abril de 2011

A Nossa Encantadora Natureza 24 – Cipote, esponja-de-malta ou piça-de-mouro Cynomorium coccineum - Andreia Dias

 

 

 

 

Passamos tantas vezes pelos mesmos locais e nem sempre vemos o que nos rodeia. Há anos que conheço as falésias algarvias, mas normalmente faço caminhadas com os olhos postos no ar em busca de seres alados, apenas observo o chão para ver o que piso…

Certo dia, deparei-me com este estranho ser de forma fálica, nas arribas das pequenas praias de Albufeira. Mostrei-a à família curiosa, e também eles, clientes assíduos daquelas paragens, jamais haviam visado semelhante ser, que mais parecia um híbrido de fungo e planta. A hipótese de ser fungo, logo ficou de parte após uma análise mais detalhada, onde reparámos que tinha minúsculas flores. Mas a sua forma e textura, deixava acesa a curiosidade. Uma vez mais, fotografei a planta e enviei às minhas queridas amigas botânicas…

Revelou-se ser uma planta parasita que se encontra nas zonas costeiras mediterrânicas. Há quem defenda que é uma das plantas mais raras da flora de Portugal. Apresenta aspecto fungóide (semelhante a cogumelos do género Phallus) e como parasita, vive ligado às raízes de algumas plantas costeiras. Como noutras plantas parasitas sem clorofila, a única parte que emerge são as inflorescências, tendo a planta uma vida completamente subterrânea. Durante o Inverno, possui um período de repouso vegetativo em que a parte aérea desaparece. Após este período, cresce lentamente até à floração na Primavera.

 

Curiosidades: Durante a idade média, foram-lhe atribuídos poderes mágicos e curativos. Eram muito apreciadas pelos Cavaleiros de Ordem de Malta que a usavam para combater disfunções sexuais, disenteria e outras doenças. Actualmente, alguns povos africanos utilizam as suas raízes como condimento. Na Líbia é utilizada para fabricar tintas; algumas tribos nómadas do Iraque utilizam-na com fins culinários e curativos; em algumas zonas de Espanha era utilizada para combater as hemorróidas. Possui das flores mais pequenas das angiospérmicas.

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Sábado, 2 de Abril de 2011

A nossa encantadora Natureza 23 – Flamingo (Phoenicopterus roseus) - Andreia Dias

Não consigo dissociar a imagem de um bando de flamingos, do peculiar som que ecoam no característico ambiente húmido em que se encontram. Ainda não conheço África continental, mas cresci com as memórias da família, e quando vejo um bando de flamingos, sinto-me em África… O meu interior trauteia a banda sonora do filme “África Minha” e rapidamente me sinto em paz…

Tive a oportunidade de ver um bando de flamingos voar sobre mim, às 6h da manhã, altura em que o sol espreita e o dia começa a aquecer… a essa hora, a lua ainda se vislumbra e os dois astros teimam em permanecer no horizonte, como quem desfruta de um balancé… e brilhará o mais forte…

 

 

 

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