Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

A Poesia? Para que serve a Poesia?

VerbArte volta a apresentar este texto, que julga de grande importância. Apesar do ambiente opressivo que se vive no nosso país, fruto do mau governo e da excessiva concentração de riqueza existente em Portugal, aliados à especulação financeira internacional, que hoje é cada vez mais uma forma de domínio dos povos, apesar disso, é importante pensar na arte e praticá-la. A obra de Fischer é de capital impostãncia para a compreensão do seu papel. O Carlos Loures trouxe aqui algumas achegas, que mereceram bastantes comentários quando este texto foi apresentado pela primeira vez. VerbArte propõe que se continue a reflexão.

 

 

Carlos Loures

 

Em  8 de Setembro, realizámos aqui uma “maratona poética” – 24 horas emitindo poemas a um ritmo alucinante. O tema comum a todas as obras foi a «a arte poética». Poetas de diversas nações e de várias épocas, da Grécia Antiga à actualidade, dissertaram sobre a poesia e sobre o seu artífice, aquele que com palavras, sensações e sentimentos, a tece e constrói, oferecendo-nos em palavras o fogo, a que muitos chamam espírito e a que prefiro chamar humanidade. Em muitos textos, encontrámos a explicação do poeta sobre qual o objecto da poesia; noutros a justificação para ele próprio, autor, se exprimir através de poemas. Não esgotámos o tema. O tema é inesgotável.

 

Façamos então  aqui fazer uma breve reflexão sobre a origem da poesia (e da arte em geral) e sobre a sua função específica dentro de uma comunidade. Sabendo que há obras mais recentes sobre o tema, vou, contudo, recorrer a uma obra que surgiu nos anos 60 do século XX, «A Necessidade da Arte», Ernst Fischer (1899-1972), um ensaísta austríaco. Dizia Fischer que «a arte é ela própria uma realidade social. A sociedade necessita do artista, esse supremo feiticeiro, e tem o direito de lhe pedir que tenha consciência da sua função social.»

 

Com o advento do capitalismo, surgiu pela primeira vez na história das civilizações uma classe dominante que não procurou colocar, de maneira objectiva, a arte ao seu serviço. O artista é livre de qualquer tutela e fica desvinculado de obrigações para com a comunidade de que faz parte. Porém, esta liberdade, longe do o libertar, sujeita-o à solidão, à angústia e ao desespero. Em alternativa, à submissão. É uma liberdade que o força a enfrentar sozinho uma sociedade orientada para o lucro. Ou o que produz é mercadoria vendível ou é rejeitado. O capitalismo não dá liberdade ao artista – abandona-o e ignora-o. Tem de optar entre aceitar as suas leis ou não existir.

 

 

 

publicado por João Machado às 21:00
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